Notas iniciais
Um milhao de desculpas, eu sei que ^nã posto a muito tempo, mas eu tinha que dizer o porque. Primeiro teve todos aqueles problemas com o Nyah, depois o meu computador deu problema, semanas de provas, estudar e blá, blá,blá, mas o importante é que eu já estou com mais dois capítulos novos. Deixem os seus comentarios, e nao me abandonem também por favor

Acordei com os primeiros raios de sol batendo em meu rosto, abri lentamente os olhos e logo me senti cega devido à claridade, levei minha mão a cabeça de maneira descrente, ainda não conseguia acreditar no que havia ocorrido, eu me declarara a Adam, contei a ele sobre meus verdadeiros sentimentos e ele correspondia, ele também me amava. Levantei sonolenta de minha cama e segui para a sacada de meu quarto, olhei para fora e percebi que a neve caia vagarosamente, encobrindo velhos arbustos e tornando o lago que ficava no interior do jardim congelado. Ouvi leves e discretas batidas na porta de madeira e voltei minha atenção para a mesma, logo Madame Marta adentrou o cômodo pegando roupas adequadas para a baixa temperatura. Logo ela me entregou um vestido em tons claros e um grosso casaco de pele. Seguimos caminhando pelos corredores do castelo, Madame Marta se mostrara como uma mãe, preocupada tanto comigo quanto com seu filho de criação Adam, ela me avisou que ele me esperava para o café e logo tratei de apressar o paco e encontrá-lo, eu precisava vê-lo depois de tudo, depois do beijo.

Ele encontrava-se sentado na cabeceira, de uma maneira um pouco largada, talvez ele não quisesse agir como um príncipe por hora tinha uma das mãos apoiada no braço da cadeira, sustentando seu rosto, fitava a natureza de uma maneira tão concentrada que nem a menos notou minha chegada. Porém quando o fez ele tratou de sentar de maneira correta abrindo para mim seu doce sorriso torto.

–Olá Bela. – ele falou e gesticulou para que eu me sentasse na outra extremidade da mesa.

–Adam... – o cumprimentei e não pude de maneira alguma deixar de sorrir, os copeiros que se encontravam perto de nós, assim como Madame Marta notaram que havia algo diferente entre nós.

O café, assim como em todas as manhãs havia sido posto de maneira bastante suntuosa, um verdadeiro banquete, bastante diferente de minha antiga realidade, senti um aperto em meu coração, pensava em meu pai, mesmo depois do que ele havia feito comigo, arruinado meus sonhos, me castigado, me entregado para aquela horrível mulher que me chicoteou e me trancou em um porão, eu ainda pensava nele, eu o amava mesmo que não quisesse admitir. Quando eu e Adam terminamos seguimos pelos jardins do palácio, o clima estava muito frio e as arvores haviam perdido suas folhagens, Adam me abraçou como que para tentar me aquecer e eu sorri com sua atitude, para mos em frente ao lago congelado e ele estendeu a mão para mim e me perguntou:

–Sabe patinar Bela? – eu o encarei surpresa por um minuto, nunca havia tentando isso, eu costumava observar os demais habitantes de minha vila, que sempre que encontravam condições adequadas patinavam no lago congelado.

–Eu... Bem não Adam, eu não sei. – ele sorriu e sussurrou em meu ouvido.

–Confia em mim? – eu assenti e então ele gesticulou para que um dos empregados do castelo conseguisse os patins desejados.

Ele me ajudou a calcá-los, devido a meu vestido eu quase não conseguia caminhar de maneira correta.

–Eu prometo que não deixarei que você caia. – sorri e ele me conduziu para o gelo, patinamos de mãos dadas, sempre que ele sentia minhas inseguranças, laçava minha cintura com seus braços musculosos e me auxiliava a patinar, sorriamos bastante, nossa felicidade havia se tornado algo obvio.

Eu não possuía tanta experiência quanto ele imaginava e acabei me desequilibrando, ele segurou-me pela cintura e colou seu corpo ao meu, nossos rostos estavam a centímetros e sua respiração batia em minha pele, causando uma boa sensação, Ele beijou lentamente meus lábios, enquanto os flocos de neve começavam a cair em um ritmo semelhante ao de nosso beijo.

Passamos todo o dia conversando, ele contava para mim sobre sua infância e eu falava para ele sobre meus hábitos, considerados bastante inadequados para uma moca que estava prestes a se casar.

Fomos para a biblioteca, ele sentou-se entre as almofadas e pegou um de seus livros, sentei-me próximo a ele, com minha cabeça encostada em seus ombros musculosos. Ele começou a ler e suas palavras pareciam me contagiar, sua voz era aveludada, transmitindo para todos confiança, ele com certeza teria sido um grande rei, assim como seus pais, ele interrompeu sua leitura por um minuto e me fitou.

–Bela? – eu o encarei curiosa.

–Sim?

–Gostaria de ir a um baile comigo? – eu estava confusa, como ele pretendia ir a um baile, se não podia deixar aquele castelo.

–Como... Onde?

–só confie em mim.

Ele sorriu e beijou meus lábios.

Ele continuou sua leitura, porém eu não sabia como ele pretendia dar uma festa, se ninguém poderia vê-lo, mas Adam conseguiu desviar minha atenção dessas perguntas com sua leitura, sua voz voltou a me envolver e logo nada mais me importava.