Meu amor está ao seu lado.
30 Nunca deixarei você ir.
Notas iniciais
Senti-me voltar à consciência pela manhã por culpa da claridade que entrava pela cortina parcialmente fechada. Não abri os olhos de imediato, podia sentir uma caricia calma entre meus cabelos e a sensação era maravilhosa, quase poderia voltar a cair no mundo dos sonhos se me descuidasse. Resolvi abrir os olhos caso quisesse saber de onde vinha aquele toque. Percebi estar com a cabeça apoiada sobre o peito de Peter coberto por uma camada de tecido branca. Movi meu pescoço minimamente para que pudesse alcançar seus olhos.
“Oi” sussurrei.
“Bom dia, meu anjo” Peter selou seus lábios em minha testa. Já estava me acostumado com esse seu costume. Havia lido em algum lugar que beijos na testa eram para provar confiança, aquilo de certa forma me aliviava.
“Bom dia...”
Reparei estar deitado em uma cama enorme, só me dei conta quando me permiti olhar ao redor. Era um quarto pequeno, porém muito aconchegante e bem iluminado por conta da varanda bem a frente da cama de casal que nos encontrávamos. Parei por uns segundos para pensar em como havia chego ali e não me lembrei de nada. Só me lembrava de estar deitado com Peter no sofá da sala.
“Como vim parar aqui?” Finalmente procurei por uma resposta.
“Você dormiu e não quis acordá-lo, então te trouxe para cama”
Peter continuava a acariciar meus cabelos. Seus olhos não se desgrudavam dos meus em momento algum.
“Você me carregou até aqui?”
“Sim. Algum problema nisso?”
“Não... É só que... Sinto-me como uma garota” Reparei que vestia apenas uma camiseta escura, cueca boxer e meias. Não reconhecia a camiseta, deduzi não ser minha por conta do perfume contido na mesma. Era de Peter. “Também trocou minhas roupas?”
Era de se esperar o riso da parte do mais velho. Para mim era um tanto quanto vergonhoso tal situação. Podia sentir meu rosto se esquentar gradativamente enquanto Peter ainda ria.
“Sim, troquei suas roupas. Não vejo problema algum nisso, não poderia te deixar dormir de jeans, seria muito desconfortável” Um sorriso brotou em seus lábios com rapidez. Era um sorriso malicioso. “Não vi nada que já não conhecia”
“Deveria ter me acordado” Rebati rapidamente.
“E perder a chance de vê-lo dormindo? De jeito nenhum!”
“Nada que já não tenha visto” Respondi ácido. Não estava totalmente bravo, só não gostava de me sentir tão vulnerável como estava acontecendo. E claro, constrangido.
“Vejo que acordou de mau humor” Peter me desarmou em questão de milésimos.
Mau humor era meu segundo nome pela manhã. Contudo não deveria me sentir assim, afinal havia acordado ao lado de Peter, não existiam motivos para me sentir irritado.
“Me desculpe” Pedi.
Desvencilhei-me dos braços do moreno para que pudesse me sentar sobre o colchão. Apoiei um braço ao lado do seu pescoço para sustentar o peso do meu tronco erguido. Com a mão livre segurei seu queixo com cuidado e elevei seu rosto para que pudesse de certa forma ficar na mesma altura que o meu inclinado. Peter não disse nada enquanto os atos eram executados, apenas me observava com os lábios finos repuxados em um pequeno sorriso, esperava para saber aonde tudo aquilo chegaria. Não me demorei a colocar meus lábios sobre os dele e consequentemente quebrar seu sorriso. Por um longo tempo os deixei selados, sem movimento algum. Quando me decidi por separarmos um estalo baixo foi escutado.
“É só isso?” Peter perguntou.
“Como?”
“Só isso para que eu te desculpe?” Seu cenho se franziu e marcas de expressão nasceram nos cantos dos seus olhos. “Será mais difícil do que imagina” Sua voz saia em tom sério capaz de me fazer arrepiar por completo ao escutá-la.
Não lhe respondi, talvez por saber que as palavras já não eram necessárias. Voltei a colar nossos lábios e dessa vez com mais urgência. Nossas línguas não demoraram a se encontrarem e travarem uma batalha sem previsão de término. Minha mão antes em seu queixo foi depositada na lateral de seu rosto tentando quase involuntariamente mantê-lo cada vez mais perto, ato que tinha certeza não ser mais possível.
Peter por sua vez segurava minha cintura fortemente por baixo da camiseta que usava vez ou outra o sentia apertar os dedos em minha pele causando sem duvida algumas marcas avermelhadas, porém não me importava. Nossos lábios deslizavam agilmente sem nunca se separarem. Não que eu quisesse que nosso contato fosse quebrado, se pudesse fazer um único pedido seria acordar todos os dias para o resto da minha vida daquela forma. Mas como ainda éramos humanos e necessitávamos de ar para sobreviver fomos obrigados a nos separar caso não quiséssemos que nossos pulmões parassem de funcionar.
“Estou desculpado?” Ainda entre ofegos perguntei.
“Dessa vez”
Voltei a me deitar sobre seu peito e receber um braço em volta da cintura para me manter perto do seu corpo. Os minutos passaram em uma velocidade incrível, sem que percebêssemos quanto tempo ficamos ali, deitados em silêncio. A porta antes entre encostada se abriu fazendo com que um ruído alto nos assustasse e fizesse com que nossa atenção fosse para a direção da mesma. Dylan entrou rapidamente no quarto e pulou sobre a cama pisando com suas patas enormes sobre nossas pernas esticadas. O cão era desajeitado por culpa do seu porte, porém não deixava de ser adorável e aos poucos menos assustador para mim.
“Acho que está na hora de me levantar” Murmurou Peter. “Dylan foi obrigado a me chamar para seu café da manhã”
“Vejo que estou atrapalhando a rotina dos dois” Brinquei já me afastando para que o mais velho pudesse se levantar.
“De forma alguma, estamos prontos para mudanças” Deixou um beijo nos meus lábios e se levantou por completo. “Você também deve estar com fome já que não comeu nada desde o momento que chegou” Se referiu a mim.
“Estou...” Nem ao menos havia me dado conta que meu estômago doía por estar vazio. “Irei me arrumar e já vou ajudá-lo”
Peter apenas concordou seguindo para cozinha com Dylan em seu enlace. Segui para o que deduzi ser o banheiro para que pudesse fazer minha higiene.
Logo já estava sentado de frente para Peter enquanto tomávamos café em silêncio. Só era possível escutar os toques dos talheres nos pratos que comíamos panquecas feitas pelo mais velho.
“Nunca me disse que cozinhava” Disse depois de mastigar e engolir um pedaço de panqueca. Peter demorou alguns segundos até fazer o mesmo e me responder.
“Não cozinho, apenas me arrisco” Riu baixinho fazendo com que eu o acompanhasse.
“Faz isso muito bem. Já podemos casar”
Ao me dar conta do que havia acabado de dizer meu rosto se incendiou com uma rapidez fora do normal. O moreno a minha frente soltou um grunhindo alto o suficiente para que eu pudesse escutar, sem muita demora voltou a abrir um sorriso largo mostrando seus dentes brancos e bem alinhados.
“Quer casar comigo?” Perguntou sem desfazer seu sorriso encantador.
“Foi modo de dizer” Respondi de imediato tentando quase em vão fazer com que aquele assunto caísse no esquecimento.
“Aceitaria se casar comigo?” Reformulou sua pergunta a despejando rapidamente sobre mim.
“Era só uma brincadeira, Peter” Tentei mais uma vez me desviar daquela pergunta. “Isso está completamente fora do nosso alcance”
O moreno empurrou o prato que usava para longe e tratou de se levantar. Alguns passos foram dados para que estivesse ao meu lado e para minha então surpresa se ajoelhou diante de mim com apenas um joelho contra o piso, buscou por uma de minhas mãos e a segurou com firmeza. Seus olhos brilhavam em minha direção, provavelmente capazes de me cegar. Nos lábios aquele sorriso estampado, tinha certeza que seu sorriso era como uma marca registrada e estaria com ele a todo o momento.
“Aceita se casar comigo?”
“Pare com essa brincadeira antes que eu acredite”
“Não brincaria com isso” Seu tom de voz era baixo. Caloroso.
Todos os pensamentos em minha cabeça pareciam terem se misturado fazendo com que nada fosse o suficiente para dizer. Nos casar? Peter estava louco! Dois homens não se casavam, isso não era certo. Nunca pensei em me casar, sabia que esse tipo de sonho não estava resignado a ser meu. Porém ao ver seus olhos castanhos brilhando para mim era impossível negar o quanto queria vê-lo alargar seu sorriso com minha confirmação. Queria fazer Peter tão feliz quanto ele me fazia e sabia que aceitar a aquele pedido tão incomum o faria feliz.
“Aceito” Respondi baixo. A confirmação até parecia te sido dita com esforço.
O mais velho se levantou rápido me puxando pela mão que segurava para que também levantasse. Uma vez que o ato foi executado enlaçou os braços em minha cintura levando meu corpo para próximo do seu, nos fazendo apenas um.
“Repete?”
“Aceito” Mais uma vez disse receoso. Ao observar Peter franzir o cenho com meu tom voltei a dizer: “Aceito me casar contigo”
Nenhuma palavra mais precisou ser dita. Nada mais seria capaz de descrever o que sentíamos naquele momento. Meu coração batia acelerado, talvez muita coisa depositada no mesmo, de todo jeito era maravilhoso me sentir tão feliz a ponto de não poder manter toda felicidade dentro de mim, era pequeno demais para isso.
“Lua de mel adiantada, o que acha?”
Sem que pudesse ao menos responder a boca de Peter cobriu a minha instantaneamente. Seus lábios dançavam sobre os meus urgentes, foi difícil até conseguir acompanhar seu ritmo. Suas mãos seguram minha cintura fortemente e sem previsão de tal ato forçou-me para que pudesse me carregar, ajudei dando um salto mínimo para pudesse enfim segurar meu corpo contra o seu, minhas pernas envolveram sua cintura e então suas mãos me seguraram para que não caísse. Passos vacilantes dados por Peter nos levaram até outra extremidade do cômodo, senti minhas costas baterem sem muito cuidado contra a parede, ofeguei contra a boca de Peter com o susto, o mesmo apenas riu fracamente antes de conectar nossos lábios novamente.
Uma vez que com minhas costas contra a parede Peter pôde parar de me segurar e apenas manter seu corpo contra o meu para que estivesse firme, porém não deixei de forçar minhas pernas em volta da sua cintura com medo de ir ao chão com algum movimento brusco. Suas mãos buscaram pela barra da camiseta que usava e sem pedir permissão a levantou até que estivessem na altura do meu pescoço, ergui os braços para ajudar na passagem e logo a mesma foi jogada em um canto sem importância. Ao me ver exposto Peter não perdeu tempo e abocanhou a pele de meu pescoço, deixei que o mesmo tombasse para o lado facilitando seus beijos e mordidas alternadas. Era impossível não gemer baixo ao sentir seus dentes de encontro com aquela área tão sensível.
Inconsequentemente deslizei minhas mãos pelas costas do mais alto por baixo da camiseta que usava e meus dedos afundaram em sua pele, fortes. Eu o arranhava e vez ou outra apertava meus dedos em suas costas sempre que meu corpo se arrepiava com seus toques em meu pescoço. Sentia a sensação de quando estávamos quentes demais e somos expostos à água gélida, todos os pelos do meu corpo estava eriçados por culpa dos lábios de Peter, mas não era algo que me incomodava, sentir tudo aquilo me fazia ter a impressão de estar voando, até porque nem ao menos tinha meus pés ao chão.
Finalmente os lábios dele se distanciaram do meu pescoço para que pudesse olhar em seus olhos. Meu peito subia e descia com a força que fazia para voltar minha respiração ao normal. Selei nossos lábios de forma demorada para então voltar minha atenção em seu rosto já corado. Seus dedos percorreram meu rosto afagando com leveza até que com o indicador Peter arrumasse minha franja que caia em meus olhos. Esse tempo serviu apenas para que recuperássemos nossas respirações.
“Me faça seu” Pedi entre beijos que deixava nos seus lábios.
“Achei que não pediria nunca”
Peter voltou a me segurar pela cintura para que me levasse até seu quarto. Deitou-me sobre a cama fazendo o mesmo a seguir. Seus lábios deixaram beijos por meu peito descoberto até que estivessem no cós da calça de moleton que usava, não se demorou a segurar o elástico e desce-la por minhas pernas me deixando apenas de boxer. Rolamos sobre o colchão com nossas bocas coladas. Fiquei sobre Peter e aproveitei para despi-lo com agilidade, logo estávamos os dois apenas de boxer. Nossas ereções já eram visíveis e se tocavam conforme nos mexíamos propositalmente. Ver o moreno ofegar abaixo de mim só fazia com que minha excitação crescesse ainda mais.
Eu o queria demais.
Rolamos mais uma vez, Peter voltou a deitar seu corpo sobre o meu e juntar nossas bocas. Percebi não conseguirmos nos manter muito tempo sem os toques dos lábios, era como uma sede nunca saciada. Nossas línguas se enroscavam provando dos gostos tão conhecidos, porém nunca enfadonho. Um espasmo me tomou ao sentir o toque de Peter sobre minha ereção pulsando. Em movimentos circularem com o polegar me provocou, com sucesso. Meu lábio inferior foi mordido para que pudesse evitar gemidos altos, entretanto não por muito tempo. Deixei que gemidos altos escapassem sem pudor, o que pareceu animar ainda mais o moreno. Seus toques se tornaram mais firmes, senti-me como se fosse explodir a qualquer momento, nem ao menos conseguia manter os olhos abertos.
Ao abrir os olhos com certa dificuldade encarei um sorriso satisfeito de Peter. Malicioso.
“Isso não tem gra...” Sem conseguir terminar de falar voltei a gemer quando sua mão se afastou do meu órgão. Dessa vez em aborrecimento.
“Tudo bem”
Cínico! O moreno parou qualquer movimento que fazia e me encarou. Sua feição estava impassível. O sorriso havia morrido. Seu único movimento era causado pela respiração.
“Isso é algum tipo de tortura?” Paciência era a última coisa contida na minha pergunta. Estava a ponto de gritar para que ele continuasse.
Desci minhas mãos por suas costas nuas até que alcançasse suas nádegas, as apertei entre os dedos causando uma reação inesperada do mais velho. Ele ofegou audível me fazendo orgulhoso por ser causador de tal feito. Voltei a subir minhas mãos até o cós de sua boxer e as desci com um pouco de dificuldade, era a única peça que usava já que havia acordado apenas com a mesma e camiseta. Ao estarem já sobre seus joelhos terminei de empurrar com meus pés para fora de suas pernas.
“Você é meu” Peter sussurrou próximo ao meu ouvido. Aproveitou para morder o lóbulo da minha orelha.
“Seu” Confirmei.
“Só meu” Disse possessivo.
Com rapidez se livrou da última peça que eu vestia. Estávamos nus. Nossos corpos grudavam consequentemente por culpa do suor. Peter ergueu minhas pernas até a altura de sua cintura, encaixou-se entre minhas nádegas e pude sentir seu órgão me tocar entre as pernas. Fechei os olhos esperando pelo o que viria. Estava muito tempo sem sexo, sabia que aquilo me causaria mais dor que o normal, contudo não sentia medo, pois Peter sempre foi cuidadoso. Seu quadril se moveu aos poucos forçando-se para dentro de mim, a ardência já conhecida e o incomodo me tomaram. Mordi meus lábios para abafar os gemidos de dor, mas fui interrompido pelos lábios gentis do mais velho. Eles me distraiam enquanto a dor ainda era sentida. Seu movimento parou ao estar em mim por completo. Por alguns minutos ficou assim, apenas esperando pela confirmação de que poderia continuar.
“Está tudo bem... Eu quero te sentir”
Peter começou a entrar e sair com uma lentidão torturante, não havia paciência para isso. Forcei meu corpo para baixo algumas vezes até que ele entendesse que poderia ser mais rápido. Logo seu quadril encontrava vezes seguidas com minhas nádegas fazendo com que acertasse um ponto dentro de mim várias vezes, me causando espasmos a todo momento. A essa altura nossos gemidos já haviam de misturado ficando difícil deduzir a quem pertenciam. Outras vezes eram calados por conta das nossas bocas unidas em uma batalha sem ganhadores.
Meu órgão pulsava e Peter o segurou movimentando o mesmo conforme entrava e saia de dentro de mim rapidamente. Os espasmos se tornaram cada vez mais constantes, capazes se distribuírem por todo meu corpo causando correntes elétricas. Aquilo estava me enlouquecendo, sabia que não conseguiria aguentar por muito tempo.
“P-peter” Chamei praticamente em vão, meus gemidos atrapalhavam qualquer palavra futura.
Não precisei tentar dizer mais nada. Sua mão em meu órgão aumentou ainda mais o vai e vem, me senti tremer a baixo do seu corpo e sem nenhuma demora me derramar entre seus dedos. Peter continuou seus movimentos dentro de mim ainda por algum tempo, até que se derramou depois de mais algumas estocadas. Senti seu liquido viçoso e quente escorrer de dentro de mim.
Deixamos que nossos corpos caíssem exaustos. Os braços de Peter me levaram para próximo do seu corpo, os apertando fortemente a minha volta, era um pouco desnecessária a força que fazia para me manter perto.
“Não vou a lugar algum”
O senti relaxar ao meu escutar.
Meu peito foi de encontro ao seu e pude alcançar sua boca que continha os lábios entreabertos para que o ar saísse e entrasse com mais facilidade. Deslizei minha boca sobre a sua sem que fosse retribuído. Estranhei aquilo. Espalmei o travesseiro que Peter estava deitado para que erguesse meu corpo e conseguisse vê-lo mais fácil. Assim que nossos olhos se conectaram ele pareceu voltar à consciência.
“Até parece mentira” Ele disse me deixando ainda mais confuso.
“O que parece mentira?”
“Eu e você assim” Ergueu seu tronco e se sentou me fazendo acompanha-lo. “Noivos”
Permiti-me sorrir ao escutá-lo nos denominar assim.
Noivos.
“Não era uma brincadeira?” Perguntei como se a resposta fosse extremamente óbvia.
“Não! E você aceitou, agora não adianta voltar atrás”
Suas mãos seguram meu rosto com firmeza e cobriu minha boca com a sua. Um beijo lento foi iniciado. Era doce, sem previsão de término.
Nunca me cansaria de beijá-lo, de senti-lo tão próximo a mim. Estar perdidamente apaixonado até parecia surreal, sentia medo de pisar em falso, tropeçar e cair das nuvens por onde caminhava. Pode parecer clichê por demais, contudo era essa a sensação que sentia, estar andando nas nuvens ou até mesmo flutuando.
Era amor. O mais puro e insubstituível amor.
“Agora precisávamos das alianças para oficializar de uma vez” Ele disse ainda próximo dos meus lábios, tocando aos meus conforme falava. “Eu te amo, meu noivo”
“Você é louco, Humphrey!” Deixei que meu riso preenchesse o local. “Eu também te amo, muito”
Para minha surpresa fui praticamente empurrado contra o colchão e coberto pelo corpo de Peter. Ele me beijou por todo o rosto antes de abrir um de seus sorrisos encantadores.
“Louco por você”
"Segure minha mão
Através destas ruas
A cidade está escura
Só você e eu
Vou te abraçar bem perto
Você vai me ajudar a ficar em pé
Sobre meus dois pés novamente"
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