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20 Os pais da tenente
Cap. XX – Os pais da tenente
O céu estava desabando. Definitivamente não parecia que estavam perto de um deserto. Era água até não poder mais.
Saíram do trem, depois de LONGAS horas de viagem, era um alivio.
- Que chuvão, meu!
- Da onde saiu tanta água?
- Vou ver se consigo sinal para ligar para os meus pais.
- Acho que não vai ser necessário. – Lyon apontou para a saída da estação –
Três carros esportivos pararam. Todos pareciam ser recém adquiridos e preparados para enfrentar qualquer tipo de estrada.
Antes que chegasse a eles a porta do primeiro se abriu e um homem louro com um casaco escuro e comprido saiu abrindo um guarda-chuva.
E logo tratou de abrir a porta do passageiro, de onde saiu uma mulher loira impecavelmente vestida. Usava um vestido verde escuro até os joelhos, sem mangas e com um cinto preto. O casaco longo era branco e os cabelos estavam numa trança raiz.
O casal entrou na estação.
- Por que aquele casal está vindo para cá?
Havoc olhava.
- São os meus pais.
- Seus pais?
A mulher abriu um gigantesco sorriso assim que estava cara a cara com os presentes.
- Elizabeth, meu anjinho!
Okay!
Onde estavam os buracos?
Riza queria pular em um!
- Mãe.
A mulher deu um abraço apertado na loura e distribuiu vários beijos no rosto da jovem capitã.
- Você não sabe como eu senti sua falta!!! Ai Elizabeth, você não deveria fazer isso comigo!
- Mãe... – Riza estava ficando quase azul –
- O que foi querida?
- Você não vai cumprimentar os outros?
- Oh meu bem, tenho certeza de que eles compreendem a mim e não se importam de esperar um minuto, certo?
- Imagine....
- A senhora pode matar a saudades da sua filha.
O pessoal estava adorando aquela cena.
- Por favor, mãe!
- Certo, certo...
Riza finalmente é libertada do abraço da mãe, mas logo em seguida recebe outro abraço.
- Meu anjinho!!
- Anjinho não, pai. – ela sussurrou ao pé do ouvido dele –
- Okay, bebê. Eu não vou mais te chamar de anjinho.
A galera do lado detrás estava segurando para não rir. Aquela cena do imenso e caloroso amor familiar era hilária.
- Cara, por que eu não tô com a minha câmera aqui?
- Pffffffff...
- Pai...
- Hum?
- Dá para me soltar?
- Oh claro.
Quando isso aconteceu o pessoal já estava recomposto, mas ainda com uma baita vontade de rir.
- Olá, padrinho!
- Olá garoto. Cuidou bem da minha filhinha?
- Claro, como sempre!
- Boa noite, senhor.
E as apresentações começaram, era muita gente.
- Nossa Gracia, sua filha é linda!
- Obrigada, Tia Liza.
Lizandra estava com a filha de Gracia no colo.
- Realmente, Curttney deve adorar ter uma netinha assim. Eu acho que um dia, vou poder ter uma netinha para mimar.
- Eu sei que a Riza vai te dar uma netinha.
- Eu não sei não, minha filha não parece querer me dar esse gostinho.
- Mãe!!
- O que foi? Estou apenas falando o que acho, Elizabeth!
- Eu já notei, mãe... Mas por que a gente não discute isso depois?
- Eu não estou discutindo nada, estou comentando e tenho certeza de que Lyon concorda comigo.
Lizandra lançou um olhar para o ruivo.
- Bem... É normal que uma mãe tão dedicada queira um neto, e tenho certeza de que a Riza vai providenciá-los quando achar que for a hora.
Lyon odiava ficar nessas sinucas de bico.
- Sempre defendendo essa desnaturada, Lyon! – ela estende o olhar ao Mustang – E Você, Roy? Pensa em ter uma família?
Buraco!! Queria um buraco para pular!
- Eu... Eu não penso nisso agora, mas é claro que pretendo ter uma família... Um dia...
- Certamente, afinal alguém que quer comandar uma nação não pode ser uma ovelha desgarrada.
Roy havia acabado de descobrir que aquela mulher não era general a toa. Ela sabia perfeitamente o queria saber.
- E vocês rapazes, não querem falar nada? Parecem estar achando graça... Não acreditam no seu chefe?
- Bem... Claro, todo mundo um dia tem que casar...
- É! Um dia...
- Alguma Louc... Alguma mulher.
- Eu vivo dizendo que o man tem que casar, mas ele não ouve meus conselhos.
- Você parece estar cercado de amigos e subordinados fiéis, Roy.
Richard finalmente abriu a boca.
- Eu procuro não ficar cercado de inimigos.
- Claro.
Os motoristas dos outros dois carros saíram e ajudaram a acomodar a malas nos porta-malas.
No primeiro carro ficou com Riza, Lyon, Richard e Lizandra.
No segundo, Maes, Elycia, Gracia, Havoc.
E no terceiro, Breda, Fuery, Roy, Scieska e Fallman.
As estradas estavam horríveis, a chuva havia se tornado um pouco mais leve, mas mesmo assim não era qualquer um que daria conta de dirigir pelas estradas.
Nos dois carros em que estavam os rapazes, o riso correu solto.
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Chegaram a fazenda em Darmmont já era quase meia-noite. E todos estavam cansados.
Foram horas demais de viagem.
Não puderam ter uma vista da fachada da residência devido a forte chuva. Entraram na garagem e notaram que tinha mais dois carros ali.
Uma Mercedes e um citröen.
- Acho que vocês devem estar cansados, então as criadas vão lhes mostrar os quartos. – Riza era demasiadamente parecida com a mãe, tirando a cor dos olhos – Jannice, Cammila!!
Logo duas mulheres, talvez com trinta anos, um morena e a outra de cabelos castanhos entraram.
- Sim, Lizandra-sama.
- Levem os convidados para os quartos e vejam se precisam de alguma coisa. Depois podem se retirar.
Começaram a caminhar para dentro da casa. A sala onde ficavam as escadas que davam aos quartos era enorme, decorada sofisticadamente por cores claras e adornos elegantes.
Puderam ver algumas portas que provavelmente dariam a cozinha, biblioteca, sala de jogos...
O lugar era mais reservado, provavelmente onde a família recebia as visitas.
- Sabe, bebê, vocês não vinham o primeiro trem?
- Bem... Houveram imprevistos.
Os rapazes fuzilaram Roy com o olhar.
- Imprevistos? O que aconteceu? O trem quebrou?
- Atraso.
Roy agradecia silenciosamente por Riza não especificar o tipo do atraso.
- Deveria ligar para seus pais, querido, avise que passará a noite aqui devido a chuva.
- Vou sim, madrinha. Essa chuva está mais forte do que costuma ser para essa época.
- Eu sei, anda chovendo muito. Tomara que no dia da festa não chova. Seria um desperdício não aproveitar a área aberta do rancho.
- Com toda certeza.
O casal parou.
- Bem, Jannice e Camilla lhes mostrarão os quartos, eu e Richard vamos para o terceiro andar. Qualquer coisa é só pedirem as criadas e se tiverem fome a cozinha é na terceira porta a esquerda, no primeiro andar. Não façam cerimônia.
- Boa noite.
- Boa noite, rapazes. – ele dá um beijo na testa da filha – Bebê. – e riu quando viu a expressão dela –
- Boa noite.
Depois de cada um instalado num dos quartos, todos tiveram a mesma idéia: Comer alguma coisa.
- Cara, três andares!!
- Quantos quartos será que tem essa casa?
- Me lembra a casa do major! – Havoc se lembra d episódio Catherine –
- Gente e o tamanho dos quartos!! Minha nossa!
- E ai, Maes, já colocou a Elycia para dormir?
- Já sim. Ela fica num quarto ao lado do nosso. Totalmente preparado para ela.
- Tia Liza é muito atenciosa aos detalhes.
Quando estavam perto das escadas, viram uma porta se abrir.
- Vão comer também?
Riza ainda estava com a blusa e a saia, mas estava descalça.
- Vamos, você vai também, Riza?
- Vou. Então, gostaram dos quartos?
- Claro!
- São ótimos!!
- A minha Elycia já está muito bem instalada.
- Minha mãe fez um quarto para ela, não fez?
- Fez sim.
- Nossa! Aqui é tão grande... – comentou Scieska –
- São Treze quartos. Minha mãe cismou que os oito originais não eram suficientes... E ela parece ter razão.
- Cadê o Lyon? – Roy queria saber onde se encontrava o encosto –
- Acho que dormiu. Ele não costuma comer tão tarde.
- Hum... – Roy se apressou em dar alguns passo para ficar perto da loirinha – Então, bebê?
Riza ficou rosa e os outros riram.
- Não tem graça, okay!
- Desculpe Riza, mas tem sim!! – Scieska ria –
- Quem diria que você era a princesa dos pais.
Ela lança um olhar assassino para Havoc.
- Meus pais são muito apegados a mim. Falta de mais uns três filhos para dividir tanta atenção.
- Não quiseram outros filhos ou foi algum problema?
Maes perguntou.
- Não quiseram. Segundo eles eu fui um acidente... – ela ri – Mas que fui a melhor coisa da vida deles e que se tivessem outros filhos, seriam amados, mas poderia existir uma certa preferência. Então optaram por me fazer filha única.
- Caramba.
- Eu sei...
Eles chegam a cozinha. Era um lugar amplo, bem montado, parecia uma cozinha profissional.
- Bem, podem se servir. As coisas estão na geladeira e naqueles dois armários. – ela aponta – Não façam cerimônia, sério.
Ainda muito tímidos, começaram a se locomover pela cozinha. Sabiam que o Grumman era general e que por isso tinha uma situação financeira muito boa. A família em geral, mas aquilo era bem mais do que jamais imaginaram.
Riza não tinha motivo algum para estar trabalhando. Tinha tudo ali. E mesmo assim era tão gente boa. Não era metida, não ostentava, não era irritante.
Logo já estavam a vontade e conversando.
Riza pegou um copo de suco e foi para a sala.
- Kami-sama...
- O que foi?
Roy se sentou a frente dela, no outro sofá.
- Nada demais, só as lembranças. Eu passei momentos tão bons aqui.
- Imagino. E quer saber, agora eu entendo porque leva tudo tão a sério.
- Jura? Qual sua teoria?
- Muita responsabilidade sobre os ombros. Eles têm um conceito sobre você e você não quer desapontá-los.
- Também, mas tem muito mais. Eu sou a próxima geração, tenho obrigação de levar a família para frente... Ter filhos... Casar...
- E você não quer?
- Quero... Ou não. Eu tenho minhas dúvidas sobre o que devo ou não fazer... Mas isso não te interessa. São minhas escolhas e eu vou ter que fazê-las uma hora ou outra.
Ela se levanta e sorri.
- Eu sei que você vai fazer a escolha certa, você sempre faz.
E o moreno esperava estar incluído nessa escolha.
- Boa noite.
- Boa noite.
Continua...
Notas finais
Voltei!!!
Sorry, sorry, juro que foi mais forte que eu não ter poste!
Mas agora estou aqui!!!
Comentem em!!!
Kiss kiss
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