Meu doce Rogers
7 Apenas fogos de artifício, querida.
Notas iniciais
Pov Steve
O que será que deu na Sharon hoje? Ele sempre foi uma boa vizinha, prestativa e gentil, mas hoje parecia estar querendo atingir Helena de algum modo. Pode ter sido coisa da minha cabeça, sei lá, Sharon nunca falou nada que pudesse vir a ofender alguém. Refletia Steve enquanto Helena ia colocar uma música.
Pov Helena
https://www.youtube.com/watch?v=nMFUkbr7ymY
Coloquei uma música para tentar amenizar aquele clima tenso que a Sharon tinha deixado.
–Então, o que você faz mesmo?
–Sou policial. Mas às vezes trabalho com consultorias sobre segurança para empresas.
–E uma delas seria as Indústrias Stark?
– Isso. Não sabia que estava trabalhando com a Pepper.
– Ah, é porque eu comecei mesmo essa semana. Morava em outro lugar, fiquei em período de experiência em uma das filiais e quando surgiu à primeira oportunidade tentei uma vaga permanente para cá.
–Legal. Steve falou enquanto bebia um pouco do vinho.
–Muito. Estou aqui a pouco tempo e simplesmente adoro esse lugar. Se você morou quase sua vida inteira em cidade pequena, deve entender o que estou falando.
– Não vivi, mas tenho uma ideia desse choque.
–Hum. Parece que você ainda não está bem adaptado a essa nova situação não é?
–Sim. Sinto como se estivesse desligado do mundo e que despertei de um sonho em um outro lugar.
– Bem. O começo pode parecer complicado, mas quando você descobrir as coisas boas que esse novo mundo pode trazer, elas vão começar a melhorar.
–Obrigado. Sabe? Às vezes isso é bem difícil, ainda mais quando você se sente só. Você não sente saudade de sua família, quero disser, mesmo com Sarah fazendo companhia?
– Bem, sinto falta de algumas pessoas, minha avó que faleceu esse ano, minha amiga Alice, meu ex chefe...
–Sinto muito.
–Obrigada. Ela era uma ótima pessoa. Acho que você ira gostar de dela.
–Vó Helena, certo?
–Sim. Mas não vamos falar das nossas tristezas agora. Você me deve uma explicação sobre essa história de Capicolé.
–É eu devo. Mas...
– Mummy? Sarah falou docemente em sua vozinha infantil.
–Steve me dá licença rapidinho, parece que Sarah acabou de acordar.
–Tudo bem.
Fui até o quarto e peguei Sarah no colo, ela coçava seus olhinhos como uma tentativa de afastar o sono, mas acho que este foi logo embora assim que ela viu Steve, abrindo um largo sorriso, assim que cheguei perto dele, ela balançou seus bracinhos para que ele a pegasse.
–Oi Sah. Steve disso ao mesmo tempo que pegava Sarah no colo e dava um beijo em sua bochecha.
–Oi ...“Tive”. Abrindo um largo sorriso.
–Parece que ela gostou mesmo de você. Falei sussurrando e ele sorriu em resposta.
Fui esquentar uma comida que deixei pronta para Sarah enquanto Steve mantinha uma “conversa” com ela.
– Mensageilo do vento. Sarah falou apontando para janela
–É lindo Sah.
– Mama disse que folam estlelas que cailam no mar e que ela colocou ali pala voltalem pala o céu.
– E as conchas? Steve falou sorrindo.
–Ahhh, elas são do mar mesmo. Você já viu o mar “Tive”? Mama disse que ele é lindo.
–Sim. Ele é tão lindo quanto você pequena. Falou tocando na pontinha de seu nariz.
–Obligada. Mama vai me mostlar o mar nas félias dela.
Eles ficaram conversando mais um tempinho até eu chegar com a comida, e Steve logo foi embora após receber uma ligação de emergência do trabalho. Fiquei brincando com Sarah até umas três horas e resolvi leva-la a um parque que ficava perto do centro.
Peguei um ônibus e logo cheguei ao meu destino. Fiquei andando por um tempo até ver um pequeno lago e resolver sentar um pouco próxima a ele.
–Sarah não gosto que você fique comendo coisas doces mas vou deixar você escolher um sorvete. Você quer qual sabor?
–Que tal... Fazendo uma cara de pensativa- Molango!
–Tudo bem. Vi um vendedor do outro lado do lago e quando ia abrindo a boca para chama-lo, o barulho de uma explosão captura a minha atenção – Sarah, nós temos que ir agora mesmo, vamos tomar o sorvete em casa.
–Mamy o que foi isso?
–Não se preocupe meu bem. Deve ter sido alguém com fogos de artifício.
Caminhei apressadamente com Sarah em meu colo até um ponto de táxi, onde entrei no primeiro que vi.
– Brooklyn, por favor.
–Desculpe senhora, mas o caminho para ir até lá está isolado. Parece estar havendo algum ataque. Melhor que fique um tempo aqui até que a situação seja resolvida.
–Obrigada. Falei saindo do táxi.
As pessoas pareciam estar preocupadas, afinal as explosões ainda continuavam. Abracei Sarah de modo que ela ficasse o mais protegida possível perto de meu corpo e que não visse os carros da polícia que começavam a chegar e ficasse com medo. Pensei se Steve estaria ali e que talvez esse tenha sido o motivo da ligação que ele recebeu mais cedo, mas o melhor seria que ele não nos visse, já que somos conhecidos, isso poderia de algum modo atrapalhar o desenvolvimento de seu trabalho, tirar sua concentração.
Sarah começava a demonstrar desconforto com aquela situação, mas meu olhar doce parecia amenizar um pouco o clima ruim. São só mais fogos de artifício, querida; repetia para ela sempre que ela demonstrava estar assustada.
Um policial começou a falar em um megafone que deveríamos sair daquela região o mais rápido possível. E nesse momento Sarah fechou suas mãozinhas com mais força ao redor do meu pescoço, tentando esconder seu rosto.
–Mummy?
– Não tema querida, vai ficar tudo bem. Falei tentando manter minha voz o mais normal possível, andando rapidamente na direção de uma estação de metrô que deveria estar próxima, segundo uma placa que indicava que ela estaria daqui a três quadras.
Uma nova explosão ocorreu, mas dessa vez estava muito próxima de onde eu estava. Comecei a correr, mas não adiantou porque comecei a sentir o calor de mais uma e sem reação, apenas vi em câmera lenta os estilhaços vindo na nossa direção. Deus, permita que minha menina sobreviva, pensei, antes de sentir algo puxar e envolver meu corpo. No momento seguinte, só ouvia os estilhaços batendo em algo de metal?
Fiquei um tempinho paralisada até ouvir Sarah iniciar um choro baixo. Olhei para ela e vi que estava bem, e respirei fundo ao perceber que ela não havia sofrido nenhum arranhão. Olhei para cima e meu coração “parou”, parecia estar batendo lentamente, fazendo um barulho alto nos meus ouvidos, me deparei com um par de olhos azuis que pareciam me olhar preocupadamente. Passado um pouco do choque, observei que aqueles olhos pertenciam a um homem vestido em uma roupa que lembrava a bandeira dos Estados Unidos. Ele que ainda me segurava com de seus braços até aquele momento, me libertou e colocou o escudo que estava na outra mão atrás de suas costas.
–Senhora, vocês estão bem? Balancei a cabeça em afirmação – Certo, não temos muito tempo, venha.
Ele então pegou Sarah sem aviso e a segurou com um braço, enquanto que o outro agarrou minha mão, começando a me puxar na direção em que eu estava antes. Corremos duas quadras e então ele me soltou devolvendo Sarah.
–O metrô é logo ali. Pegue o próximo que irá para o outro lado da cidade.
–Obrigada.
–Não tem o que agradecer. Deu um sorriso e saiu correndo, retornando para o local dos ataques.
Cheguei no metrô e esperei por mais ou menos quinze minutos até conseguir pegar o que me levaria para o outro lado da cidade. Agora que podia respirar novamente, acalmei Sarah e consegui coloca-la para dormir. Durante o caminho fiquei revivendo aquela imagem dos olhos azuis e fiquei com a sensação de que já havia visto eles antes. Acho que estou imaginando coisas, balancei minha cabeça tentando dissipar as imagens do último acontecimento.
Cinco em ponto, indicava o relógio quando desembarquei. Olhei em volta e procurei por algum lugar que tivesse televisão ou que pudesse me dá acesso à internet, porque eu tinha quer ser uma pessoa do tempo das cavernas e usar um celular mais antigo que o famoso Nokia tijolão? Ok, ok, sei que estou exagerando, mas bem que em um momento como esse eu poderia estar informada do que estava acontecendo.
Olhei mais uma vez para o local e vi umas televisões mais a frente. Caminhei até lá, onde já tinha um pequeno grupo de pessoas reunidas e comecei a tentar ouvir a noticia que estava passando.
–Os recentes ataques próximos a um parque que ocorreram hoje em Nova York não tiveram autoria atribuída, mas felizmente a ação rápida do Capitão América e da polícia local minimizaram o máximo possível o número de perdas e feridos.
Então o cara misterioso, mas familiar se chama Capitão América. Obrigada Capitão, agradeci internamente, obrigada. Enquanto via as imagens dele lutando mais cedo.

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