Mhs: Like a Bullet Through The Chest
1 Um certo recomeço
Notas iniciais
[New York, 12:31 a.m.]
–Droga! Urgh! Droga! — eu reclamava, tentando limpar meu All Star que estava atualmente sujo com sangue do último demônio que eu tinha acabado de matar. No momento em que eu terminei de limpar a última manchinha de sangue-de-demônio, sentei no banco mais próximo, aproveitando o gostinho de mais uma missão bem-sucedida. Eu era, sem sombra de dúvidas, a caçadora mais jovem, mais habilidosa e com mais demônios mortos do século. Não que seja uma profissão fácil, mas, é ao que a vida me levou. Por falar em vida, não que eu não goste da minha mas POR QUE EU NÃO PODIA SER NORMAL?
Tudo bem, por fora eu aparentava ser apenas mais uma adolescente normal com um visual com toques do estilo "rocker" (eu até usava All Star's de cano longo pretos com detalhes roxos e o símbolo dos Jonas Brothers), mas por dentro a minha vida se resumia a caçadas e mortes. Se, por um único dia (ou noite), eu pudesse conhecer os Jonas Brothers, acho que faria tudo isso valer à pena.
Imagine a cena: uma garota vestida com uma saia jeans preta, uma blusa roxa, um colete decorado por correntes e usando um All Star que se destacava (por ser mais de meia-noite), sentada em frente á entrada principal do Central Park. Eu sei, não é tão 'comum'.
"…Your last breath's
Moving through you
As everything,
Everything else…"
Meu celular começou a tocar "Meet me on the Equinox", da Death Cab For Cutie, e eu atendi rudemente:
–Midnight falando, quem é?
–Sam. Sam Winchester. — a voz respondeu.
–Tipo, é o Sammy? Mesmo? — eu disse, ridiculamente animada.
–Eu mesmo, Isa. — ele falou, e dava para ouvir o sorriso na voz dele. — Bom, eu estou em um caso em que eu acho que pode te interessar.
–Ahn... Sei lá, acabei um faz cinco minutos. — eu disse, cansada.
–Então deixa eu te animar. — ele riu. — É o seguinte: uma banda de rock está sendo perseguida por um demônio de encruzilhada.
–Uhuuuuull! Banda de rock! Qual? — eu perguntei, toda animada.
–Bom, isso pode te deixar com muita raiva de certos demônios ou não... São os Jonas Brothers.
–Ebaaaaaaaaaaa! — eu disse, feliz por poder conhecer os Jonas. Daí entendi. — EU VOU MATAR ESSE DEMÔNIO FILHO DE UMA PUTA!
(n/a: uh, revoltou XD)
–Contava com que você dissesse isso. — ele riu. — Então já faça as malas e vem pro endereço que eu vou te passar por sms.
–Mas, peraí, exatamente em que lugar?
–L.A. Baby! — ele disse, me fazendo rir. — Anyway, é na mansão Jonas. (n/a: agora me lembrei de mim e da Ana sonhando em fazer fazendo festa em L.A. na mansão Jonas XD)
–OMFJ! Mansão Jonas! Aaaahhh, surtei! — eu pulava.
–Mas, só por precaução, traga a Colt. — ele me avisou, antes de desligar.
Peguei minha moto (uma Harley Davidson preta e roxa XV360), que estava estacionada ali perto, e fui direto para o hotel em que estavam as minhas coisas. Chegando lá, peguei minha mala preta e coloquei ali dentro todas as roupas e, na minha bolsa (enorme), coloquei a Colt, o meu livro de rituais, outras armas e artefatos, meus documentos, meu Crypt Cred (basicamente um cartão de crédito baseado nos demônios que você mata), meu notebook e meu mp4. Sam tinha me enviado o "oh-tão-secreto" endereço da mansão Jonas e logo eu já estava em minha moto a caminho de lá.
[Los Angeles, 12:30 p.m.]
Chegando lá (com muita fome, diga-se de passagem), Sam estava me esperando na entrada da garagem junto com Elvis (dog do Nick), Riley (dog do Kevin) e Winston (dog do Joe). Pois é, odeio o fato de que os cachorros gostam de mim.
–Cadê o desgraçado que eu vou ter que matar? — eu disse, já com raiva.
–Hey, descarrega a mala primeiro. — ele riu, me abraçando.
Quando entramos na mansão, Frankie logo preguntou:
–Cadê o tal caçador todo poderoso e talz? — Frankie preguntou, fazendo cara de "revolts". Eu ri alto, gargalhei alto.
–Primeiro, olá Franklin Nathaniel Jonas, a.k.a. Bônus Jonas. Segundo, acredito que tenha se referido à mim quando falou sobre "caçador". E, terceiro, sim, eu sou uma garota. — Eu falei, sem entonação, respondendo as perguntas que ele provavelmente faria (como todos sempre fazem).
–V-v-você me conhece? — ele perguntou, assustado.
–Toda fã decente conhece. Afinal, é a família Jonas. Aliás, posso te chamar de Frankie? — eu. Ele abriu um sorriso e fez que sim com a cabeça.
–E você se considera uma fã decente? — uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar (e também a qualquer hora) perguntou, atrás de mim. Me virei e, sem querer, soltei um gritinho.
–Omfj... — eu murmurei, quase como se eu não tivesse murmurado, ao ver Nick. Tipo, me entende, É O NICK JONAS NA MINHA FRENTE! Omfj! Ele riu (algo que não se espera ao conhecer Nick Jonas), e sua risada era maravilhosa. Um som incrível (e de certa forma, sedutor), realmente.
Recuperada, ou quase, respondi:
– Sim, me considero uma fã decente. Mais que decente na verdade, mas não cabe á mim julgar. — diss, soando quase totalmente indiferente.
–Me desculpe pelo susto. Sou Nick. — ele disse, estendendo a mão para me cumprimentar. — Prazer.
–Desculpas aceitas. — eu disse, dando um sorriso do tipo que quase me faz fechar os olhos e cumprimentando ele. — E, acredite, o prazer é todo meu. Sou Midnight. *olhinhos maliciosos da Ana com "perv thoughts"*
–Sam falou muito de você. — Nick disse.
–Espero que tenha falado bem.- eu disse, dando um olhar mortal à Sam, fazendo Nick rir.
–Falou muito bem, na verdade. O que ele diz sobre você faz parecer que ser caçador, ou, no seu caso, caçadora, de demônios é fácil. — Nick disse, soando impressionado. O olhar dele vagou por um instante, ele se lembrando de algo.
–Respira fundo e não surta. — Sam sussurrou baixinho no meu ouvido. Me virei. Arfei ao ver Kevin e Danielle juntos (e de mãos dadas) perto da soleira da porta.
–Oi. Sou Danielle, prazer. — ela me cumprimentou com um sorriso tímido e eu retribuí com um sorriso igualmente tímido. Kevin deu um passo á frente (o que me fez pensar em "Edward + Bella = Kevin + Danielle") e sorriu levemente.
–Sou Kevin. — ele me cumprimentou. Nick deu uma risadinha ao ver minha mão tremendo um pouco. *olhar mortal*
–Sou Midnight. — eu disse, roxa de vergonha. Uhum, dois já foram e eu não desmaiei. Só falta mais um. Inspire, expire, inspire, expire... Duzentas inspirações depois, apareceu o Sr. e a Sra. Jonas... *awkward moment*
–Olá. Você deve ser Midnight, certo? — Sr. Jonas perguntou.
–Sim, sou eu mesma, Sr. Jonas. — eu respondi, formalmente, cumprimento os dois.
–Ótimo. Você sabe o que fazer. Proteja-os. — ele disse, então os dois saíram.
–Medinho. — entoei para Sam, fazendo-o rir. Sam enrijeceu levemente e me segurou pelos braços. -Que foi? — eu perguntei.
–O Joe tá vindo. Respira fundo. — Sam sussurrou, antes que eu me virasse. Assim que vi Joe, soltei um grito agudo (daqueles de trincar o sangue) e desmaiei.
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