Minha vida de gato vira lata - SasuSaku
1 Capítulo I - Por de trás da torre Eiffel
Notas iniciais
Olha eu aqui, faz um tempinho que não escrevo uma SasuSaku (Mesmo que precise atualizar outras #NãoMeMatem).
Dessa vez vamos de algo mais tranquilo #Sqn.
Tenham uma boa leitura.
Comentem caso queiram - lerei com muito entusiamos e apreço caso tenha e responderei cada um!
Atualizações ainda a decidir, mas deve ficar a cada domingo.
Fanfic postada no Spirit com a minha conta @SrtaAthena-
Kiss.
O sol penetrava pelo janelão colorido da minha sacada, com a imponente figura da Torre Eiffel enfeitando a paisagem quando se olhava, junto com inúmeras casas estilo haussmannien, que se estendiam pela rua, ao lado de árvores e estações de metrô abarrotadas de gente.
Era revigorante acordar com aquela sensação de calor, no meu apartamento, no centro de uma das cidades mais românticas e belas do mundo: Paris. A mesma que tinha me acolhido quando precisei, quando não tinha nada no bolso além de desgostos e de sonhos que pareciam impossíveis a qualquer ser humano sensato.
— Shannaro… e pensar que 10 anos atrás eu tava na miséria _ sorriu, acariciando a manta felpuda que cobria meu corpo nu na cama estilo vitoriana, pensando na minha vida antes da revista, antes das passarelas, antes da faculdade, antes de fugir daquele lugar pior que o purgatório!
Conquistei tudo com meu suor, minha determinação, com a minha capacidade, além de ter as pessoas certas do meu lado. A família Haruno não me deu muita coisa, apesar de ser originária da França, com raízes orientais, abastada por uma rica e pomposa empresa multimilionária, com vários funcionários, empregados, serviçais, do que os herdeiros gostavam de chamar de ralé. Nunca dependi deles, tenho orgulho disso.
Deslizo da cama, colocando um robe de seda preta pelo meu corpo, abrindo as janelas da sacada, admirando a vista. Inner se espreguiçava em uma das cadeiras de madeira escura, com os raios solares deixando seu pelo branco brilhante, como uma lanterna. Minha gata era mimada demais, uma verdadeira lady.
"Algo que você deveria ter se tornado", penso, soltando uma risadinha nasalada, dando de ombros as palavras sem sentido, focando no que tinha a minha frente: um futuro brilhante e recheado de sucesso.
Tomei meu merecido café ao terminar de tomar um banho longo, ficando apenas com minhas roupas íntimas enquanto lia algumas notícias no tablet apoiado no suporte. A coluna de Sasori vinha em destaque em um site de fofoca, com uma foto de Milady Mito totalmente alcoolizada na lataria de uma caminhonete com seu marido, Hashirama.
—Uma noite não muito agradável. Sasori você um veneno_ sorriu, descendo os parágrafos com o olhar, bebericando meu café amargo.
"Parece que a Dama da casa Senju não é tão elegante quanto pensávamos, já que desfruta de cerveja barata de beira de estrada com o marido desbocado, ainda que em trajes finos de galã de novela.
Os herdeiros, Kushina e Sakumo ainda não se manifestaram sobre a bebedeira de seus pais e o abalo que isso causou no seio tradicionalista de sua família em Konohana, província de Konohagakuren"
Reviro os olhos, imaginando os amigos burgueses criticando a casa por uma noitada nas ruas de Tóquio. Bem fiz em me afastar daquele mundo de traições e tequila antes que me perdesse, como minha mãe.
—Srta Haruno, telefone para a senhora_ Chiyo se aproximou me entregando o objeto preto, mantendo um sorriso singelo.
—Obrigada senhora Chiyo _ retribuo o sorriso, limpando as pontas dos dedos sujos de requeijão, pegando o telefone da casa. Mal falei e a voz estridente de Sasori ressoou na linha.
— Sakurinha! Que bom falar com uma amiga.
— Não são nem 9h da manhã, me admira que esteja acordado e sobreo _ alfineto, tomando um gole de café puro.
— Acha que eu ia ficar bêbado depois de um bafo desses? Lógico que não! Quero ver ao vivo e a cores as tretas da burguesia, querida.
— Você é tão venenoso, querido _ riu, deslizando as notícias no tablet, mesmo que a maioria só falasse do escândalo da noite de farra dos Senjus.
— Sou informativo cerejinha, informativo apenas.
— Uma bela desculpa, isso sim _ tomo mais um gole de café, deixando a xícara de porcelana em cima do pires do mesmo material, bloqueando a tela do tablet, deixando ele ali.
— Chatices apenas. Agora me fala, como tá o ânimo pra mais tarde? Tô doido pra encher a cara hoje.
— Pensei que estivesse ocupado _ cruzo as pernas, admirando o céu azulado e brilhante pela sacada da varanda, de onde se estendia a sala bem arrumada e decorada.
— Nunca estou ocupado pra uns drinks, já falei com o Dei e ele já topou, agora falta a minha rosada favorita.
— Como se conhecesse outra_ o provoco, ouvindo seu estalar de língua e coisas caindo no fundo.
— Anda logo!
— Tenho prova de roupas para um próximo desfile, não tenho tempo pra birita hoje, chère.
— Nossa, prefere ir naquela agência moforenta do que encher a cara comigo? Estou chocado.
— De mal com o Kakuzou ainda? Deveriam se entender logo, me poupa ter que ficar de mediadora, não sou juíza, Sasori _ o ruivo falou algo que não conseguia entender, com mais coisas caindo no fundo. Ele estava num ringue?
— Você me paga rosadinha, mas depois a gente conversa, vou terminar uns assuntos _ a voz arrebatada de sono de Deidara soava no fundo, assim como os gritos insistentes de Hidan, chamando palavrão aos quatro ventos. Contive a vontade de soltar uma gargalhada.
— Tá tá, vai lá que teus amigos tão sedentos _ comento, desligando o telefone antes de escutar as gracinhas daquele ruivo, pegando um pedaço de kiwi da mesa antes de correr pro quarto pra me arrumar.
Abro meu closet, pegando as cruzetas com as roupas separadas — um hábito que acabei pegando da minha falecida mãe — em uma das araras no centro do lugar em formato oval, acarpetado e perfumado com meu típico perfume de cereja. Tiro as peças das cruzetas, me vestindo sem nenhuma pressa. Optei por uma saia de cintura alta, jeans, que ficava uns 3 dedos acima do joelho, uma blusa cropped sem mangas, preta, combinando com minha botinha de couro, cano curto.
— Acha que falta alguma coisa _ mordo meus lábios, me olhando no espelho de corpo, insatisfeita com o look. Chiyo entrou no quarto, sorrindo ao me ver.
— Esta linda Senhorita_ sinto minhas bochechas esquentarem de leve, fazendo uma pose para minha fiel amiga e confidente.
— Que bom que gostou, mas acho que ainda falta alguma coisa_ suspiro, sentando no baú que ficava na frente da minha cama, olhando o reflexo da jovem senhora quando se aproximou de mim.
— Está esfriando, não esqueça de um casaco querida_ levanto a cabeça, encarando o rosto sorridente desta, que ergueu uma sobrancelha.
— E isso! Um Casaco! A senhora é a melhor _ corro pro closet, indo direto no meu preferido — um casaco mais curto, cinza chumbo. Voltei pro quarto, dando pulos de alegria, me olhando no espelho mais uma vez_ O que acha?
— Você já é linda querida, suas roupas apenas enaltecem sua beleza _ vovó Chiyo sempre me fazia sorrir, mesmo que estivesse em meus piores momentos, ela estava ali comigo, me dando conselhos, biscoitos de chocolate e chá quentinho. Uma segunda mãe pra mim, principalmente quando a minha foi embora.
— A senhora que é linda _ seguro seus ombros, dando um beijo em sua testa, recebendo um abraço apertado desta, ouvindo algo cair no chão.
Quando nos separamos, notei um envelope bege no meio do tapete. Me agachei e o peguei, olhando para a vovó:
— Que isso?
— Ah, chegou isso para você querida, vim lhe entregar_ ergo uma sobrancelha. Não era de receber coisas pelo correio, se fosse do trabalho teriam me ligado, ou me mandado mensagem.
Virei o envelope, notando o símbolo do yin e yang bem na ponta, assim como o remetente: Neji Hyuga.
— Filho da puta!
Fale com o autor