Notas iniciais
Olá, como estão? (: Eu sei, demorei horrores para vir postar e tentei explicar no aviso. Me desculpem, viu? Não eram problemas de saúde, o problema era mesmo com um amigo, algo que me atingiu de tal forma que durante dias me senti destruída. Não estou 100% ainda, mas pretendo ficar. Muito obrigado pela paciência e espero ver todos por aqui, sem que ninguém tenha me abandonado. Muito obrigado Akithito, Rubi, Ana, Gimerson e Semideus pelos recados. E Ana e Semideus, espero vê-los mais por aqui. Quanto ao capítulo, havia dito que iriam entender a frase sobre a foto do Phill na capa e nesse capítulo tem a explicação, vou deixar o link da foto real. Ela é minha, foi tirada para mim em 2009 e bom, por isso a frase significa muito. ): http://poesiatragica.tumblr.com/image/80422148984 Também recebi duas lindas recomendações da Lia e do Akithito. MUITO obrigado. Minha felicidade já está transbordando para fora. HEHE

Quando finalmente consegui controlar minhas lágrimas parei para pensar em tudo o que aconteceu, não conseguia deduzir se havia um culpado ou cada um tinha sua parcela de culpa. Por um momento senti que a culpa era minha por tê-los deixados próximos, porém fui inocente querendo que todos que amava estivessem ao meu lado.

Isso era um erro?

Olhei a minha volta e mais uma vez constatei de que não havia ninguém por perto. Não escutava nada, devia estar muito longe da Avenida em que me encontrava antes. Por um lado era bom estar sozinho, mas ao mesmo tempo me condenada por ter fugido daquela forma. Estariam Peter e Frankie machucados? Talvez devesse ter ficado e sido mais forte para fazê-los parar com aquela briga estúpida. Fui covarde por correr para longe.

Deslizei o celular para fora do bolso de minhas calças na intenção de saber as horas, me assustei ao me dar conta de que já eram uma e vinte e cinco, nem ao menos notei os minutos passarem, porém quando voltei a mim percebi que estava congelando a baixo do casaco grosso que usava. Nada parecia ser o suficiente para aquecer naquela noite extremamente fria. Havia também muitas mensagens de Frankie e Thomas, me decidi por não abrir nenhuma.

Poderia ser teimosia, contudo não queria voltar. Não queria escutar ninguém.

Levantei-me e voltei a caminhar pela rua deserta a passos lentos. O celular que ainda estava segurando começou a tocar, mas não atendi.

Era Peter.

Sabia que ele não desistiria tão fácil. Ligou várias outras vezes, em meu visor já continha seis chamadas perdidas e inúmeras mensagens.

Só queria ficar sozinho. Era pedir muito? Parecia que sim.

“Ei!” Escutei alguém chamar. Ao olhar para trás me deparei com três homens caminhando em minha direção.

Voltei a andar, dessa vez mais rápido fingindo não ter entendido que o chamado era para mim.

“Ei, baixinho” Chamaram novamente. “Estamos falando com você, pare de andar”

Congelei no mesmo instante. Minhas pernas pararam de se mover no instante em que aquela voz grossa me mandou parar. Não ousei olhar para trás, também não foi necessário, logo aqueles homens já estavam em minha frente.

O mais alto e ruivo me analisou por algum tempo até deixar que um sorriso malicioso se formasse no canto de seus lábios carnudos.

“Aonde vai sozinho há essa hora?” Perguntou.

“Estou indo encontrar com alguns amigos” Menti.

“Você não parecia estar indo encontrar amigos” Um moreno ao lado do ruivo afirmou. “Talvez queira vir conosco. O que acha? Podemos nos divertir juntos”

Aquele convite fez com que todos os pelos do meu corpo se arrepiassem. Sabia que não estava tentando ser simpáticos sem motivos, podia deduzir isso ao olhar nos olhos de cada um. Continham um brilho estranho, assim como os sorrisos maliciosos estampados no rosto de cada um.

“Não, obrigado. Meus amigos estão mesmo me esperando” Insisti.

Meu celular voltou a tocar. O ruivo procurou pelo som até constatar que vinha do aparelho em minha mão.

“Não vai atender? Deve ser um dos seus amigos”

“Não”

“Posso atender por você” Sem que eu pudesse ao menos assimilar o que o ruivo quis dizer o aparelho foi tirado da minha mão. Olhou no visor antes de atender “Alô... Não interessa quem está falando... O baixinho está muito bem e até vai aceitar dar uma volta conosco... Acho que ele não quer falar com você” O ruivo soltou uma gargalhada inesperada que fez com que eu me assustasse. “Então Phillippe é o nome dele?... Já disse que ele não que falar com você... Não me interessa. Poderia ser o Papa, mas fique tranquilo, vamos cuidar bem dele... Tchau”

O homem encerrou a ligação ainda com o sorriso malicioso nos lábios.

“Esse tal de Peter é seu namorado? Ele não parece uma pessoa muito simpática”

“Isso não teve graça alguma!” Explodi. Qualquer um diria para ficar quieto e não enfrentar os três homens a minha frente, porém não consegui controlar minha raiva ao vê-los brincar daquela forma. “Devolva meu celular e me deixem em paz”

“Calma aí, Phillippe! Só queremos que dê uma volta conosco, para se animar um pouco” O ruivo estendeu meu celular o entregando. “Vimos quando se sentou na frente daquela loja chorando, achamos que seria legal te chamarmos. Terá uma festa na casa de um amigo nosso. Tem certeza que não quer ir?”

Parei para analisá-los melhor e só depois disso me dei conta de que não pareciam perigosos, eram só amigos querendo se divertir. Pensei que seria assaltado ou até mesmo estuprado.

Não pude evitar rir do meu próprio pré-conceito.

“Qual a graça?” O loiro que não havia aberto a boca até então perguntou.

“E-eu achei que seria assaltado por vocês” Admiti. “Me desculpe, mas encontra-los nessa rua escura foi bem assustador”

“Falei que você tinha cara de bandido, Fred!” O loiro disse para o moreno. Todos caíram na risada ao assistirem a carranca que o moreno fez.

“De qualquer jeito, obrigado pelo convite, mas prefiro ir para casa. Já tive uma noite muito conturbada”

“Sou August, ou Gus” O ruivo estendeu a mão para que eu o cumprimentasse. Assim o fiz. “Esses são Fred e Bryan” Com um aceno cumprimentei os dois. Bryan ainda ria da cara emburrada do amigo que parecia o mais novo do grupo. “É uma pena que não queira ir. Espero que se entenda com seu namorado, Phillippe”

“Como você...”

“O cara parecia bem arrependido quando ligou, foi fácil deduzir pela voz. O que quer que seja acredito que possa ser consertado”

“Obrigado” Agradeci. Às vezes as palavras de um estranho é tudo o que precisamos para enxergar as coisas com mais clareza. Foi o que aconteceu naquele momento.

“Não por isso”

“Boa festa para vocês”

“Nos vemos por ai, baixinho” Disse o ruivo.

“Não me chame assim! Posso ser baixo, mas consigo te acertar fácil”

Os três riram como se tivesse contado a melhor piada do ano. Evitei me irritar com aquilo.

Não foi tão difícil quanto imaginei encontrar um taxi, por conta da movimentação que ainda existia em certas ruas consegui um vazio e em poucos minutos já estava em meu apartamento. Agradeci por chegar e não encontrar ninguém esperando por mim, mesmo que já estivesse mais calmo, ainda não era o momento para conversar.

Entrei e tratei de tirar o casaco e todo aquele amontoado de roupas que usava para logo estar em minha cama me deixando ser levado pelo cansaço e me perdendo em sonhos sem sentido como já era extremamente normal.

____________

Acordei por volta de quinze para as dez no outro dia, não por vontade própria e sim porque alguém já havia tocada a campainha umas três vezes seguidas. Fui obrigado a me levantar se quisesse que aquele som irritante tivesse um fim.

Tropeçando em todos os objetos pelo caminho consegui alcançar a maçaneta e girá-la dando de cara com um desconhecido segurando um buque enorme de lírios brancos.

“Bom dia” O homem me cumprimentou. Não devia ter mais que dezoito anos. “Phillippe Arthur?”

“Sim, sou eu”

“Entrega para você”

Estendeu o buque para que eu o segurasse. Assim o fiz.

“Obrigado” Agradeci encostando a porta em seguida.

Depositei as flores sobre a mesa para que pudesse pegar o cartão, assim saberia quem havia mandado entregar, mesmo que já tivesse certeza de que fosse Peter. Ele era um dos únicos que sabia que lírios eram minhas flores favoritas e já tinha o costume de me manda-las.

Ao abrir o pequeno cartão contido dentro do envelope estava escrito com uma caligráfica muito bem feita:

“Para o mundo

Você é apenas uma pessoa

Mas para uma pessoa

Você é o mundo”

Me desculpa?

Com amor.

Peter.

Não pude evitar sorrir com suas palavras. Era difícil receber aquele tipo de declaração vinda dele. Senti meu interior se aquecer com facilidade, a magoa que sentia parecia ter sumido em um piscar de olhos.

Procurei por um vaso para colocar as flores na água, o que não demorou mais que cinco minutos até que a campainha tocou novamente. Mais uma vez me encaminhei até a porta para atender.

Ao abrir a porta me deparei com Peter. Ele usava as mesmas roupas do dia anterior, seus cabelos estavam bagunçados e foi impossível não notar seu lábio inferior cortado e levemente inchado, assim como seu olho direito arroxeado. Senti-me arrepiar ao vê-lo machucado. Não precisava nem ao menos perguntar o motivo daqueles ferimentos.

“Você me desculpa?” Me perguntou.

“Entre para que possa cuidar desses machucados em seu rosto” Ignorei sua pergunta. Segurei sua mão o puxando para dentro e fechando a porta. “Sente-se”

“Estou bem, só preciso de gelo. Não é nada grave” Sentou-se no sofá como pedi.

“Tudo bem”

Corri para cozinha já preparando um saco com gelo para Peter logo voltando para sala e me sentando ao seu lado. Com cuidado encostei o gelo em seu lábio inchado. Seus olhos castanhos me fitavam, mesmo que eu não os seguisse com os meus podia senti-los correndo sobre meu rosto.

“Recebeu minhas flores?” Peter perguntou.

“Sim...”

“Você gostou?”

“Sabe que gosto de lírios”

“Sim” Concordou. “E quanto ao cartão? Ainda não recebi sua resposta”

“Quer saber se te desculpo pelo o que exatamente?”

“Por ter brigado com Frankie. Teria outro motivo além desse?” Peter afastou o rosto fazendo com que o gelo antes seu lábio se distanciasse. Seu cenho se franziu enquanto olhava em minha direção.

“Vocês brigaram como se eu fosse um objeto!” Aumentei a voz em alguns tons, ao perceber tentei me acalmar e voltar a falar baixo. “Peter, tem noção de como me senti? Não fui nem ao menos capaz de fazê-los parar com aquela briga idiota. Parecia invisível para vocês”

“E-eu não me dei conta disso...” Seus olhos se desviaram dos meus para recaírem em suas mãos, até pareciam terem ganhado mais importância. “A raiva que senti ao vê-lo te beijar me cegou. Em momento algum quis que parecesse uma disputa, só queria que ele respeitasse nossa relação”

“Eu entendo...” Respondi. Ganhei novamente sua atenção uma vez que seus olhos voltaram a se conectar aos meus. “Você sabe onde Frankie está?”

“Voltou com Thomas, deve estar no apartamento de Beth. Quis ir atrás de você assim que sumiu, mas Thomas não deixou”

“Me conte o que aconteceu”

Peter soltou o ar fracamente ao me escutar, era fácil notar que não queria falar sobre o ocorrido, porém queria saber o que aconteceu depois que praticamente fugi.

“Por favor” Pedi mais uma vez.

“Ok...” Peter demorou alguns segundos para começar, parecia formular as frases em sua mente. “Algumas pessoas que estavam perto nos separaram, já que Thomas não conseguiu sozinho. Quando nos demos conta que você não estava mais por perto conseguimos nos esquecer da briga e cada um foi para um lado, mas acredito que nenhum de nós conseguiu encontra-lo, não é?”

“Não. Alguém me chamou, não sei dizer quem foi” Confessei. “Fui parar em uma rua desconhecida e fiquei lá por algum tempo até voltar para meu apartamento”

“Atenderam seu celular. Quem era?” Peter me perguntou. Quase havia me esquecido disso.

“Encontrei três homens no caminho, me chamaram para uma festa, no início achei que seria assaltado, mas era só isso”

“Tem certeza? Por que um desconhecido iria atender seu celular?”

“Ele pegou da minha mão, porque eu disse não iria atendê-lo”

“Eu estava tão preocupado te imaginando sozinho há àquela hora pelas ruas, então te ligo e alguém que não conheço atende. Phillippe! Só fiquei tranquilo quando o vi entrando em seu prédio”

“Você...”

“Sim. Fiquei esperando do outro lado da rua até que aparecesse” Seus olhos mais uma vez se desviaram do meu rosto e se fixaram em um ponto qualquer. Talvez fosse a primeira vez que Peter se mostrava envergonhado diante de mim. “Não sabia onde procura-lo, meu medo era que tivesse aceitado dar a tal volta com o cara que atendeu. Minha única saída era esperar até que chegasse aqui já que não atendia minhas ligações”

“Então agora é minha vez de me desculpar, não?”

“Não. Acho que agora estamos equilibrados"

Peter me segurou pela cintura com firmeza e me puxou para próximo de seu corpo, mais precisamente para que me sentasse sobre suas pernas. Assim o fiz, então suas mãos correram por minhas costas e espalmaram as mesmas fazendo com que nossos corpos se colassem. Enlacei meus braços em volta de seu tronco e o abracei fortemente.

“Mesmo assim espero que me desculpe, sei reconhecer quando agi como um babaca” O mais velho disse próximo de meu ouvido.

“Está desculpado. Acredito que no seu lugar faria o mesmo”

Senti seus lábios acariciando-me desde minha bochecha até que chegasse ao canto de minha boca, parando ali para que voltasse a falar.

“Quer dizer que é ciumento?” Perguntou de forma brincalhona.

“Não imagina o quanto!” Lhe respondi já sem conseguir segurar o riso baixo a seguir. “Queria poder matar Alicia ao imaginar que dividia a cama todos os dias com você”

“Isso é passado”

Seu rosto se afastou alguns milímetros para que pudesse me olhar nos olhos. Peter sorria minimamente, fazendo com que fosse impossível não sorrir com ele. Enlacei meus braços em volta de seu pescoço e suas mãos apertaram minha cintura por cima da camiseta que usava.

“Me beija?” Pedi.

Fui prontamente atendido. Seus lábios se juntaram aos meus já se movendo preguiçosamente em uma dança que apenas nós sabíamos os passos. Sua língua pediu passagem já concedida segundos antes. Explorávamos a boca um do outro como se fosse à primeira vez, nossas línguas se encontravam fazendo com que nossos gostos fossem um só.

As mãos ágeis de Peter seguraram a barra da camiseta que usava e a forçou para cima de meu tronco. Quebrei o beijo uma vez que precisava respirar.

“Ainda são dez e meia” Disse já entendendo o que ele queria com aquele ato.

“Eu quero você” Suas mãos ainda seguravam minha camiseta, esperando por uma confirmação minha.

Levantei os braços para que terminasse de tira-la com mais facilidade, ele a impulsionou para cima a tirando e jogando em um canto qualquer da sala. Abri o zíper de seu casaco me livrando do mesmo em questão de milésimos.

“Para que tantas roupas?” Perguntei levemente irritado.

“Lá fora está muito frio” Respondeu simples.

“Aqui dentro não precisa de nada disso”

O mais velho abocanhou meu pescoço onde deixava beijos ou mordidas leves em minha pele fazendo com que meu corpo se arrepiasse por completo.

Peter se afastou para que eu pudesse tirar seu suéter, a última peça que faltava para que pudesse observar seu tronco completamente nu. Seus lábios voltaram para meu pescoço onde continuou com as mordidas. Passei a rebolar em seu colo ao sentir sua ereção tocar a minha sobre nossas calças, não pude evitar gemer com o ato, Peter também o fez contra meu ouvido me fazendo cravar as unhas em suas costas.

Em um ato inesperado o moreno me empurrou contra o sofá me fazendo deitar de costas contra o mesmo. Deitou-se sobre meu corpo e voltou a tomar meus lábios em um beijo feroz. Enquanto era distraído por seus lábios uma de suas mãos entrou na calça de moletom que usava e por cima de minha boxer começou a acariciar minha ereção. Tornei-me incapaz de continuar a corresponder ao beijo uma vez que meus gemidos saiam sem meu consentimento. Seus movimentos circulares sobre meu membro faziam com que fechasse meus olhos fortemente deixando apenas que minha boca ficasse entreaberta para que minha respiração falha pudesse sair. Ao tentar abrir os olhos algumas vezes podia avistar um sorriso satisfeito em seu rosto, porém não conseguia se quer reclamar, nenhuma palavra sairia coerente de minha boca.

Deslizei minhas mãos pela lateral do seu tronco até o cós de suas calças e procurei pelo botão da mesma, reuni forças para abri-lo e emburra-la para fora de seu corpo, tive ajuda de Peter. Ele tratou de abrir o zíper e descer a peça junto à boxer por suas pernas ficando completamente nu a minha frente. Aproveitou para terminar também de me despir, tirou a boxer escura que usava e então estávamos os dois mais uma vez unidos. Seus lábios devoravam os meus sem cuidado algum, a sensação era de que não nos víamos há anos e estávamos tentando suprir toda a falta que nos corroía. Nossas línguas travavam batalhas sem que houvesse a preocupação ao saber que não teria ganhador algum.

Nossos membros vez ou outra se tocavam nos arrancando longos gemidos de prazer. Eu seria capaz de chegar ao meu ápice apenas daquela forma.

“A-amor... Te quero em mim” Pedi quando seus lábios se distanciaram dos meus e foram de encontro ao meu pescoço.

“Não escutei” Mentiu.

“Peter...” Mordi meu lábio tentando controlar o ímpeto de gemer ao senti-lo envolver meu membro entre sua mão e começar a me masturbar devagar. “Por favor!”

“Pede!”

“Eu quero te sentir em mim” Me rendi sabendo que se não o fizesse ele continuaria a me provocar.

Peter segurou minha cintura me puxando para que ficasse próximo a seu corpo, segurou minhas pernas na altura de sua cintura e se posicionou próximo as minhas nádegas. Fechei meus olhos já sabendo o que viria a seguir, senti seu membro se forçar em minha entrada lentamente, a dor veio devagar até que comecei a ser distraído pela mão de Peter novamente me masturbando. Ao senti-lo dentro de mim por completo seu movimento em meu interior parou e pude abrir os olhos o vendo me encarar. Sua mão em meu membro continuava a se movimentar em um vai e vem extremamente prazeroso.

“Tudo bem?” Me perguntou em meio a um sorriso encantador.

“Sim. V-você já pode... Ah!” Minha frase saiu pela metade assim que começou a se movimentar dentro de mim.

Enlacei minhas pernas em volta de sua cintura nos fazendo ficar mais próximos se assim fosse possível. Então éramos apenas um. Seus movimentos eram rápidos acertando vezes seguidas um ponto exato dentro de mim. Alcancei a região entre seu pescoço e ombro e a mordi fortemente ao sentir os espasmos começarem a tomar conta de mim, meus dentes ficaram cravados ali enquanto seus movimentos pareciam se intensificar cada vez mais, sabia que não demoraria muito até nos rendermos.

Peter foi o primeiro. Entrou e saiu lentamente até fechar seus olhos com força e sua boca ser entreaberta, se derramou dentro de mim enquanto seus movimentos ainda eram executados. Senti-me tremer a baixo de seu tronco ao vê-lo daquela forma.

“`P-peter... Eu vou...”

Ao me escutar ele saiu de dentro de mim por completo, não pude entender o motivo daquele ato até o instante que o vi ajoelhar sobre o sofá e segurar meu membro entre a mão. Se abaixou e o colocou entre os lábios. Não consegui enxergar mais nada já que meus olhos se fecharam involuntariamente, só conseguia senti-lo deslizar a boca para cima e para baixo me fazendo enlouquecer, vez ou outra fazia movimentos circulares com a língua na base. Era como se meu corpo estivesse pegando fogo, o ar me faltava por conta dos gemidos que não deixavam de escapar um segundo se quer. Os espasmos eram cada vez mais constantes.

“Peter!” O chamei, mas não fui atendido.

O mais velho aumentou o ritmo com meu chamado sabendo o que viria a seguir. Arquei minhas costas me sentindo ferver até que não pude mais me segurar e me rendi ao me derramar entre os lábios de Peter que se afastou no momento em que sentiu que havia chego ao meu orgasmo. Meu peito subia e descia com a respiração entrecortada, porém não pude nem ao menos recuperar o fôlego, pois logo os lábios de Peter já estávamos novamente conectados ao meu, me fazendo sentir meu próprio gosto em sua saliva.

“Devíamos brigar sempre” Eu disse em um fôlego só. Vi o moreno a minha frente franzir o cenho sem entender o que quis dizer. “Se vamos nos reconciliar sempre dessa forma, devíamos brigar com frequência”

“Não precisamos de brigas para isso” Riu abertamente. “Eu te amo, bobo” Distribuiu beijos por todo meu rosto até se deitar sobre meu corpo por completo.

“Quero só ver” Abracei seu corpo tentando me ajeitar no sofá pequeno. “E eu também amo você, muito” Nossos corpos esfriaram gradativamente, logo o frio começou a nos assolar. “Acho melhor irmos para cama, assim você pode descansar”

Peter concordou. Levantou-se do meu corpo já buscando por suas roupas e as vestindo. Fiz o mesmo e nos encaminhamos até meu quarto. Eu não tinha sono, apenas me deitei ao seu lado e mantive uma caricia em seus cabelos. Instantaneamente Peter fechou os olhos e se acomodou entre as cobertas segurando por uma de minhas mãos. Não demorou muito para que começasse a respirar baixo, havia caído no sono. Fiquei ali ao seu lado mais alguns minutos apenas o observando dormir calmamente.

É incrível como pensamos ser fácil explicar o que sentimos, isso se torna impossível quando existem tantos sentimentos habitando nosso interior. Olhando para Peter dormindo tranquilamente sentia algo dentro de mim se comprimir, se tornar tão pequeno e insignificante diante de todo amor que sentia por ele. Queria poder explicar como o amava, como precisava dele ao meu lado, contudo não poderia, as palavras simplesmente não eram o suficiente. Quando imaginamos passar por isso? Nunca. Até parece um beco sem saída. Porém a sensação era única e eu a queria para o resto dos meus dias.

Abaixei-me ficando na altura do seu rosto, podia sentia sua respiração se confundir com a minha, beijei-lhe os lábios demoradamente antes de cobri-lo até os ombros e me levantar.

Peguei meu celular sobre o criado mudo e sai do quarto em direção à cozinha com a intenção de preparar algo para comer. Essa era minha real intenção, mas fui interrompido com meu celular vibrando. Ao olhar para o visor vi que era Thomas.

“Oi, Thomy” Atendi.

“Phill! Onde você está?”

“Estou em meu apartamento” Falei como se fosse óbvio. E era, não?

“Oh! Que bom, estava quase enlouquecendo” O escutei suspirar em alivio. “O Frankie está aqui do meu lado insistindo para falar com você, mas acho que seria melhor pessoalmente, vocês precisam conversar”

“Peter está aqui, acho melhor não...”

“Phillippe!”

Pelo o que me pareceu o celular de Thomas havia sido tomado por Frankie.

“Frankie?”

“Isso! Nós precisamos conversar Phill, quero me desculpar e...” Falava em um fôlego só, até que o interrompi.

“Será que temos o que conversar? Suas atitudes foram ridículas”

“Eu sei, mas me dê à oportunidade para me explicar. Por favor”

“Peter está aqui, não quero que voltem a brigar. Não é uma boa ideia”

“Isso não vai acontecer, prometo”

“Tudo bem, irei acreditar no que está me dizendo. Estou te esperando”

“Não demoro”

Não sabia o que esperar da conversar que teríamos ou o que Frankie tinha para explicar além de confirmar que havia sido um babaca completo, porém sabia que deveria dar uma chance para que talvez pudesse desculpa-lo. Caso contrário o colocaria para fora com suas malas e assim pegaria o primeiro voo de volta para casa.

Notas finais
E então, o que acharão dessa reconciliação dos dois? Bem vinda ou o Phillippe devia ter sido mais duro? Não esqueçam dos reviews. *-* E se quiserem fazer alguma pergunta, qualquer uma, tem o ask: http://ask.fm/hi_sunshine Beijos e até logo.