Minds
41 Capítulo 35
Notas iniciais
Isabella entrou naquele banheiro enquanto minha mente não parava um segundo em pensar no que seria esse embate.
Agora não éramos mais eu e Bella, agora existia uma vida que seria nosso alicerce contra tudo e contra todos. Não seria uma pessoa que nunca soube ser mãe que impediria ou atravessaria nosso caminho.
Mal tive tempo de finalizar meus próximos passos quando Bella abriu a porta do banho envolta em uma aura de felicidade tremenda.
Sua pele brilhava como um dos mais puros cristais que já vi em toda minha vida. Seus olhos eram duas piscinas de chocolate que convidavam para um refrescante mergulho. Uma única palavra gritava em minha cabeça: PERFEITA.
- Não sei como começar…
- Começar o que?
- A enumerar suas qualidades e o que cada pedaçinho dessa pele reluzente de faz pensar sobre você. Sabe… Acho que além de te amar mais a cada minuto, sou terrivelmente, completamente, enlouquecidamente… Apaixonado por você.
Era amor que ela exalava a cada passo que dava em minha direção, como se tudo que eu tivesse acabado de falar fosse novidade para essa mulher, que cada vez mais me desafiava a pensar em elogios para transparecer o quanto eu a amava mais e mais.
Suas mãos em meio aos meus cabelos sempre deixavam meu pau duro e sedento, mas esse olhos… Ah! Os olhos… Eles realmente eram a janela da alma, como alguns poetas teimam em descrever.
- Eu amo você Edward Cullen.
O beijo começou suave, quase que uma adoração mutua acontecendo, enquanto que meu corpo já dava sinais de que teria que tombar Bella nessa cama imediatamente e me colocar entre suas pernas para sorver aquele mel que deveria começar a escorrer entre a minha gruta favorita, mas tudo que é bom dura exatamente o tempo que uma voz dura porém extremamente feminina ecoou pela casa:
- ISABELLA BRANDON QUERO VOCÊ EM 5 SEGUNDOS NA MINHA FRENTE.
Isabella me encarava como um animal pego pelo farol de um carro a mais de 200 quilômetros por hora em plena highway. Isso não era um bom sinal!
- Sujou!
- É Love, acho que está na hora de descermos.
- Mas você ainda não tomou banho… Está com cheiro...
- Aham! Mas está maluca se acha que vou deixá-la descer sozinha.
Como se estar com o cheiro dela em meu corpo fosse me impedir de fazer algo…
Bella rapidamente colocou um vestido leve, penso que apenas para me deixar com sérias contusões no meu pau, afinal ele já estava prestes a estourar o zíper quando fomos chamados.
Ao abrir a porta, tomei-a em meus braços e descemos as escadas para encontrar com uma Esme sorridente a porta… Se falam para olharmos a sogra e sabermos como nossas mulheres serão, ok! Estarei feliz por todo o resto de minha vida.
Eu não encontrei Elizabeth mas sua voz já estava me deixando nervoso. Dessa vez eu teria que tomar frente a esse embate. Eu resolveria essa situação de uma vez por todas.
- Na próxima vez que convidar alguém para sua casa minha filha, aprenda a estar pronta e bela como uma anfitriã deve estar.
Ouch!
Para bom entendedor, pingo é letra. E Esme deixou bem claro que estávamos sendo mal educados…
Bella permanecia com aquele olhar que me fazia arrepiar inteiro e protegê-la de tudo e de todos, até da sua própria família.
Esme permanecia como uma loba protegendo seu filhote e Bella carente com os recém hormônios descobertos estava aproveitando, até que aquela risada estridente irradiou por toda casa.
Meu amor pareceu não ouvir, mas para mim foi claro como água que a risada foi precedida de um “bastardinha sentimental” que eu faria Elizabeth engolir.
- Como você quer lidar com isso minha filha? Existem muitas coisas que você e Ed precisam ouvir, mas ao mesmo tempo não são obrigados a isso.
Minha futura sogra se demonstrou uma loba para mim também, protegendo a família com unhas e garras.
- Eu só quero minha família feliz mãe, é pedir muito? Aquela mulher…
- Não fale assim Isabella. Aquela como você diz, será sua sogra, queira você ou não.
Não era uma escolha de Isabella. Aquela briga era minha e não faria Isabella passar por esse nervoso agora, não agora com nossa família em jogo… Com nosso filho dentro de seu corpo podendo sofrer toda e qualquer dor. Se nossos pais biológicos não nos protegeram, eu não deixaria isso se repetir com meu filho.
- Desculpe Esme, mas essa é minha escolha.
A expressão da minha sogra passou de severa para graciosa nesse instante, como se eu houvesse acabado de passar por uma provação ao defender minha família. Engraçado como um filho mexe com a cabeça e o coração de todos, principalmente com minha possessão que estava a cada segundo maior.
- Isabela é, vai ser, e para todo o sempre será minha esposa. Isso é uma coisa que aquela lá precisa entender e aceitar. Portanto, é minha escolha se exponho ou não minha mulher as grosserias de dona Elizabeth novamente…
Bella estremeceu contra meu peitoral ao ver que sua mãe nos olhava com amor. Porém, nada me preparou para a bile intragável que amargou em minha boca ao escutar dona Elizabeth fora de seu juízo atrás de nós…
- Ora, ora, vão nos dar o prazer da presença do casal sem sal ou vão ficar se escondendo?
Escutei um rugido baixo e grosseiro, mas a surpresa foi maior quando Bella saiu de meus braços e confrontou Elizabeth:
- Seja bem vinda a nossa casa. Espero que saiba se comportar dessa vez, caso contrário… Deus será minha testemunha, mas colocarei você para fora dela com meu pé estampado em sua bunda.
Hei! Minha ferinha permanece viva e forte aí! Será que vai implantar a gostosura novamente?
- ISABELLA BRANDON, pare já com isso!
Esme tentava conter Bella e seu nervosismo, mas conhecendo minha mulher, isso estava longe de terminar se eu não interviesse rapidamente.
Bella começou a se afastar mais de mim em direção a Elizabeth até que a segurei pelos ombros e a trouxe novamente contra meu peitoral.
Suavemente me aconcheguei contra ela.
- Love, acho que preciso conversar com ela antes de qualquer coisa.
Ela estremeceu mais ainda quando a deixei com Esme e me encaminhei até Elizabeth.
Se eu estava preparado para essa conversa? Não…
Se eu estava com vontade de tê-la? Menos ainda…
Mas a necessidade de defender minha família era maior que meus medos de infância, ou eu assim esperava.
Toda a força emocional que eu nem imaginava carregar foi depositada em um beijo doce e simples em Bella, enquanto indicava Esme com um balançar de cabeça para que ela se encarregasse de Bella pelos momentos que ficaria afastado.
- Estarei na biblioteca com ela. Converse com seus pais enquanto isso... Lhe diga as novidades. Estarei com você antes que possa sentir minha falta.
E silenciosamente o Eu te amo escapou de minha boca e da minha mente, não deixando Bella perceber o quão abalado estava para poder defender minha família.
- Vamos Elizabeth, vamos conversar…
- Mamãe…
Eu sabia que Bella corria em direção aos braços de Esme, mas não podia olhar para trás agora. Ver a tristeza nos olhos de Bella, sabendo que eu estaria sozinho com Elizabeth, me faria esquecer tudo e ficar apenas com ela em nosso quarto, mas não dessa vez.
Agora era a hora de formar minha família, em lutar para ter o que sempre senti falta. Quem diria que nosso crescimento seria tão avançado em tão pouco tempo?
O que daria para voltar ao tempo onde éramos apenas nós dois pelos mais diversos locais públicos e privados para sanar nosso instinto selvagem e louco que temos um pelo outro. Acho que nada seria páreo para voltar a essa época, ainda mais sabendo que ela é a mulher que completa minha vida.
Ao fechar da porta, Elizabeth pareceu perder a face de mulher firme e decidida, parecendo estar de frente ao meu pai. Seus olhos eram fixos e sua boca torta, marca ao qual eu herdara lá estava.
- Então oficialmente você irá se casar com essa bastardinha?
- Serão suas palavras que irão definir nossa relação daqui para frente, mãe. Talvez, queira mudar a forma que trata minha futura esposa.
- Está bem… Você sempre teve esse jeito mandão do seu pai mesmo. Retiro o que disse sobre a bas... sobre sua namoradinha.
Eu queria dizer que ela estava tão errada, mas tão errada, porém as palavras não saiam. Meu coração me dizia para simplesmente ter dó dessa mulher estranha e seguir minha vida sem ela, mas a razão implorava por um confronto direto e reto.
- Somente o por quê?
- Hein?
- Sim, por que você nunca foi uma mãe para mim? Sempre te vi carinhosa com a Rosálie, mas comigo? Sempre essa merda!
Seus olhos se encheram de lágrimas, como se o que eu tivesse falado houvesse de alguma maneira, tocado seu frio coração.
- Como se eu fosse o causador de todos os seus problemas… Mas sabe, sempre escutei que não pertencia à nenhum dos dois, portanto, não faço idéia dessa sua tola possessão e controle sobre minha vida.
Elizabeth me olhou como se tivesse levado um soco, um soco duro e poderoso, proveniente das minhas palavras. O sussurro foi estranho: - Não diga isso nunca mais.
Enquanto tentava entender o que ela quis dizer com isso, me encostei à mesa e cruzei os braços à espera das explicações plausíveis e necessárias a essa altura. Seu olhar era vago e longínquo, diferente da pose de primeira dama mundial que ela exibia a minutos atrás.
- Você tem idéia de como seu pai era duro em nosso relacionamento? OU o quanto ele me culpava durante toda sua gravidez onde o médico insistia em dizer que estava grávida de outra menina?
Minha cabeça girava. Eu só me recordava o quanto meu pai era carinhoso e amoroso comigo e com Rose, nunca uma pessoa dura e amarga quanto Elizabeth era. Grávida de outra menina? Está é ficando louca, sou macho, muito macho.
- É isso mesmo. Sua gravidez inteira foi pautada de erros, assim como a da sua mulher será. Você tem o mesmo instinto do seu pai, vai odiar quando não for menino.
- Mais um engano dona Elizabeth. Mais um engano ao pensar que algo tão pequeno arranhe o amor que temos.
- Ilusão sua meu filho. Seu pai era idêntico à você, apaixonado, doce, sensível… Depois, depois virou um canalha, dizendo que eu havia feito algo para que você nascesse menino…
- Aham… Não tente me enrolar dona Elizabeth. Cansei de ouvir que não era filho dele…
- Mentira!
- Ouvi da sua boca várias vezes… Ou você acha que as crianças perfeitas não ouviam as brigas e discussões que o casal “perfeito” tinha em uma biblioteca como essa com as portas semicerradas?
O olhar dela era nítido que não contava com duas crianças acordadas pelos gritos e discussões que desciam as escadas nas pontas dos pés para se aproximarem da biblioteca e escutarem as piores atrocidades que dois adultos podiam se ofender. Geralmente éramos retirados de lá por um Alfred que nos ninava até Rosálie parar de gritar contra o travesseiro e eu que simplesmente não emitia um ruído qualquer.
- Você nunca irá entender…
- Tente me explicar, já é um bom começo. Eu só quero a verdade, será que é tão ruim assim?
- Que verdade meu filho? A que eu e seu pai não éramos o casal perfeito? Que eu usava você como ataque ao seu pai?
- JÁ É ALGUMA COISA, PORRA!
Eu sabia que não podia perder a razão, mas estava difícil demais. Meu cabelo já estava no estágio virei-um-ninho de tanto que minhas mãos percorriam os fios com extrema grosseria.
- Custa dizer?
- Digo Edward, para que você volte a ser um filho, digo…
- Sou filho de quem?
- COMO DE QUEM?
As lágrimas eram incontroláveis. Tanto da minha parte quanto de Elizabeth que agora soluçava.
- Eu disse que você é muito parecido com seu pai… Como consegue manter essa dúvida? Edward Cullen, você foi, é e sempre será filho meu e de seu Antony, que morreu sabendo que você era seu filho amado, e que o médico havia se enganado nos exames.
Se antes eu já estava com ânsia, agora então, sentia como se algo grosseiro e acre subisse por meu esôfago prestes a me afogar. Eu havia sido usado como arma de uma mulher buscando mais e mais o amor de um homem.
Mas e o meu amor? E a minha infância e adolescência cercadas por dúvidas, injustiças, ingratidão, pressões?
- Você tem que me desculpar… Eu preciso de você filho.
- Eu… Eu… Eu preciso de tempo. Por favor, me dê um tempo. Será bem vinda em minha casa, mas precisa parar de atacar Isabella ou qualquer outra pessoa que eu ame.
- Eu só queria o seu amor de filho também.
- Não fale isso… Você podia ter pedido de outras formas, mas só conheci seu pior lado… Me dê tempo.
Caminhei até a porta, mas fui segurado pelo pulso.
- Eu ainda tenho chance de ser sua mãe?
- Para isso, precisa mudar… Eu preciso mudar… Isabella precisa mudar… É muita mudança para agora Elizabeth.
- Me chame de mãe Edward.
- Ainda dói demais.
O berreiro foi fundo, mas a pressão que sentia dentro do meu coração só seria suprida quando Bella me acolhesse em seu peito e me ninasse. Antes de mais nada eu me sentia pequeno, minúsculo, quase que insignificante perto da minha dor.
Abri a porta e Elizabeth me seguiu ainda que fungando.
E lá estava o olhar que eu mais precisava no mundo. Isabella e seu amor, estampados naquela piscina marrom que me chamava a cada inspiração.
- Love? Algum problema?
Problema? Não havia problema, havia sim, solução. Estar em seus braços, sendo amado incondicionalmente. E era exatamente isso que eu precisava imediatamente, após perceber que não havia sido amado, havia sido usado como mero instrumento de tortura entre dois adultos irresponsáveis.
- Vocês poderiam nos dar alguns minutos? Bella?
Temi por ela não me acompanhar. Temi como uma criança apavorada que mais uma vez percebeu que não era amado, mas diferente das outras vezes as quais precisei ser forte, dessa vez tive a mão dela para me sustentar. Sem hesitação, Bella simplesmente foi até mim enlaçando-se em minha cintura.
Deus! Obrigado por ser permissivo e dessa mulher me amar tanto.
Não queria que todos os pares de olhos que agora nos observassem sequer cogitassem que algo estava errado; porque não estava… Tudo estaria certo, assim que eu conseguisse fechar a porta e me enfiar dentro do corpo e do calor da minha mulher.
- Deus como eu precisava de você naquela sala…
Não existia palavra para demonstrar o quão carente estava, então usei mais uma vez a linguagem que tanto conhecíamos. Nossas bocas se entrelaçando, minha língua provando cada milímetro daquela pele cheirosa e doce que deixava meu pau em ponto de bala.
- O que houve meu amor?
- Agora não…
Agora eu precisava me afogar em amor. Não queria contar para ninguém que eu era um mero fantoche. De minha mãe, de meu pai, de Tânia…
Sempre tinha sido o que todos esperavam de mim, menos com Bella. Com Isabella, eu conseguia ser aquilo que sabia ser certo.
O Homem, o protetor, o zeloso, o canalha, o ninfomaníaco, enfim, eu era o Ed… Não Sir Edward, nem Cullen, nem filho da puta de criança mal amada…
Era do caralho não ser querido.
GRRRRRRRRRR
Maldito pedaço de pano que tanto atravancava meu caminho até essa buceta que já exalava o olor necessário para que meu pau prestasse continência!
Se eu precisava ser calmo, não seria agora. Se eu precisava de amor, não seria agora. Agora eu precisava me afundar em uma foda.
- Caralho Love só essa bucetinha depilada para me deixar mais duro ainda.
Esperei que devotando um pouco mais de pressão Isabella gozasse logo. Nunca havia pensado em pular a necessidade dela, mas agora… Só dessa vez, eu precisava…
- Edward…
Seu mel escorrendo por minha língua foi como uma bofetada. Ela havia gozado sem ao menos ter pedido. A ira que sentia por conta daquela conversa infernal só me deixava com vontade de estapear algo… Comer com fúria minha mulher… Escoar todo resquício de solidão e tristeza que havia em mim.
- Isso foi muito feio... Muito feio. Sabe que só não te encho de palmadas nesse rabo por conta dos nossos convidados…
Foi seu gemido? Foi Isabella sussurrando por isso, sem nem perceber? Não faço a menor idéias, mas segundos após o seu “– Faça isso Ed... Me foda.” Eu estava dentro dela.
As estocadas rápidas e curtas, intercaladas com longas e lentas, até chegar ao momento em que sentia que algo estava errado… Até que os dedos de Bella passara, por algo úmido em minha bochecha e percebi que chorava.
Naquela imensidão chocolate me abri:
- Eu amo você. Você é minha vida…
- Então venha pra mim, seja meu sempre…
E sua frase foi como a tampa de um ralo sendo brutamente arrancada. Isabelle me devolveu a vida naquele instante.
Em breves e frágeis estocadas, senti meu corpo se convulsionando e meu orgasmo invadindo Bella. Nossos olhares não saíram de foco, mesmo eu sentindo que ela havia gozado comigo.
Continuamos por mais alguns minutos apenas nos olhando, apreciando cada vez mais o amor que nos unia, até que meus braços tremeram… Me joguei ao lado de Bella e a puxei sobre meu peito. Estava na hora de contar que belo marido ela teria.
- Eu fui massa de manobra…
Pensei que seria fácil, mas a cada pensamento, todos desconexos se tornava mais e mais impossível de conseguir definir para Bella o que havia acontecido na minha infância, e entre meus pais.
- Eu sou filho dos meus pais sim, mas minha mãe me usou sempre que pode para machucar meu pai.
Seria engraçado se não fosse trágico, dizer que era filho dos meus pais… Se Jasper me ouvisse agora soltaria uma pérola linda: Filho dos seus pais? Ahhh sérioooo? E eu que achava que você era o Moglie…
Eu estava viajando, fugindo do assunto novamente, até sentir as mãos de Bella sobre meu corpo, me acarinhando… Meio que me apoiando, sobre tudo que eu quisesse falar.
- Ela nunca se preocupou que eu ouvisse todas as mentiras e sofresse, apenas se concentrava em machucar meu pai, culpando-o por erros antes do meu nascimento.
Como se a minha culpa estivesse fluindo por mim, meu cérebro começou a buscar o que eu queria para mim, o que eu queria para nosso futuro… O que eu queria era que virássemos nós…
- Eu só nos quero dois formando uma família nova. Todo meu sofrimento vai passar assim que você for minha e, nosso filho não passar por nada que passamos em nossa infância.
- Eu já sou sua. Não é um papel que vai me fazer ser mais ou menos sua. Eu e seu filho, já somos sua família.
E lá estava tudo que havia buscado desde a saída daquela maldita biblioteca. O amor incondicional, puro, amor real… Era Bella quem iria me dar tudo que precisava pelo resto da vida, e era ela a quem eu devia proteger.
- Como você quer lidar com tudo isso?
Ela me olhava como se eu fosse doido, mas a verdade era essa… Como ela queria lidar com isso? Matar Elizabeth era impossível. Afastá-la? Empurrá-la de um abismo? Enfim… Como lidar com isso?
- E então?
- Não entendo, o que preciso decidir? Por mim já estaríamos entre nossos amigos e meus pais assinando o papel que irá acertar tudo no tribunal e marcando nosso casamento em Vegas o mais rápido possível.
- Mas e Elizabeth?
- O que você decidir Ed… Afinal, ela é sua mãe.
Mais uma vez Bella se mostrava mais adulta que eu…
- Acho que ficarmos aqui o resto de nossas vidas não é opção…
- Já tentamos isso e na última vez, lembro que sai machucada por ficarmos trancados alheios ao mundo…
- Não me lembre disso, agora temos nosso filho para cuidar.
- E uma hora precisarei sair daqui para parir, ou você acha que não vou gritar por uma droga quando tiver que parir?
Ô Meu Deus, meu filho nascerá praticamente drogado com essa mamãe bundona.
- Vamos lá bundinha gostosa. Vamos tomar um banho e acertar de uma vez por todas o nosso relacionamento com dona Elizabeth…
- E eu achando que você me manteria nesse quarto por mais tempo... é bons tempos aquele onde você aguentava mais que uma…
- Maldita provocadora.
Mas ela sabia que meu pau estava mais duro que nunca e que no banheiro ela não escaparia de ser açoitada e ter ser enrabada contra o azulejo.
- É melhor você correr Isabella… Agora acordou alguém adormecido…
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