Minha Melhor Amiga

14 Capítulo 14


Por Léon:

Chegamos a diretoria novamente e logo a Vilu e a loira apareceram, a minha pequena estava estranha, envergonhada.

– Então acharam alguma coisa? – Pergunto examinando a minha pequena.

– Não, vocês? – A loira perguntou.

– Acho que sim.. Federico. – Olho para o meu amigo e ele olhava para o chaveiro de modo nostálgico.

– Ah? Sim, achamos que sim. Encontramos isso. – Ele entregou o chaveiro para a Ludmila.

– Um chaveiro velho? Como isso é relevante? – Ela perguntou estressada, olhando para a gente.

– É relevante por que eu sei de quem é. – Fede disse. E a Ludmila apenas esperou ele terminar. – É do Diego.

– É claro, tinha quem ser.. Agora que você falou, me parece familiar. – A minha pequena parecia ter acabado de levar um choque de realidade.

– Tem certeza? Você acha que ele seria capaz de fazer isso?

– Bom, acho. – Digo sinceramente e levo um olhar sério da Vilu.

– Não vamos tirar conclusões precipitadas.

– Mas, Vilu, mesmo que ele não tenha feito nada, por que o chaveiro estava na sala?

– É, tem isso. Bom, vamos falar com o diretor.

– Vamos.. – Nós quatro esperamos a secretária dizer que podíamos entrar, e logo já estávamos na sala.

– Ah, senhores, vocês novamente. Descobriram algo?

– Sim, encontramos esse chaveiro. – A Ludmila entregou o chaveiro. E eu continuei:

– Estava dentro do deposito.

– Esta bem, mas então.. A quem pertence esse chaveiro? – Ele falou, observando o objeto.

– Ao Diego, meu irmão.

– Tem certeza senhorita.

– Quase absoluta. – Ela disse.

– Mas eu tenho. Fui eu que dei esse chaveiro a ele. – O Federico completou e a loira o encarou surpresa como se tivesse se lembrado de algo.

– Bom se é assim, vamos chama-lo.. Esperem lá fora. – Saímos e quando vimos o Diego se aproximando a distância nos escondemos. Ele entrou e ficamos observando pela fresta da porta.

Por Diego:

– Senhor, mandou eu vir? – Digo e me sento em uma das cadeiras.

– Sim, disseram que isso é seu, e achei que gostaria de volta. – Entregou – me o chaveiro que eu havia perdido.

– É sim senhor, obrigado. Estava procurando por ele. – E ia pegar o chaveiro, mas ele não deixou.

– Não tão rápido senhor, antes você vai me dizer o por que desse chaveiro ser encontrado no deposito. – Oh, droga!

– O que? – Não acredito, já era.

– Sim, senhor, seu chaveiro foi encontrado junto as decorações destruídas. Gostaria de se explicar.

– Não, valeu. – Digo tentando pegar o chaveiro.

– Senhor! – Ele gritou. – Se você admitir agora, eu não te expulsarei.

– Está bem, fui eu. Sinto muito. – Olhei para baixo, estava envergonhado, envergonhado de alguém ter me pegado.

– Pois bem, o senhor vai ter uma devida punição, mas não será expulso. Você vai ser suspenso por duas semanas, não poderá vir ao baile, e eu ligarei para os seus pais, por que alguém terá que pagar para que todas as decorações destruídas sejam restituídas.

– Ok, senhor. – Ótimo, agora a minha mãe vai me matar.

– Pode sair, e é claro, ir para a casa. – Pego o chaveiro, e saio da sala. Logo eu encontro os três patetas e a minha irmã. Posso ter caído, mas ainda tenho como destruí-lo. E quanto as informações sobre eles, a minha fonte interna ainda pode fornecer. Isso ainda não acabou, seus idiotas.

Por Ludmila:

Os nossos pais vão mata-lo, depois eu preciso falar com ele para eu saber o porquê que ele fez isso. Mas agora tem algo me incomodando.

– Federico, posso falar com você a sós? – Pergunto por dois motivos: Está realmente me incomodando e quero deixar os dois sozinhos, para resolverem isso.

– Claro. – O puxei para a sala mais próxima que vi e fiquei encarando ele.

– Sim? – Perguntou curioso.

– Lembra que eu falei que aquele chaveiro era familiar?

– Sim, me lembro. – Ele me encarou.

– Era a coisa mais preciosa do meu irmão quando ele era pequeno. Agora explica, por que você, e como de preferência, deu a ele?

– Está bem, vou te contar a história. Foi assim...

Por Violetta:

Estava claro que a Ludmi queria nos deixar a sós. Ficou um clima estranho. Ele me observava como se algo estivesse errado.

– Bom, pelo menos, vamos ter o baile de volta.. – Digo tentando quebrar o gelo. Sua expressão suavizou e ele ficou ainda mais lindo. Espera, o que?

– Sim, ainda bem. – Falou como se lembrasse algo.

– Você já vai para a casa? – Pergunto curiosa.

– Estava pensando em ir. Mas se quiser eu te levo deixo em casa, pequena. – Meu coração acelerou por um segundo.

– Se não for um incomodo, eu adoraria. – Ele sorriu de um modo fofo.

– Nunca será. – Ele pegou a minha mão e sem querer eu deixei um pequeno sorrisinho escapar. Acho que ele notou, por apertou de leve a minha mão. Andamos em silêncio até a minha casa. Quando chegamos eu parei na minha porta.

– Você quer entrar? – Ele sorriu, mas logo fez uma cara séria.

– Não dá pequena, preciso fazer umas coisas lá em casa. Sinto muito.

– Ah, tudo bem.. Mas antes de você ir, obrigada por me acompanhar. – Agradeço e o abraço, durou mais do que eu gostaria. Quando comecei a abraça-lo, não consegui parar. Ouvir o seu coração tão pertinho e perceber como batia ao ritmo do meu me fazia querer ficar ali por horas a fil. Mas tinha que parar, então nos separamos.

– Não há de que, pequena. Lembre-se que pode contar comigo para tudo. Eu te amo, pequena. – Disse para mim e ao invés de meu coração acelerar, ele simplesmente parou. Aquelas palavras nunca fizeram tanto sentido, e nunca soaram tão lindamente. Eu sorrio tontamente e acho que aquilo acendeu algo nele, por que seu olhos até brilharam. Meu rosto começou a ficar vermelho, eu podia sentir isso. Ele diz tão docemente: — Até amanhã, pequena. Se quiser que andemos juntos para a escola, me avisa.

– Até, e obrigada, quero sim. – Beijou minha bochecha e foi embora, apenas fiquei lá parada observando se afastar, até não ter mais em minha vista. Entro em minha casa e me pergunto como um dia gostei do Diego, o Léon sempre foi o único em tudo. Sempre me ouvir, sempre esteve ali, seus abraços sempre me acalmaram, sempre me ajudou. E eu.. Sempre o ignorei. Acho que tem uma parte em mim, que desde o começo sente algo por ele abraço apenas acendeu, ficou mais forte e como um choque, me atingiu. Acho que.. Será? É eu acho que sim.. Acho que estou apaixonada pelo meu melhor amigo.