O grupo está andando em um campo, em seus Makais.

"Precisamos arranjar um jeito de chegar em Loggrin o mais rápido possível." — Diz Èris.

"Pois é ! A gente não pode deixar a Galadriell esperando." — Diz Cirius.

Mira solta um suspiro. "Essa não é a maior preocupação aqui, Cirius."

"Passar pela casa de Luna é rápido." — Diz Luna.

"Se a gente passar por lá, vamos chegar em Loggrin dentro de um caixão !" — Diz Kaito.

"Kaito está certo." — Diz Èris. "Nossos corpos não são capazes de aguentar o calor do deserto de Nah'bah, muito menos nossos Makais."

"Mas não tem jeito de ir pra Loggrin sem passar pela casa de Luna." — Diz Luna.

Kaito solta um suspiro. "Infelizmente…"

"Hmm… Por que não pegamos um barco ?" — Pergunta Èris.

Cirius inclina sua cabeça, confuso. "Barco… ?"

"Sim, um barco. Existem barcos que navegam na areia." — Diz Èris. "Eles são usados para transportar mercadoria de um local para o outro. É bem mais prático do que andar."

"Você é um gênio, cavaleira !" — Diz Kaito.

"Onde a gente arranja uma coisa dessas ?" — Pergunta Mira.

"Boa pergunta." — Diz Èris.

"V-Você não sabe !?" — Pergunta Mira, espantada.

"B-Bom… Não é como se eu visse um desses todos os dias…" — Diz Èris.

Kaito solta um suspiro novamente. "De volta à estaca zero…"

"Por que não perguntamos pra aqueles caras lá ?" — Pergunta Cirius, apontando para um pequeno vilarejo no horizonte.

"E-Eh !? De onde aquilo surgiu !?" — Pergunta Mira, espantada.

"Isso importa ? Se tem um vilarejo, tem comida." — Diz Kaito. "Cara, eu tô faminto !"

"Luna também quer comer !" — Diz Luna.

"Podemos ir checar o local, e ver se eles sabem onde arranjamos um barco." — Diz Èris.

O grupo vai até o vilarejo. Lá, há algumas casas de aparência frágil, feitas de madeira.

"O lugar parece velho…" — Diz Cirius, olhando para todos os lados.

Kaito solta um suspiro novamente. "Sem comida…"

"Esse silêncio é estranho, não acham ?" — Pergunta Mira.

"Sim, é um pouco esquisito." — Diz Èris. "Mas não precisa se preocupar. Não tem nenhuma criatura, ou ninguém do exército de Ignis aqui."

"Como tem certeza disso ?" — Pergunta Mira.

Kaito põe a mão no ombro de Mira. "Relaxa. Pra encurtar a história, a cavaleira é metade paladino."

"Estranho… Na verdade, eu não estou sentindo nada." — Diz Èris. "É como se esse lugar não tivesse ninguém…"

"Tão afim de se separar e procurar informação ?" — Pergunta Kaito.

"Pode ser uma boa ideia." — Diz Èris. "O vilarejo não é muito grande, mas ainda não o conhecemos bem. Então, para não nos perdermos uns dos outros, peguem isso." — Ela pega um cristal verde.

Cirius inclina sua cabeça, confuso. "O que é isso ?"

"Você não conhece !?" — Pergunta Èris, assustada.

"Até Luna sabe o que é." — Diz Luna. "Isso é um cristal de Melia. O povo de Luna usa bastante."

"E-Ei ! Eu não uso essas coisas ! Seja lá pra que isso seja usado." — Diz Cirius.

"Um cristal de Melia é um pedaço de cristal que possui um campo magnético mágico especial, atraindo seus pedaços, não importando onde eles estejam." — Diz Èris.

"Se quebrarmos isso aí e dividirmos entre a gente, não vamos nos perder ? Legal !" — Diz Cirius, animado.

Èris quebra o cristal e entrega um pedaço para cada um. Todos se espalham, indo para direções opostas.

Kaito começa a olhar pelas janelas de algumas casas, mas tudo que encontra é areia no chão. "Só areia ? Ah, qual é !" — Ele solta um suspiro. Kaito continua vasculhando, até que encontra uma casa com cama. Ele olha para os lados, vendo se não há ninguém por perto. Kaito dá um sorriso malicioso e entra na casa.

Luna solta um suspiro. "Luna queria ir com marido…" — Ela checa uma caixa. "Luna não encontrou nada, só areia. Esse lugar está vazio."

Èris checa uma casa. Depois, outra. Ela faz isso várias vezes, mas não encontra nada. Èris se senta e solta um suspiro. "Esse lugar deve ter sido abandonado há algum tempo. Deve ser por isso que eu não sabia dele." — Ela se levanta e se limpa com alguns tapas. "Bom, ficar parada não vai resolver os problemas."

Mira checa uma casa. "Não, nada aqui. Só areia." — Ela sai do local. "Esse lugar tem uma arquitetura bem esquisita. As casas são de tamanho normal, mas tudo nelas são menores… Que tipo de pessoas moravam aqui ? Será que eram anões ?"

Cirius entra em uma casa. "É, nadica de nada." — Ele sai do local e entra em um beco. "Esse lugar tá mais abandonado do que-" — Cirius se interrompe, quando um barulho sutil chama sua atenção. Ele corre até uma caixa e olha por cima dela.

Na distância, pode-se ver alguns soldados de Ignis pondo caixas em um navio preto, com detalhes dourados, e grandes velas vermelhas.

"Heh, dei sorte~" — Diz Cirius, com um sorriso confiante. Ele põe a mão em Calligro e se prepara para atacar.

De repente, algo pula no rosto de Cirius e começa a atacá-lo.

"Ugh ! Ataque inimigo !" — Diz Cirius, enquanto tenta desesperadamente tirar a coisa de seu rosto.

Uma voz forte masculina responde Cirius. "Você não vai encostar um dedo naquele navio, seu pivete desgraçado !"

Com dificuldade, Cirius tira a coisa do seu rosto. É um gato cinza bípede, alto o suficiente para quase alcançar a cintura de Cirius, usando um tapa olho em seu olho esquerdo.

"Eh ? É só um gatinho." — Diz Cirius. "Tá perdido, carinha ? Quer ajuda pra voltar pra casa ?"

O gato responde Cirius. "Me solte, pivete maldito !"

Cirius se espanta e joga o gato em uma parede, com força. Os soldados notam o barulho e olham para ele.

"D-Droga !" — Diz Cirius.

Os soldados pegam suas armas e avançam na direção de Cirius.

Cirius desenrola Calligro e se prepara para atacar. "Eu não tenho tempo pra isso."

Um dos guardas se aproxima e tenta atacá-lo com uma lança, mas Cirius desvia, quebra a arma dele ao meio e enfia um pedaço do cabo no peito do guarda.

Cirius pega o outro pedaço da lança e começa a balança-lo. "Nada mal. Vai servir."

Mais guardas se aproximam. Cirius ataca um deles com a lança, mas o guarda se defende com um escudo. Ele pega impulso no escudo e se joga para cima com a lança. Cirius joga sua espada no chão, amarra o pano no pescoço de alguns guardas e estrangula eles. Os capacetes saem.

"M-Mas o quê !?" — Diz Cirius, espantado.

Não há um corpo. As armaduras têm vida própria. Os guardas que perderam seus capacetes se levantam e os põe novamente.

"E-Ei ! Só poder ser brincadeira !" — Diz Cirius. "Do que essas coisas são feitas !?"

Um guarda se aproxima por trás dele. De repente, o gato de antes pula nele, arranca seu capacete e o joga para trás.

"Eu disse para não se meter com essas coisas, garoto !" — Diz o gato, bravo.

"Que droga são essas coisas ?" — Pergunta Cirius, ainda espantado.

"São os novos brinquedos de Ignis, marionetes com vida própria." — Diz o gato. "Essas coisas não tem nenhum ponto fraco, e, não importa o quanto bata, nunca param de vir."

Cirius solta um suspiro. "Ótimo... E agora ?"

"A única maneira de derrotar eles, é destruindo quem está no controle." — Diz o gato. "O responsável por isso também está no controle do navio."

Uma ponte no navio começa a entrar nele.

"Essa não ! Estão indo embora !" — Diz o gato.

"Sabe como funciona essa coisa ?" — Pergunta Cirius.

"Como a palma da minha pata." — Diz o gato.

"Ótimo !" — Diz Cirius, pegando o gato e correndo para o navio.

"O-O que pensa que está fazendo !? Enlouqueceu de vez !?" — Pergunta o gato, desesperado.

"Foi mal aí, mas eu vou precisar de um guia nessa coisa grande." — Diz Cirius, pulando na ponte e entrando no navio.

A ponte termina de entrar e uma porta se fecha, trancando Cirius e o gato dentro. O navio vai embora.