Minha Nada Mole Vida
22 Capítulo 20
Notas iniciais
Bella POV
— Mãe – dizia Edward tentando se afastar da biscate – eu não vou dormir em casa esse fim de semana — a menina se afastou com um rosto desolado.
— E eu posso saber onde você vai dormir Edward? – perguntou a vadia se dando uma de ofendida, essa foi minha deixa.
— Na minha casa! – disse abraçando a cintura de Edward e sorrindo, mas para completar, dei minha tacada de mestre – Como vai sogrinha? Sentiu saudades?
Sério, se eu tivesse uma filmadora nesse momento, o vídeo iria fazer o maior sucesso no youtube, primeiro veio à surpresa, depois ela enviou um olhar indignado para Edward e por fim o olhar assassino foi direcionado a mim, mas eu estava decidida, não ia deixar ninguém se por entre nós novamente.
— Edward! – disse a cobrinha indignada para meu namorado que me olhava surpreso, mas ao mesmo tempo orgulhoso – O que essa garota está fazendo na minha casa? – era notável que ela estava tentando controlar a voz.
— Nos encontramos, conversamos, voltamos, ela veio me acompanhar para pegar umas roupas, depois vamos almoçar com os meninos que estão nos esperando lá fora e por fim vamos para casa dela, algum problema?
— Eu não acredito que você teve a coragem de reatar com essa... essa...
— Eu acho mãe, que seria de bom tom você pensar bem antes de falar – disse Edward começando a ficar irritado.
— Você não vai!
— Por quê? – perguntou meu namorado cético.
— Porque sua prima veio aqui para passar o final de semana com a família! Não vou permitir que você saia. – disse ela arrogante e sorrindo triunfante para mim, mas parece que Edward percebeu também e isso não o agradou em nada.
— Pois bem, eu não vou sair, mas Isabella vai ficar também!
— O QUE? – perguntamos de forma sincronizada eu, a mãe dele e a piranha.
— Isso mesmo que vocês ouviram, se eu não posso dormir na casa de Isabella, Isabella dormirá aqui. Essa é a condição mamãe, decida! Você quer ou não que eu fique em casa? – finalizou ele sorrindo torto e me abraçando por trás.
— Mas é claro que ela... – começou a cascavel falar irritada, mas foi interrompida por Carlisle que acabava de entrar:
— Vai ficar! – disse ele sorridente se aproximando — Será uma honra recebê-la em minha casa Isabella! Como está a minha norinha predileta? – perguntou ele me abraçando.
— Vou bem Carlisle e você?– respondi toda feliz, mas nunca deixando de olhar pra minha sogrinha que parecia que ia explodir.
— Criou juízo? – perguntou ele se fingindo de sério e me deixou encabulada.
— Na medida do possível! – afirmei sem graça escondendo meu rosto no peito de Edward que dava risada.
— Ai ai ai vocês dois, o amor juvenil. Lembra Esme como nós éramos? – perguntou ele abraçando a esposa pela cintura e dando um beijo em sua testa.
— Lembro Carlisle! – disse ela séria me fuzilando com o olhar. – E definitivamente não éramos como eles – disse ela sarcástica.
— Graças a Deus! – disse baixinho, mas parece que todos ouviram, pois os homens presentes deram risada.
— OLHA AQUI GAROTA... – Começou ela a gritar vindo em direção, mas Edward a interrompeu.
— O papo tá bom né? Mas Emmett e Jasper estão nos esperando no carro minha linda. – após dizer isso ele me deu um selinho carinhoso e se virou para o pai — Pai, eu vou almoçar com a Bella e os meninos, depois vamos passar na casa da mãe dela para pegar umas roupas pra ela e voltamos tá? – após dizer isso ele me guiou até a saída onde seguimos em direção ao seu carro.
Nosso almoço foi tranquilo, baseado num bate-papo gostoso e várias brincadeiras, confesso que esses três homens juntos não prestavam. Jasper era centrado, Emmett o palhaço e Edward, bom ele era a mistura exata dos dois. Por ser recente eu posso afirmar que é muito estranho ter Emmett do nosso lado, mas ao mesmo tempo está sendo demais, pois seu jeito divertido contagiava a todos, mas eu ainda acho que temos que conversar para realmente colocarmos os pingos nos i’s.
Depois do almoço, os meninos preferiram ficar pelo shopping, iam catar mulher ou algo assim e eu e Edward seguíamos para a casa de minha mãe onde iríamos pegar minhas coisa, mesmo que em minha opinião, essa ideia de eu dormir na casa dele era extremamente absurda, mas Edward me pediu ou melhor, me impôs isso e eu concordei, quero só ver o que minha vó vai achar disso tudo.
Quando chegamos na casa da minha vó, minha mãe e minha tia estavam trabalhando e minha vó estava distraída na cozinha procurando algo em seu livro de receita para cozinhar.
— Vó!!!!!! – cheguei na cozinha gritando para assustá-la.
— Puta merda Isabella, assim você me enfarta sabia? – respondeu ela séria, fazendo com que eu e Edward caíssemos na risada. – Olha só o que temos aqui! Boa tarde, Edward! Como está garoto?
— Estou ótimo Sophia e a senhora?
— Com taquicardia por causa dessa neta desnaturada! – respondeu ela me olhando tentando se manter seria, mas sem sucesso. – Então voltaram?
— Sim! – respondemos juntos, sorrindo e nos olhando. Confesso que a cena foi ridícula, mas estávamos felizes demais para que algo estragasse o clima.
— Acho melhor criar vergonha na cara de uma vez Isabella, porque pelo amor de Deus né!
— Vovó! – exclamei ofendida.
— Estou mentindo?
— Não, mas deixa pra falar essas coisas quando Edward não estiver aqui né!
— Por quê? Ele já ouviu um monte também.
— Verdade? – perguntei curiosa olhando para Edward que apenas assentiu com a cabeça.
— Por que algo me diz que vocês querem me falar alguma coisa? – perguntou minha vó curiosa.
Eu e Edward nos encaramos para decidir quem falaria com ela primeiro, eu sei que o ideal seria eu falar, mas Edward era cavalheiro demais para me deixar fazer isso, tanto que ele logo tomou conta da situação:
— Então Sophia, como à senhora sabe, nós reatamos hoje e não queremos ficar separados, então tínhamos combinado de eu vir dormir aqui, mas...
— Aqui?? – perguntou minha vó espantada.
— É – concordou ele sem graça — mas minha mãe não autorizou, pois minha prima está em casa e ela quer a família reunida, então eu gostaria de saber se a senhora autoriza a Isabella dormir na minha casa.
Minha vó ficou um bom tempo observando nós dois que agora estávamos abraçados e apreensivos sem dizer nada, até que em um momento ela se levantou e foi em direção ao filtro para pegar um pouco de água.
— O que vocês querem que eu diga?
— Que... sim – respondi receosa.
— E a sua mãe Edward? – perguntou ela preocupada.
— Ficará distante. – respondeu ele rapidamente.
— Vai arrumar suas coisas então Isabella. – respondeu ela voltando a folhear seu livro de receitas.
— Sério isso?
— É claro que é! Eu seria hipócrita se eu não deixasse você ir, vocês já viajaram juntos, já devem ter... – ela começou a falar e parou – melhor eu ficar quieta porque não quero pensar nisso. – disse ela se distraindo novamente com o livro.
Eu e Edward sem pensar duas vezes corremos para o meu quarto, peguei apenas um pijama, duas trocas de roupas, uma roupa para sair e meus produtos de higiene pessoal. Nem 15 minutos depois já estávamos no carro seguindo novamente para sua casa.
Quando chegamos lá encontramos com Emm e Jasper na sala entediados jogando vídeo-game. Edward assim que os viu, seguiu até lá anunciando que ele seria o próximo e me pediu para levar as coisas para o quarto dele, pois Jasper havia acabado de morrer e já era sua vez, preciso dizer que fiquei P da vida com isso?
Não né!
Segui para o quarto dele sem problemas, deixei minha mochila em cima da cama dele e me distrai olhando os bonecos de ação que tinham em sua estante assim como os vários carrinhos e fotos, tinha fotos dele pequeno, pré-adolescente, adolescente, no colégio, próximo ao seu carro, várias e várias fotos. Com isso eu pude perceber que Edward não era aquela criança feia que quando cresceu ficou lindo, não, ele sempre foi lindo, quando um dia nós tivermos nosso filho eu quero que ele seja assim, lindo igual ao pai, cabelo bronze, olhos verdes, pele branquinha...
Pára!!!
Isabella o que é isso?
Filho?
Igual ao pai?
Céus Isabella, você enlouqueceu de vez!
Meus pensamentos foram interrompidos com o barulho da porta do quarto se abrindo, me virei sorrindo ao imaginar que seria ele, mas logo meu sorriso morreu ao ver a prima dele me olhando com cara de mal comida:
— Posso saber o que você está fazendo aqui? – serio que essa piranha vai querer me enfrentar?
— Eu que te pergunto. O que você tá fazendo aqui? – perguntei séria parando em frente a ela com os braços cruzados.
— Vim ver se o Ed já estava aqui para matarmos a saudade, algum problema nisso? – respondeu ela cinicamente.
Mas é uma vagabunda mesmo, calma respira Bella!
— Sério? – perguntei fingindo surpresa e ela assentiu fazendo cara de inocente. – Mas você é muito ridícula hein garota? Edward é meu namorado e eu acho melhor você se colocar no seu lugar... – não pude terminar de falar, pois ela me interrompeu.
— Eu sou ridícula? Você por acaso já se olhou no espelho, minha querida? Edward é meu caso antigo, você é nunca ouviu que amor de primo não acaba nunca? Então. Quem tem que se situar aqui é você! Quem está sobrando e atrapalhando as coisas é você! – tentei disfarçar, mas isso que ela disse de fato mexeu comigo.
— Sério? Amor de primo não acaba nunca? Você nunca ouviu que pra toda regra existe uma exceção? – perguntei cínica.
— Garota vai embora daqui, A-G-O-R-A! Você não percebeu que não é bem-vinda nessa casa ainda? – disse ela chegando me encarando de perto agora.
— Quem vai me expulsar? – a desafiei – Você? – perguntei dando risada.
— Mas você é muito petulante hein, baixinha? Não tem medo não? – perguntou ela me encurralando no canto do quarto.
— Você realmente não me conhece né, vara de bambu? – se eu sou baixinha ela é uma vara de bambu, ou pau de vira tripa? Tanto faz — Posso não ter altura, mas já derrubei gente muito maior que você viu! Quanto maior a altura maior o tombo bonitinha. – respondi peitando ela de frente.
Depois disso ela não disse mais nada, mas passou a tentar me arranhar e a puxar meus cabelos.
Sabe, nesses momentos que eu agradeço pelo fato de a maioria dos meus amigos serem homens:
— Affe – falei dando um tapa na mão dela e a empurrando, quase dei risada do susto que ela levou – briga de mulherzinha não é comigo não minha filha, se quer brigar tem que ser tapa, chute, soco, porque esse negócio de arranhão e puxão de cabelo é ridículo!
— Deus do céu, o que você é? Um homem? – perguntou ela horrorizada.
— Pergunta pro seu priminho fofinha, ele sabe muito bem o que eu sou e te garanto que ele adora! – após dizer isso sai do quarto e fui me juntar aos meninos na sala – Hey, posso jogar também? – perguntei me sentando ao lado do Edward.
— Tá a fim de levar uma surra cunhadinha? – perguntou Emm pra zoar com a minha cara.
— Olha meu querido, se for uma briga de verdade até encaro viu, porque sua priminha lá em cima tentou vim com gracinha de puxar meu cabelo e saiu com dois quentes e um fervendo, aliás – me virei para Edward que tinha pausado o jogo e estava prestando atenção no que eu falava – a fofinha tá lá no seu quarto.
— Foda-se! – respondeu ele voltando a jogar.
Como é delicado esse meu namorado né?
A tarde passou rapidamente, jogamos bastante, rimos, comemos, conversamos, sempre tive mais facilidade em conviver com os homens do que com as mulheres e o dia de hoje foi a prova disso.
Quando estava anoitecendo Jacob me ligou convidando-nos para ir a um barzinho, logo aceitamos e fomos nos arrumar, para variar, demorei mais do que todos, mas modéstia parte, valeu a pena, estava me sentindo bonita.
Liguei para Alice e Rosalie para convidá-las, mas ambas recusaram o convite, então seria assim, quatro homens e eu. Se pensarmos mais friamente, desses quatro homens, eu só não fiquei com Jasper, mas melhor afastar esse pensamento, pois se Edward lembrar ele vai ficar impossível.
O barzinho era aconchegante, gostoso de ficar, passamos boa parte da noite conversando e os meninos bebendo, até que Emmett resolveu que queria sair do 0 a 0 e levou os outros dois meninos com ele em direção a um grupo de meninas que não paravam de olhar para nossa mesa.
— Enfim sós! – disse Edward baixinho no meu ouvido distribuindo mordidas leves no lóbulo de minha orelha me deixando arrepiada.
Não respondi nada, apenas virei meu rosto em direção ao seu e nos entregamos a um delicioso e luxuriante beijo, minhas mãos foram diretamente para o seu cabelo enquanto as dele que estavam em minha cintura desceram pela minha coluna até a minha bunda, local no qual ele apertou sem dó.
Quando o ar se fez necessário, Edward desceu a boca pelo meu pescoço e fez um estrago lá, eu já estava entregue, a única coisa que eu fazia era gemer baixinho, pois mesmo a musica estando alta ainda estávamos em um local publico.
Ao voltarmos a nos beijar, discretamente Edward retirou uma mão que eu mantinha em seus cabelos e levou em direção ao seu pênis que já estava duro, o gemido que ele soltou em minha boca me excitou mais e intensificamos o beijo, estava quase sentada em seu colo, até que um infeliz sem amor a vida resolveu interromper:
— Sabe, não faz nem um dia que eles voltaram e já flagramos duas vezes um quase sexo em público, exibicionista demais esse casal não?
Ao nos afastarmos minimamente avistamos os três novamente sentados na mesa admirando nossa cena, confesso que fiquei extremamente constrangida e Edward irritado.
— Caralho, vocês não pegam ninguém e vem aqui empatar minha vida!!
— Calma, maninho! Essas minas de agora não entendem o que é uma verdadeira cantada!
— É cara, acredita que tomamos um monte de fora? – lamentou Jasper.
— O barato tá louco! – afirmou Jake cabisbaixo.
— Vocês nem pegar mulher sabem, tão virando é um bando de viadinhos! – caçou Edward me abraçando.
— Ah é? Quer ver como eu sei xavecar uma mulher? – Edward assentiu – Beleza então, cunhadinha não é pra me agarrar tá? – disse ele brincando, mas Edward ficou tenso do meu lado — Bella, se você fosse um refrigerante seria soda, porque no meu coração soda você. – todos que estavam na mesa começaram a rir inclusive meu namorado ciumento.
— Okay Emm, próxima, por que essa não pegou não! – falei rindo ainda.
— Tudo bem... hã... que tal essa? – ele parou para pensar um pouco e falou — Oi gata! É que eu peidei aqui, será que podemos ir para um canto? – preciso dizer que a risada foi geral?
— Nojento!!!! – Falei rindo ainda – Não iria não.
— Cacete Emmett você é ruim pra caramba – afirmou Jasper – quer ver como faz? – e se virou para o Edward – Primo, vou usar sua mina também tá? – após dizer isso ele me encarou – Bellinha, solto pipa e jogo pião. Quer ficar comigo, sim ou não? – ninguém aguentava de tanto rir.
— Não!
— Nossa que maldade comigo! Tenho outra. – disse ele fazendo graça. – Você acredita no Amor de Deus?
— Lógico! – respondi sem entender.
— Então pelo amor de Deus fica comigo?
— Não! – respondi direto arrancando mais risada ainda dos meninos.
— Quer ver, eu sou bom! — afirmou o Jake um pouco alterado por causa do álcool – Com todo respeito hein Edward. Bells, você tem brigadeiro?
— Não? – respondi confusa.
— Então pode me dar um beijinho! – novamente a risada foi geral.
— Essa foi boa Jake, mas não dava não!
— Ok, tem mais – respondeu ele rindo — Asa de urubu, asa de galinha, se quiser ficar comigo, dê uma risadinha – todos riram – E rapaziada pó parar, é só pra Bella rir.
— Não rolou não Jake, você já foi melhor – falei brincando, mas parece que Edward não gostou muito.
— Aé, então é pra apelar Bells? Você gosta de aves?
— Não!
— Então dá sua periquita pra mim? – o clima da mesa ficou tenso, eu fiquei constrangida, Emm e Jazz esperando a reação de Edward que parecia não ter acreditado no que tinha ouvido e Jacob estava rindo sozinho, não percebendo o clima que se instalou.
— ACABOU A PORRA DA BRINCADEIRA! – gritou Edward sério se levantando da cadeira e indo para perto de Jacob – Qual é cara? Não me respeita não? Não respeita a Bella?
— Edward, calma mano – Jasper entrou entre os dois – o cara ta bêbado, calma.
Essa é uma face do Edward que eu desconhecia, em parte, na realidade eu sempre soube que ele era um homem nervoso, me arrisco a dizer que até um pouco agressivo, pois em algumas de nossas brigas ele já havia me puxado pelos cabelos, mas se compararmos a agora, ele parecia transtornado, violento. E eu tenho certeza que se não fosse por Emm e Jasper, agora ele estaria batendo em Jacob, pois por conta da bebida ele ficou ainda mais agressivo.
— Calma, Jasper? – esbravejou Edward — Você ouviu o que ele disse pra Bella? – e apontou pra mim que ainda estava em estado de choque.
— Foi na brincadeira mano – interferiu Emm tentando levar Edward pro seu lugar ao meu lado – ele tá bêbado! Calma.
— Eu acho melhor agora você ficar bem caladinho seu infeliz, senão eu quebro sua cara – Ameaçou Edward que apenas voltou a se sentar do meu lado mais controlado. Jacob sem saber o que estava acontecendo só assentiu e voltou a rir.
— Meu – disse chamando a atenção deles pra mim – vocês são muito ruins de xaveco – afirmei para ver se amenizava o clima e deu certo, pois todos voltaram a rir, inclusive Edward.
— Aé? E o seu namorado por acaso sabe xavecar? – perguntou Jasper fazendo graça.
— Lógico que sabe, afinal estamos juntos, né amor? – após dizer isso dei um selinho em sua boca e sorri.
— Prova! – desafiou Emmett.
— Você quer que eu xaveque a minha namorada? – perguntou Edward achando a ideia ridícula.
— Tá com medo? – perguntou Jasper.
— Beleza então. – após dizer isso ele se virou pra mim — Gatinha, pulei na água e me afoguei. Mexi com fogo e me queimei. Olhei para você e me apaixonei. – os meninos ficaram olhando sem acreditar que ele tinha dito isso e eu o abracei distribuindo vários beijos pela sua face.
— Não disse que esse Edward é um fofo! – afirmei pra eles ainda abraçada com ele.
— Affe cara, passa uma cantada de homem! – desafiou Emm.
— Mais uma? Tudo bem, amor vamos trocar de chocolate? Eu te dou sensação e você me dá sem parar? – todos na mesa começaram a rir, inclusive eu que aproveitando a distração dos outros, cheguei perto de seu ouvido e sussurrei:
— A noite inteira!
(...)
— Sabe – comecei a falar olhando a coleção de carros antigos que tinha na estante dele enquanto o mesmo estava no banheiro – eu acho que sua mãe quer me matar! – após dizer isso comecei a rir e ele me acompanhou enquanto entrava no quarto novamente.
— O problema minha linda – disse ele vindo em minha direção trajando apenas uma calça de moletom e mais sóbrio – o problema é que ela nos quer embaixo da asa dela – e me prensou na parede – mas no momento Isabella, o único lugar que eu quero estar por baixo é da sua saia. – após dizer isso ele me beijou de um jeito selvagem, quente, que me esquentou na hora.
Eu sabia os riscos que estávamos correndo afinal o quarto de Edward estava entre o quarto de Emmett e dos pais dele, em frente ao seu quarto tinha a piranha dormindo e no quarto ao lado do dela estava Jasper. Toda essa situação me causava aflição e medo, mas ao mesmo tempo sentia a adrenalina louca que corria como maratonista em minhas veias, uma excitação quente e borbulhante como vulcões pairava em minha libido. Quando nos separamos olhei para Edward com veneração, não me conformava que por causa de um desentendimento inútil ficamos dias em abstinência e por causa disso meu corpo exigia o dele e eu como não sou boba não iria negar meus próprios desejos.
Deixando de lado toda a timidez que me acompanhou por toda uma vida, eu me despi da blusa que vestia, me afastei dele para deitar na cama vestindo apenas a minha saia e sutiã. Com um sorriso sacana vi Edward se despir e vim pra cima de mim como um felino que desejava devorar sua presa, sorri com sua pressa e me arrepiei inteira quando suas mãos adentraram minha saia e levaram consigo minha calçinha, ele sorriu e em seguida desabotoou meu sutiã, passando a língua em seus lábios e para em seguida devorar os meus montes com vontade, sua língua quente como o inferno circundou meu mamilo e eu vi estrelas, minha mente me obrigou a fazer silêncio mesmo meu corpo ordenando que eu gritasse feito uma vadia, mas se eu seguisse meus instintos era bem capaz da minha sogra chamar a policia e nos acusar de atentado violento ao pudor.
Nossos lábios batalhavam como os grandes gladiadores que uma vez Roma teve em seu cenário de guerra, nenhum queria perder e nem ceder, era desejo e amor demais, nossas línguas se misturavam sentindo e violando o prazer do outro. Minha intimidade já latejava e clamava por um contato maior, impaciente empurrei o corpo de Edward para cama e provoquei:
— Edward, que tal irmos para os finalmente?
— Preciso te sentir mais Bella.
— Meu deus Ed, não temos tempo pra preliminares, sua mãe pode aparecer aqui a qualquer momento e ainda tem aquela sua prima piranha nos rodeando...
— Você tem razão vamos logo para os finalmente, porque eu preciso de você, depois teremos todo tempo do mundo para as preliminares e tudo mais o que desejarmos.
Sorri pra cara de safado que ele fez e voltamos a nos atracar, como sempre em matéria de sexo Edward sempre conseguia me surpreender e sem ao menos esperar ele me colocou de joelhos na cama e segundos depois, entorpecida de prazer, percebi que estava submissamente na posição de quatro na sua cama, totalmente a mercê do meu namorado tarado.
Suas mãos espalmaram minhas costas e percorreram meu
corpo como um carro desgovernado em curvas perigosas, sem que eu percebesse meus gemidos já escapavam da minha boca e o prazer me arrebatou quando delicadamente, polegada por polegada o pênis dele me preenchia, me aninhava a todo seu esplendor me levando ao limite do amor e ao limiar do prazer, assumindo o papel de submissa selvagem eu rebolei sem vergonha alguma, prendendo-o dentro de mim, pompoarizando e tendo-o sem controle dentro de mim com suas estocadas firmes e violentas, que impulsionavam meu corpo pra frente e pra trás, fazendo não só eu, mas Edward também gemer loucamente, suas estocadas eram precisas e sincronizadas. Em determinado momento pude sentir ele me atingir fundo, provavelmente no famoso ponto G e foi ali, submersa no prazer que ele me proporcionou, que eu tive a plena certeza de que nada seria de mim sem ele em minha vida.
Enquanto meu corpo tremia pela avalanche de prazer que senti, ouvi ao longe alguém bater na porta, ai Jesus e agora? Meus medos se tornaram realidade e a vaca da minha sogra vai me dar o passaporte direto para o inferno e sem direito a escalas.
Edward tranquilo após se vestir, me cobriu carinhosamente dando por fim do beijo carinhoso em meus cabelos e foi abrir a porta:
— Mano to preocupado! Tá tudo bem ai? – era Emmett, ufa.
— Preocupado com o que? – perguntou Edward confuso.
— Escutei uns... AI... AI... MAIS... UI... AH... ISSO... MAIS!!!! – Emmett começou a me imitar gemendo no corredor me deixando extremamente constrangida – vim ver o que estava acontecendo.
Depois dessa optei por fingir que não estava ali e ainda sentindo o entorpecimento causado pelo orgasmo me entreguei ao mundo dos sonhos ouvindo ao longe a discussão entre os irmãos.
De volta ao presente
Depois daquele final de semana onde finalmente percebi o quanto Edward era importante em minha vida não nos separamos mais, claro que ainda havia certa hostilidade da mãe dele em relação a mim, mas acho que ela percebeu que nada do que ela fizesse iria nos afastar. Tanto que desde aquela data, a maioria dos finais de semanas, dormíamos juntos, variando sempre entre a casa da minha mãe e a casa dele.
Quando completamos um ano de namoro, finalmente criei coragem e apresentei Edward como meu namorado para a minha família paterna, por um lado foi bom, pois tirei o peso da mentira de minhas costas, mas por outro, elas quase me esfolaram viva, pois afirmavam que eu estava fugindo do meu foco, que eu ao invés de estar me focando em meus estudos, já que era o ano em que eu prestaria vestibular, eu estava preocupada em abrir as pernas a um garoto que só queria me comer, Edward ficou irritado, falou poucas e boas pra elas e jurou que nunca mais pisaria naquela casa, não tiro a razão dele, afinal tive o mesmo pensamento quando conheci sua mãe.
Confesso que esse ano foi realmente muito difícil para nós, Edward estava com 18 anos e e u com 17, esse era o primeiro ano de faculdade de Edward, ele estava cursando a sua tão sonhada Administração e eu estava no pré vestibular, só estudava, vinte e quatro horas por dia, cinco dias por semana, de manhã no colégio, de tarde num cursinho preparatório e de noite no curso de inglês. Nos sábados e domingos elas queriam que eu estudasse também, mas eu não ia, afinal era meu dia de descanso e o tempo em que eu tinha pra ver Edward. Tudo isso era porque minha família queria que eu cursasse Medicina, mas esse não era meu desejo, meu sonho de infância sempre foi fazer faculdade de Medicina Veterinária, fiz de tudo para seguir esse sonho e Edward me apoiava.
No meio desse ano conturbado e em todos os anos de nosso namoro, quando conseguíamos um tempo considerável para nós, sempre viajávamos, íamos para a casa que ele tinha herdado de seu avô na Flórida. Acho que essa casa é o nosso pequeno paraíso, pois todas as coisas boas que aconteceram em nosso namoro foram nela, como: nossa primeira vez e quando eu finalmente criei coragem e disse à frase que Edward tanto desejou ouvir: “eu te amo”.
Não posso negar que continuamos a brigar por besteiras, era sempre ou por ciúmes ou por orgulho, mas não conseguíamos ficar nem dois dias sem nos falar, era até engraçado isso.
Esse ano foi importante também, pois passamos a entender que não havia a necessidade de passarmos o final de semana grudados, já que quando podíamos nos víamos durante a semana, então passamos a reservar espaços em nossas agendas para sair com nossos amigos num tipo de clube do bolinha e da luluzinha.
Nosso segundo ano de namoro chegou e se passou com tranquilidade, estávamos mais unidos que antes, cada um respeitando as limitações dos outros por causa dos estudos, Edward no segundo ano de sua faculdade e eu como caloura em Medicina Veterinária como era meu sonho, não vou negar que foi difícil fazer minha família aceitar, mas consegui.
Nesse ano Emmett finalmente arranjou uma namorada séria, a Ivy, ela é um amor, conquistou a família inteira, exceto Esme. Mas para esse recente casal nem tudo foi alegria, pois quando completaram dois meses de namoro em uma festa que estava tendo na Casa de Satã, vulgo, Residência dos Cullen’s, Emmett veio com uma noticia que desestruturou toda a sua família, Ivy estava grávida. Os únicos da família que os apoiaram foram Edward e Jasper, nem Caelisle se sensibilizou com isso, então os dois passaram a viver junto com a família de Ivy, que mesmo relutantes os ampararam e sete meses depois nasceu a pequena Camille, minha afilhada e de Edward.
Por causa do que aconteceu com Emmett, minha vida e de Edward se tornou um inferno novamente, pois minha querida sogrinha estava com medo de que eu e Edward fizéssemos a mesma coisa que seu primogênito.
Nesse mesmo ano também, Edward começou a trabalhar na empresa da família e eu a fazer estágio remunerado, com isso fomos conquistando determinada independência e passamos a fazer planos para o futuro, como: arrumar o apartamento de Edward, pois Carlisle, quando Edward fez dezoito anos fez questão de presenteá-lo com um apartamente que já estava mobiliado, nos casar, etc. Arrisco-me a dizer que o nascimento da Mille despertou em mim uma vontade até então desconhecida de me tornar mãe e em uma conversa com Edward decidimos que primeiro nos casaríamos e depois de três anos teríamos nosso primeiro filho.
É incrível imaginar eu falando assim né?
Nós conversamos, nós decidimos, nós concordamos...
Pois é, nós evoluímos...
Nosso relacionamento nos fez crescer em vários sentidos, nos tornamos maduros tanto intelectualmente quanto sentimentalmente.
Pois é Isabella, quem te viu e quem te vê, você uma menina que não acreditava no amor, que afirmava veemente que o amor só causava desilusões, dor e angústia, agora dois anos depois de ter seu primeiro namorado está aqui afirmando que o amor te faz feliz, que te fez amadurecer, te fez fazer planos, que o amor te fez viver!
Depois de muito refletir sobre isso eu percebi que não estava de tudo errada sobre o que eu achava do amor, pois realmente se você amar e não ser retribuída esse sentimento irá acabar com você lentamente, ele vai te consumir, vai fazer você definhar, como aconteceu com todas as pessoas da minha família, hoje eu não sei afirmar quem amou quem no casamento dos meus pais, aliás, eu acho que naquele relacionamento nunca houve amor, como Edward uma vez me disse. Agora, por outro lado, se você amar uma pessoa e essa pessoa te amar em retribuição, meu bem, você está no paraíso, o amor irá te enobrecer, te fará feliz, hoje eu posso dizer a quem quiser ouvir:
Não existe coisa melhor no mundo do que se sentir amada!
Em meio ao nosso terceiro ano de namoro eis que tivemos uma surpresa, Jasper e Alice assumiram um romance, não que já não esperássemos isso. Agora, aqueles passeios que eram em grupo, são em casais, Emmett e Ivy continuam a sair com agente, pois a família dela toma conta de Mille para eles, Jacob, continua o mesmo solteirão de sempre, pegando todas e não se prendendo a nenhuma.
A surpresa do grupo ficou por parte de Rosalie, minha prima que antes nos dávamos bem de uma hora pra outra passou a me odiar veemente, meus amigos dizem que é inveja, mas até hoje não sei o que se passa na cabeça dela, a única coisa que eu sei é que ela sai quase todas as noites, começou a beber e vinha dando a maior dor de cabeça para minha vó coitada.
Por falar em avó, dona Sophia continua firme e forte, direto pega no meu pé e no de Edward e jamais deixa de agradecê-lo por ter trazido sua neta querida de volta a vida. Uma coisa estranha era o relacionamento de Edward com a minha mãe, mas nenhum dos dois nunca comentou nada, resolvi não me intrometer.
Quando fizemos quatro anos de relacionamento, eu já estava com 20 anos e Edward 21, em breve ele se formaria e eu estava alcançando a metade do meu curso, nós tínhamos tanta intimidade que parecia que éramos casados, mesmo morando em casas separadas. Porem, junto com a intimidade veio o ciúmes e um sentimento de posse por parte dele inexplicáveis. Por causa disso, nossas brigas se tornaram frequentes, passamos a terminar e voltar quase que todo mês, ninguém entendia o que acontecia, nem eu, sempre que sentávamos para conversar, depois de muita insistência minha, eu era taxada de louca e não recebia nenhuma explicação.
Mesmo diante desse novo obstáculo eu podia afirmar que o nosso amor não havia diminuído, muito menos a necessidade de nos mantermos juntos, por isso sempre voltávamos.
Eu podia sentir que o que nos abalava era algo de fora e estava se aproveitando do ciúme de Edward para acabar conosco. Eu não sabia o que era. Não tinha a menor ideia, até que um dia, no aniversário de Jasper, aconteceu aquilo que foi a gota d’água para o nosso longo namoro...
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