Mil Pedaços de Vidro

18 Capítulo 18 - Vindita


Notas iniciais
Meu povo, olha eu aqui de novo... Sim, eu sei que estou sumida, mas quando ia postar minha mãe ficou no meu pé e desanimei de corrigir e postar. Eu espero que não tenham sentido muita a minha falta e que gostem do capítulo.

Uma limusine preta estacionou em uma área pouco frequentada – até mesmo no verão – do Central Park, segundos depois uma BNW da mesma cor estacionou na sua frente e dela descem cinco homens vestidos com ternos Armani, feitos sobre medida que estavam encaixados com perfeição em seus corpos. O que estava no banco do passageiro caminhou elegantemente até a limusine, sem se importar com o vento frio que castigava o seu rosto e fazia todos os pelos do seu corpo se arrepiarem; ele entrou sem cerimônias e sentou ao lado de seu ocupante.

— Não achei nós veríamos tão cedo senhor Stark.

— O assunto que tenho para tratar com você, é algo de extrema importância Coulson – Howard avisou com a sua habitual frieza.

— Por favor, me chame de Phil. Já nos conhecemos há tempo o suficiente para que tenhamos a liberdade de usar o primeiro nome.

O patriarca Stark estava incomodado com a voz suave e pacífica do homem ao seu lado, e segurou a vontade de revirar os olhos. Howard não acreditava, nem por um segundo, que Phil Coulson fosse o verdadeiro nome do homem ao seu lado. Ele sabia que por detrás da aparência pacífica e da expressão leve do rosto retangular de Coulson, havia um homem perigoso que chefiava de um grupo de mercenários altamente treinados, que atuava nas áreas que vão desde espionagem industrial a assassinato, por isso não deveria ser superestimado, mas confiava somente nele para executar a missão que tinha em mente, por isso engoliu todo o desconforto e encarou com firmeza os olhos castanhos do outro, sem se abalar com a frieza existente neles.

— Eu preciso que você faça um serviço para mim – Howard avisou entregando uma pasta para a outra pessoa na parte de trás da limusine.

— É para fazer o garoto desaparecer? – Phil questionou lendo as informações que lhe foram entregues.

— Não, morrer seria fácil demais, aquele moleque odioso não merece tal dádiva. Eu quero que ele volte para a prisão e seja tratado com a mesma cortesia que ele tratou o meu filho – Howard falou com um tom calmo, mas Phil tinha experiência de sobra para saber que toda a tranquilidade do homem ao seu lado não passava de uma mera e sensível fachada, que na verdade ele era um vulcão em fúria, ardendo em ódio e rancor, que se Howard não fosse alguém tão equilibrado e sensato, já teria resolvido o assunto com as próprias mãos.

— O que você quer vai custar dez por cento mais caro que o nosso último contrato. Esse tipo de serviço requer mais planejamento que o habitual, pessoas para subornar e muitos outros detalhes para que tudo saia com perfeição – Coulson comunicou com mansidão e um pequeno sorriso nos lábios. Ele iria sentir um prazer especial com esse trabalho, já que adorava fazer estupradores e pedófilos sofrerem, se não tivesse que pagar o salário de seu pessoal e subornar as pessoas certas para mandar Theodore para prisão, não cobraria por seus talentos únicos.

— Eu não me importo com o preço, mas eu quero excelência no serviço – o patriarca Stark falou com severidade e trincou o queixo para controlar a raiva.

— Howard?! Não precisa se preocupar com isso, você sabe que trabalhamos muito bem e sem deixar rastro – Phil avisou fazendo referência às vezes que seu grupo foi contratado para fazer serviços clandestinos para o homem ao seu lado.

— Assim espero! Seguimos as mesmas normas dos acordos passados, cinquenta por cento agora e o resto quando o seu trabalho estiver pronto – o patriarca Stark acrescentou cogitando a ideia de incluir um extra, já que Phil Coulson tem lhe servido muito bem durante esses anos.

— Apenas isso? Não há nada mais para acrescentar? O pai do garoto, vai querer que façamos algo com ele? – a casualidade na voz de seu companheiro, fez Howard sorrir levantando minimamente os cantos da boca.

— Sim, eu quero todas as informações que consegui sobre os seus negócios, todos eles, legais ou ilegais. Quero saber tudo! Mas o maldito garoto é a sua prioridade, eu quero vê-lo trancafiado e sentindo na pelo tudo o que meu filho sentiu – a vingança é um prato que se come frio e o pai de Tony iria destruir lentamente aquele que ousou mexer com sua família. Os Jacksons iriam sofrer!

— Começarei a trabalhar assim que o dinheiro cair na minha conta – Coulson avisou entregando um cartão com o número da conta para onde o dinheiro deveria ser transferido, em seguida saio do carro com a mesma elegância que entrou.

A limusine seguiu rumo ao hospital logo depois que a BMW sumiu de vista, Howard tinha aproveitado que Tony estava recebendo a visita dos amigos para encontrar o Coulson e lhe passar uma nova missão. Ele não desejava ter que aderir a esses métodos, fazia pouco tempo que tinha usado meios nada convencionais para conseguir um contrato que lhe rendeu milhões e queria esperar ao menos um ano para contactar Coulson novamente.

O Stark mais velho também esperava que a justiça fizesse seu trabalho, mas depois de ouvir da pessoa encarregada do caso de seu filho que iriam investigar, mas dificilmente conseguiriam provar que foi Theodore Jackson que espalhou as fotos de seu sendo violado, já que o mesmo possivelmente teria enviados as imagens usando um celular pré-pago, que depois que eram vendidos pelas lojas se tornavam quase impossível de ser rastreado até o comprador.

Dizer que Howard ficou irritado com isso, seria simplificar o que ele sentiu quando desligou o celular na cara do investigador de polícia. O patriarca Stark estava sentindo tanto ódio, mas tanto ódio que exalava pelos seus poros e assustava qualquer um que ousasse passar por perto. Ele teve que se esforçar muito para não sair em busca da pessoa que machucou Tony e depois de respirar fundo diversas vezes, Howard entrou em contato com a pessoa que poderia dar um final definitivo no problema chamado Theodore Jackson.

O encontro ficou marcado para o dia seguinte e Howard aproveitou que o quarto de seu filho ficou cheio de seus amigos, para sair sem ser percebido e se encontrar Coulson no lugar onde costumam fechar seus contratos de negócio.

Durante o trajeto de volta ao hospital, o patriarca Stark usando o notebook com internet via satélite que tem escondido debaixo do banco do passageiro, conectou-se ao site do banco onde possuía uma conta ligada a uma empresa fantasma e transferiu metade da quantia exigida por Coulson. Depois que a transação foi efetuada e confirmada, Howard se afundou no banco do carro e respirou fundo sentindo-se satisfeito, agora que Theodore Jackson teria o que merecia.

Por um mísero minuto, ele se questionou se deveria se sentir culpado por estar fazendo isso a um garoto que é pouco mais velho que seu filho, mas a lembrança do desespero e a dor nos olhos de Tony, fez com que toda dúvida desaparecesse. Se seu filho não tivesse justiça, então seria vingado!

Quando Howard retornou ao hospital, teve que entrar escondido dos profissionais da imprensa que gostariam de uma declaração sobre as fotos vazadas. Resmungando irritado por toda a aglomeração, o patriarca Stark estancou na porta do quarto de Tony e sorriu suavemente observando que seu filho continuava cercado por amigos. Isso era muito bom de ver, principalmente porque eles faziam com que Tony se distraísse e às vezes eles conseguiam lhe arrancar pequenas risadas, não era mais do o levantar dos cantos da boca, mesmo assim, havia um grande significado. Estava tão difícil ver o Tony sorrir, então aquele momento significava muito para os Stark mais velhos.

— Isso ainda vai demorar muito, Loki? – Bucky indagou.

— Calmo ai, Aluado, a arte precisa de calma – o Laufeyson retrucou. Ele se encontrava sentado perto da cama com seu estojo de marcadores artísticos e desenhava no gesso da perna de Tony uma serpente com um elmo dourado com longos chifres, estava ficando sublime, já que Loki era um artista talentosíssimo, mas fazia quase uma hora que Loki desenhava.

— Mas por que uma serpente? O Tony é o nosso homem enlatado – Clint se pronunciou.

— Ora eu sou o artista aqui, Legolas, e desenho o que quiser – Loki rebateu.

— Mas o gesso está na minha perna, eu deveria escolher o desenho – Tony pontuou.

— Stark, você tem um gosto questionável para arte, basta vê a sua coleção de CDs – o Laufeyson provocou com uma sobrancelha arqueada. As suas palavras deixaram Tony de boca aberta. Ninguém falava mal de seus CDs.

— Alguém chuta a bunda dele por mim?! – o mais novo dos Stark pediu.

— Ninguém ousaria tocar na minha bundinha linda, além do mais, eu tenho um cachorro bravo e não tenho medo de usá-lo – Loki comentou sorrindo malicioso.

— Você não me disse que tinha um cachorro – Thor falou com a cabeça tombada para o lado, ele estava claramente confuso.

O loiro não tinha entendido que o namorado estava se referindo a ele quando falou que possuía um “cachorro bravo”. O Laufeyson suspirou dramaticamente enquanto revirava os olhos com a lerdeza de Thor, todos os outros tinham compreendido a referência, menos ele.

— Viu o que eu tenho que aguentar? Eu não vou sobreviver sem você, Stark, nós dois somos os únicos cérebros pensantes nesse grupo – Loki comentou dramaticamente, arrancando dos lábios de seus amigos resmungos injuriados, mas isso fez Tony gargalhar. Por mais ranzinza e mal humorado que fosse o jovem Laufeyson, era um dos poucos que conseguiam fazer o mais novo dos Starks gargalhar como antes de Theodore Jackson.

— Você só não vai levar uns socos por que fez o Tony sorrir, sua cobra maldita – Natasha avisou socando o ombro de Loki.

— Não precisa tanta violência, mulher demônio – o Laufeyson resmungou massageando exageradamente o ombro atingido pelo golpe da amiga. Não estava doendo, mas não seria “ele” se não fizesse um drama.

— Eu ainda não entendi! Loki, você tem ou não um cachorro? – Thor indagou ainda mais confuso, fazendo os adolescentes revirarem os olhos e o senhor Stark sorrir audivelmente, assim denunciando a sua presença, o que calou a todos.

Howard franziu o cenho confuso do por que o clima ficou pesado de repente, Maria que estava em um canto escondida, enquanto apreciava a interação do filho com os amigos, notando o desconforto causado pela presença do marido, se arrastou até ele e o tirou do quarto.

— Fiz alguma coisa errada? – o patriarca Stark questionou encarando a esposa.

— Não querido, não por querer... Eles apenas não se sentem confortáveis na sua presença – ela respondeu hesitante.

— Mas por quê? – a senhora Stark analisou o marido por alguns instantes, e constatou que ele realmente estava confuso com o comportamento dos amigos de seu filho.

— Eles se sentem intimidados, por você, querido – ela informou, mas pareceu não ser o suficiente para dissipar a confusão nos olhos do homem. Maria suspirou, procurando as palavras certas para usar, como não conseguia pensar em nada que pudesse amenizar. Foi aí que ela notou que não precisava fazer isso, Howard precisava de um choque de realidade, por isso resolveu falar de uma vez por todas. – Os garotos têm medo, porque você nunca foi gentil com eles, sempre severo e os tratando com inferioridade, isso. A única amiga do Tony que você tem o mínimo de cortesia é a Pepper.

Howard abriu e fechou a boca diversas vezes, não havia nada que ele pudesse dizer que seria um bom argumento contra, pois ele nunca teve um bom relacionamento com seu filho – inferno, ele estava ciente que nem mesmo era uma boa pessoa. Howard sabia que estava estragando o seu relacionamento com o filho, ele podia ver isso claro como o dia, mas não sabia como consertar, pois nunca tinha sido bom com as pessoas e não conseguia lidar com nada além do superficial, e quando as coisas desandavam com mais raiva ele ficava, o que acabava piorando as coisas.

— Eu sou um fracasso... O pior pai de todos os tempos – murmurou baixinho encostando-se na parede, a vergonha o fez baixar a cabeça, a vontade de chorar fez seus olhos arderem e um bolo se formou na sua garganta.

— Nós dois somos péssimos pais, mas estamos tendo melhorar – Maria avisou abraçando a cintura de seu marido.

— Será que um dia eu vou conseguir fazer algo certo? – ele indagou a apertando em seus braços.

— Não sei, mas não podemos parar de tentar.

— Nunca vamos parar de tentar – Howard afirmou beijando o topo da cabeça da esposa.

Notas finais
Como estão seus corações meus lindos xuxus? Estão inteiros? Vocês gostaram do capítulo? Deixem seus comentários para animar a noite de sua autora favorita. Bjus meus lindos