Notas iniciais
Haaaaaaaaaay, vocês não sabem o que houve, estava escrevendo meu capítulo de madruga de boas e pá, ai o pc vai e me reinicia :'( DOEU MUITO enfim, ta ai, amo vocês ♥

– Puff. – Sibilei baixo no meio da aula, eu estava muito entediada. Deitei minha cabeça na carteira e olhei os lados. Eu não era a única. Metade da minha turma estava super entendiada e aquilo deixava a atmosfera horrível.

– Vamos lá pessoal. – Disse o professor que via o estado da minha turma. – Eu sei que estão cansados, mas hoje é sexta, poderiam cooperar?

Houve um “ah” em coral e todos se recompuseram nas devidas carteiras. Olhei para Natsu que estava do outro lado da sala, encostado na parede. Ele olhava para a lousa sem se preocupar. Piscou os olhos duas vezes e de repente os moveu diretamente pra mim. Eu sorri.

Ele virou-se e começou a mexer em sua mochila. Eu o encarei, fiquei curiosa, sabe-se lá porque. Natsu tirou uma barrinha de chocolate e me olhou. Corei instantaneamente e sorri. De repente ele passou a barra para boca e mordeu. Piscou para mim e virou para frente.

Idiota... Lembranças vieram a tona.

“Flashback on”

Fui até a cantina e pedi para que a moça me arrumasse dois pacotes médios de marshmallow e uma caixa de chocolate. Ela me olhou como uma cara e depois fitou meu corpo como quem dissesse “Por isso está gorda.” Maldita. Peguei tudo aquilo e subi para o quarto de Natsu, driblando todas as inspetoras do dormitório. Parei em frente a sua porta e bati algumas vezes e nada de ele abrir. Minha palma da mão coçou.

Pensei bastante até que tomei coragem e abri a porta.

– Desculpa pela intro... – Natsu estava dormindo. Olhei em volta e entrei. Nesse momento, um gatinho que eu não notará da ultima vez me olhou. Era azul... Bem bonitinho. Afaguei ele. – Não vim ver você, desculpe... É o seu dono que eu quero. – Natsu era quente, era impossível negar não querê-lo.

Olhei para Natsu deitado angelicalmente na cama. Quem vê pensa. Deixei a sacola no chão, em cima do tapete e apoiei minha duas mãos na beirada da cama, estiquei meu corpo para frente para ver o rosto de Natsu que estava virado para a parede. Ele fazia um biquinho que era irresistível. O corpo sem camisa definia aqueles músculos dele. Ele me dava tesão, apenas. Mas eu estava ali para agradecer.

Remexi no cabelo dele e tirei alguns fios de cima de seu rosto. Nesse momento ele abriu os olhos e virou para mim, me envolvendo em um abraço me jogando na cama junto a ele.

– Bom dia Luce. – Sorriu. – Você está bem. Que bom.

– Oi, Natsu. – Fiquei corada. – Precisava me agradecer com você, foi muito legal o que você fez. Vim lhe trazer algo. – Disse me soltando dele. Um sorriso enorme e super malicioso brotou de seus lábios carnudos.

Peguei o pacote de marshmallow e dei um para ele.

– Obrigada por ter me levado a enfermaria.

Ele de primeiro não entendeu, estava paralisado.

– Ah sim, de nada... – Ele sorriu maliciosamente. – Mais alguma coisa?

– Na verdade sim... – Ele ficou todo empolgado. Eu levantei e me envolvi em suas pernas. Agora ele estava sentado na cama e eu permaneci de joelho no meio de suas pernas no chão. Me abaixei e estiquei meus braços. – Tem uma caixa de chocolate também.

Ele lançou a cabeça para trás e bufou.

– Porra, Luce.

Eu ri e abri meu pacote, começando a comer quieta. Percebi que Natsu me fitava com o maior desejo do mundo – e raiva também.

Algum tempo depois cai em mim. Eu ainda estava com a blusa dele e sem parte de baixo, a não sei por minha roupa intima. Aquilo me deixou intrigada.

– Ei, Natsu, quem trocou minhas roupas? – Arqueei uma sobrancelha, ele engasgou e riu.

– Não sei... – Deu uma pausa enquanto mastigava. – A propósito, você tem belos seios, Luce.

Corei com violência.

– Vamos continuar isso em outro lugar. – Falei alto.

– Ok, só vou me trocar. – Acenei. Eu ergui minha cabeça e o olhei, que ria de mim. Coloquei as mãos em meus próprios seios e apertei. Nesse momento Natsu fez um “joia” com a mão.

Corri para a porta de tanta vergonha. Natsu parou atrás de mim e colocou a mão me impedindo de sair. Ficou quieto. Me virei para ele e quase gritei.

– Idi- Ele tapou minha boca e veio em direção ao meus ouvidos.

– A inspetora está do lado de fora. — Respirei fundo e me aquietei. Aos poucos fui ouvindo uma voz feminina falando provavelmente ao celular. — Ok, vamos a um lugar que quero lhe mostrar algo.

Respirei fundo e me virei de frente para ele. Natsu estava de cueca. O corpo dele era simplesmente perfeito e o membro dele marcava perfeitamente a costura. Reprimi um grito colando a mão na boca. Fechei os olhos.

– O quê? Eu deveria esperar você sair?

– Idiota. – Sussurrei.

Fechei os olhos e esperei que Natsu terminasse. – Preciso me trocar também, vamos logo.

Natsu colocou um short largo e uma regata, quando íamos saindo e ele abraçou.

– Vou te beijar. – Ele sibilou.

– Nem penso nisso!

“Flashback off”

Acabou que no fim das contas eu sai correndo do quarto quando a inspetora saiu de frente a porta e me tranquei no meu.

Esse maldito.

~*~

Era o último horário agora. Educação física. Coisa que eu adorava em partes. Na verdade, eu gostava era de natação. Adoro água e sempre me senti bem nela.

O professor, Jet, o que me ajudou no primeiro dia pediu para nos reunirmos no meio da quadra. Fomos todos e esperamos ele, que olhava em uma prancheta e anotava algo.

– Ok. – Ele nos olhou. – Vamos pegar os nomes para a dupla do torneio de basquete. Vai ser sortido. Todos escreveram o nome em um papel e colocaram em um balde. O professor mexeu e tirou dois papéis. No primeiro, ele sorriu. O segundo, nem tanto. — Natsu e Lucy. – Disse ele.

Gelei, assim como a minha turma inteira. Natsu era bom de basquete, mas eu era definitivamente o fim. Olhei para ele e quase tive um negócio.

– Mas. Professor. – Eu disse pausadamente.

– Não posso fazer nada, foi assim com todas as turmas. É desigual. – Ele respirou. – Vocês tem um mês.

Respirei fundo e fui até o vestiário. Desanimada e vesti meu maiô. Pulei na piscina e me esqueci do resto da turma. Inferno de vida. Inferno de escola.

Assim que sai de dentro da piscina Natsu veio ao meu encontro. Me sentei no banco e enrolei a toalha em volto de meu corpo. Ele se sentou ao meu lado.

– Você alguma vez jogou basquete na vida? – Eu bufei de raiva. – Como eu suspeitei. – Ele passou a mão na touco, deslizando-a e soltando meus cabelos. – Me encontra amanhã as dez horas aqui na frente.

Eu acenei com a cabeça e fui para o vestiário me trocar. Desanimadamente, após tomar uma longa ducha eu andei até o refeitório, sentei em umas das mesas sozinha e comecei a comer.

Não havia ninguém por ali, mas elas foram chegando aos poucos, terminei de comer e fui rapidamente para a fonte que ficava no meio dos prédios das aulas. Sentei por lá, o por do sol era lindo, eu estava pensando longe.

– Oi. – Uma voz nada familiar falou bem próximo de mim. – Eu sou Loke.

Eu olhei o menino que me olhava simpaticamente e sorri também, ele era da minha turma, eu acho.

– Oi, Lucy. Prazer. – Sorri educadamente.

– Por que está aqui fora sozinha a essa hora?

– Não tenho nada para fazer... Ando muito entediada. E você?

– Estou apenas descansando... Mas acabei de encontrar algo que me faça querer permanecer bem acordado. – Ele sorriu e piscou para mim.

– Ah... – Eu corei. – Não diga isso. – Ri pateticamente.

Loke foi super educado comigo, ficou lá, sentado, conversando de vários assuntos, um mais diferente do outro. Eu estava muito confortável com ele. Depois de um bom tempo resolvi subir ao meu quarto, eu estava cansada.

– Preciso subir... – Sibilei em meio a um bocejo.

– Posso te acompanhar? – Eu sorri e acenei com a cabeça.

Loke foi ao meu lado me olhando sempre que podia. Eu respirava o ar que vinha dele. Ele cheirava muito bem. Fomos dando pequenos passos em direção ao dormitório, quando chegamos no meu andar eu fui me despedir.

– Não, quero saber qual é o seu quarto. – Eu arqueei uma sobrancelha. – Não, não pensa coisa errada... É só que... uma menina que eu conheci disse que morava de frente com o seu quarto.

Eu acho que ele estava mentindo, gaguejou em meio a frase e eu fiquei temerosa, mas sorri, apesar de não saber o nome da minha vizinha. De qualquer maneira balancei a cabeça positivamente e ele me seguiu.

Quando paramos em frente a minha porta, Loke parecia assustado. Olhei e fui me despedir dele.

– Obrigada por me acompanhar, Loke. – Ele sorriu. Eu me virei de costas e senti suas mãos sobre minha nuca, e quase rapidamente eu já estava em seus braços. Os lábios de Loke estavam tão perto, ele iria me beijar.

Babaca, me soltei rapidamente e percebi que um sorriso malicioso brotava em seus lábios, meu Deus. Esqueço sempre que meninos gentis, educados e legais não existem. De qualquer modo, coloquei minha cabeça para trás e a mandei para frente, dando direito de testa com ele, uma força brutal. Corri para o meu quarto desesperadamente e tranquei a porta. Ah, que ódio.

Eu mal sabia que aquilo tudo iria me meter no maior problema da minha vida.