Midnight
6 Seems to be Romance
Notas iniciais
- Então, tá tudo bem aí? – Tom perguntou aproximando-se de Karol.
Ela, que estava sentada na sua cama, no quarto aonde estava dormindo, levantou a cabeça para ver o menino parado a porta.
- Então, tá tudo bem aí? – Tom perguntou aproximando-se de Karol.
Ela, que estava sentada na sua cama, no quarto aonde estava dormindo, levantou a cabeça para ver o menino parado a porta.
Ela estava sozinha naquele quarto há algumas horas. Dougie havia chamado Júlia para mostrar-lhe alguma coisa no pasto – pelo que Karol havia entendido. E Harry, Lucas e Juliana haviam ido ver uma cachoeira que parecia haver ali perto da fazenda.
Karol só não sabia que Tom havia ficado em casa.
- Tudo certo. – respondeu, esforçando-se para sorrir.
- É difícil pra você superar isso, né?
- E pelo jeito pra você também. – ela sorriu triste.
Tom sentou-se na cama, ao lado da menina.
- Eu gosto de todos igualmente, mas o Danny foi o primeiro que conheci.
- Em relação ao Harry e ao Dougie?
- É…
A menina olhou para o teto, suspirando.
- Eu nem sei por que fiquei tão chocada, sabe? Fazia anos que eu não via o Danny! Tudo bem que ele é meu primo e talz, mas não deveria doer tanto assim, quero dizer, faz uns seis anos que eu não via ele.
- Esse negócio de “dor da perda” a gente nunca consegue entender. – Tom brincou. – Seu irmão não parece tão triste assim… Nem ele, nem suas amigas.
Karol riu.
- Ele está. Só que o Lu é estranho mesmo, ele meio que procura esconder de si mesmo a dorzinha chata. – Karol suspirou. – Mas sabe, o que mais me incomoda, não é o fato de ter perdido meu primo, e é isso que me deixa preocupada.
Tom franziu o cenho.
- Como?
- Sabe, eu não to realmente sentindo falta do Danny e é isso que me machuca, eu me sinto culpada por isso.
Tom achou aquilo estranho, mas apenas limpou a garganta, olhando ternamente para a menina. O sentimento dela parecia parecido com o dele, exceto por…
- Bom, é como você disse, fazia seis anos que não via ele e…
- Não é isso. – ela interrompeu, com a voz cheia de aflição. – É que…
- É que?
Karol suspirou. A maneira como aquilo havia se tornado comum nas últimas horas estava irritando até a ela mesma.
- Isso vai soar estranho, mas é que pra mim, parece que ele ainda tá aqui… Não muito longe de mim.
Bingo! Foi o que martelou na cabeça de Tom. Era exatamente a sensação que ele tinha em relação àquela situação desde que ela começara.
Ele, em momento algum, nem depois de ver o corpo de Danny estirado no chão, aparentemente sem vida, sentira a real perda do amigo.
- Você…
- Eu sei, é horrível, não é?
- Não, não... Não foi isso que eu quis dizer. – ele disse. – Acontece que eu me sinto da mesma forma.
Karol abriu um meio sorriso e, tanto afobada quanto ansiosa, ajeitou-se na cama, virando-se melhor para Tom.
- Você acha que ele... – ela estancou a fala de imediato. Sua mão havia tocado a do rapaz quase que por instinto, provocando um choque por toda a sua espinha.
- Que...?
Ela continuou calada. Não conseguia falar.
Havia uma sensação estranha na sua boca. Os lábios formigavam e ela os mordia, inquieta. Isso pareceu ter um efeito forte sobre Tom, que fixou o olhar nos lábios dela, não conseguindo mais desviá-lo.
Karol não moveu sequer um músculo. Sentia que qualquer momento seria decisivo. Ela sabia o que viria pela frente, mas não tinha certeza de que queria. Quase não conseguia pensar a respeito.
Tom gemeu alguma coisa, como se refizesse a pergunta.
Os olhos dele estavam fixados na boca dela, mas os olhos dela estavam completamente presos aos dele. Eles brilhavam pra ela.
Karol perdeu o controle sobre seu corpo e seus pensamentos.
Ela abriu a boca para responder e isso foi o suficiente para que Tom, lentamente, quebrasse a distância que havia entre eles.
Primeiramente, os lábios dele apenas tocaram os dela com suavidade, deixando Tom sentir calor da boca da menina.
Karol soltou a sua mão da do rapaz, mas diferente do que ele imaginava, ela a passou pelo pescoço dele, deixando-o prosseguir.
O rapaz então começou um movimento lento e delicado com os lábios, que foi imediatamente correspondido por Karol.
A língua dele não demorou a encontrar a dela, intensificando o beijo.
A mão direita de Tom segurava o rosto de Karol com cuidado, como se temesse pela fragilidade da menina. A outra lhe percorria as costas, enquanto as da menina se encontravam e se enlaçavam atrás do pescoço do rapaz.
Tom deixou a boca dela por um rápido momento, para lhe dar um beijo no pescoço, depois voltando a beijar-lhe a boca.
Karol, sem perceber, deixava o corpo pender para trás, deitando-se na cama.
Ela só foi notar que já estava deitada com o corpo do rapaz em cima do seu, quando a mão dele lhe apertou de leve a cintura.
Ela escorregou as mãos para a frente de Tom e empurrou-o de leve.
- Eu... Eu... – ela ofegou, desviando dele e se levantando. – Eu... Tom desculpa, eu não tive intenção... Eu...
Ela suspirou alto e virou-se, saindo rapidamente do quarto com o rosto completamente corado.
O loiro ficou com o olhar perdido na porta, sem nenhuma reação.
As suas mãos subiram, tremendo, até os próprios lábios e então um sorriso se fez em seus lábios.
Notas finais
O próximo:
Playing With Kisses
Dougie avançou alguns centímetros em direção a boca dela. Júlia sentiu a respiração do rapaz forte em seu rosto e sorriu travessa.
- Você não vai me beijar tão fácil assim. – ela disse, abrindo os olhos e se levantando.
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