Minha melhor amiga
1 Prólogo
Notas iniciais
Elas estavam atravessando a rua brincando... Era uma estrada vazia, onde não se passava muitos carros. As duas haviam fugido mais uma vez para a floresta. Estavam voltando por aquela estrada, como sempre. Ariana foi na frente, rindo por Misty ter caído ao tropeçar numa pedra no meio do matagal vazio nas beiradas da estrada, depois da floresta. As duas garotas adoravam ir àquele lugar onde ninguém poderia mandar nelas ou bater nelas caso não obedecessem. Havia mais uma estrada para atravessar depois dessa, porém era uns cinquenta metros à frente.
“Vem logo, lerdinha!” brincou Ariana.
“Lerdinha porque não foi você que acabou de se ralar toda, né Nana?” Misty riu com a amiga.
As duas começaram a correr, brincando. Chegaram à frente da segunda estrada e pararam de rir. Viram algo enlouquecedor... Algo julgado pela humanidade ser impossível.
Ali, parado na frente delas, do outro lado da estrada, havia um lobo destroçado... E, atrás do lobo, havia um homem agachado com olhos vermelhos e dentes ensanguentados. Elas ficaram paralisadas. Aquele homem ou coisa (elas não sabiam diferenciar) foi levantando-se e olhando-as, sorrindo. Avançou em Misty e ela correu para o lado oposto, porém não conseguiu escapar. Nana pegou um galho pesado e bateu na coisa, pois ele já estava preparando-se para morder Misty.
“Resolveu me desafiar com isso?” a criatura parecia totalmente indignada com Nana.
A garota estava morrendo de medo de tudo. Não conseguiu se mexer e ficou olhando o monstro, enquanto sentia uma gota de suor escorrer-lhe a frente de sua orelha. Ele se aproximou e a menina gritou... O monstro rosnou. Nana notou que Misty havia jogado uma pedra nele. A coisa virou-se para Misty, que estava na beirada da estrada, preparando-se para fugir. Voltou a rosnar, cada vez mais raivoso. Preparou-se para avançar em Misty. O coração das duas batia tão rápida e fortemente, que podia-se ouvir o barulho da pressão sanguínea delas. Elas já choravam de medo. Misty estava dando passos para trás receosa. A criatura deu um passo para frente e Nana gritou:
“Deixe-a em paz, seu monstro!”
“Está preocupada com sua amiguinha, é?” ele riu “Que pena! É agora que eu avanço nela e você vai me observar secá-la!”. A criatura foi correndo em direção à Misty e era mito rápido. Nana correu atrás deles. Um carro vinha ao longe, naquela mesma estrada. O motorista parecia muito distraído enquanto procurava um CD em seu porta-CDs. Misty estava no meio da estrada chorando desesperadamente.
O vampiro parou bem em frente a ela e sorriu com seus dentes afiadíssimos.
“Você está perdida garota!” ele rosnou.
“Misty!” Nana empurrou a amiga.
Misty chorava sem parar. Nana empurrou o vampiro da frente da sua amiga. O carro vinha em grande velocidade. O motorista ainda estava abaixado. Nana estava com o rosto vermelho de pavor e, três segundos depois de empurrar o vampiro, o carro passou por ela... Fazendo-a voar e bater em uma árvore.
“Não!” Misty gritou.
A menina olhou em volta e notou que aquele vampiro havia sumido. E sua melhor amiga e única pessoa que a compreendia no Mundo havia ido embora também... Ali estava ela e o motorista do carro que matara Nana parados, sem saber o que fazer direito... O s dois desorientados. Mas ele não estava pior que Misty... Ninguém no Mundo poderia estar nem como ela no momento...
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