Minha Melhor Amiga
13 Capítulo 13
Caminhava ao lado de Federico atrás enquanto observamos a conversa das duas, pareciam animadas, mas a minha pequena ainda tinha aquele rostinho triste. E eu não iria deixar assim.
Chegamos no colégio, eu fui para o lado dela, e disse:
– Vamos falar com o diretor pequena, descobrir o por que cancelaram o baile. – Ela olhou para mim e sorriu lindamente.
– Claro, vocês querem vir? – Ela falou para os outros dois.
– Ah, eu quer.. – O Fede foi interrompido pela loira:
– Não, podem ir, vamos ver o que descobrimos com os alunos.
– Ok, então. – Eu peguei a mão dela e fomos juntos até a diretoria, a secretaria ainda não estava lá, então batemos na porta.
– Entre. – O diretor Roberto disse de dentro da sala.
– Com licença. – Minha pequena falou ao entrar.
– Ah, sim.. Senhorita Castillo e senhor Vargas. O que querem?
– Desculpa, mas queremos saber por que o senhor cancelou o baile. – Ela disse envergonhada, nunca entrou na sala do diretor, mas eu sim, algumas vezes. Longa história.
– Olhe senhorita, eu tentei explicar aos alunos, mas eles não entenderam. Eu não queria cancelar o baile, mas é que alguém entrou no deposito onde estavam as decorações e destruiu tudo. Tentamos ver pela câmera quem estava lá, mas não descobrimos nada. Estamos tentando resolver o problemas, mas até isso acontecer não teremos o baile.
– Entendemos, mas não há nada que possamos fazer? – Eu disse.
– Temos duas opções: Ou vocês descobrem quem fez isso, ou vocês mesmo fazem o baile. Caso contrário, não há maneira. Mas garanto-lhe que quando descobrirmos quem foi o culpado ou culpada, ele pagará pelo seus atos.
– Tudo bem então, vamos ver o que descobrimos.
– Ótimo, vocês estão encarregados de fazer esse serviço. Enquanto isso, vou juntar os professores para acalmar os alunos que ainda estão meio revoltados.
– Ok, obrigada. – Saímos da sala. — O que nós vamos fazer?
– Nós podemos nos juntar com a loira e o Federico, e perguntar por aí se alguém viu alguma coisa. Quem sabe até ir ao deposito ver se encontramos algo.
– Pode ser, fazemos assim, eu e a Ludmila vamos perguntar para as pessoas que trabalham aqui, zelador.. Se viram alguma coisa. E você e o Fede vão ao depósito ver se acham alguma coisa, em uma hora nos encontramos aqui para ver o progresso.
– É um bom plano, mas e as aulas? – Pergunto encarando ela.
– Ah, é verdade, tem isso. Bom, eu acho que não vai ter, por que lembra o que o diretor disse sobre reunir os professores para acalmar os alunos.. Acho que não vamos ter aula então.
– Melhor ainda, hoje tinha matemática. – Rimos e fomos correndo procurar os dois. Logo os achamos perto das salas.
– Léon! Vilu! Nós não descobrimos nada. – Disse a loira.
– Nós sim. – Minha pequena contou tudo a eles e o nosso plano.
– Ótimo, então, daqui a pouco nos vemos na diretoria. – Digo, me afastando em direção ao deposito com o Fede. – Boa sorte a vocês!
– Ok. Até daqui a pouco. – Foi a última coisa que ouvi antes de virar o correndo, não levou muito tempo chegamos e estava aberto. E uma completa bagunça.
– Bom, vamos lá começar a revirar.
– Vamos. – O Fede olhava assustado para a bagunça, não que ele fosse muito organizado, mas tenho que concordar, aquilo já era exagero.
Por Vilu:
Corremos de um lado ao outro do colégio e perguntamos a todos que vimos sobre o que eles sabiam, até o zelador, mas não ajudou em muito. Tudo o que ele disse foi que: o que ele viu no dia do ocorrido era uma sombra.
Eu já estava ficando cansada, eu não conseguia tirar o que aconteceu antes da minha cabeça.
– Tá, pode ir falando. – Disse a Ludmila parando na minha frente.
– Falando o que? Está doida?! – Digo tentando ocultar meus sentimentos.
– Por você está triste a manhã inteira? – Ela cruzou os braços.
– Por nada não. – Olhei para o chão.
– Ninguém fica triste por nada e eu te conheço melhor que ninguém.
– Ah, é por causa de não termos descoberto nada.
– Aham, sei.. Você acha que está enganando quem? – Ficamos nos encarando por uns segundos.
– Está bem, é por que.. Eu estou confusa.
– Como assim? – Sua expressão amenizou.
– É que sabe hoje de manhã, quando.. o Léon.. disse que te amava.. Você acha que quando ele disse que me amava era só amizade?
– Não definitivamente ele está apaixonado por você — Eu sinto meu rosto ficar vermelho e sorrio rapidamente. — Mas por que? Que carinha é essa? Tem algo que eu não sei?
– Não.. – Disfarço, não muito bem.
– Vilu..
– Está bem, eu posso estar sentindo algo por ele, eu não sei. É só que quando eu o vi hoje, algo em mim praticamente acendeu, quando estávamos andando senti uma necessidade de pegar a sua mão, e quando eu te abraçou e disse que te amava, mesmo sendo como amigos, eu fiquei triste e com.. um pouquinho de ciúme. Eu não sei o que está acontecendo.
– Mas é tão óbvio, você está gostando dele. Isso é incrível!
– Você acha? – Pergunto envergonhada.
– Claro, você sabe o que ele sente por você, e agora isso.. Mas temos que ir com calma e confirmar se você esta gostando dele, antes de fazer alguma coisa para não dar falsas esperanças a ele.
– E como vamos fazer isso?
– Deixa comigo, agora vamos encontra-los para ver o que eles descobriram.
Por Léon:
– Ah, que droga! Não vamos achar nada nessa bagunça.
– Concordo, espero que as meninas tenham algum sucesso. Vamos sair daqui. – Digo e quando estávamos saindo o Fede parou.
– Ei, eu reconheço isso. – Disse, pegando um chaveiro de bola de futebol na mão.
– Serio? Como? – Pergunto me aproximando. Parecia bem velho.
– Foi eu que dei de presente. – Ele falou observando fixamente o chaveiro.
– Para quem? – Pergunto curioso.
– Para.. Para o Diego. – É claro, só podia.
– Você tem certeza?
– Absoluta.
– Vamos.. – Digo tentando chamar a atenção dele para longe daquele chaveiro. – Vamos encontrar as meninas.
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