Notas iniciais
YOOOOOOOOOOOOO MINNA. Desculpa o sumiço repentino. Eu estava com um PUTA DE UM BLOQUEI CRIATIVO. Eu preciso desenvolver a história e não estava conseguindo de jeito nenhum. MAS EM DESCULPEM MESMO, ESPERO QUE GOSTEM.

Hoje é sexta-feira. Eu estou no quarto de Levy, nós vamos a uma festa dentro do ginásio. Tudo escondido, claro. Os meninos nos encontrariam lá. Coloquei um short rasgadinho, um tênis e uma blusa com brilhos.

– Ne, Lucy... – Começou a Levy. – E você e o Natsu, quer dizer, aquele dia você e ele, no seu quarto...

Eu gelei, estava com muita vergonha de contar aquilo pra baixinha.

– Ah, bom. Tipo, a gente meio que ficou... – Eu disse corada.

– Como assim, “ficou”?

– A gente ficou de ficar...

– Hã? – Ela me olhou confusa pelo espelho enquanto passava rímel. – Mas... Ah! Vocês transaram. Que legal.

Senti uma flecha atravessar minha cabeça.

– Estou indo... Você me encontra lá? –Levy sibilou algo como “uhum” e eu fechei a porta, indo em direção ao ginásio.

No meio do caminho, algo me chamou a atenção. Estavamos todos indo para o ginásio de jeitos diferentes para não serem descobertos. Eu fui por trás dos dormitórios e algo me chamou atenção.

Enquanto eu andava cautelosamente, deixei cair meu celular, que foi parar em uma grande pilha de folhas molhadas e nojenta. Quando andei um pouco a frente, em direção a aquilo, senti meu pé bater em algo preso ao chão.

Era como uma porta de um alçapão. Estava muito escuro e eu percebi uma movimentação vinda de trás de mim, deixei quieto e segui para a festa.

~*~

No sábado de manhã eu acordei no meu quarto. Estava com muita dor nos pés e uma dor de cabeça do caralho. A primeira coisa que lembrei foi do alçapão da noite de ontem. Eu estava inquieta sobre isso.

Meu celular tocou, era uma mensagem, de Natsu.

“Estou aqui na quadra abandonada! Vem pra cá.”

Respondi avisando que trocaria de roupa. Mas, peguei minhas coisas e fui tomar um banho, lavei meu cabelo, escovei meus dentes. Desci, passei na cantina e comi um lanche natural.

Quando havia feito todas as minhas necessidades mais urgentes. Fui correndo para a quadra. Cheguei lá e Natsu me mandou mensagem no mesmo momento.

“Fui à secretária tratar de um assunto com a diretora... Faz um favor e pega as cobertas dentro da salinha e coloca na quadra pra gente comer.”

Obedeci e entrei na sala, levei o maior susto quando Natsu me agarrou por trás e me envolveu nos seus braços.

– Bom dia, Luce...

– Bom dia. – Eu sorria enquanto ele fazia carinho no meu pescoço.

Eu abri os olhos e vi que Natsu tinha posto para gente um colchão no chão, a sala estava devidamente limpa e o espaço tinha até aumentado, agora a sala já caberia umas dez pessoas.

– Nossa você fez uma bela coisa aqui. – Eu disse me soltando dele para rodar pela sala.

– Obrigada.

– Por que a do colchão? – Eu perguntei.

– Ah, eu dormi um pouco enquanto limpava aqui. – Ele se espreguiçou. – Estou quebrado.

– Deita então. – Peguei algo de dentro da minha mochila. – Trouxe marshmallows.

Ele riu e se deitou, eu fiquei sentada de frente para ele no chão. Enquanto conversávamos. Há certa hora, o assunto se perdeu e eu tive que comentar.

– Ne, Natsu. Ontem, indo para a festa, eu achei um alçapão.

Natsu perdeu o ar e se engasgou com uma das delícias que comia, tossindo feito louco e ficando vermelho sem ar.

– Um alçapão? – Ela me perguntou espantado.

– Sim, estava coberto com umas folhas cheias de musgos e tal.

– Hum, entendi. – Ele hesitou. – Lucy, Erza disse que queria sair com você e a Levy hoje para tomar um café... E eu me esqueci completamente que tenho que me encontrar com Jellal.

Eu arqueei uma sobrancelha.

– Sério... Bom nesse caso... Vamos subir então. – Eu me levantei e Natsu veio comigo, apreensivo o caminho inteiro e sem dar uma palavra.

Encontrei-me mais tarde na cafeteria com Levy e Erza e ficamos um bom tempo lá. Elas começaram a contar como cada um tinha ido parar lá.

– E você Levy, como foi? – Eu perguntei.

– Ah, pouca coisa... Só que uma vez eu estava em uma biblioteca lendo meus preciosos livros e uma menina que eu simplesmente odiava veio e derrubou água nele. E ainda disse “opa, escorregou!”... Eu quebrei o braço dela.

Fiquei espantada, gelei.

– Gajeel?

– Ah, ele tinha uma banda de rock, seus pais são muito bom de grana e queriam que ele fizesse direito. Mas Gajeel não quis. Quando os pais dele descobriram que ele fumava cigarros, bebia, e colocou os piercings, botou ele lá dentro, achavam que ele tinha problemas.

– Entendi... Mas né, ele tem. – Eu ri. – Lisanna? Juvia?

– Juvia é meio que uma psicopata e quase matou a ex-namorada do melhor amigo dela, por ciúmes. Lisanna vendia drogas não licitas. Veneno, essas coisas que você sabe que ela faz...

– Gray? – Perguntei.

– Ah, a dele é a mais engraçada. – Levu riu. – Gray morava numa cidade pequena, tinha mania de tirar a roupa no meio da rua, essas coisas. Eles quase foram expulsos da cidade, pois começaram a achar que Gray é pedófilo. Ao invés disso, Gray veio parar aqui.

– Nossa. – Eu disse meio alto. – Esse é com certeza o motivo mais idiota.

– Mas... – Eu me virei para Erza. – E você Erza, e Natsu, e Jellal?

Erza parecia ter se desligado da gente por inteiro.

– Eu vim por causa do Natsu, eu fui largada na casa dele quando pequena, o pai dele basicamente me adotou. E como eu e Natsu crescemos juntos, eu não quis ficar sem ele quando ele veio.

– E por que Natsu veio?

– Eu não sei... Ele nunca fala! – Dissa Erza sombria, encerrando a conversa.

~*~

No fim das contas Natsu sumiu por uma semana inteirinha. Ninguém sabia dele, na secretária ninguém estava surtando por um aluno ter desaparecido. Eu fui correndo falar com a diretora, pois aquilo tudo era muito estranho.

Erza me encontrou no meio do caminho.

– Lucy... Onde está indo?

– A diretoria! – Disse firme.

– Por quê?

– Por quê? Pelo simples fato de Natsu ter sumido há uma semana, como isso pode acontecer.

Erza gelou.

– Ai meu Deus, quão desastrada eu sou! – Ela disse nervosa. – Ele pediu para que eu te avisasse que teve que ir viajar com o pai dele... Foi super urgente.

– Por que ele não me ligou? – Perguntei chocada.

– Ela, não levou o celular! – Ela hesitou. – Parecia ser um assunto de família muito forte...

Eu fiquei quieta. O que Erza dizia não fazia sentido. Ele podia me ligar de qualquer lugar do mundo. Mas mesmo assim não fez. Eu virei às costas e sai andando.

A verdade é que Natsu e Erza eram amigos de infância, e obviamente Erza estava cobrindo Natsu de algo que ele estava fazendo. Eu estava com muita raiva.

Subi para o meu quarto e fiquei deitada por horas e horas lá. Minha última conversa com Natsu ficou rodando na minha cabeça. Ele tinha ficado muito estranho logo após eu ter falado do alçapão...

Será que tinha algo lá?

Meus dedos do pé formigaram. Eu estava curiosa e agora as vontades da adrenalina e da aventura latejavam no meu sangue. Eu iria esperar anoitecer e iria pra lá.

~*~

Centro secreto de Tókio.

– Mas você entrou para ter certeza? – Papai perguntou.

– Não, eu joguei uma dos insetos-câmeras e consegui visualizar pelo meu celular.

– E o que faremos agora?

– Eu não sei, mas tenho certeza de que ele está...

– Senhores, mensagem de um dos nossos agentes urgente. Por favor, ouçam.

Nesse momento a enorme tela em frente a nós ligou revelando meus agentes menores.

– Temos um problema. Eu sei que a missão da captura da águia está quase se resolvendo. Mas... Uma aluna entrou na sala!

– Como assim? – Todos nós gelemos. – Você não ta me dizendo que...

– Sim, me desculpe senhor, eu não pude fazer nada, eu sei disso por que vi no radar assim que acordei. E ela está parada lá a pelo menos sete horas...

– Ok, obrigada pela sua ajuda, eu já estou a caminho, não se mexam.

– Filho... — Peguei meu casaco e corri para o telhado.

– Oi, pai. – Ele veio me seguindo, eu estava muito rápido. – Não posso deixar que alguém se machuque, estamos procurando há anos por isso.

– E o que vai fazer? – Ele perguntou.

– Me traga dez pessoas do pelotão azul e coloque dentro do jatinho imediatamente. Eu vou pra lá primeiro com o jato do James.

James era meu piloto profissional. Eu saltei dentro do jatinho assim que coloquei meus pés no telhado. James já estava lá arrumando alguma coisa do painel.

– Será que da pra irmos agora, estamos com problema! – Eu disse espantado. – Uma das alunas se envolveu nisso.

– Nossa. – Ele puxou o cigarro e me olhou. – Que coisa... Horrível. — James era irônico, sempre. Ele encaixou o painel no devido lugar. – Coloque os cintos. Chegaremos lá em vinte minutos!

Notas finais
DEEEEEEEESCULPEM DNV MENINAS, AMO VOCÊS ♥