Minha Doce Loucura
3 Preciso Urgentemente Encontrar Um Amigo
Notas iniciais
Primeiramente, muito, MUITO obrigado pelos reviews de vocês. Sério, fico extremamente feliz com cada um :3
Enfim, vocês notaram que os títulos dos capítulos são... estranhos neh? kk
É que cada um é uma música, da banda de rock brasileira, Mutantes.
As músicas deles são bem loucas mesmo, até porque o líder da banda e principal compositor é louco de verdade. Eu acho...
Se quiserem ouvir a música que nomeia essa capítulo, tá ai:
http://www.youtube.com/watch?v=cat2aWtPt0M
Não é dos Mutantes mesmo, mas já foi interpretada por eles.
E mais uma coisinha:
O que vocês acham de eu colocar hentai nessa fic? Vocês gostam? Ficaria bom ou ruim?
Enfim, boa leitura ;)
Com muito custo, consegui sair de casa. Meu tio não gostava que eu ficasse saindo, mas fui ao colégio mesmo assim.
Deixei o texto com a professora lá, e ela falou que ia colocar no mural. Saindo do colégio encontrei um cara acompanhado com mais 3 garotos. Era o Anthony.
O Anthony era um garoto imbecil, idiota, todos esses adjetivos ruins. Via um lince atrás dele, mas bem que eu queria ver um urubu. Tinha cabelos loiros, alto, e tudo mais. Era encantador e falso; muito falso. Se fazia de santo para a maioria das pessoas (garotas) mas logo deixava cair a máscara.
— O que é que você está fazendo aqui, mocinha? – ele perguntou.
— É, o que você está fazendo aqui? – disse um dos garotos atrás dele.
— Hum... Deixa eu pensar... – e coloquei a mão no queixo – não é da sua conta?
Ele começou a andar ao meu redor, como se estivesse me estudando. Os três amigos dele ficaram meio que em minha volta, como se cada um fosse a ponta de um triangulo. “Ótimo”.
— Bastante inteligente da sua parte sabe, se vestir de mulher...
— Mesmo? Você vive dizendo que eu sou burro...
— Mas você é burro! – gritou um daqueles caras-ponta-de-triângulo. Anthony levantou a mão, como sinal para o garoto calar a boca. Eu falei para o garoto:
— Viu Rex? Quietinho, quietinho...
— Ora, vá... – o garoto ia gritar, mas Anthony disse:
— Cale a boca Douglas! – o garoto ficou calado, e eu resmunguei para ele:
— Au au!
— Agora Fred – Anthony colocava certo tom de nojo no meu nome – você já pode parar de se achar o tal, achar que é o dono dessa escola ok?
— Não é escola, é colégio.
— Viu? Se acha o dono de tudo... EU sou o dono dessa escola ok?
— Você? O dono dessa escola? – Virei para ele e falei com um tom de humor na voz.
— Sim! EU é que boto medo em todos, EU é que tenho as todas as meninas aos meus pés, EU é que...
— Olha Anthony – eu o interrompi, e me aproximei dele – se o senhor é o dono desse colégio, eu sou Napoleão. Essa porcaria de colégio não pertence a ninguém, e eu sairia imediatamente dele se ele tivesse um filho da puta como você, como “dono”.
— Não... Chame... Minha... Mãe... de...
— Chamo sim! Sua mãe é uma...
— Hey vocês! – disse um policial, aproximando-se da gente. Atrás dele tinha um lobo – Podem parar com essa briga! Vão para casa!
— É o que eu mais quero, senhor policial – eu disse, me afastando mas sem tirar os olhos de Anthony.
Fui andando lentamente para casa. Aquele Anthony, idiota como sempre. Sempre me ameaçando daquele jeito, com ameaças realmente idiotas. Mas pelo menos, graças à Anthony que Fred conheceu seu melhor amigo Paul.
***
(This is a... FlashBack)
Era uma bela manhã de quinta-feira. Não sei porque, mas meu dia favorito sempre foi quinta-feira. Mas isso não vem ao caso.
Eu estava lá no colégio, e era intervalo. Eu estava sentado em uma mesa, sozinho, comendo meu lanche. Observava os outros alunos nas outras mesas comendo, rindo, conversando sobre todo e qualquer assunto. Era um bom colégio, realmente.
— Hey Fred! Venha aqui, rápido! – falou alguém atrás de mim. A principio pensei que era uma pessoa; um aluno. Mas não. Era... Uma daquelas minhas visões, loucuras, chamem como quiserem.
Dessa vez, a loucura que tinha dito aquilo, era um tipo de profeta. Ele era um velho com vestes verdes. Tinha chapéu quadrado, e um monte de túnicas e mais túnicas sendo que não dava pra ver nenhuma parte do seu corpo, a não ser o rosto. As túnicas eram muito grandes para ele, sendo que as mãos e os pés também não apareciam.
— Fred, venha aqui! Corra para ver o que está acontecendo!
Fiquei olhando ‘aquilo’. Não sabia se ia ou não... E se fosse um tipo de “armadilha”? Não, o meu cérebro não faria isso comigo. Ou faria?
O profeta continuou insistindo (“Vamos, está esperando o que?!”) e eu me rendi. Levantei devagar da minha mesa, deixei a refeição lá e fui atrás daquele profeta. Ele ia na minha frente, me guiando. “Vamos, por aqui!”; “Mais rápido mais rápido!”.
Até que “chegamos” no lugar que ele queria me trazer. Era mais ou menos num lugar aberto da escola, perto do portão de entrada. Haviam vários alunos amontoados em uma roda, gritando várias coisas. Mas logo eles começaram a gritar uma só coisa:
— “Briga! Briga!” – todos gritavam em coro.
— Você me trouxe aqui só para ver uma briga? – eu perguntei à aquele homem.
— Eles estão brigando por sua causa! Você tem de impedir! – ele gritou, se aproximando mais da multidão.
Eu não ia fazer nada, virei as costas e ia voltar ao refeitório, ou iria a qualquer outro lugar. Queria ficar em qualquer local, menos ali. Tirei do meu bolso meu frasco com pílulas “anti-loucura” e tomei. Assim que o fiz, aquele profeta voltou a me importunar. E aconteceu uma coisa que nunca havia acontecido antes:
O homem pegou em meu braço. Geralmente minhas visões/loucuras como não existiam, não podiam tocar ou ser tocadas. Todas as vezes que tentei encostar em uma delas, elas tremiam como fantasmas ou desapareciam.
Mas aquele profeta havia encostado como alguém normal em mim. Será que aquilo não era uma visão?
— Vamos Fred, você tem de vir! – ele disse, me puxando em direção da multidão.
— Ok, ok, ok. Só pare de me puxar!
Ele me soltou, e correu aonde estava acontecendo a briga. Fui andando devagar até lá, e comecei a entrar na multidão, até o centro, onde o profeta tinha ido. Quando cheguei lá, o homem tinha desaparecido. “Merda”.
E eu, estava no meio de duas garotas, e todo mundo havia parado de gritar “Briga!” ao me verem. As duas garotas estavam ardendo de raiva, prontas para baterem uma na outra. Uma tinha cabelos ruivos, baixinha e magrela. A outra também era meio baixinha, mas tinha cabelos negros e era um tanto mais forte.
Como todos ficaram calados olhando para mim, disse a primeira coisa que me veio à cabeça:
— Meninas, não precisam brigar por mim!
Todos ficaram uns 5 segundos em silêncio me encarando como se eu fosse louco. Depois disso, começaram a rir descontroladamente. A garota ruiva disse, ainda brava:
— Não estamos brigando por você, seu idiota!
— N-não?
— NÃO! – as duas disseram juntas, me empurraram para a multidão de alunos e começaram a se estapear.
Fui chutado para longe daquela briga. Não acredito que minha loucura me fez passar essa vergonha. Nunca tinha acontecido isso antes...
No mesmo dia, eu saí do colégio e ia em direção da minha casa. Vários alunos olhavam para mim e davam risadinhas. “Bastardos...”
Quando eu já estava um pouco longe do portão do colégio, um garoto me empurrou violentamente na direção do muro; eu bati contra ele (o muro) e caí no chão. Olhei para cima, pra ver quem tinha feito isso, mas o mesmo garoto me deu um chute antes que eu olhasse.
— Tome isso, senhor “não briguem por mim” – ele disse, me dando mais um chute.
— O que você quer? – eu perguntei.
— Mostrar o que acontece com gente... metida, nessa escola – ele falou. Finalmente o olhei na cara, e perguntei quem era. Ele respondeu – sou Anthony. Senhor Anthony para você.
Eu ri com certo deboche. Tentei me levantar, então um outro garoto me levantou. Ele me pegou por trás (sem malícia, por favor) e me segurou para Anthony me bater. “Ah, que ótimo” eu pensei. E comecei a apanhar.
Os socos não doíam tanto, mas como eram muitos comecei a sentir fortes dores. Ele socou-me no olho e minha visão ficou embaçada. Quando ele viu que soco no olho fazia efeito, ele tentou dar mais um.
Mas de repente, alguém o agarrou por trás e o jogou no chão. O cara que estava me segurando me largou e saiu correndo. Anthony tentou levantar, mas não conseguiu, tinha torcido o pé. Nem tinha sido nada, mas ele ficou no chão gemendo mesmo assim.
— Meu pé! Socorro!
— Ora, vá se fuder Anthony – disse o aluno que tinha “me salvado” – você está bem?
— Na medida do possível – eu respondi.
O cara parecia legal. Era Paul. Foi exatamente assim que nos conhecemos, e como parcerias continuam do jeito que começaram, eu e ele ficamos grandes amigos, sempre um ajudando o outro.
— Onde você mora? – ele me perguntou, enquanto andávamos juntos para longe do local da briga.
— Perto do... Hey, eu não preciso de um guarda-costas ok?
— Ah sim, estou vendo – ele disse, e nós rimos.
A partir daí, vi que ele seria um grande amigo mesmo.
(FlashBack desligado/off)
***
Quando cheguei na frente da minha casa, aquele pavão estava lá novamente, na frente da porta. Eu estava vendo que não ia conseguir entrar sem ajuda, novamente. Fiquei olhando para ele, e pensando num jeito de contorná-lo.
Logo, peguei minha mochila e fiz umas manobras mais do que estranhas com ela, para tentar assustar o pavão. Fui me aproximando, e parecia estar dando certo.
— O que você está fazendo Fred? – alguém perguntou.
Era meu velho vizinho, o senhor Teodoro. Ele era um velho de 55 anos, e sempre que vinha falar comigo, eu estava tendo essas alucinações. Atrás dele tinha uma formiga.
— Ah... Nada não, é que minha mochila estava muito suja sabe, então estava sacudindo ela – e dei um riso extremamente forçado.
— Hum... Sei – ele ficou olhando pra mim. É claro que ele não havia acreditado.
Assim que ele parou de me encarar, entrou em sua casa. Eu olhei para a porta, e o pavão havia sumido. Hum... Teoricamente eu não havia vencido ele de verdade. De novo.
“Pavão 2 – Fred 0”
Notas finais
Espero que tenham gostado mesmo ^^
E... provavelmente os capítulos não vão sair muito rapidamente porque peguei uma gripe forte pra caralho. Literalmente.
Mas tento postar o mais rápido que puder, é claro.
Até mais :3
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