Era realmente muito difícil admitir amor, para ele a vida fora cruel, desde muito cedo. O amor era algo muito complexo, que fugia de seu entendimento.

Ele odiava a ideia de amar alguém de verdade. Ele não tinha um coração puro, ele não devia ter sentimentos. A sua única obrigação era com a música e com sua carreira, nada mais importava. Então por que ela não saía de seus pensamentos?

Queria tê-la a todo instante, precisava de seu cheiro, do aconchego de seus cabelos, do magnetismo de seus belos olhos azuis.

Despediu-se de Erin com um beijo, sem nenhuma palavra.

Entrou em seu carro e deu partida, ligou o rádio e tocou seu novo sucesso Sweet Child O' Mine,desligou o rádio com rapidez, não queria lembrar de sua deusa inspiradora, no fundo ele estava fugindo de seus sentimentos, fugindo de Erin. Ele não podia amá-la, não podia ter esperanças, ele simplesmente não queria.

Pegou uma garrafa de uísque que tinha em seu carro e bebeu com vontade, com a sede de um covarde. O efeito do álcool o relaxou, o efeito da bebida tirou o efeito de Erin sobre ele, pelo menos por alguns instantes queria sentir-se livre do amor.

Acelerou o carro como se estivesse fugindo de algo, covarde. Com tamanha velocidade bateu em um poste.

Dor, medo, lembranças, silêncio, escuridão.

"O astro do rock Axl Rose, devido ao abuso de bebidas sofreu um acidente. O cantor que andava com alta velocidade bateu em um poste, seu estado é estável, mas seu carro ficou em pedaços"

O acidente tinha virado notícia, estava em todas as manchetes e revistas de fofocas, e Axl adorava isso.

Erin ficara preocupada, quando o telefone tocou e deram a notícia, o chão de Erin desaparecera, foi diretamente ao hospital onde Axl estava.

Ela entrou no quarto e ele pensou que um anjo estivesse ali para buscá-lo. Erin ficou ao seu lado, segurou sua mão e disse baixo:

– Não quero te perder, não faça mais isso comigo, eu me importo com você.

Axl olhou para ela e fez sinal positivo com a cabeça.

– Me perdoe.

Três dias depois Axl foi liberado do hospital e já estava em seu apartamento solitário. Ele queria ligar, queria vê-la, mas seu orgulho o impedia como sempre.

Ele pensou durante o tempo que esteve enfermo, pensou sobre ele e Erin, pensou em um futuro com ela, mas não conseguia imaginar um futuro com ela ou sem ela. Ela era boa demais para ele, ela não merecia sofrer, como na vez em que ele a traiu com vadias em um de seus shows, mas mesmo assim ela o perdoava.

Foi em direção ao piano disposto a demonstrar em melodias o que sentia. Lembrou-se de quando era pequeno e aprendeu a tocar na igreja, foi ali que a música entrou na sua vida. Música era o único amor pelo qual ele admitia, viver sem as melodias tristes de um piano ou sem a atitude de uma guitarra era como a morte, triste e silenciosa.

Ele tinha uma decisão pela felicidade de sua amada e isso mudaria suas vidas.

Notas finais
um pouco de suspense no final, sei lá caras, adeus.