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21 Sobre Mustangs


Cap. XXI – Sobre Mustangs


O dia amanheceu com um grande sol, mas mesmo assim, ainda tinha um ventinho safado que não deixava o calor se sobressair.


Às seis e meia um belo café da manhã já estava pronto. A grande mesa de madeira estava abarrotada com todos os tipos de comidas, sucos, geléias.


Era tanta coisa que quase não cabia na mesa.


- Será que as crianças vão demorar a levantar?


- Não sei, querida. Estavam bem cansados.


- Oh... Nosso bebê está em casa. Vamos segurá-la aqui até depois do natal!!


- Liza, para que fazer planos tão pequenos. Vamos tentar mantê-la aqui até o fim de janeiro.


- Muito bom, mas ai precisaríamos de um plano muito bom!


- Que tal propormos uma viagem? Sei lá, para serra... Ou para praia...


- E a gente podia levar o Lyon e a Tayane.


- Ou talvez aquele rapaz, o Mustang?


- Você também notou?


- Eu já estava certo de que ela acabaria com Lyon, mas depois do olhar dela e dele...


- Ele me parece um bom rapaz.


- Vamos descobrir.


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O pessoal só acordou depois das nove, mas a mesa ainda estava perfeitamente arrumada. Jannice e Cammila estavam lá, preparadas para atender os presentes.


- Bom dia, Cammila, Jannice.


- Bom dia, Riza-san, seus pais já saíram e pediram para avisar que não voltam para o almoço, tinham algumas coisas para fazer. – Jannice disse –


- E Lyon-san já foi. Deixou um bom dia e disse que volta depois.


- Sim... Tem suco de abacaxi?


- Claro.


Aos poucos os rapazes foram chegando.


- Caraca!! Bom dia...


- Gente, que café!


- Ai... Nossa... Bom dia.


- Bom dia, rapazes!


- Oi, Riza. Cadê seus pais?


- Saíram. Só voltam depois do almoço.


- Meu Kami, vou sair daqui com mais seis quilos!!


- Gracia, pode colocar uns quatro quilos a mais, você ainda vai a casa dos seus pais.


- Oh... Nossa! Aquilo é o bolo formigueiro da Tia Liza?


- Onde???


- Ali, do lado da tapioca.


- Minha mãe quer acabar comigo!


- Riza, isso aqui está ótimo!


- Relaxem, ainda vai ter mais no almoço, no lanche, no jantar...


- E na festa?


- Gracia, cala essa boca que eu já ganhei uns três quilos!


- Isso não é justo... – Scieska sabia que ia ganhar uns quilinhos –


- Bom dia, pessoas!!!


Roy entra com um bom humor.


- Bom dia.


- Gente! Que café da manhã!


- Com certeza.


Ele se acomoda.


- Então, depois querem conhecer a casa e a fazenda?


- Claro!!!


- Vai ser legal...


Alguns fizeram alguns sons comendo e outros só acenaram.


- Se vocês quiserem ir ver o Alex, dá para ir a cavalo. É só perguntar a qualquer um dos empregados para que lado ir... Se não me falha a memória é ao sul.


- Não, não... Acho que ele deve estar naquelas coisas de família dele...


- Bem, eu vou lá mais tarde, quero ver Olivie e Cathy.


- A Catherinne está ai?


- Claro, todo final de ano eles passam na fazenda.


Ela viu a cara de alguns dos rapazes e riu.


- Gente, cadê o Black? – Fuery olhava para os lados –


- Tem centenas de metros quadrados de pastos verdes só para ele correr! Está por ai...


- Então, vamos fazer o tour?? Quero tirar fotos da minha filha!!!


Maes retira a mais nova aquisição fotográfica do bolso!!


- Quinhentas fotos cabem na memória dessa belezinha!!


- Vai ser um dia longo...


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Depois de se vestirem para o tour, a galera começa pela parte da frente da casa.


Riza estava com uma bota marrom por dentro da calça jeans, uma blusa branca e uma jaqueta de couro marrom.


Estavam nas escadarias esperando nada mais, nada menos que Roy.


- O cara é uma mala!!


- Será que ele não tem relógio, não?


- Ou um desconfiometro?


Maes estava tirando fotos de todos os ângulos possíveis de sua filhinha.


- Desculpa ai, mas é que eu tive que atender um telefonema!


O moreno descia das escadas com um jeans, uma bota por dentro da calça e uma camisa branca de mangas longas e um decote masculino.


(N/A: Eu babo nesses decotes masculinos!!)


- Ui!!


Riza, Gracia e Scieska estavam sentadas sobre um dos bancos de pedra formados ao longo das laterais das escadarias.


- Bem, Tá explicado porque ele faz sucesso com as garotas!


- Se controla Gracia!!


- O que? Eu só fiz um comentário como fiz do meu marido.


- Claro...


- Mas fala, Riza, fala que você não o acha atraente?


- Ele é fofo.


- Fofo?? – as duas viraram incrédulas para a loura –


- Mas um fofo ursinho de pelúcia, ou um fofo que você quer algemar na cama?


- Você já bebeu, Scieska?


- Responde!!


- O único que eu tenho pretensões de algemar na cama, é o Lyon... E fofo a ponto de eu pensar isso, talvez o Havoc...


- Olha!! Revelações!


- Se controla, bichinha de livro! – ela vira para os rapazes – Vamos?


- Vamos.


A casa era colonial de pelo menos três séculos.


Havia uma estrada de pedras reta com palmeiras dos lados. A frente era toda gramada e com árvores típicas do país.


- Nossa! Ontem não deu para ver tudo isso.


- Bom, querem começar por onde?


- Você que conhece o lugar, guie a gente.


Roy se aproximou e passou um dos braços sobre os ombros da loirinha. Que mudou de cor imediatamente.


- Vamos ver a área de lazer...


O pessoal começou a andar e os murmurinhos rolavam soltos atrás dos dois.


- Eu acho que o ruivo vai levar bola nas costas.


- Sei não, vocês não lembram do jeito que ele colocou a língua na garganta dela lá na boate? O Roy não pode concorrer!


- O jeito que ela olha para ele... O ruivo vai se lascar se ele jogar pesado.


- Não, ela não vai cair na lábia...


- Será que dá para vocês terem um pouco de consideração comigo?? Eu quero tirar umas fotos da minha filha, mas não dá para aproveitar toda a luz com vocês ai fofocando e andando nessa velocidade mínima.


Elycia passa correndo atrás de Black Hayate.


- Alguém segura essa menina!!! – Maes sai correndo – Ou o cachorro!!! Para ai, lindinha!!!


- Deixa ela brincar, amor!!


- Elycinha!!! Volta para o papai!!!


- Ele não muda nunca! – Gracia suspira –


- Caraca!! Quadra de tênis, campo de futebol, piscina...


- E tem o aras mais ali a frente!


- É tudo da sua família, Riza?


- É sim, Breda. E essa aqui é a parte residencial do rancho, os pastos estão repletos de cavalos de competição para serem vendidos.


- Deve ser a maior fazenda da região.


- Não, Atualmente a dos Armistrong é a maior. Eles adquiriram umas terras de um pequeno criador.


- É maior? Kami-sama...


- Eu sei, eu sinceramente nunca andei por tudo. Mas, então, o que querem fazer? Vocês viram a quantidade de opções e lá dentro tem uma sala de jogos... Sinuca...


- Quem topa um joguinho de futebol?


Olharam para o Maes correndo atrás da filha e essa que corria atrás de Black.


- Hey, Maes!


- O que foi?


- Vamos jogar uma partidinha?


- Eu não... É...


- Vai lá, querido! Eu prometo tirar as fotos!


- Hum... Então tá...


- Não vai me desejar boa sorte?


O moreno abriu um sorriso.


- Boa sorte. – ela dá um beijo no marido -


Elas se sentam na grama perto de onde os rapazes estavam jogando bola...


- É impressão minha ou ele está dando em cima de você?


- O Roy só está sendo bobo.


- Claro... Por favor, Riza!


- Ai Gracia, o Roy não só está fazendo show!


- Sei, vai deixando que quando você menos perceber ele vai estar com a língua na sua garganta!


- Scieska!!!


E assim ficaram, conversando, tirando fotos da Elycia e vendo a galera jogar futebol, como aquilo estava engraçado. Fuery definitivamente não tinha o menor talento para aquilo e acabava atrapalhando os outros.


- Riza-sama, o almoço está servido.


- Vou chamar os rapazes!


Riza se levanta e bate a mão na roupa para tirar a grama.


- Gente o almoço está pronto.


- Então vamos lá!!!


Bem, como a vida não era justa. Os meninos tiraram as camisas, o joguinho havia sido bem cansativo. E bem... Roy, Maes e Havoc eram os que mais se destacavam.


- Te amo! – Maes abraçou a esposa – Cadê a Ely?


- Foi com a jannice.


- Hum...


- Cuidado para não babar!


- Vai te catar, Sci!


- O que, Riz?


- Eu não me importo com a barriga malhada dele.


- Claro, claro...


Roy se aproxima.


- Então, o que achou do jogo?


- Uma graça.


Antes de qualquer outra investida de Roy, dois cavalos chegam perto de onde estavam.


- RIZAAAAAAAAAAAAAA!!


A loira olhou para o lado e viu num corsel marrom Tayane. E num cavalo branco Lyon.


Os dois param os cavalos e logo um homem vem perto deles.


- Olá!! – ela desce do cavalo – Lúcio, será que você poderia levar os cavalos para tomar água.


- Claro, senhorita Yukimura.


A garota era ruiva, os cabelos pareciam bater quase no final das costas. Tinha os olhos verdes como duas esmeraldas e um corpo muito bem delineado.


Usava um jeans, uma camisa branca e um colete mais cumprido.


- Então, se instalaram bem?


- Claro...


- Que bom... – ele chega perto e abraça Riza –


- Que isso, gente, olha a galera. Antes vocês eram mais discretos.


Ela se aproxima do grupo.


- Gracci!! – elas se abraçam – Bem, meu nome é Tayane Sophia Correia de Andrade Yukimura.


- Havoc.


- Maes.


- Fallaman.


- Scieska.


- Fuery.


- Breda.


- Prazer, então, vamos almoçar?


- Vamos!


- E ai? Como está sendo? – o ruivo perguntou baixinho –


- Não tão ruim.... Ainda.


- Claro, claro... Sempre pode piorar!


- Será que dá para tirar esse braço da minha cintura? Meus pais podem chegar.


- Na verdade, estão na casa dos meus pais almoçando. Discutindo alguma coisa.


- Lyon, eu não quero a minha mãe pirando e fazendo planos de casamento. E que coisa foi essa de cavalo branco?


- O que tem o Zeus?


- Você só monta o Apolo ou Órus.


- Okay, eu adorei ver sua cara quando me viu naquele cavalo branco.


- Meu príncipe!


- Minha boneca.


Roy que estava com o grupo, não gostou nenhum um pouco do aparecimento da cria ruiva. A vida estava tão linda, o céu tão azul, a Riza tão coradinha quando ele chegava perto demais...


Mas é claro que a criatura ruiva tinha que estragar seus planos.


O almoço foi bem farto, todo mundo ia voltar com uns quilinhos a mais para a cidade Central se continuassem assim. Logo Tayane se enturmou e virou da galera.


- A Catherinne está noiva?


- Tá sim, Gracci! Do Fellipe Strádivarios. Casam logo, logo...


- Nossa! Que bom! Ela deve estar muito animada.


- Animada? Ela está quase insuportável! Mas o anel dela lindoooo!!


- Minha mãe vai me deixar louca depois dessa!


- Não é a única, minha mãe não entende que eu ainda não estou preparada para casar! Não achei o cara certo, oras bolas!


- Eu sei como é...


O olhar da loura seguiu discretamente para Roy e depois para Lyon.


- Imagino... – ela nota a troca de olhares – Então, o que vamos fazer depois do almoço?


- Eu acho que vou dormir.


- Eu acho que vou na casa dos meus sogros, né amor?


- Sim, sim...


Cada um tinha algum plano.


- Então, Jean, vamos andar a cavalo?


Tayane disse.


- Cavalo... Legal, mas eu acho que comi demais...


- Oh... Eu também.


A moça ficou sem graça.


- Mas eu acho que um passeio seria legal, a pé, sabe o Maes não deixou a gente apreciar a paisagem correndo atrás da filha dele e berrando.


- Vamos então, você se importa se formos agora?


- Não... Vamos.


Os dois saem deixando Riza, Roy e Lyon a mesa.


- Vou na Cathy...


- Eu tenho que ir lá em casa, manda um “oi” para a Olivier. E cuidado, não inventa de montar o Hades.


Lyon dá um beijo na bochecha da loura e sai.


- Então... Se importa se eu for com você? Parece que eu sobrei.


- Não. Vamos para a estrebaria.


O casal segue em silêncio até o estábulo. Onde havia um empregado.


- Olá Will, será que poderíamos pegar dois cavalos ou eles estão no momento de cuidados?


- Claro que podem pegar, Riza-san. Qual vocês querem?


- Bem, eu quero o Hades e para o Roy... – ela olha para o moreno –


- Escolha.


- O Azurion.


- Bem, claro... Mas o Hades? Não quer o Xadrez ou Hellsin?


- O Hades, Will. Você sabe que ele só obedece a mim, por isso não aceita que o montem.


- Ele não é completamente domesticado, Riza-san.


- Eu sei como lidar em ele.


Depois de selarem os cavalos, Riza passou a acariciar o grande corcel negro. Ele completamente negro, até mesmo os olhos eram dessa cor. E tinha muita personalidade, mas era completamente manso com Riza.


- Não acha que deveria ouvir os conselhos, esse cavalo parece perigoso.


- Que nada! Ele é genioso, sabe o quanto é talentoso, as vezes é meio arisco quando tentam lhe colocar arreios ou ensinar truques, mas a mim ele não contraria.


- Talentoso?


- Hades é cavalo de competição de alto nível, o problema é que nenhum cavaleiro consegue terminar um percurso com ele.


- Oh... É muito bonito.


- Eu sei... – ela sorri – E ele sabe. Essa personalidade deve ser uma coisa da raça.


Riza monta o cavalo e sai do estábulo.


- Qual a raça daquele cavalo? – Roy indaga ao empregado –


- Mustang. Um legitimo da raça.


Roy deu um pequeno sorriso e montou o cavalo saindo atrás da loura.


(N/A: Okay, eu sei. Uma piadinha infame! Mas essa raça existe mesmo, são os cavalos selvagens da América do Norte. Não me matem!)


Não demorou muito para o moreno avistar Riza. Ela tinha uma postura impecável sobre o animal que a obedecia facilmente, não parecia aquele bicho de olhos furiosos.


Nas mãos dela ele se tornava dócil e obediente. Apesar de algumas vezes ressabiar antes de cumprir um comando.


- Você o domina mesmo.


- Eu não o domino, Roy. Apenas troco favores. Ele me deixa guiá-lo e eu lhe mostro caminhos menos tortuosos.


- Oh... E você prefere essa raça?


- Claro. Cavalos selvagens são mais resistentes a adversidades, mais imponentes e não simplesmente obedecem. Eles precisam gostar de quem os quer guiar.


- Essa raça em especial?


- Esse cavalo em especial.


Roy teve certeza depois daquela conversa que tinha uma chance.


Lyon poderia e seria desbancado.


Continua...



Gente!!!


Aqui está mais um cap!!


Espero que gostem e comentem!!!


PS — Todo mundo tem um lado espevitado: Até a Gracci e a Sci!!


U.U