Meu colega de quarto
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Gente não vou dizer que estou sem tempo ou outra desculpa, nao escrevi mais por falta de motivação, vejo apenas o números de visualização crescer, mas sem comentários, recomendações ou favoritismo...isso desestimular o escritor...se não tiver dez comentários ou duas recomendações vou parar de escrever...pode ser considerado uma ameaça...mas se coloquem no meu lugar...bjos...desculpa pela ameaça...mas uma escritora se encontra triste.
–O que você tá dizendo Lis? — ele falava com calma mais sentia seu medo. Claro tinha sido descoberto. Agora podia ver com clareza onde estava, em um quarto situoso, nunca tinha visto algo igual, as paredes estavam cobertas por papel de parede cor de café, com detalhes que pude ver alguns desenhos simples mas, pera, era ouro os bordados?! Sim era ouro, possui uma mesa na parede próxima da porta com algum livros impecavelmente organizados, além de um tinteiro e uma iluminaria, nas costas de Lucas tinha uma grande janela que dava diretamente pra lua, e tinha uma cama extraordináriamente grande repleta de travesseiros e coberta por lençóis de cetim preto, em algumas paredes tinham obras de arte. O quarto era bonito, porém tão triste.–Nega na minha cara que meu pai te pagou pra você me proteger? Nega que você so estar comigo por causa da alto quantia? Quanto vali Lucas? Por isso que você não queria que ninguém soubesse! -dizia sem pensar, e as lágrimas já estavam se formando, mas não daria esse gosto a ele. -Foi muito difícil dizer que me amava? Espero que tenha gostado bastante da cama!–Lis calma, me ouve! Você ta entendendo tudo errado! Eu te amo! -ele se aproximou, não me contive, dei um tapa em seu rosto.–Nunca mais diz que me ama... Nunca mais me chama de Lis... Nunca mais encoste em mim... Você foi o pior erro da minha vida! Eu nunca deveria ter confiado em você! Sai do quarto, e seguir pelo corredor grande encontrei uma escada que corri, quando conseguir chegar na porta e fiz menção de abri-la, senti uma mão me puxando.–Você acha que pode me bater e sair andando é? -era ele, seu olhar estava com um brilho que nunca tinha visto na vida.–Vai fazer o que? Me bater? Não duvido nada! Então bate, quero ver! -disse dando leves tapinhas em meu rosto.–Escuta bem garota! Se eu não me importasse com você...tinha pego a grana que ganhei, porque cá entre nós o que nunca faltou pra sua família foi dinheiro, você não sabe o que é passar fome ne? Necessidade...acorda você nao sabe nada da vida! Mas é claro o papai pagar tudo né? Esse sempre foi seu lema Lis. "Ou você acha que nao sei que mais da metade da empresa que trabalhamos foi seu pai que comprou pra você?!"–Lucas você tá em casa? -ouvi uma voz vindo pelo corredor.–Anda Lucas! -disse com lágrimas insistindo pra cair.–Cala a boca Elisabeth! Realmente seu pai me pagou, porque você é a maior idiota que conheço. Sempre se metendo em confusão! Nunca sabendo cuidar de si... Sempre precisando de alguém para dizer o que é certo e errado!"Nunca ouvia seu pai! Sempre fazendo pouco de tudo! Porque você não sabe dar valor a sua vida! Por que não passa de uma mimada!" Ele dizia isso tudo, cuspindo em minha cara.–Nossa obrigada, mas não se preocupe meus pais estão mortos! Ou melhor dizendo os Parkers porque você sabia que nem eram meus pais de verdade! Você sabia? Que burra, claro que você sabia! Eu fui a última a saber, como sempre ne? -dei uma gargalhada sem humor.–Eu sinto muito! -Lucas dizia pra mim, mas não acreditava mais em sua sinceridade.–Lucas o que ela estar fazendo aqui? -sentir um certo temor em sua voz.–Não se mete Fred! -Lucas respondeu. O tal Fred era alto, musculoso não muito, parecia um modelo de tão bonito, seus olhos negros prendiam com uma facilidade, com cabelos negros em contraste a sua pele alva como leite. Ele estava vestido com uma calça jeans e descalço, os cabelos ainda estavam pingando, o que indicava que ele havia saído do banho.–Não sente nada! Para de ser sínico! E você não se preocupe! Já tou caindo fora! -e abri a porta, dando de cara com um cara que parecia que tinha saído de uma pintura de Michelangelo.–Djulia! -ele pronunciou com surpresa.–Não coração...Elisabeth! E dá licença! –Você não vai lugar nenhum! -ele disse me empurrando pra dentro. -Lucas! O que ela tá fazendo aqui?–Eu não sabia pra onde ir Rafael! E você me deve alguns favores! -Lucas dizia com firmeza.–Eu vou embora! Vocês nao podem me trancafiar aqui contra minha vontade! Quero ver quem vai me impedir! — eu estava perdida, mas porque tinha que ficar?–Rafael deixa a moça ir! -olhei de onde vinha a voz. E dei de cara com um rapaz encostado na parede, ele tinha olhos castanhos e usava óculos, o que o deixava com um ar sexy. Ele era talvez um palmo mais alto do que eu, seus cabelos combinavam com seus olhos, sua pele bronzeada por baixo da camisa meia aberta deixava seus músculos a mostra.
Meu Deus o que uma simples mortal faz em uma casa de deuses?–Guilherme por acaso você nao sabe quem ela é? -o tal Rafael dizia sem tirar os olhos de mim.–Lucas estar certo, é nosso irmão! Não vamos virar as costas pra ele! — foi a vez de Fred se pronunciar -E o que exatamente aconteceu Lucas?–Os pais dela estão mortos! Não temos pra onde ir! -Lucas falava tranquilo.–Eu já cansei! Tou aqui, não falem de mim como se não estivesse, sabe de uma coisa? Vou embora! -disse já tentando sair.–Já disse que você não vai! -o Rafael fez menção de segurar meu braço. Foi nesse momento que perdi a paciência.–Me impeça! -foi quando joguei as mãos pra baixo e acenderam as envolvendo em uma chama leve.–Fogo?! Lucas que porra você ensinou a ela? -Rafael dizia com raiva.–Julie! — ele disse simplesmente.–Anda se aproxima de mim, e você vai ver se não queimo sua carinha bonita! -falei sem medo.–Caralho, nessa casa não dar pra dormir em paz! Essa voz só podia ser do marido-amigo da Bianca.–Elisa o que você faz aqui?–Otávio! -a única coisa que pensei foi correr pro seus braços, e foi o que fiz. Otávio era meio louro, tinha olhos negros, sua pele morena estava com uma camisa vermelha e calças jeans, ele era forte não algo exagerado, mas de quem se cuidava, ja tive o prazer de ve-lo sem camisa. Nao era a toa que Bianca tinha casado com ele. Ele me alinhou em seus braços de forma protetora, e disse baixinho pra mim.–Elisa vai ficar tudo bem! Você precisa apenas descansar e vai ficar bem.–Meus pais tão mortos Otávio! -disse em soluços.–Vou te levar lá pra cima, vai ficar tudo bem! Vem comigo! E fui com ele, refiz o trajeto todo em silêncio, e voltei pro quarto de antes, me neguei a entrar. Ele entendeu o motivo, aquele quarto só podia ser do Lucas. E seguimos ao quarto do lado. Quando a porta foi aberta, meu queixo caiu, as paredes todas pintadas em vinho, uma cama parecida com a do outro quarto, coberta com um lençóis de seda vermelho-sangue, as cortinas combinavam com o lençol. As paredes estavam com quadros, e do lado da cama tinha uma mesa de cabeceira, com uma foto que ele sorria do lado dela. Tinha livros em cima de uma pequena mesa. E outros em uma prateleira. O quarto era bem organizado.–Fique aqui o banheiro é naquela porta! -ele apontou pra porta atrás de mim. -Durma um pouco, vai te fazer bem! E sem esperar por uma resposta, saiu me deixando sozinha novamente.POV LUCAS–O que aconteceu? E até onde ela sabe? -o Otávio falava de forma calma, de todos sempre foi o mais calmo.–Muito bem Lucas! É dessa forma que você agradece o sacrifício que fiz por você? -Rafael dizia passando a mão no cabelo, ele tinha esse hábito quando tá nervoso.–Não pedi pra você fazer nenhum sacrifício por mim, fez porque não aguentou a consciência pesada ne amigo? -dizia olhando firme pros olhos azuis dele. Rafael é um cara muito bonito, e pra eu achar um cara bonito é porque realmente é...ele é mais baixo do que eu apenas uns três centímetros, olhos mais azuis do que os meus, dentes branquinhos, cabelos mais negros do que a noite, sua pele alva como de Fred, a única diferença era que o sangue ali existia, pois seus lábios eram vermelhos. Depois que perdeu a esposa em um acidente, nunca mais foi o mesmo, sempre nervoso, irritado.–Olha moleque como fala! -ele disse cerrando os punhos.–Chega os dois! -Otávio se colocava entre nós. -Rafael vai te sentar, e todos vamos escutar o Lucas! Ele falava em tom firme, e todos sentamos. Eu contei tudo o que tinha acontecido, sem esconder nada. Eramos amigos, cada um tinha sua dor e todos eramos cúmplices e sabíamos das dores de cada um.–E chegamos a conclusão que...se ela pisar fora daqui o Miguel vai pega-la e começar a terceira guerra mundial, não podemos esquecer que ela é o anjo traidor! -Rafael dizia pensativo e perdido.–Não seria você Rafa! Você que roubou o livro e entregou pra uma titã, depois veio pra terra e virou humano, além de que destruiu uma cidade com uma ideia maluca! E depois ainda montou uma empresa! -Fred disse com a boca cheia de biscoito, agora que pude notar, a vasilha que Elena deixava sobre a mesa com biscoitos ainda estavam ali. Rafael olhou pra ele como se fosse arrancar sua cabeça com o olhar.–Não pode ser ele Fred, pois ele perdeu a graça quando destruiu toda aquela cidade em prol da sua obsessão pela pedra filosofal. -Guilherme falou como se fosse a coisa mais natural do mundo.–Isso...vamos continuar falando de como o Rafael é maluco, ou melhor, como ele é horrível, como se ele não tivesse aqui! -ele disse se levantando.–Se estivermos mentindo, você tem o direito da defesa, como a Elena dizia todos tem esse direito! -Guilherme disse, e de repente todos ficaram calados. Todos sentiam falta dela, tínhamos como uma irmã, sempre disposta a ajudar...a ouvir...acolher.–Vamos te ajudar Lucas! -Rafael disse por fim. -Vamos achar a graça dela, e fazer-la falar onde estar o livro. Vamos achar antes de Miguel ou seja lá quem esteja atrás dela! "É uma promessa! Afinal, devo essa, isso em memória de Elena!"
Notas finais
Bjos ate a proxiam
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