Meu colega de quarto
11 Capitulo 11
–Olha agradeço a ajuda de vocês mesmo! E Rafael desculpa! -dizia meio sem graça.
–Você tá nervoso, e parece que levou uma bofetada, seu rosto tá com a marca das mãos dela! E falar nela, onde estar? -Ele disse ajeitando as sacolas, só agora que notei as diversas sacolas.–No meu quarto, dormindo! -Otávio fitava a janela com uma expressão vazia.–Bom desde que não quebre nada na casa, tudo bem... E de onde vocês se conhecem mesmo Otávio? -ele olhava de soslaio para Otávio.–Ela estudou com a Bianca! -ele disse simplesmente.–Bianca... -ele disse o nome dela de forma triste e saiu em direção à cozinha.–Vai descansar Lucas e feliz aniversário cara! -Guilherme veio de forma gentil e me deu um abraço.–Valeu! -e subi, fui direto pro meu quarto e me joguei na cama e dormi.POV GERAL–Rafa o que vamos fazer de verdade? -disse o Fred se jogando sobre a bancada de granito.–Vamos jantar primeiro! -Ele disse simples enquanto cortava os legumes e colocava na panela. -E depois vamos ver o que fazemos, se a Elena tivesse aqui já tinha dado um jeito!–Elena sempre dava, não seria mais inteligente chamar Bianca? -ele disse meio receoso para o amigo.–Bianca não é Elena!–Sabemos disso, mas sabe melhor que ninguém as artimanhas.–Vamos ver o caso, analisar, e veremos sem chamar muita atenção!–Ok!POV ELISAUma semana depois Não tinha jeito continuo na casa do tal Rafael, todos são gentis comigo, menos o dono e o Lucas que nem se quer falam comigo, mas por mim podem explodir juntos que não dou a mínima. Já estou mais conformada com tudo, e estou incomunicável com o mundo...–É Elisa tá na hora de entrar já estar frio aqui! -falei pra mim mesma, entrei e fiquei olhando para a grande sala quando uma foto me chamou atenção e a peguei.–Ei garota deixa isso no lugar! -Rafael tomava o retrato da minha mão e passava na camisa para tirar qualquer vestígio.–Porque você tem uma foto da Mia? -disse curiosa.–Foto de quem? Repete o que disse! -o tom dele tava um pouco alterado.–Você quis dizer Bianca né Elisa? -o Otávio surgiu como das trevas.–Não, essa é a Mia a sua cunhada Otávio! -continuei encarando o Otávio e depois olhei pro Rafael. -Porquê você tem uma foto dela? Você a conhece?POV LUCAS–Aquela ruivinha tá mesmo mexendo contigo né? — disse Guilherme ajeitando mais uma vez a lenha que havíamos terminado de cortar.–Sou apaixonado por ela! Morreria por ela, isso é certo!–Já contou seu segredo pra ela?–Ela acha que tudo não passa de truque, e nem olha na minha cara! -dei um sorriso de canto.–Lucas...Lucas...temos problemas! -Fred vinha correndo em nossa direção.–Problemas? Como assim? -falei de forma calma.–Elisa e Rafael! Isso bastou para me fazer soltar tudo e entrar, já dava pra ouvir os gritos dele.– Você não tem o direito de brincar com os sentimentos dos outros, Otávio diz pra essa mimada que ela não pode fazer isso. -essa era a voz do Rafael.–Se não acredita não posso fazer nada! O problema é seu mesmo! -ela dizia de forma calma.–O que tá acontecendo aqui? -disse com medo da resposta.–Essa maluca diz que essa é uma tal de Mia! Diz pra ela que é Elena...Elena você entendeu?! -disse apontando pra foto.–Você não tá se confundindo Lis? -disse pra ela.–Já disse pra você não me chamar assim né?! Ela se chama Mia, na verdade Amélia. Se você não acredita em mim, pergunte pro Otávio! -ela teimava em dizer a mesma coisa, e olhou para o Otávio. Guilherme olhou para Otávio e depois pra Elisa e disse por fim: -Tudo bem! Vamos fingir que ela é a Mia! Me descreve como ela é para vermos se é ou não a da foto!–Pra que? Ela tá se confundido! -Otávio disse impaciente.–Não tou não e você sabe! -ela disse já meia nervosa.–Cala a boca Otávio, fala garota! -Rafael disse de forma baixa mais ameaçadora.–Bom tudo bem...essa não pode ser a Bianca, por que elas são idênticas todo mundo sabe e blabla...mas a grande diferença é o olhar, essa possui o olhar doce. -ela disse de tom sereno.–Isso ainda não comprovou nada! -Rafael disse de forma fria.–Essa possui um leve arranhão perto do pescoço em forma de raio, é bem pequenino mas ta lá. -ela disse mostrando com a unha. Tinha esquecido a habilidade dela de perceber o menor dos detalhes. Ele ficou pálido e depois voltou ao normal.–Onde ela estar agora Elisa? -ele disse o nome dela pela primeira vez desde que chegamos aqui, ele estava falando de forma séria.–Biblioteca Nacional Marciana, Veneza! -ela disse por fim.–Itália! -disse mais pra ele mesmo do que pra outra pessoa. -Gente vamos viajar! -e saiu nos deixando parados.POV GERAL Ninguém sabia o certo o que dizer e o que pensar, Rafael tinha apenas dito que iam viajar sem nem entrar em uma espécie de consenso entre eles, mas quando o assunto era Ela não tinham consenso para entrar.POV ELISA–Porque você mentiu? -perguntava para Otávio, estávamos só nos dois na sala, os outros estavam arrumando as coisas já que o rei Rafael disse que íamos viajar.
–Ela é a mulher do Rafael Elisa! E agora o plano vai por água baixo! -ele disse simplesmente subindo me deixando sozinha, fiquei olhando com calma a foto deles, eram felizes, na verdade nunca tinha a visto tão feliz como nessa foto.–Natal em Seattle...um ano antes do acidente! -disse o Lucas em tom doce perto do meu ouvido. -Me perdoa Lis.–Não temos mas nada pra tratar Lucas, por favor! Ele me virou de leve e me encarou com aqueles olhos azuis impactantes que tinha, e sem mais ou menos me beijou, mas antes de eu fazer qualquer coisa ele se afastou.–Porra Elisabeth não precisava me dar um choque! -disse passando os dedos nos lábios.–Bem feito pra você, da próxima vez vai ser pior...bem pior! -e sai subindo as escadas.–Choque agora?! Afinal o que sou?! -falei me jogando em cima da cama
Fale com o autor