Meus sentimentos por você
5 Respeito
Após a “conversa”, todos se dispersaram. Foram para suas casas, apartamentos, dormitórios ou seja lá o que for, para arrumarem suas coisas e partirem logo.
Lucy, já em seu quarto, trocava de roupa por algo mais bonito – mas que ainda tapasse as marcas – e depois foi arrumar sua mala. Não sabia quanto tempo ficaria lá, então optou por peças mais neutras que combinassem entre si e rendesse uma variedade maior e, obviamente, escolheu as melhores e mais bonitas lingeries e babydolls que possuía.
Como Lucy não gostava de carregar peso, pediu para que Virgo as guardasse no mundo celestial durante a viagem. Então estavam eles ali agora dentro do trem. Natsu foi nocauteado por Erza com um soco na boca do estômago e está apagado ao lado dela, enquanto Lucy está sentada na frente dela com Gray ao lado. A viagem foi mais silenciosa do que o normal. A maga celestial notava que tanto o mago do gelo quanto a maga re-equip queriam perguntar algo a ela, mas pareciam ter receio e, claro, ela não ia implorar para que perguntassem, seria idiotice demais caçar sarna para se coçar.
Duas horas depois, todos já estavam na estação de Crocus, onde, surpreendentemente, encontraram o famoso Mestre Sting Eucliffe, dragon slayer branco da Sabertooth. Era até engraçado imaginar que o mestre da guilda veio os receber, sendo que poderia simplesmente mandar um mago qualquer fazer isso.
Lucy não conseguiu deixar de dar um belo e enorme sorriso quando ficou frente a frente com o loiro, e ele retribuiu com um sorriso de canto enquanto andava em direção a eles.
Quando ele se aproximou dela, a abraçou, dando um suave abraço pela cintura fina da loira e deixou um casto beijo na bochecha dela e sussurrou em seu ouvido:
— Vai ser bom ter você aqui, Blondie.
Ela sentiu todo o seu corpo arrepiar e todo o seu sangue subir para o rosto. Era inacreditável como esse idiota a afetava tão facilmente e era estranho o quanto ela gostava disso.
Sting, ainda com as mãos na cintura da maga, cumprimentou com um simples aceno com a outra mão para os outros ali presentes e começou a andar com ela, sendo seguido.
Erza e Gray pareciam tentar entender que porra está acontecendo ali, enquanto Natsu entendia perfeitamente e odiava tudo isso. Happy? Estava completamente alheio enquanto dormia no ombro de seu amigo.
O grupo andava calmamente pelas ruas movimentadas – mesmo estando de noite – da capital, eles pareciam chamar bastante atenção das pessoas da cidade. Talvez por estarem juntos com o mestre da guilda da cidade, ou talvez pelo fato dele estar acompanhado de uma fada.
— Bem, como nem vocês e nem Yukino possuem lugar para ficar, eu e Makarov combinamos de que ambas guildas partilharão os gastos de hospedagem. Então já fiz as reservas e já estou com os cartões de acessos dos quartos. Meninas em um quarto e meninos em outro. – disse zombeteiro, olhando sobre os ombros para um certo mago de cabelos róseos. — Acreditem, o hotel é muito bom, vocês vão gostar. Mas antes de irem lá para guardarem as coisas, acho que seria interessante passarem na guilda para conhecer o pessoal. Todos já estão cientes sobre a chegada de vocês e, prometo, que vão tentar não machucá-los. – ele riu e Lucy lhe deu um tapa no braço.
Pouco tempo de caminhada e eles já estavam frente à grandiosa construção, que Sting fez questão de entrar chutando as portas e gritando alguma coisa provavelmente idiota.
A guilda estava silenciosa, não se sabe se por nervosismo ou raiva de ter um grupo de fadas convivendo com eles por sabe-se lá quanto tempo, mas teriam que superar isso. Sting então passou os próximos longos minutos apresentando o grupo aos membros da guilda, um por um, praticamente. Quando acabou e encheu o saco de ficar bancando um anfitrião de festa, se despediu e subiu para sua sala, deixando o grupo em uma mesa interagindo com seu antigo time.
— Ahn, Lucy… – Minerva começou nervosa. — Eu queria aproveitar essa situação toda de apaziguar a rusga entre ambas as guildas e lhe pedir perdão pelo o que lhe fiz nos Grandes Jogos Mágicos. Foi cruel e desumano. Entendo se não me perdoar ou manter mágoa ou raiva por mim, mas quero que saiba que eu mudei. Grande parte por causa do Sting, aquele idiota tem mudado a forma como nós aqui enxergamos o que é ser mago e o que significa ser forte, e vejo agora o quão deturpada era minha visão antes.
Todos estavam surpresos com a fala de Minerva, mas, ao mesmo tempo, todos da Sabertooth concordavam com todas as palavras e também suplicavam pelo perdão. Não achavam certo o que fizeram, inclusive rir pelo o que aconteceu com ela.
— Minerva… Não precisa pedir desculpas ou perdão. Na verdade, nunca precisou. Em momento nenhum eu fiquei com raiva ou mágoa de você ou qualquer um da guilda, o máximo que senti foi impotência por não ter conseguido sequer me defender. Mas vocês? Ah, nem nunca pensei muito sobre. – Lucy estava serena. — Sei que cada um demora um tempo para entender as coisas, e o meio em que cresce e as pessoas com que convive dita o ritmo disso. E eu não posso cobrar que outras pessoas tenham o mesmo ritmo de evolução que eu ou qualquer outra pessoa teve. Além do mais, quem sou eu pra dizer quem agiu certo ou errado? – ela finalizou com um belo sorriso, mantendo os olhos fechados, mas ainda felizes.
A guilda ficou um silêncio, mas logo todos bradaram alegres que mais um capítulo da sombria Sabertooth ficava para trás e mais uma página branca surgia para se escrever um novo futuro para a guilda e, ali, todos instintivamente admiraram aquela maga celestial com um coração tão bom e puro.
— Fairy Tail tem sorte de ter alguém como você. – Rogue disse.
— Temos mesmo! Por isso não abrimos mão dela! – Gray disse enquanto passava os braços pelos ombros da loira, sorrindo arrogante, como se tivessem ganho o maior prêmio da loteria.
E talvez tenham mesmo ganho. Ao menos era o que Natsu pensava ao observar aquela maga tão bonita, boa e alegre à sua frente e ele começava a se perguntar o porquê de não tê-la pedido em namoro no lugar de Lisanna.
A conversa seguia bem. De uma forma estranha, Minerva e Erza tinham ficado bem amigas, assim como Rufus e Gray. Já Natsu e Orga ficavam brigando sobre qual dos dois seria capaz de derrotar Laxus, e Lucy estava adorando a amizade que estava criando com Rogue.
— Fro gosta da Fada. – disse o gato com roupa de sapo.
Lucy e Rogue sorriam.
— Fada também gosta do Fro. – ela diz imitando a mania do gato. — Fada gosta também do Lector, viu?
Ela cutucava o gato rabugento que olhava para ela desconfiado.
— É, você não é tão ruim quanto parecia. – Lector resmungou com os braços cruzados e pose arrogante, o que arrancou um sorriso maior dela.
— Fada também gosta do Rogue? E do Sting? – Frosh perguntou.
— Fada também gosta do Rogue. – ela sorriu e deu uma pausa, olhando para o alto da escada onde o loiro havia acabado de sair pela porta da sala dele. — E é lógico que a Fada gosta do Sting. – disse não desviando o olhar dele, que sorriu ao ouvir a fala dela.
Rogue observava tudo isso com muita atenção. Isso tudo era bem… interessante.
— Blondie, vem aqui na minha sala. Preciso falar com você. – Sting disse, ainda do alto da escada e entrou na sala.
Ela se levantou e seguiu em direção à sala dele, e Natsu também se levantou, pronto para segui-la.
— Eu vou também! Não vou te deixar sozinha com aquele bastardo!
— Natsu, ele me chamou. Quer falar comigo, se quisesse falar com você tinha te chamado. – ela disse se virando para o amigo e depois continuou a caminhar.
— Ela está certa, Natsu. Ou você fica quieto aqui ou eu faço ficar. – Erza disse segurando o mago pelo colete que ele usa.
No final, Natsu se deu por vencido e teve que assistir da mesa Lucy entrar no território inimigo, sozinha.
Lucy passou pela porta e não encontrou Sting na sala, até ouvir a porta ser fechada e sentir braços a abraçando por trás. Sting passou o nariz pelo pescoço de Lucy, arrancando suspiros profundos dela e ele gostou disso. Começou a distribuir beijos por toda extensão daquela área sensível, o que a fez gemer baixo.
— Sting… – ela gemia manhosa pelo nome do loiro, que grunhiu de desejo.
Ele a virou para si e a beijou vorazmente, até parecia que fazia semanas que não se viam. Sting apertava a cintura da loira, com ambas as mãos, a puxando para si com força e a loira arranhava as costas dele por baixo da camisa, o que deixava-o sem ar.
— Vai ser divertido te ter aqui por esse período, Blondie. – ele disse com a voz rouca e baixa, ainda com os lábios próximos aos dela.
Ele agora a olhava nos olhos, desbravando aquela imensidão de um castanho tão profundo. Ele pessoalmente achava os olhos dela lindos e tinha certeza absoluta que não teria o mesmo charme e atração se fossem de cor diferente. Sting brincou com algumas mechas de cabelo dela, enrolando-as nos dedos e soltando, várias vezes, ainda encarando aquela imensidão marrom.
— Quero que saia comigo hoje. – ele disse.
— Como em um encontro?
— Como em um encontro. – ele sorriu.
— Ok então. – ela sorriu também.
— Passo no hotel às nove.
Eles selaram o acordo do encontro com mais um beijo, quando Lucy o quebrou, falando que precisava ir pro hotel se arrumar, já que eram quase oito horas. Ele entregou os cartões de acesso, cada um com um adesivo com nome para não se confundirem e pediu para que ela os entregasse aos outros e ela concordou.
Ela desceu a escada correndo, puxando Erza, dizendo que tinham que ir pro hotel. Ambas apenas acenaram se despedindo dos tigres confusos. Já Gray e Natsu, as seguiram sem entender.
No caminho, Lucy distribuiu os cartões e se colocaram a procurar pelo hotel, conforme o endereço que tinha escrito neles. Não foi difícil achar, era bem perto da guilda e parecia ser um hotel bem caro por causa do tamanho.
Ambos os quartos eram no segundo andar, lado a lado. Duas camas de casal, um closet grande e um banheiro dos sonhos. Virgo não demorou a trazer a mala de Lucy e ela já começou a revirá-la pegando seus produtos de beleza que precisaria. Escolheria a roupa depois. Entrou correndo para o banheiro e alguns bons minutos depois saiu quase pronta. Já tinha arrumado o cabelo, a maquiagem e já estava hidratada e perfumada.
— Uau! Lucy, você está linda! Vai sair? – Erza perguntou.
Erza era sua amiga, praticamente sua irmã mais velha. Óbvio que ela não conseguiria mentir pra ela, na verdade, nem pretendia.
— Vou, Sting me chamou para um encontro. – ela disse com o rosto vermelho.
— Hm… Bem que senti um clima rolando… Depois você vai me explicar isso direitinho, hein. – ela deu uma piscadela que foi respondida com um sorriso. — Agora vamos escolher uma roupa arrasadora pra você!
Mais um tempo depois, ela estava pronta. Um vestido tubinho branco, justo e curto, com uma pequena fenda na coxa direita e alças extremamente finas, uma sandália de salto preta simples, para combinar com a pequena clutch da mesma cor, onde guardaria suas chaves e o cartão do hotel. O cabelo estava solto, chegando na altura do quadril, tendo apenas duas mechas trançadas de cada lado, se unindo na parte de trás por uma presilha dourada, combinando com os pequenos brincos e com a gargantilha também dourados.
— Você está maravilhosa! – Erza concluiu. — Agora vai, que tem um loiro gostoso te esperando! – se despediu vendo a loira sair deslumbrante pela porta.
A ruiva estava feliz pela amiga. Ela ficou tão preocupada quando Natsu revelou o namoro com a Strauss, afinal, achava que Lucy ficaria em pedaços ao ver o amado com outra, mas ela estava ali, mais feliz que nunca, saindo com um outro cara para se divertir. Aproveitando a vida, como deveria ser.
Natsu, no quarto ao lado tinha ouvido boa parte da conversa e saber que Lucy sairia com aquele loiro idiota o tirava do sério, então decidiu segui-la e garantir que ela estaria segura.
— Vou sair pra comer algo. – ele disse saindo rápido, sem dar tempo de Gray dizer algo.
Lucy encontrou Sting no saguão do hotel, que ao vê-la, ficou sem palavras. Ela se sentiu tão bem ao ver aquele brilho nos olhos dele por apenas olhar para ela. Ela se sentia a criatura mais bela que já existiu no mundo.
— Puta que pariu, Blondie. Você está maravilhosa. – ele disse enquanto pegava uma das mãos e a girava lentamente para apreciá-la por todos os lados possíveis. – Uma verdadeira rainha.
Ela sorriu.
— Você também está bonito, Abelha.
— Abelha? – ele parecia confuso.
— Sim, eu sou a rainha e você é meu zangão.
Ambos riram e selaram os lábios juntos de forma carinhosa.
— Eu realmente adoro quando você ri. – ele disse olhando-a firmemente.
— E eu adoro quando você me faz rir.
Eles ficaram um momento ali apenas em silêncio, um contemplando o olhar do outro.
— Melhor irmos. – ele pegou-a pela mão e saíram.
Eles agora estavam em um bom restaurante. Nem caro demais para que o encontro parecesse um pedido de casamento, nem barato demais para parecer que são amigos. O ambiente era bem intimista e acolhedor e a comida deliciosa. Ambos sentaram lado a lado, a pedido de Sting, que a todo momento atacava o pescoço da maga com um beijo ou simplesmente aproveitava para sentir aquele cheiro gostoso de novo.
Eles conversavam coisas idiotas que faziam ambos gargalharem e se sentirem bem na presença do outro. Quando terminaram a refeição, Sting aguardava a conta e se permitiu novamente apreciar aquela mulher.
— Você é realmente muito linda, sabia?
Ela não respondeu. Já ele, beijou-a e deslizou uma de suas mãos para a coxa dela, que arfou com o toque inesperado.
Do outro lado da rua, Natsu não gostava nada do que via. Não acreditava que sua Lucy estava caindo nas garras desse loiro ridículo.
Sting então pagou a conta e ambos saíram juntos, caminhando pela rua em direção à praça central. Ele sentia a presença do dragon slayer do fogo os seguindo desde o hotel, mas ele não queria acabar com a noite de Lucy por causa do idiota. Então enquanto ele não interferisse, ele simplesmente esqueceria a existência dele.
Eles caminhavam sem pressa, abraçados até chegarem à praça principal da cidade. Ela era linda, repleta de flores e, agora à noite, a iluminação deixava tudo com um ar meio romântico. Já era quase meia-noite, então a praça estava vazia, igual às ruas de Crocus. Sting então se sentou em um banco e puxou a loira para sentar de lado em seu colo. Ele repousou uma mão na cintura dela e outra apertava as coxas dela.
Ambos ficaram ali, apenas trocando beijos e carícias. Ele sentia que Lucy estava ficando tão excitada quanto ele, ele percebia pelo cheiro embriagante dela e pelo rosto corado. Ela beijava o pescoço dele, o fazendo rosnar como se fosse um animal preso em uma coleira, e em seguida beijá-la com mais vontade ainda. Os beijos que ele descia pelo pescoço, já chegavam ao busto, assim como suas mãos subiam pela parte interna das coxas dela, já a massageando por cima da calcinha de renda.
Ela estava tão molhada… Sting sabia que ela estava excitada e lubrificada o suficiente para que ele se enfiasse por completo nela, mas ele não queria apressar as coisas com ela, ele queria que ela aproveitasse todos os pormenores de uma relação íntima, com todas essas preliminares longas e deliciosas.
Lucy ofegava e gemia o nome do loiro que já estava com o pau completamente duro dentro da calça, e a loira com toda certeza tinha percebido e sentido isso, o que a deixava mais excitada ainda. Ele queria enfiar os dedos e sentir o gosto dela, mas hoje não. Então ele acariciava com empenho a área tão sensível da maga, a fazendo gemer baixo em seu ouvido, implorando por algo que ela nem sabia o que era. Até que soube. Aquela sensação… Um formigamento que vinha de seu ventre e parecia se espalhar por todo seu corpo até suas extremidades. Seus olhos pareciam enxergar todas as constelações do zodíaco enquanto tentava piscar para focar a visão e ela se sentia leve, como se fosse flutuar.
Era simplesmente a melhor sensação que já sentiu.
— Sting, você é oficialmente minha pessoa preferida nesse mundo depois de agora. – ela ronronou no ouvido dele, manhosa.
Ele gostou de ouvir isso e, principalmente, gostou de proporcioná-la um orgasmo.
— Blondie, Blondie… Não me atente, porque estou me segurando para não fazê-la minha aqui, agora, no banco dessa praça.
— Acho que nesse momento eu não me importaria. – ela disse selando seus lábios nos dele.
Ele rosnou, fechando os olhos, como se estivesse se concentrando em algo.
— Eu sei… Mas você merece as coisas bem feitas, no seu tempo e ritmo certo. Acredite, você vai aproveitar mais.
Eles deram um longo beijo e seguiram para o hotel, já era tarde demais e Lucy não queria preocupar Erza. Se despediram com um selinho e cada um seguiu seu caminho. Lucy subiu para o seu quarto, afoita e eletrizada. Tirou seus sapatos e deixou sua bolsa sobre a pequena mesa do quarto e se jogou na cama com um sorriso.
— Que noite!
Natsu estava puto. Chegou e foi direto para o banheiro tomar um banho gelado para tentar afastar toda essa raiva. Ao mesmo tempo que achou certo segui-los para se certificar que Lucy estivesse segura, ele se arrependia disso apenas por ter presenciado a cena na praça. Ele não conseguia engolir que aquele bastardo a tinha tocado e que ela tinha gozado pra ele, ali, numa praça. Deveria ser ele. Ele tem total certeza de que ele conseguiria causar o mesmo efeito nela, talvez até melhor.
Ele se lamentava e resmungava. Seria uma longa noite sem sono.
Sting caminhava calmamente para sua casa. Ambas as mãos nos bolsos. Tentava se acalmar e relaxar. Parecia que cada vez que se encontrava com a loira, ele sentia mais e mais necessidade de tê-la para si. E hoje, a ver em total êxtase em meio a um orgasmo, gemendo seu nome pedindo por mais, quase o fez perder a cabeça e terminar aquilo ali. Ela estava tão linda, tão sexy, tão… perfeita.
Que merda!
Plena madrugada e ele teria que tomar um banho gelado – e talvez se aliviar – para ver se conseguiria dormir.
— Porra, Blondie! Que merda você está fazendo comigo?
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