Miku In Musicland

4 What Are U Thinking? I'm Going to the Sucess


Notas iniciais
Hai!
Não escrevi esse capítulo no word então não posso prometer nada. Tipo, o que eu prometi mesmo?
Liga não, sou assim mesmo ...
P.S. que raiva, o nome do capítulo seria What Are You Thinking? I'm Thinking That I'm going to the Sucess.
Mas não deixam escrever tanto no título.
*magoada*
Brinks.

Meu plano era simples e preciso.

Passou 1: Eu fingia ir para a escola, levando minha mochila, como se nada estivesse acontecendo. Dentro dela, em vez dos livros chatos que geralmente temos que levar, coloquei, na verdade, soquei, minhas melhores roupas lá dentro.

Passo 2: Pegava um livro qualquer do meu quarto e enfiava também na bolsa para passos seguintes.

Passo 3: Sair de casa logo, já que meu alvo costumava chegar na escola cedo, e se o alvo chegasse cedo, não poderiamos sair da escola.

Passo 4: Ameaçar o alvo com o livro.

Passo 5 (último passo): Arrastar o elemento mesmo contra sua vontade, entrar no ônibus, e fugir.

Um perfeito plano, não é? Pena que deu tudo errado...

Ajeitar minha mala foi fácil e rápido. Eu não tinha muitas roupas que ficariam legais para shows, mas peguei um conjunto azul e cinza que era meu preferido, e algumas outras roupas que eu gostava também.

Eu estava lutando contra o relógio. E contra Luka. E contra meus pais. E contra tudo que eu conhecia. É, eu literalmente estava chutando o pau da barraca e arriscando tudo para realizar meu sonho.

Tive que decidir que livro ia dar. O alvo praticamente tinha fobia por livros. Demorei muito tempo, mais do que planejado, e acabei pegando Alice no País das Maravilhas, por pressa mesmo.

Sai correndo de casa, literalmente correndo, para achar o alvo. Fui direto em direção da casa do alvo.

Bati palma. Gritei. Crie o escandalo.

O alvo não se encontrava, nem seus pais.

Fui correndo para a escola. Esperava encontrar o alvo no caminho.

Sabe aqueles dias que tudo dá errado pra você? Tenho dias assim, deixe me ver, umas sete vezes por semana.

Ainda estava correndo. As pessoas ficavam me olhando da janela como se eu fosse alguma louca.

Tudo bem, talvez, bem lá no fundo, eu parecia uma louca, por estar correndo e gritando chamando o alvo que não aparecia, ou por acenar para gatos, mas isso não era o importante.

Pelo menos, não para mim.

Não localizei o alvo ainda, o rastreamento era impossível. Quis chorar, mas não o fiz. Fiz algo muito corajoso, que muitos enfrentam todos os dias. Entrei na escola.

Fui reto até a sala três e nem bati na porta, fuck the police.

Vi o alvo, sentado em sua mesa com um livro aberto.

– Luka, eu preciso de sua ajuda. — falei.

Ela me olhou como as pessoas das janelas.

– O que aconteceu com você? Você está horrível! — disse ela.

É, é ótimo contar com o apoio da sua melhor amiga para horas como essa. Respirei profundamente algumas vezes pois senão eu surtaria.

– Luka, por favor. — pedi desesperada e em voz baixa (um milagre)

Luka assentiu. Saímos da sala.

– O que foi Miku?

Em pouco tempo contei tudo. Que eu tinha passado, que meus pais não deixaram eu ir, e meu plano de fuga.

Luka arregalou os olhos algumas vezes, mas eu já estava acostumada. Geralmente ela faz isso quando não tem atum no recreio.

– Muitas vezes já me perguntei por que somos amigas, já que somos diferentes. Mas, quando você aparece, com um plano louco que tem a possibilade de 0,01 % de dar certo, eu sei que é por isso. Você é muito persistente, Miku. Admiro isso em você. — falou ela. Tive vontade de abraçá-la e depois perguntar se ela iria comigo ou não, mas o sino bateu.

– Olha, tenho uma ideia, vai custar meu histórico de aluna modelo, mas vai valher a pena. E se valher a pena, acho melhor você nem voltar para cá. — disse Luka, abaixando seus óculos assustadores.

– Sim! — respondi.

Ela voltou correndo para sua sala, e eu voltei para minha.

A aula não passava. Os outros conversavam comigo mas eu não lhes dava mínima importância.

Não me leve a mal, mas eu não podia comer alho poro, nem escutar música, nem beber café, nada. Não podia fazer nada. E a espera foi bem maior do que a espera do resultado das incrições.

Mentira.

Enfim, após várias aulas chatas, eu consegui encontrar Luka e saber do plano dela.

– Vamos precisar de alguém. — disse ela.

– Pra quê? — perguntei.

– Para me segurar. — disse ela, balançando os cabelos ao estilo de bitch please.

– Por quê? — perguntei.

– Olhe, eu vou fingir desmaiar. Essa pessoa tem que me pegar e ''levar'' até a enfermaria. Mas, na verdade, vamos dar no pé e sair pela porta da frente mesmo. E a pessoa vai voltar pra sala e agir como se nada tivesse acontecido. Entendeu? — perguntou.

Assenti. Os planos de Luka eram tão sem-noções quanto os meus, acho que ela está andando demais comigo.

Eu tive a ideia de quem poderia fazer o serviço. Fui em direção à mesa dos populares. Mikuo se sentava na ponta, como um rei.

– Mikuo, posso falar com você?

– Desembucha.

Contei todo o plano no seu ouvido. Mikuo apenas assentiu e disse que ficaria esperando o meu sinal. Dei um sinal de ok para a Luka e ela caiu.

Foi a maior confusão. Até imaginava a manchete do jornal : "Aluna modelo morre por não ter lido um livro na noite passada". Tive vontade de rir, mas fingi que estava desesperada.

– Alguém ajude minha amiga! — gritei. Mikuo se levantou da mesa e foi em direção à Luka. Porém, chegara tarde demais. Outro menino, de cabelos longos e roxos, a levava para a enfermaria de verdade.

– Ferrou! — acabei gritando. Fui atrás do menino e de Luka.

– O que está fazendo? Sua amiga precisa de auxílio. — disse o menino. Ele tinha uma voz, uma voz que parecia conhecida.

– Não, ela só precisa que você a solte. — disse quando saimos do refeitório.

– Por que a soltaria? — disse ele. Luka abriu os olhos. Ela gritou.

– Quem é você? — disse ela, saindo o mais rápido do colo do menino.

– Sou Kamui. — disse ele. — Você está bem?

Luka assentiu.

– Eu estou bem, ahn, foi só uma, hum, uma tontura, e eu cai. — disse ela. Luka era uma péssima mentirosa, e o pior, parecia corada!

– Ah, tudo bem, ahn, qualquer coisa você, hum, me chama, lá na sala 5. — disse ele, e saiu correndo.

Fiquei com a língua estirada enquanto via Luka babando pelo menino.

- Já terminou com essa palhaçada? – perguntei.

- O que foi?

- Estamos no meio de uma fuga. Da minha fuga! E você fica tipo: eu te amo, eu te quero, eu te desejo *beijinho* *beijinho*.

Luka me olhou feio. Dei de ombros.

- Careta pra mim é fome.

- Hum, agora está ai a comprovação de que você passa fome. – falou Luka.

Foi minha vez de olhar feio.

- Vamos logo.

Saímos da escola facilmente. O porteiro não estava lá.

- Você sabe onde ele está, não é? – perguntou Luka, com ânsia.

- Deve estar paquerando a tia da cantina. – falei, estirando a língua novamente.

Corremos pouco, já que a rodoviária ficava perto da escola. Tudo na nossa cidade é grudado! E pequeno!

- Cadê a sua passagem? – perguntou.

- Já te dou senhorita que não é minha mãe, mas parece muito com uma mãe.

- Queria ver se você saberia se virar sem mim. – falou Luka.

Dei de ombros. Ela já estava meio chateada. Se eu dissesse algo que é ofensivo ou pelo menos parecido com ofensas, Luka choraria e falaria “I can’t” enquanto saia de do lugar.

- Certo, quantos niens você tem? – perguntei.

- Só tenho o dinheiro do almoço, pois passei ocupada desmaiada. – disse Luka, contando seu dinheiro.

- Hum, eu não tenho nada, já que eu não precisei desmaiar. – falei. Luka sabia a mesma coisa que eu. Meu plano falhou, em muitas coisas.

Luka parecia querer chorar e eu também.

- O que eu faço se perguntarem sobre você? – perguntou.

- Diga à eles que me mudei e te fiz vir junto escolher meu disfarce. – falei.

- Tudo bem, eu invento algo. – disse Luka.

Assenti.

- Então, tchau. – disse ela. Dei-lhe um abraço.

- Tchau. – falei. Percebi que estava esquecendo algo. Peguei o livro.

- Tome. – estendi-lhe.

Ela pegou.

- O que eu vou ter que fazer para ficar com isso? – perguntou ela, estendendo o livro.

- Prometer para mim que vai se inscrever. – falei. Luka assentiu.

Começaram a me chamar. Os alto-falantes da rodoviária começaram a falar: “Senhorita Hatsune Miku, por favor, compareça na central de embarque.”

Sai correndo. Estava cada passo mais perto do meu sonho.


Notas finais
Terminei. Por favor, me perdoem.