Meu paquera em Hogwarts

7 Sherlock docete - quem azarou meu pergaminho


Notas iniciais
Novo capítulo, atrasado... Não tenho desculpas, sou preguiçosa mesmo, só fiz metade do capítulo e mandei a florencedays fazer o resto... Não tenho muito o que dizer, então, vejo vocês lá embaixo

Pov Lynn

– Detenção? – repeti, arregalando os olhos.

– Isso mesmo. Agora volte para o seu lugar, e venha falar comigo no final da aula. – respondeu Slughorn.

Abaixei a cabeça, os alunos continuavam a rir enquanto eu me dirigia até o meu lugar, um pouco irritada. Me sentei na frente de Castiel, que se segurava para não rir, olhei para ele dirigindo um olhar frio e irritado.

– O que foi aquilo? – perguntou Rosalya assustada.

– E-eu não sei... – gaguejei envergonhada – Não conseguia falar nada que fizesse sentido.

– Alunos, por favor, silêncio, ainda falta quinze minutos para a aula terminar, e tem mais um trabalho que preciso passar para vocês. – falou Slughorn.

Os alunos soltaram um suspiro e começaram a copiar o que o professor passava no quadro em silêncio. Eu me virei, fazendo o mesmo, ainda pensando no que havia acontecido. Ou melhor, tentando entender o que tinha acontecido. Pelo menos uma coisa eu tinha certeza. O meu pergaminho estava azarado. Mas quem poderia ter feito isso? Como fez isso? Por que fez? (N/A: Hoje, no Globo Repórter!).

Olhei rapidamente para todos os alunos da sala. A maioria eu não conhecia, os outros, eram meus amigos. É óbvio que não fariam isso comigo. Olhei para o relógio, cinco minutos e eu estava livre. Ou quase. Não importa, voltei meu olhar para o quadro, como em menos de um minuto o professor conseguiu passar tanta coisa?! Soltei um suspiro, desapontada, e comecei a copiar novamente. Aqueles cinco minutos demoraram a passar, eu terminei de copiar tudo que ele tinha passado, assim como os outros alunos que já começavam a conversar animados. Dois minutos, não demoraria tanto para passar. Continuei a pensar no trabalho enquanto eles conversavam.

– Lynn! Lynn! – falou Alexy passando a mão na minha frente, eu pisquei assustada – A aula acabou, estamos esperando você falar com o Slughorn. Suspirei, peguei as minhas coisas e me dirigi até a mesa do Slughorn, que estava escrevendo algo em seu caderno e, felizmente, não me notou. Tossi levemente, chamando a atenção do professor, que me olhou com um pouco de tédio.

– Sim? – perguntou. — A detenção. – falei entediada. — Certo. Vá até a minha sala, hoje à noite. Logo após o jantar, vou pensar até que horas a detenção vai. – falou me entregando um bilhete onde estava escrito a mesma coisa que ele me disse. – Se algum monitor ou professor lhe perguntar por que está nos corredores nesse horário, mostre o bilhete.

– Obrigada. – falei me virando e saindo da sala, onde Rosalya estava me esperando.

– E então? – perguntou Rosa dando um sorriso.

– Detenção, hoje, depois do jantar. – expliquei.

– Nem tentou convencer ele de não te dar detenção? – perguntou.

– E como eu faria isso? – retruquei.

– Usando seu charme, claro! – disse ela como se fosse obvio, me limitei a sorrir e continuei andando para longe da sala.

– Meu charme? – repeti após um tempo, rindo.

– Não seja tão boba Lynn! Aposto que usando um pouquinho do seu charme, você conseguiria convencer a ele de não te dar detenção! – falou Rosalya sorrindo. – Quer que eu vá falar com ele por você?

– Não! Por Merlim, Rosa, claro que não! – falei apressada, logo mudando de assunto – Tem mais alguma aula?

– Temos Adivinhação... Mais uma aula animadora com a assustadora Sibila Trelawney. Acho que aquela mulher nunca viu uma base na vida! – e começou a tagarelar sobre maquiagens e como alguns professores de Hogwarts precisavam dela, eu apenas concordava com a cabeça. Até que ela começou a falar sobre como o Leigh e fofo e romântico e não sei o que mais, e eu, sendo uma pessoa que nunca teve nenhum namorado, fiquei com um pouco de ciúmes, admito, e como já estava irritada com Slughorn por ter me dado uma detenção, fiquei mais irritada ainda, com a conversa sobre como o Leigh é maravilhoso. Fiquei aliviada, quando finalmente chegamos, alguns minutos antes, na sala onde Sibila dava a aula de Adivinhação, tinha poucos alunos, se ajeitando em suas mesas. Tinha uma bola de cristal em cada mesa. Isso vai ser pior que a aula do Slughorn...

***

Depois da aula de adivinhação, eu estava sentindo como se minha cabeça fosse explodir! Aquele cheiro de morango e aquela névoa e luz vermelha não me fazem nada bem. Passei na madame Pomfrey e peguei uma solução pra dor, que iluminou minha visão no mesmo instante (já estava começando a ver tudo meio embaçado).

Nós tivemos aula de Teimancia. A gente fez algumas figuras com folha de chá, eu tinha formado dupla com Castiel e na minha xícara apareceu a figura de um cachorro (embora Castiel continuasse afirmando que era o Sinistro e que eu iria morrer em breve), que significa que eu tenho amigos fiéis. Eu já sabia disso, sou muito feliz pelos amigos que eu tenho e não podia desejar pessoas melhores na minha vida! Na xícara dele apareceu um guarda-chuva, que significa aborrecimentos, mas eu não vou comentar muito sobre isso porque o Castiel já é naturalmente aborrecido, então...

Encontrei com a Rosa e as outras meninas no Salão Principal, na hora do almoço, e sentei com elas. Acenei para Kentin, ele estava me observando de longe, na mesa da Sonserina. Acho que ele sente falta da nossa amizade, e eu também sinto.

Nós começamos a discutir várias teorias de quem poderia ter azarado meu pergaminho.

– Aposto que foi o Severo Snape. Ele tem fama de não gostar de bruxos trouxas! – acusou Kim, muito decidida.

– Eu acho que não, ele parece uma boa pessoa. Ele era amigo da Lílian, até que as companhias dele o levaram para um caminho mau. – disse Violette.

– Você não vale, Violette! Você vê o lado bom de todas as pessoas! – Rosa comentou, sorrindo. Eu dei risada. Não podia ser Severo Snape, apesar de tudo eu sabia que ele era uma boa pessoa, e além do mais apesar de suas companhias ele era amigo do Kentin, e eu sabia que Kentin era uma boa influência.

No fim acabou que a discussão não levou a nada, todas concordamos que éramos péssimas investigadoras e almoçamos frango com suco de abóbora. Depois do almoço nós tivemos aula de Transfiguração, com a profª Minerva, nós tínhamos que transformar taças de água em animais, no final eu consegui transformar a minha em um sapo. O dia passou num piscar de olhos e quando eu vi, já estava me dirigindo à sala do professor Slughorn, que era nas masmorras, para cumprir minha detenção.

Avistei Melody, que era a monitora da Corvinal, no final do corredor e ela imediatamente veio em minha direção para perguntar o que eu estava fazendo fora do Salão Comunal àquela hora da noite. Eu procurei nos bolsos das minhas vestes o bilhete que Slughorn tinha me dado, mas eu não achava. “Deve ter caído”, pensei comigo mesma. Depois de muita insistência, Melody acabou me deixando passar, deixando muito evidente que havia feito aquilo só porque éramos muito amigas e porque ela acreditava em mim. Suspirei de alívio, toda a discussão me fez perder um pouco de tempo e eu não queria levar mais patadas.

Depois de alguns minutos, eu finalmente cheguei nas masmorras. Respirei fundo e me dirigi à porta. Bati três vezes e então, o professor gritou “entre!” e eu entrei.

Apesar de tudo, ele estava com um sorriso no rosto, que até que foi simpático comigo ao me dar a tarefa.

– Então Lynn? Seu pergaminho foi azarado, ein? – ele perguntou, dando risada.

– Sim, professor – eu respondi, meio sem jeito. Ele tinha de acreditar em mim, eu não ia fazer aquilo por brincadeira, já que eu precisava de notas em Poções e levava Hogwarts a sério, apesar de tudo. – eu fiz o trabalho com a ajuda de um colega, na biblioteca, mas quando fui para o Salão Comunal eu esqueci o pergaminho lá e nesse meio tempo alguém pode ter entrado lá e azarado!

– Ok, ok, Lynn, não quero mais ouvir falar sobre isso, apesar das suas brincadeiras inoportunas sei que você é uma boa pessoa e prometo que irei esquecer tudo isso se você prometer não tentar mais se explicar, dando desculpas esfarrapadas. – ele não acreditava em mim... Mas a batalha ainda não havia sido perdida! Eu não ia ficar calada e tinha amigos que iam me ajudar. – Então, sua detenção vai ser arrumar toda a sala de Poções, incluindo limpar os caldeirões e guardar os ingredientes nos lugares corretos! – Ia ser fácil, com a ajuda de alguns feitiços, eu iria terminar logo... – Com um detalhe: sem magia!

– QUÊ? – pensei um pouco alto demais.

– Eu irei saber se você usar, então, não tente me enganar, senão será bem pior pra você! – alertou Slughorn.

O jeito era me conformar de que eu iria passar a noite inteira ali, e eu não tinha como fugir ou ao menos facilitar minha tarefa. O professor Slughorn arrumou suas coisas, desejou “boa noite!” e foi embora alguns minutos depois, enquanto eu fiquei ali organizando a sala. Depois de uma meia hora, no entanto, eu comecei a ter a incômoda sensação de que alguém estava me observando, e não me enganei! Fui verificar e quem estava ali me espiando pela fresta da porta...

Debrah!

Notas finais
Me digam o que precisa melhorar nos comentários, por favor, comentem!!! Vou ver se no meio da semana eu consigo escrever mais um capítulo. Até o próximo capítulo e... Beijos de Nutella!