Minha melhor amiga
11 X
Notas iniciais
ótima leitura a todos!
Ela adentou o lugar muito ferida, mas estava ali. Nana viera me salvar...
Ela arrancou Garden de cima de mim e pegou-me em seu colo... Seu sangue escorria gelado pelas suas vestes.
“Vamos...” ela murmurou enquanto me carregava “Chega disso!”
Senti-me como nunca antes... Meu coração batia acelerado, mas de uma forma muito boa. O colo de Nana era confortável e seus braços pareciam um lugar seguro...
“O-o que fez com o Louis?” eu disse num sussurro muito fraco.
“Apenas cuidei dele!” ela respondeu com segurança.
Sorri e aconcheguei meu rosto em seu peito ensanguentado. Louis estava caído na entrada da caverna. Ele devia estar muito ferido. Notei uma marca de dentes em seu pescoço. Apesar de Nana também estar muito ferida, ela parecia muito mais forte do que deveria...
O que acontecera?
Ela saiu correndo da caverna comigo em seus braços. Poucos minutos depois, avistei minha casa... Minha aconchegante casa... O sol começara a se por e eu desconfiava que estivesse perto das seis... Minha mãe chegaria em pouco tempo. Mas eu não queria saber de nada. Apenas fiquei aconchegada no peito da minha melhor amiga até entrarmos pela porta dos fundos, subirmos a escada e ficarmos na segurança do meu quarto. Como ela não queria sujar minhas coisas de sangue, colocou-me na banheira de roupa e tudo e abriu a torneira de água quente... Aquele banho foi o melhor da minha vida e o mais revigorante.
Acho que fiquei quase uma hora na banheira, depois eu troquei a água cheia de sangue da minha ferida e de Nana que passara para mim, tirei minha roupa e me lavei de verdade. Aquilo tudo fora tão confuso e eu ainda sentia a mordida em meu pescoço doer muito... Resolvi sair do banho e ir ver Nana.
Mas, quando abri o boxe da banheira, ela estava ali sentada na tampa da privada. Vesti meu roupão... Ela estava toda suja de sangue e tinha uma expressão muito enfurecida...
Ajoelhei-me a frente dela.
“Nana, como você está?” murmurei, preocupada “Vá tomar um banho!”
“Miss, como você está?” ela arregalou seus olhos e contraiu as sobrancelhas em aflição “Vá se deitar! Levar uma mordida de vampiro não é fácil!”
“Eu estou ótima...” menti “Vá logo tomar um banho e depois conversamos...”
Ela levantou-se e entrou na banheira, fechando o boxe.
Tranquei a porta do meu quarto... Fui até a minha cama e deitei-me sem nem trocar o roupão por outra coisa, estava com muita dor para mexer-me por muito mais tempo... Peguei um espelhinho no criado-mudo e olhei as marcas de dois dentes no meu pescoço... Havia casquinhas avermelhadas em volta delas e doíam muito, muito mesmo...
Minutos depois, Nana saiu do banheiro de toalha e pegou um pijama meu qualquer. Vestiu-se e sentou-se ao meu lado na minha cama.
“Desculpe-me por tê-la exposto a um perigo tão grande... Por favor...” lágrimas ameaçavam cair dos olhos de Nana enquanto ela me dizia isso.
“Ei, ei, ei...” puxei-a para mais perto de mim “Pare de se culpar! A culpa não é sua se coisas idiotas a transformaram em algum tipo de ser desconhecido! Eu quero tê-la por perto até o fim do mundo, tudo bem?” eu já a abraçava àquela altura. Pude senti-la assentir concordando comigo “Então, que tal nós dormimos? Estamos precisando de um descanso, não é?”
Ela afastou-se um pouco de mim para olhar-me nos olhos e dizer:
“Eu te amo muito mesmo...”
“Eu também te amo muito mesmo!” voltei a aproximá-la do meu peito num abraço aconchegante.
Ela colocou as mãos em minhas costas e subiu na minha cama. Aconchegando-se entre minhas pernas. Então, ela deixou-se cair para o lado e ficamos uma olhando a cara da outra. Demos um sorrisinho... Eu gostava muito da presença dela ali. Não sei como teriam sido meus últimos dias se ela não tivesse aparecido... Havia pouco tempo que ela voltara, mas eu sabia que não aguentaria perde-la novamente.
Preferiria morrer. Ela era a minha preciosidade e eu era a preciosidade dela. Eu a completava e ela me completava. Ninguém podia nos separar, a não ser que quiséssemos isso, mas...
... Nunca iríamos querer!
Qual é? Melhores amigas como nós duas, não existia no mundo, além de nós, é claro!
Mas, depois de uns quarenta minutos ali com Nana, sorrindo e quase dormindo, escutei algumas batidas na porta. Era mamãe, eu sentia seu pulso forte.
“Nana” sussurrei “eu não estou com vontade de atender!”
“Não atenda, então...”
“E deixar minha mãe no vaco? Que maldade!”
Mas as batidas pararam e provavelmente mamãe pensara que eu estava dormindo. Sorri para Nana. Eu estava com preguiça e dor demais para ir atender.
“Bom, você deve estar muito cansada mesmo. Vamos dormir!” Nana falou.
Bocejei.
“Eu não estou tão cansada. Vamos conversar...”
“Eu estou vendo seu cansaço; vamos dormir!” Nana riu.
Bocejei mais uma vez.
“Tudo bem...” falei “Boa noite, Nana..”
“Boa noite, Miss, minha melhor amiga que eu amo tanto.”
Ri.
“Eu também te amo, minha pequena...”
E ficamos nos olhando e sorrindo mais uma vez, até nossos olhos começarem a se fechar e eu só sei que depois, dormi...
Notas finais
P.S.: Amanhã vou tentar postar o próximo capítulo!
Fale com o autor