Meu príncipe patriota.
17 Decisões, decisões... E futuro á dois.
Notas iniciais

7 dias perfeitos. 7 dias nos braços de Steve, meu Steve.
7 dias em um lugar extremamente paradisíaco com o amor da minha vida. Quem diria que o homem que eu via pela TV lutando contra vilões e alienígenas pelos noticiários estaria ao meu lado? Ao meu lado nu e com o sol batendo em seu corpo, me desnorteando pela beleza?
Deslizei a ponta dos meus dedos por seu corpo. Primeiro, pelos seus braços, costas e bunda... Já que ele estava de bruços. Sorri, maliciosa ao vê-lo se arrepiar aos meus toques. Mordi os lábios no intuito de prender um sorriso.
Ele estava acordado. Tirei minha mão e continuei, o observando.
— Pode continuar. Resmungou, com a voz grogue pelo sono. O cerquei em meus braços, acariciando suas costas, depositando beijos por todo seu corpo. Steve soltava pequenos grunhidos de apreciação, mas não havia se virado para mim ainda. Seus braços me envolveram, me virando para ele. Me fazendo dar um grito pela surpresa e Steve gargalhar com meu susto. – Provocadora! Steve disse para mim, seus olhos brilhando.
— Não sei do que você está falando. Me fiz de inocente, Steve sorriu. E seus lábios estavam nos meus. Exigente e apaixonados! Mal pude conter o suspiro de satisfação entre o beijo. Minhas mãos acariciaram sua nuca e suas costas. Sentindo os imensos músculos abaixo dos meus dedos.
Steve era perfeito.
Perfeito em todos os sentidos.
Perfeito para mim. E eu o amava loucamente. Desde, sempre!
Suas mãos acariciavam meu corpo, descansando em minha cintura. Seu rosto escondido em meu pescoço, sentindo meu cheiro. O abracei, o enlaçando em seu braço.
Desde o pesadelo, eu podia sentir seus olhos sempre sobre mim a cada minuto do dia. Sua proteção redobrada, seus cuidados chegavam a ser sufocantes. Mas, eu não reclamava. Compreendia Steve completamente, sabia que nossas vidas não seriam fáceis. E eu gostava... Gostava de vê-lo sempre ao meu redor, segurando suas mãos nas minhas, seus olhos sempre em alerta me procurando. Ou como ele me puxava para seus braços e me observava dormir à noite.
E eu que achava que não podia amar mais o meu picolézinho. Nos beijando na praia, ouvindo o som do mar.
— Tomei uma decisão e queria compartilhar com você. Disse Steve, sério demais para o meu gosto. E me enlaçando entre seus braços. Com o pesadelo, com a situação... Acredite em mim. Eu penso no pior. Será que Steve vai me deixar? Eu não permitiria.
— Pode falar, amor. Pedi, nervosa e assustada demais para o meu próprio bem. – Aconteceu algo?
— Não... Não se preocupe. Eu decidi que não farei mais missões. Disse, me encarando.
— PORRA! Deu um grito surpreso. Me levantando, assustada. – Mas, amor... Você ama o que você faz. Ama ser o Capitão América.
— EU NÃO SOU MAIS O CAPITÃO AMÉRICA! Exclamou, me assustando. Suspirei, mais do que nervosa.
— Baby... Segurei suas mãos, acariciei seu rosto. – Eu sei que não sou a primeira pessoa que você pensa, quando quer discutir um assunto sério. Mas, desabafa comigo. Eu te amo e prometo que vou te compreender.
— Não faz mais sentido continuar com isso, Ísis. Eu estou me enganando. Estou enganando todos eles! Eu desisti do Capitão América no momento que não assinei o tratado, no momento que decidi defender Bucky. Eu sou um criminoso de guerra.
— Amor, você sempre será o Capitão América. Ninguém pode tirar isso de você. Ninguém.
— Ísis, eu não pensei em mais nada por tanto tempo. Nada além de defender o meu pais e as pessoas inocentes lá fora. Eu abri mão de tudo e perdi tudo. Peggy, Bucky e a vida que eu quis, que eu sempre soei em ter. Foram 70 anos, Ísis. Salvei o mundo e perdi minha vida... E o mesmo mundo que salvei a anos atrás quer me prender no buraco mais profundo da terra. Disse Steve, ele nunca me deixou ver o quanto tudo aquilo havia afetado ele. Ele nunca deixou ninguém ver o quanto ele estava ferido. Porque, ele queria ser um porto seguro. Um porto seguro para todos aqueles que decidiram apoia-lo.
Mas, ele estava cansado. Steve estava cansado de cuidar, ele queria ser cuidado.
Pela primeira vez. E eu seria a mulher que faria isso.
— Tudo bem, Cap. Eu entendo! Vamos recomeçar outra vez. Só eu e você. Disse, o olhando. Enquanto, meu picolézinho de morango assentia. Seus olhos brilhando de emoção por minhas palavras.
STEVEN ROGERS
A decisão mais egoísta que eu tinha tomado. Me afundei no pescoço de Ísis sentindo seu perfume, ela me envolvia em seus braços tendo a certeza que eu precisava dele. Ela lia meus anseios e minhas frustações, me envolvendo em seus braços. Finalmente, eu tinha achado meu porto seguro.
Quando, voltasse do México. Comunicaria aos Vingadores, a minha decisão. Suspirei com o nome, aquele nome não cabia á mim. Eu não era mais um Vingador.
Chega de missões, chega de Hidra. A única coisa que eu jamais abriria mão era Ísis. Se Bucky quisesse, ele viria comigo. Eu não poderia obriga-lo a me seguir para sempre. Eu seria apenas Steve Rogers novamente.
Porque, eu me sentia tão culpado? Me mexi dentro da banheira, segurando Ísis em meus braços.
— Sabe que estarei ao seu lado. Em qualquer circunstância, em qualquer decisão. Eu te amo, príncipe patriota. Disse, sorrindo tranquila para mim. Correspondi o sorriso, seu apelido me trazendo bom humor e tranquilidade.
— Acha que estou tomando a decisão correta? Questionei, me encostando na banheira. E a trazendo para mim.
— Eu acho que você está certo. Não é crime pensar em si mesmo. Sei que acha que é responsável por todos os outros. Mas, apesar deles estarem ao seu lado. Eles não assinaram o tratado por você, Steve. Assinaram, porque é o que eles acreditam. Porque, é o certo. Afirmei, acariciando seu rosto. – Nós vamos continuar em Wakanda? Questionou, tentando me distrair. Ísis adorava isso.
— Não sei. Você quer ir para onde? Disse, mexendo em seu cabelo. Beijando seu ombro, enquanto Ísis suspirava em meus braços.
— Não sei... Um lugar mais tranquilo. Sem muita tecnologia, sem muita vigilância. Que nós possamos ter uma casinha, um cachorro. Lembra de todas as vezes, que disse que você seria meu marido e pai dos meus filhos? Questionou, rindo.
— Nas primeiras vezes, achei que você era o ser humano mais louco que eu havia conhecido. Disse, gargalhando. Me lembro de quando ficava sem graça, quando seus olhos brilhavam para mim cheios de luxuria. Quando, ela invadia meus treinos para me observar. – Depois, eu fiquei aquecido e encantado com a possibilidade. Olhava para seus olhos, sentindo todo seu amor e carinho virem em ondas para mim. Não pude resistir por muito tempo! Ficava louco de ciúmes, quando você sorria para os outros e me esquecia em um canto. Eu simplesmente queria sua atenção o tempo todo. Todas as vezes que você falava que eu seria seu marido e pai dos seus filhos, eu imaginava... Ísis. Você entrando na igreja de branco, caminhando até mim em um terno azul, uma menina que se aparece com você...
Seus olhos presos em mim. Lágrimas descendo em seu rosto, havia tanto amor. Eu nunca conseguiria duvidar que Ísis me amava. Ela deixava escancarado em cada atitude, palavra e ação que fazia. Eu tinha sabia que era o centro do seu mundo. Assim, como ela era o meu.
— Sempre quis um menino. Suas palavras saíram carregadas de emoção. – Parecido com você. Com esses seus lindos olhos azuis que eu tanto amo. Meu mini- Steve... Porra! Eu te amo tanto. Disse, me beijando apaixonadamente. Suas unhas deslizando por minhas costas... Enquanto, se sentava em meu colo.
— Olha a língua. Disse, rindo. A fazendo grunhir em meus braços, ela revirou os olhos.
— Cacete! Faça algo útil com a sua língua, Steve. Sugeriu, maliciosa. Todo o meu controle, destruído. Assim, que ela colocou a perna em meu ombro. E segurou minha mão, a deslizando por seu corpo até sua intimidade. Gemi em antecipação, ela era e sempre seria perfeita.
Ísis me enlouqueceria de todas as formas possíveis.
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