Meu príncipe patriota.

18 Uma verdade e decisões.


Notas iniciais
ello! Minha internet está quase zero. Então, estou postando esse capitulo pela misericórdia. Hoje, teremos um capitulo meio tenso. Mas, no geral... Tranquilo. Sem mais delongas. Erros e duvidas nos comentários. Enjoy! Ps: Sobre as novas fotos do Capitão em Guerra Infinita> GOSTOSO PARA CARALHO! ♥

Era o ultimo dia no México. Nosso último dia nesse paraíso, eu ficaria com tantas saudades dos nossos momentos aqui. Steve e eu, nós ligamos como nunca. Parecíamos imãs, nós movendo de acordo um com o outro. Nunca tive dúvidas que aquele homem nasceu para mim.

Meu capitão. Meu Steve. Meu, sempre! Nem um pouco possessiva, não? Vi Steve caminhar em minha direção, apenas de bermuda. Alheio a toda a sua glória ou o que fazia comigo. Sabia que ele estava preocupado, com medo dos outros. Eu havia chegado depois, mas fazia ideia do sacrifício que todos fizeram ao ficar contra o tratado, contra o governo, contra Tony.

Sabia que Tony estava quase havia morrido, tentando salvar sua mulher e mãe de seus gêmeos. O mundo ficou apreensivo por semanas, acompanhando de perto uns dos casais mais poderosos e famosos do mundo entre a vida e a morte. Não vou mentir, eu havia ficado imensamente preocupada. Eu sempre adorei os Vingadores, os admirava. Sonhava em ser um deles, amava o Capitão América.

Mas, então... Eles se partiram. Na frente do mundo inteiro. Sendo sincera, na época foi uma surpresa para mim que Elementor estivesse ao lado do Capitão. Era notícia de tempos em tempos, o quanto ela e o homem de ferro eram protetores um com o outro.

— Porque, nunca fala sobre a guerra civil dos Vingadores? Questionei, olhando Steve. Ele me olhou surpreso, tão surpreso como se eu tivesse colocado um elefante branco na sala. – Porque, nunca fala sobre Tony? Questionei, outra vez. Steve sentou ao meu lado na cama, suspirando e por um segundo, ele carregava o mundo nas costas.

— É dolorido falar sobre isso. Todos nós... Fomos longe demais. E talvez, nós tenhamos perdido para sempre um do outro. Quebramos os Vingadores, os maiores heróis da terra. Afirmou, sarcástico e seus olhos brilhavam em lágrimas. Aquilo o feria da mesma forma, como feriu anos atrás no meio do aeroporto da Alemanha. – Mas, eu e Tony foi mais do que o tratado, Ísis. Outras coisas, ele provavelmente nunca será capaz de me perdoar.

Meu coração gelou ao ouvi-lo falar. Me arrepiando, completamente.

— Steve, eu não quero pressiona-lo ou obriga-lo a dizer nada. Mas... Se precisar falar sobre isso. Estou aqui. Afirmei, segurando sua mão. Olhando em seus olhos, tentando passar o máximo de compreensão, carinho e segurança. – Sei que na maioria das vezes, eu pareço uma comediante fora da casinha. Mas, baby... Você é o meu ponto fraco e forte. Eu prometo cuidar de você, te amar e continuarei cumprindo essa promessa, enquanto viver. Você é meu príncipe patriota, lembra? Deslizei as palavras carinhosas de minha boca, com a maior sinceridade que havia em mim.

As lágrimas de Steve caíram, me fazendo ficar realmente preocupada com o que viria a seguir. Com o que ele me falaria, Steve estava com medo. O que diabos, havia acontecido entre ele e Tony Stark? Além daquele maldito tratado?

— Eu preciso contar, eu decidi ter uma vida com você. Porque, te amo e você é o melhor de mim. Então, se iremos começar essa vida juntos, você precisa saber. De tudo! Disse, me envolvendo em seus braços. O medo borbulhava em suas palavras. Será que ele achava que eu iria fugir?

— Diga tudo, anjo. Manterei minha opinião e minha palavra para mim, até o final. Prometi, o acariciando. Mas, eu também estava com medo.

Ele suspirou e entrelaçou nossas mãos, buscando confiança e me buscando ao seu lado.

— Começou em Nova York. Na invenção alienígena, eu e Tony tivemos nossas divergências antes de irmos para a batalha. Eu relevei é claro, com o tempo percebi que era o jeito dele, de viver e de se proteger também. Howard parecia um assunto delicado para ele, principalmente... Quando me envolvia. Realmente, não imagino o que Howard poderia ter feito para que Tony abominasse a ideia do pai sequer falar o meu nome. Mas, no meio da batalha em Nova York, tudo mudou. Ela apareceu e pousou ao meu lado. E sorriu, sorriu... No meio de um exército de alienígenas destruído a cidade. Eu fiquei tão encantado... Disse, me encarando. Sua voz neutra, passando apenas carinho. Nenhuma paixão, nenhuma dor e nenhuma tristeza.

Meu coração caiu ao perceber a verdade. Meu capitão havia se apaixonado por ela, por uma mulher muito mais poderosa e imponente do que eu. Eu era uma piadista, uma louca procurando constantemente o seu lugar no mundo. De repente, o peso da situação me atingiu como um soco.

— Você se apaixonou por ela. Disse, baixinho. Steve assentiu, me cercando em seus braços ao ver o meu animo recentemente abalado. – E então? Questionou, sentindo seu perfume e tentando afastar o medo para longe de mim.

Ele está comigo, agora. Ele me ama! Foi a única coisa que consegui pensar.

— Então, ela entrou para os Vingadores. Depois que ela levou a bomba pelo portal com Stark, ele insistiu que ela morasse com ele. Ele se movia perto dela, com uma força magnética. Nas poucos vezes, que os presenciei juntos naquela época. Uma missão surgiu e precisamos dela, quando chegamos a torre Stark. Bruce nos informou que eles haviam ido a Grécia. Só os dois, em uma viagem romântica. Naquele momento, eu sabia que não tinha a menor chance. Disse, me encarando. E se ela tivesse correspondido? Deus! Tantas possibilidades. Meu medo e insegurança aumentava a cada palavra. Mas, eu passaria por isso. — Natasha, Clint e eu fomos busca-la em uma missão na base da Hidra. Quando, o encontramos Tony não era e não era mais o Tony que conhecemos.

— Como assim? Questionei, confusa.

— Ele pertenciam um do outro. E aquilo me encheu de agonia, mas de aceitação também. Ele se moviam um pelo o outro, protegiam um ao outro, eram a maior prioridade um do outro. Todos, inclusive eu... Estávamos surpreso, como Tony com toda sua personalidade e desprendimento estava apaixonado daquela forma. Meses depois... Eu desisti. Sabia que ela nunca me olharia da forma que olha para ele. Me contentei com o papel de amigo, de confidente, companheiro de equipe.

— Tenho que admitir que não imagino os dois, separados. Ele são um casal tão... Como, se um não vivesse sem o outro. Resmunguei, tentando em vão soar tranquila. Enquanto, o homem que eu amava com minha alma e corpo me confidenciava que amou a mulher de uns dos seus melhores amigos.

— E eles não vivem. Quase, matamos os dois e eles se mataram na Alemanha. Mas, depois de tudo veio Washington, ela ficou ao meio lado e quase matou Bucky para me proteger. Depois, Ultron e tentava esquece-la, seguir em frente. E ela e Tony se tornavam um coisa só, toda a equipe ficava surpresa com a profundidade do relacionamento deles. Ele noivaram, na virada do ano.

— E você, me conte sobre você... Como você estava? Questionei, o acariciando.

— Eu odiei. Odiei aquilo! Queria que ela visse que Tony nunca a merecia. Mas, eu jamais os machucaria. Ou os separaria, ia contra tudo que acredito, contra os meus princípios. A vida seguiu seu curso, eu me afundei em missões e Tony, se afundou em fundações e caridades para melhorar a sua culpa por ter criado Ultron. Ficar em paz, consigo. Só que ele... A afastou sem perceber.

Respirei fundo. Pensando que ela e Steve haviam se aproximado e aconteceu algo entre eles. Por isso, Tony e Steve tinha se desentendido tanto. Por causa dela... Steve ainda a ama? Eu sou um prêmio de consolação? Me levantei, olhando para Steve incapaz de pronunciar qualquer palavra coerente.

Eu queria gritar. Queria exigir que ele me contasse a verdade.

— Vocês se aproximaram. Vocês... Deus! Vocês tiveram algo? Por isso, tanta culpa? Questionei, mesmo tendo prometido que só falaria no final. Eu precisava saber, saber de tudo... Saber agora.

— Não, Ísis. Por Deus! Como já disse, ela não tem, teve ou terá olhos para nenhum homem que não seja o Tony. Acredite em mim, ela me tratava como um amigo, alguém que ela admirava e somente isso. Só que Tony tinha seus episódios de ciúmes, ele não gostava que nenhum homem se aproximasse dela. E quando esse homem, era eu... Ele ficava pior ainda. Esclareceu, voltando a segurar minha mão. Me olhando, carinhosamente.

— Por causa do pai dele? Questionei, curiosa. Tony Stark devia ter suas inseguranças, por mais insano que possa parecer. Definitivamente, aquele homem tem tudo. E ninguém poderia ameaçar o império que ele construiu. E agora, além das armaduras... Ele tinha uma guardiã mutante controlando os elementos que lutaria incondicionalmente para protege-lo, porque o amava.

Afinal, algumas pessoas eram destinadas a ter tudo.

— Em parte, creio que sim. Mas, deve ser mais do que isso. Continuando... Quando, depois da falha missão em Nigéria. Tudo despencou em frente aos nossos olhos. O tratado surgiu com o apoio de Tony, Rhodes e até Natasha naquele momento. Eu fui contra, logicamente. E ela também. Tony enlouqueceu, com o súbito afastamento após ele assinar. A gravidez dos gêmeos explodiu em nossas cabeças, com o tratado e Bucky.

— Muita coisa para vocês lidarem. Exclamei, assustada.

— Foi por pouco que todos nós sobrevivemos a isso. Durante isso, eu me declarei. E nós beijamos, eu a beijei na verdade. Silenciou, buscando uma reação minha. Porra! Foda-se! Eles haviam se beijado. Ele a beijou.

— Ela correspondeu? Perguntei, nervosa. Foda-se. Não era e nunca seria a pergunta mais importante. Só que eu precisava saber!

— Por um breve segundo e depois nos separamos. Disse Steve, sendo muito sincero. Como sempre! – Depois, veio o aeroporto e pensei que tinha perdido os dois. E me culpei por isso! Descobri que eles estavam vivam e Tony estava paraplégico, mesmo que tenha sido algo temporário por ter se livrado da armadura ainda muito perto do chão. Todos nós... Todos, principalmente nós três. Quase nos destruímos. Nossa briga pelo certo e o justo, chegou muito perto de levar Tony e toda a sua família. Não posso me perdoar por isso. Não posso me perdoar por ter me apaixonado pela mulher de uns dos meus melhores amigos e nunca poderei me perdoar por ter escondido, mesmo que temporariamente que o meu melhor amigo matou os pais de Tony.

Ofeguei com o choque daquele revelação. Bucky ou o Winter soldier matou os pais de Tony.

— Puta merda! Foi a única coisa que consegui pronunciar. – Me arrepiei todinha, agora. Disse, tapando minha boca. Vendo Steve soltar um sorriso sincero e ainda dolorido para mim.

— Ele já sabe, não sabe. Disso tudo. Que você a amava, sobre o Bucky. Afirmei tranquila, por isso tanta dor e tanta culpa. Por isso, ele me dizia que Tony jamais o perdoaria. Muita coisa para qualquer ser humano lidar. Steve assentiu, voltando a chorar.

— Uns dos momentos mais dolorosas da minha vida. Eu contei a ele, o olhar que ele me deu. Ele tentou me matar, Ísis. E me mataria, se não fosse por... Disse, se interrompendo. Naquele momento, Steve soluçava em meus braços.

Sequer podia imaginar, o quanto ele e Tony levaram longe a situação, quando todas essas verdade foram jogadas na mesa. Steve era tão corajoso em contar tudo ao Tony e tentar acertar as coisas. Eu o amava tanto!

— Steve, um dia... Vocês irão se acertar. Não precisa falar mais nada, se não quiser. Eu sei disso! Mas, eu preciso perguntar. Antes, que eu morra de agonia. Ainda, ama a mulher do Tony? Questionei, o olhando desesperadamente. – Ainda, sente algo por ela?

Meu picolézinho, meu capitão segurou meu rosto. Sorrindo e o acariciando.

— Desde que você entrou em minha vida. Não consegui olhar para outra mulher além de você. Hoje, eu só sinto um sentimento fraternal por ela. Somos amigos, ela esteve ao meu lado, ela protegeu Bucky e a mim. Mas, eu amo você com todas as minhas forças. E ela ama Tony com tudo que ela tem. As coisas estão onde sempre tiveram que estar, com exceção de algumas coisas. Disse, seus lábios se prendendo aos meus. Me dando um beijo longo e apaixonado, suspirei aliviada.

Nada contra. Mas, a última coisa que precisava era me preocupar com qualquer outra mulher. Eventualmente, Steve e Tony se acertariam. Eu era a mulher que ele ama e havia escolhido para viver. Scarlet Stark pertencia e amava Anthony, assim como eu a Steve. Sem nenhuma sombra sobre nós. Além do nosso status de foragidos. Tudo ficaria bem. Eu orava que sim!

— Estou com ciúmes. Não se engane! E depois, conversaremos mais sobre isso. Levantei o dedo, o encarando. Ele escondeu seu rosto em meu pescoço, rindo das minha insanidade.

— É somente você, Ísis. Somente você. Eu sou o capitão américa, sempre sou sincero.

— Bom mesmo, príncipe. Mas, voltando a algo interessante. O que acha de morar em Cuba? Questionei, sorridente.

Notas finais
Opiniões? Até mais e Steve ama vocês.