Meu paquera em Hogwarts
6 Procure a pessoa Y para um diálogo esclarecedor!
Notas iniciais

Pov Lynn
Fui correndo até a biblioteca para buscar meu trabalho, por sorte ele parecia intacto. Guardei o pergaminho dentro da minha mala e fui para a aula de Feitiços. O professor nos passou um feitiço muito fácil, chamado Aresto Momentum, que permite parar um objeto no ar. Foi bem simples, na quinta tentativa eu já consegui (normalmente só conseguia fazer um feitiço com precisão depois da oitava tentativa). Durante o resto da aula eu fiquei sem fazer nada, apenas observando os outros tentarem (alguns, sem sucesso, mas que eu não conseguia parar de olhar). Comecei a conversar com Armin sobre os últimos lançamentos de vassouras, a Nimbus 1500 estava fazendo bastante sucesso, mas ele preferia uma clássica Nimbus 1000 e ia procurar uma dessas nos classificados de vassouras do Profeta Diário (N/A: Que provavelmente não existe).
Depois da aula, vi uma pessoa nos corredores com a qual eu não falava há muito tempo. Eu estava com saudades, pois não tive notícias dele esse tempo todo que ele passou em Durmstrang desde o segundo ano. Apesar de ele ter voltado há algum tempo, ainda não tinha tomado iniciativa de falar com ele decidi que esse era o momento para um contato!
Ele cresceu, estava diferente, tinha parado de usar óculos, o cabelo estava mais bagunçado e quando falei com ele reparei que sua voz também tinha mudado.
– Oi Ken, há quanto tempo... – falei, meio receosa.
– Oi Lynn, é mesmo, faz muito tempo. – ele respondeu um pouco envergonhado. – Mas prefiro que me chame de Kentin agora.
– Ah tudo bem. – concordei, mesmo sem saber o motivo. Mas “Kentin” o fazia parecer mais adulto. — Como foi em Durmstrang? – perguntei curiosa.
– Eu aprendi algumas coisas diferentes das que ensinam em Hogwarts, mas meu pai decidiu que eu já estava pronto para voltar. Desde que a Ambre lançou o feitiço Levicorpus em mim no segundo ano, ele colocou na cabeça que eu tinha que virar um homem de verdade, e como os métodos de Durmstrang são mais rigorosos, então eu sofri um pouco... Mas foi legal. – respondeu Kentin, pensativo.
– Ahn... Legal, então já falou com a Ambre? – perguntei. – Aposto que ela deve ter ficado surpresa com a sua mudança.
– É ela ficou um pouco surpresa quando percebeu. Mas continua a mesma. – respondeu ele revirando os olhos.
– Bom, pelo menos ela não está na mesma casa que você. – falei observando o lado bom.
– É sobre isso... — ele corou, envergonhado — Eu mudei de casa.
– Mudou de casa? Como a casa de que o chapéu escolhe é definitiva pelo resto da sua vida escolar. – falei o encarando confusa.
– O chapéu achou que eu mudei demais, e depois de muita discussão, com Dumbledore e Minerva, eu tive que usar aquele chapéu novamente e ele me colocou na Sonserina. – esclareceu.
– Nossa! Acho que isso nunca aconteceu na história de toda Hogwarts! Mas eu sei que o antigo Ken ainda está aí dentro, em algum lugar! – eu sabia que nem todos da Sonserina eram maus, e certamente esse era o caso do Kentin.
– Obrigada Lynn, simpática como sempre! – ele abriu um sorriso e finalmente eu vi o quanto ele era bonito!
Conversamos mais um pouco, sobre as aulas que ele estava tendo, sobre os N.I.E.M.s no final do ano, e sobre os colegas dele. Descobri que Ambre não o atormentava mais como antigamente, embora ainda pegasse um pouco no seu pé, mas ele já havia feito alguns amigos, entre eles Severo Snape. Ele estava um pouco atrapalhado ao falar comigo, não sabia o porquê. Mas logo ele se soltou e foi bem divertido.
Tive que me despedir, já estava atrasada para a próxima aula, Poções. Ele acenou um “tchau” para mim e me deu um sorriso, eu estava feliz de voltar a falar com ele depois de todo esse tempo. Saí correndo em direção às masmorras, e por pouco não esbarrei no Nathaniel, que estava vindo na direção oposta. Eu continuei correndo, olhei para trás e gritei “desculpe!” e ele respondeu “não foi nada!”, quando olhei para trás ele havia corado um pouco.
Cheguei na sala um pouco esbaforida. Por sorte, o professor ainda não havia chegado. A maioria dos alunos já estava presente, por sorte hoje a classe de Poções era junto com a Lufa-lufa, assim como tinha sido Feitiços. Eu me sentei no meu lugar, tirei meu material e fiquei esperando que o professor me chamasse para apresentar meu trabalho. Pude perceber Alexy e Armin conversando no fundo da sala.
– Bom dia alunos! – exclamou o professor Slughorn. Ele parecia feliz, mas logo quando ele percebeu minha presença seu rosto se fechou. “Ele me odeia”, pensei, muito infeliz.
– Boa sorte, tábua! – Castiel estava atrás de mim e também notou a mudança no humor do professor.
– Vou precisar! – respondi. Procurei me tranquilizar, afinal era só um trabalho, já tinha feito coisas muito piores, entre elas entrado sem querer na Floresta Proibida no 1º ano.
– Lynn, pode começar! – ele falou, fingindo um sorriso.
Respirei fundo, peguei meu pergaminho e fui até o centro da sala. Comecei a ler e fiquei desesperada, as palavras que saíam da minha boca não faziam sentido!
– Blowshs Twers Uhutab... – eu tentei continuar, mas não conseguia pronunciar nenhuma palavra numa língua entendível!
– Lynn, o que você está fazendo? Pare de gracinhas, POR FAVOR! – o professor Slughorn estava ficando vermelho.
– Desculpe professor! – o que estava acontecendo? Quando eu falei com o professor, minha voz voltou ao normal! Tentei ler o pergaminho outra vez.
– Wetvarguo Ologu Terere... – socorro! O que é isso? Meu pergaminho estava azarado!
– Lynn, eu não vou tolerar esta falta de respeito! – Definitivamente, o rosto do professor estava da cor do cabelo do Castiel!
A sala toda estava rindo, enquanto Sirius e Castiel apenas me olhavam. Castiel parecia segurar uma risada. Eu não o culpei. Tentei me imaginar vendo a situação de fora, e eu realmente devia estar parecendo maluca! Eu tentei me explicar para o professor, quase entrando em pânico.
– Professor, o senhor precisa me ouvir! Acho que o pergaminho está azarado! – falei para o professor, implorando para que ele acreditasse.
– Me dê isso aqui. – ops... A coisa tinha ficado séria! Eu entreguei para o professor. Ele leu em voz alta perfeitamente, cada palavra que eu tinha escrito. Fiquei sem entender nada. É como se um enorme ponto de interrogação pairasse sobre minha cabeça.
– Lynn, você está de detenção!
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