Mhs: Like a Bullet Through The Chest
2 Planos
Notas iniciais
**Duas horas depois**
Senti um cheiro bom, provavelmente de perfume. Senti que meu corpo estava deitado em um sofá (muito confortável, diga-se de passagem) e que tinha alguém ao meu lado, em pé.
–Daqui a pouco ela acorda... -Sam disse, não muito alto.
–Como você sabe? -Joe disse, soando um pouco desesperado e também um pouco "revolts".
–Eu estava com ela todas as vezes em que ela desmaiou, foram TRINTA E SETE shows tortuosos nos quais ela me obrigou a ir e em todos ela desmaiava. — Sam disse. Dei uma risadinha. Eu fiz mesmo ele me acompanhar a todos os shows dos Jonas que eu tinha ido... (XD)
–E ela está acordada. — Sam contestou, como se estivesse acressentando algo a frase.
–A quanto tempo? -Joe.
–Dez segundos. -eu respondi, rindo demais da cara de tortura do Sam ao lembrar dos shows. Ele mostrou a língua pra mim. — Quaaanta maturidade, Sam.
–Anyway, melhorou? -Sam.
–Huum... difícil dizer... Talvez sim, talvez não. -eu disse, em português. -Mas tenho certeza que melhoraria se ele tirasse a camisa... — eu disse (em português) em tom malicioso, olhando para Joe. Sam fez uma cara de quem ia vomitar e saiu correndo.
–Hahahahahahahaha! — eu ria, ainda sentada no sofá. (n/a: dumal~ feelings XD) Joe estava com uma cara de "wtf?" que eu não resisti e tive que explicar:
–Eu disse algo do ponto de vista feminino... e que ele passa mal toda vez que eu digo algo desse tipo. Humm... homens. — eu murmurei o final.
–Ah tá... mas... o que exatamente? -Joe.
–Ahn, prefiro não responder á essa pergunta.-eu disse, num momento awkward. Ele fez uma cara de "então, tá..." e sentou do meu lado. *momento patricinha* Helloooo, melhor momento de vinha vida. (ta, parey*).
–Joe. — eu chamei ele.
–Humm? — ele disse, olhando pra mim.
–Não sei por que, mas algo me diz que foi você que atraiu o demônio. Você fez o acordo. — eu disse, olhando nos olhos dele e tentando ler qualquer reação.
–Fui eu. — ele disse, sem entonação e desviando os olhos de mim.
–Você.Completo.Idiota.Joseph. — eu disse, quase rosnando.
–Você não sabe o que eu passei. — ele disse, seco. Aí revoltei.
–Eu não sei!? Eu não sei!? Você não sabe o que eu passei! Cada alma perdida para cada demônio, cada morte que eu presenciei, você não aguentaria UM MILÉSIMO disso! — eu disse, levemente (leia-se: totalmente) alterada. — Agora, o quê você pediu e pelo que você trocou?
–Amor eterno pela minha alma. — ele respondeu, uma lágrima percorrendo o rosto dele.
–Você.Completo.Idiota. Quanto ela te deu?
–Seis meses. Espere, como você sabia que era uma garota? — Joe perguntou.
–Demônios assumem a forma mais atraente do ponto de vista de sua vítima. — expliquei, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo (e era, se você pensar por cinco segundos). — Peraê! Seis meses!?
–É. — ele respondeu, tipo "tenho que repetir?".
–Seu idiota! Porque "amor eterno" se você só vai ter mais seis meses? — eu falei, tipo "seu lesado". — Seu baka. — eu resmunguei.
–Seu o quê? — ele.
–BAKA! — eu respondi, fazendo cara de "tá surdo agora?". Ixi, acho que revoltei e nem percebi.
– Ahn? — ele disse, ainda sem entender.
– Baka = idiota. Uma amiga me chamava de baka, eu perguntei o que era e ela me ensionou. — eu expliquei, revirando os olhos no final.
*awkward silence*
–Por quê você começou a caçar demônios? — ele perguntou, soando curioso.
–Porque minha família inteira foi assassinada por demônios na véspera do meu aniversário de dezesseis anos. — eu respondi, lágrimas começaram a escapar. -No mesmo dia, um anjo veio me procurar para me avisar que um outro demônio viria atrás de mim e que eu tinha que fugir. Então eu fugi.
Ele me abraçou ternamente e sussurava palavras doces. Meu corpo tremeu violentamente, como se um violento choque tivesse tomado meu corpo, e eu, sentindo que eu ia desmaiar, sussurrei:
–Não me deixe. — eu pedi, quase inaudivelmente. A última coisa que ouvi anted de desmaiar foi ele murmurar um "ficarei aqui".
**Sonho** (on)
Eu estava em um campo coberto de lindas flores, algumas brancas e outras de um tom roxo-claro. Uma leve brisa corria pelo campo, brincando com as pétalas das flores. Um lindo anjo apareceu, alto, lá no ceu. Ele abriu as asas e a voz dele ressoou:
–Acredite em si mesma e prepare-se para o que está por vir, mas lembre-se: depois da tempestade sempre há um arco-íris. — ele disse, de algum modo me fazendo lembrar do livro "Marcada". Tudo o que eu pude fazer foi acenar um "sim" com a cabeça. O riso melodioso dele me envolveu, me trazendo de volta para a realidade.
**Sonho**(off)
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