Notas iniciais
OOOOOOOOOOI, demorei para escrever? Tive um aniversário de um grande amigo meu essa sexta... que se durou o fim de semana inteiro T.T Mas, GO GO GO

Eu senti falta de Natsu, se ele tivesse ali, acho que me protegeria.

Loke era mesmo um idiota. Nossa, eu estava com tanto ódio. Do jeito que entrei no quarto eu simplesmente desabei na cama. Segundos depois bateram na porta três vezes. Eu ignorei, talvez fosse ele.

Quatro, cinco e depois seis batidas. Eu apenas ergui meus olhos em direção a porta.

– Lucy-chan? – Ouvi a voz mais doce do mundo. – Você está ai?

– Levy... – Suspirei aliviada. Levantei e abri a porta – Oiiiii. – Cantarolei e ela sorriu. – Entre.

Levy entrou e me viu sentada na cama, eu devia estar muito assustada pois ela me olhou super estranho.

– O que aconteceu? – Ela me olhou. – Você parece frustrada...

– Feche a porta... – Ela o fez – Estou extremamente puta. — Percebi que Levy estava com uma toalha em mãos e escova de dentes. — Está indo pro banho? – Perguntei

– Sim, está muito calor e – Eu cortei.

– Vou também – Disse com minhas coisas na mão. Rápida igual a um ninja.

– Mas por que está tão “puta”? – Ela disse fazendo aspas no ar.

– Ah, isso... Foi aquele idiota, insensível e mentiroso com pinta de “sou legal” do Loke... – Eu dei uma pausa muito longa. — Ele tentou me beijar em frente a minha porta, foi super horrível, eu sai correndo para dentro do meu quarto e me tranquei aqui.

– Nossa... – Levy sibilou – Não acredito, nunca achei que ele fosse tão... assim. – Ela virou a cabeça com um cachorrinho faz quando está confuso. Eu ri.

– De qualquer forma, vamos pro banho. – Falei rápida, cortando qualquer devaneio da azulada.

~*~

– Incline um pouco mais para frente o corpo, Luce, porra, você é idiota? – Natsu gritou atrás de mim super ignorante. Eu já estava a um fio de ficar irritada, minha paciência estava acabando lentamente. – Mais uma vez.

Ele me jogou uma bola. Fiz a posição que ele me ensinou inúmeras vezes, dessa vez eu já sentia o suor da minha testa e ouviu meus batimentos atrás da orelha. Eu estava ficando exausta, literalmente.

Encolhi os olhos e suspirei. Joguei a bola e ela rodou por todo o arco da cesta uma duas vezes e saiu pro lado, sem descer, quebrando todas as minhas expectativas.

– Luce, mano, que ódio. – Ela suspirou, mas falou baixo dessa vez. – Não sei como vamos ganhar assim velho, tu é muito ruim. Que horror. Joga igual a homem, por favor.

Eu explodi.

– Qual é a porra do seu problema? – Gritei no ouvido dele – Eu nunca joguei essa merda antes.

Natsu estava com os olhos fechados e a cabeça para o céu. Ele respirou e pareceu contar até dez. Eu fiz o mesmo.

Vocês não estão entendo o porque disso, provavelmente. É simples. Eu estava de saco cheio. Já fazia duas semanas que eu estava treinando com ele e ele nessas porras de duas semanas me tratava como se eu fosse um idiota amigo dele que vivia pelado por ai... Gray, isso. Ele estava me tratando até mesmo como trata Gajeel. Me dava soco no braço ao invés de “oi Luce” e eu estava ficando irritada.

– Eu estou cansada disso, cansada. – Sussurrei.

– Luce... – Ele tentou pegar meu braço mas eu me encolhi, reprimindo meu corpo para que não me tocasse. Acho que doeria. Eu queria chorar.

– Por que faz isso? – Eu gritei.

– Eu faço oque? Eu te menosprezo para as outras pessoas? — Ele gritou mais alto ainda.

– De que merda vocês tá falando, porra? – Eu estava super irritada.

– Eu... – Ele diminuiu o tom da voz. – Eu fui um idiota tentando te conquistar, a culpa não é sua.

Corta essa!

– O quê? – Sibilei, confusa.

– Você, e a Levy... – Ele riu sufocando um suspiro que pareceu de desespero. – Eu ouvi o que você disse de mim.

– Eu não estou entendo porra nenhuma. – Eu alterei meu tom de voz, estava ficando irritada novamente.

– Você, aquela noite que foi me agradecer... Eu tentei te beijar em frente a sua porta... E foi idiota, eu sei, mas não precisava ter falado para Levy sobre a minha atitude estúpida. – Ela agora estava mudando o tom de voz, que não conseguia saber se era irônico ou de normalidade.

Eu fiquei louca, não estava entendendo era nada e aquilo me deixava frustrada. Muito. Acho que ele entendeu minha cara de super confusa.

Houve uma pausa.

“Ele tentou me beijar em frente a minha porta, foi super horrível, eu sai correndo para dentro do meu quarto e me tranquei aqui.” – Natsu disse imitando uma voz feminina. – Foi assim, né Lucy?

Nesse momento eu entendi. Aquela minha conversa com a Levy.

– Mas, você... Ouviu – Ele me cortou.

– Eu estava indo te chamar, e sim, ouvi.

No momento em que fui gritar algo, Gajeel, Gray, um menino que eu nunca víra na vida, Levy e mais duas meninas entraram na quadra.

– Oiiiiiii – Disseram juntos.

– Viemos para ver como vocês estão indo, trouxemos algo para comer... – Disse uma ruiva.

– Galeraaaa. – Natsu gritou. – Que bom que vieram.

Eu fiquei congelada no mesmo lugar. Nossa, que ódio.

Mesmo depois de todos começaram a conversar eu ainda estavam em choque. Levy veio acompanhada da ruiva, que se chamava Erza e da azulada que tinha o nome de Juvia... E falava em terceira pessoa, ótimo.

Sentamos em volta de uma árvore enorme que fazia uma sombra grande o suficiente para cobrir toda a quadra e começamos a comer algo.

Alguns muitos minutos depois, Natsu ainda estava me tratando assim como os amigos dele. Certa hora, ele me deu um soco no braço e disse.

– Luce está aprendendo a jogar, né? Daqui a pouco ta foda no basquete igual a gente. – Disse para os meninos.

Minha paciência estava esgotada, ainda mais porque não tive uma chance de explicar o que realmente houve.

– Idiota. – Eu gritei – É isso que você é, um grande idiota. Eu não estava falando de você em momento algum... Você entendeu tudo completamente errado – Eu estava quase chorando.

– Luce... – Natsu pareceu confuso e todos pararam. – Agora não. A gente fala disso depois, eu estou com fome... Mano, tem bolo de morango.

Erza o olhou de canto de olho, fuzilando-o.

– É meu.

– Ok , ok. – Ele engoliu seco.

Eu bufei alto e todos olharam para mim novamente.

– Levy... – Eu a olhei. – De quem falávamos no meu quarto, que tinha tentado me beijar?

– Hã, é isso? – Levy suspirou – Você falava de Loke.

Eu o olhei com os olhos marejados, estava para desabar e não seria ali, na frente de todas aquelas pessoas. O único que não se mexeu diante a meu grito foi um moço do cabelo azul bem escuro... Jellal, isso mesmo.

– Com licença!. – Disse eu segurando o choro e me virando.

Corri para o meu quarto. Era bem longe. Eu e Natsu estávamos treinando numa quadra abandonada e super velha que ficava atrás dos dormitórios. Ninguém sabia de lá pelo simples fato que tinha que sair do campus, passar no arame cuidadosamente e andar alguns metros. Era bem legal, ficava atrás de uma grande pedra. Ninguém, só aquela turminha dali.

Eu acho que aquele era nosso lugar, sorri com esse pensamento.

Mas mesmo assim, eu estava magoada com ele me tratando desse jeito. Sem perceber em poucos minutos estava em frente ao prédio dos dormitórios. Entrei na ala feminina e percebi que Natsu estava muito perto.

Ele era rápido.

Subi as escadas com muito desespero e no último degrau, quando fui me virar escorrei em cento e oitenta graus.

“Merda” pensei antes da escuridão me engolir.

~*~

“Natsu narrando.”

Lucy desceu dez lances de escada... De cabeça. Eu assisti tudo pela porta do dormitório feminino, não consegui chegar a tempo. Caraca, como sou inútil, ódio. Se ela se machucar muito, acho que toda culpa vai ser minha por não ter entendido certo as coisas que aconteceram. Corri tão rápido e peguei ela no chão, que não estava com sangue, mas, quando olhei para a perna dela... Um osso estava tão alto na parte do calcanhar... Argh! Que agonia!

Corri e levei ela rapidamente para a enfermaria... Duas vezes em um mês.. Nós temos uma recordista.

Passar com Lucy no colo não fez com que não chamasse atenção. Todos olhavam curiosos e com muita razão.

Cheguei na enfermaria onde coloquei-a em uma das camas, uma enfermeira, que não era a de sempre me olhou de cima em baixo. Era bonita, eu não pude deixar de reparar, mas, Lucy estava com problemas.

– O que houve? – Ela perguntou.

– Ela... Caiu da escada, e desmaiou, e... – Eu estava mais desesperado do que imaginei.

A enfermeira disse que cuidaria disso, mas que eu precisava sair do quarto e esperar.

– Volte amanhã de manhã, já vou ter dado um jeito nisso e talvez ela já esteja acordada... – Eu achei meio rude a parte do “nisso” mas ignorei e assenti com a cabeça, saindo do quarto arrasado.

Porra, Natsu!

Notas finais
Gostaram, comentem?????????? Seis sabe q eu amo ucêis ♥ lindezas até o prox.