Miku In Musicland

3 Why do You Make me Cry?


Notas iniciais
Bom, esse capítulo vai dedicado à todos aqueles que leram minha fic e que me aturam até hoje (amanda, lis, yas, marina)
Sou insuportável
É uma das leis de Newton

O resto da semana passou rápido. Luka vinha em casa todo dia, nós duas ensaiávamos, e depois ela dava um fora no Mikuo antes de ir para casa. Rotina normal. Todo dia eu insistia para que ela ficasse e dormisse lá em casa, porém acho que ela tinha um certo medo de Mikuo, sei lá.

Sim, Mikuo pode ser chamado de criminoso, ou de pervetido. A escolha é sua.

E eu não podia sair, já que todos achavam que eu estava com alguma doença contagiosa. Eu estava com MPNTPVEOPND e com MDNPTV (Medo de Passar e No Teste Para virar Vocaloid E Os Pais Não Deixarem) e (Medo De Não Passar no Teste Vocaloid).

Meus pais, viajados como sempre (literalmente) não sabiam do que se passava.

Mikuo, que não prestava para quase nada, geralmente me acobertava, mas as mentiras eram sempre confusas. Tipo, um dia ele disse: a Miku tá fazendo café... Não, ela tá la na casa da Luka... Eu sei disso porque eu to namorando a Luka... Eu sei que isso não justifica o fato de eu saber que a Miku está fazendo café... É porque eu tava na casa da Luka agora a pouco... Mãe, eu tenho que desligar, acho que a Miku matou meu hamster... Mãe, não posso falar sobre o hamster... Beijo, tchau.

Mikuo: sem noção uma vez, sem noção sempre!

Enfim, chega de falar do Mikuo, meus pais chegariam no mesmo dia do resultado do teste.

Se eu estava nervosa? Não, imagina, só comi um monte de alho poró enquanto eu chorava, reclamando com Tito.

Meus pais chegaram de madrugada, acordando à mim e à Mikuo. Fiquei muito feliz em ve-los, porque eles são meus pais, e porque pararia de comer comida requentada.

Eles me trouxeram presentes. Uma coberta que tinha como desenho alho poró, um celular novo — \\o/ -, e uma revista — novamente do Vocaloid- que eu amei.

A manchete anunciava a farsa do namoro de Meiko e Kaito. Senti que explodiria de felicidade. Precisava ligar para Luka para informá-la.

Precisei ligar cinco vezes, ô menina preguiçosa!

– Alô? — perguntei.

– Ahn? — falou uma voz muito preguiçosa.

– Hey, dorminhoca, levante, já é de manhã.

– Ahn??? Estou atrasada? Que? Como? Quando? Onde??? — perguntou desesperada.

Fiquei em silêncio enquanto ela surtava.

Depois de algum tempo ela voltou a linha.

– Sua baka!! São quatro da manhã!!!! E eu já estou pronta!!!! — gritou.

– Calma, é que eu estou ligando para te falar...

– O quê?

– Eu te avisei!

– O quê?

– Baka! Eu te avisei que a Meiko e o Kaito não estavam namorando!

– Espera...

– O quê?

– Sua baka!!!!!!!!! Me acordou para me informar desses dois insignificantes???? Sabe até que horas eu fiquei lendo ontem???? Não, você não deve se importar porque liga mais para o Kaito do que pra mim e do meu sono. Espero que você se case com ele e que os dois sejam felizes enquanto eu fiquei uma velha ranzinza porque sofri de insônia quando fui adolescente. E, ah, quando eu morrer, aposto que você não vai chorar no meu caixão, porque vai estar ocupada se agarrando com esse Kaito! — disse, e desligou! Que descaramento! Como se eu tivesse acordado ela no meio da madrugada para falar de um casal enquanto ela morria de sono porque foi dormir tarde pois estava lendo.

Isso é um absurdo!

Desliguei, furiosa novamente, e fiquei deitada na minha cama olhando o teto.

Percebi duas coisas. A) eu pareci louca correndo até a porta ao escutar qualquer ruído e B) meu teto estava feio.

Quando chegou a resposta (antes da minha aula que minha mãe teve a audácia de me obrigar a ir) eu fui correndo até o portão, quase matando o carteiro, como se fosse um cachorro, ou um monstro, ou algo desse tipo.

Peguei a carta e fiquei com medo de abrir. Corri para dentro de casa e pedi para Mikuo abrir.

– Está pronta?

– Não.

– Então vamos lá... Você... Você...

– Seu idiota, fale logo.

– Você passou! — gritou ele, me dando um abraço.

Eu passei! Eu, Miku Hatsune, passei!!!!

Eu comecei a gritar e pular no quarto e me arrastar pelo chão. Pareci como se estivesse exagerado na quantidade de cafeína.

Eu abri a carta, toda animada, e vi que as audições seriam em outro estado. E eu ganhei uma passagem e uma inscrição para um hotel que ficava perto do auditório.

O ônibus, sairia naquele mesmo dia.

Sai do meu quarto, toda animada, para mostrar para minha mãe e meu pai.

Meu pai leu primeiro.

– O que acha?

– O que sua mãe decidir, está feito. — disse apenas.

Ótimo, passara com meu pai.

Minha mãe, educada que só ela, arrancou o papel de meu pai e começou a ler.

– Não.

Fiquei estatizada.

– Como não? — gritei. — Minha vida é ser Vocaloid.

– Sua vida é se formar e ter uma profissão, não esse lixo. — disse ela.

Comecei a chorar.

– Desde quando você decide a minha vida?

– Desde que eu te dei a luz.

Tive certeza que meu pai e Mikuo achariam que aquilo era uma partida de tênis, ou algo do tipo.

– Por que você não me entende? — murmurei, com as lágrimas.

Minha mãe ficou em silêncio. Quando falou, disse apenas:

– Vá se arrumar para a escola.

Sai de casa correndo e sentei na entrada, chorando.

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Minha sorte foi que ainda estava um pouco escuro, o que significava que os vizinhos que são preguiçosos (le-sê Lukinhas) não veriam o Nilo que eu estava fazendo.

Decidi, depois de algum tempo, que ninguém me impediria.

Um plano se formou em minha cabeça.

Precisava de ajuda.

E conheci uma pessoa que sabia ajudar os amigo muito bem.

Notas finais
Tá, eu escrevi agora, e estou morrendo de sono (por favor, não joguem pedras em mim, aceito apenas Death Notes u.u)
Beijinhos ^.^