Meu amor está ao seu lado.

40 Amargo amor te digo adeus.


Notas iniciais
Olá! Como estão? *-* Dessa vez acabei vindo mais rápido com capítulo novo porque havia adiantado um pouco. Antes preciso perguntar onde é que se meteram os leitores! *o* Estou sentindo falta de várias pessoinhas por aqui e fico até chateada, de verdade. A fic está chegando ao seu final, então não mereço ser abandonada agora, poxa. Apareçam, viu? Boa leitura e até ali em baixo.

O dia havia amanhecido nublado e uma leve garoa caia como um véu fino. Ventava pouco, porém era gélido e havia me obrigado a vestir um moletom antes de sair na rua. Levantei cedo em pleno sábado por não conseguir mais ficar na cama, o que para mim já não era nenhuma surpresa. Resolvi levar Dylan para dar uma volta, mesmo que o tempo pedisse para ficarmos onde estávamos.

Nas ruas de Nova Iorque existiam poucas pessoas às nove e meia da manhã. Era até mesmo um alivio não encontrar aquela aglomeração nas calçadas, fazendo com que tenhamos dificuldades para andar.

Caminhei até o parque de sempre com Dylan e ao chegarmos lá demos algumas voltas em volta do pequeno lago que existia no local até nos cansarmos e pararmos para descansar. Sentei-me em um dos bancos de madeira e o cão fez o mesmo perto de meus pés.

Fechei os olhos e deixei que o vento me tocasse como uma caricia fria, bagunçando meus cabelos, adormecendo aos poucos meus lábios. Mantive a mente vazia para que pudesse aproveitar aquele momento de pura paz, sem o peso que carregava no coração, preocupações ou dores.

Involuntariamente desejei me sentir daquela forma para sempre.

Era acolhedora a vontade de não ter sentimento algum me obrigando a tomar decisões difíceis. Sem aquela maldita responsabilidade sempre dizendo que precisava seguir em frente!

Só não queria ser eu o escolhido para consertar as coisas. Queria apenas me deixar levar, seguir aquele que confiava e saber que seria feliz independente das escolhas tomadas.

Por que a busca para a felicidade parecia uma prova tão difícil de vencer?

Balancei a cabeça para afastar aquele tipo de pensamento, não iria adiantar de nada ficar me perguntando sempre a mesma coisa, batendo todos os dias na mesma tecla.

Levantei-me do banco que estava sentando e chamei Dylan para que pudéssemos voltar. Não tinha pressa, assim como o cão que se encontrava cansado. Então seguimos até meu apartamento devagar. Ao chegarmos tirei a coleira de Dylan e o vi seguir até a lavanderia, talvez para beber água. Fechei a porta e permaneci por alguns minutos apenas observando cada canto de meu apartamento. Vazio, vazio, vazio. Era a única palavra que definia tudo o que meus olhos podiam enxergar. Sempre tive a vontade de abrir a porta de onde moraria e ser recebido por braços abertos à minha espera, por beijos e confissões de saudades. E ironicamente tudo o que recebia ao fazê-lo era o vazio. O silêncio torturante.

Desde o primeiro instante tinha consciência de que não devia deixar que a tristeza me tomasse como estava acontecendo. Simplesmente não era justo me deixar vencer quando deveria me levantar e lutar.

Mas como lutar quando já me encontrava exausto?

Havia feito exatamente um mês que não tinha notícias de Peter. Ele nunca antes ficou tanto tempo sem ligar ou responder um simples e-mail. Encontrava-me preocupado, porém não me movi para encontra-lo, sabia que a desculpa para seu sumiço seria a mesma dos outros: Não ter tempo. Chegava até mesmo a ser engraçado toda a falta de tempo de Peter. Perguntava-me se ele tinha tempo para fazer suas necessidades diárias como comer, dormir ou até mesmo tomar banho. A piada por trás dessa dúvida era simples: Ele só não tinha tempo para mim.

Depois de seu sumiço me decidi por não ir até Los Angeles. Meu orgulho não deixava que fosse atrás dele mais uma vez, fosse para colocarmos a situação em ordem ou não. Tive a certeza de que estava certo quando ele finalmente ligou naquele sábado nublado, depois do almoço.

Deixei que meu celular tocasse algumas vezes apenas para que ele não notasse que havia esperado pela ligação por tanto tempo.

Depois de longos quatro toques atendi:

“Alô”

“Meu pequeno, que saudades!”

Não pude responder. É claro, também sentia saudades, contudo não era o mais importante naquele momento. Não conseguia lhe responder da mesma forma, tentar maquiar tudo o que estava acontecendo.

“Phillippe?” Me chamou a primeira vez. Ao não ter resposta tentou uma segunda. “Amor está ai? ”

“Sim Peter, estou aqui. Sempre estive aqui”

“O que acon...”

“Um mês! ” O interrompi. “Faz um mês que não tenho notícias suas. Um mês, Peter! ” Estava me esforçando para manter o tom de voz baixo, porém era difícil quando tudo dentro de mim queria pular para fora.

“Eu sei. Não foi de propósito, foram dias difíceis. Mas agora estou aqui, não estou? ” Peter falava com uma calma que até me causava inveja. Queria eu que fosse tão simples como parecia para ele.

“Não. Você não está aqui” Respondi dando ênfase ao aqui. “Você está longe, trancado no seu próprio mundo. Tão ocupado que nem se quer pode me mandar uma mensagem dizendo que está bem. Para saber se eu ainda estou vivo! ”

“Iremos entrar novamente nesse tipo de assunto? Será que não podemos só aproveitar alguns minutos dessa ligação? ” Perguntou.

“Não. Nós estamos varrendo a sujeira para baixo do tapete o tempo todo” Deixei que o ar fosse solto devagar enquanto juntava todas as palavras para que pudessem ao menos sair coerentes, uma vez que o nervosismo já houvesse me tomado. “Tenho esperado pelo dia em que venha me procurar para dizer que quer perder seu tempo comigo” Confessei. Tentava com todas minhas forças segurar as lágrimas que já se acumulavam para cair.

“Não estou perdendo meu tempo com você nesse exato momento? ”

“Não é o suficiente, Peter! Será que não consegue enxergar isso? Não. É. O. Suficiente. ” Aumentei meu tom de voz a cada palavra dita pausadamente. “Nada mais tem sido o suficiente para mim. Estou inteiro para você e por isso não mereço suas metades”

“E-eu...”

“Nunca pensei que fosse dizer isso” Comecei o interrompendo novamente. “Mas nós precisamos resolver essa situação ou colocarmos um fim de uma vez por todas”

Ninguém além de mim mesmo saberia o quanto doeu dizer aquelas palavras. Nunca antes havia sentido a mesma coisa. Uma dor aguda tomando todo meu interior. O nó em minha garganta se formou rapidamente, mesmo com a força que fazia para não me deixar vencer pelas lágrimas.

Afastei o celular da orelha e o cobri com as mãos para que Peter não pudesse escutar meus soluços altos.

Pelo menos não dessa vez.

Lágrimas fartas escorreram por meu rosto, se perdendo no tecido de minhas calças. Ao que consegui controla-los voltei a aproximar o aparelho no momento em que Peter voltou a se pronunciar.

“Estou indo para Nova Iorque semana que vem” Disse firme, não se mostrando nem um pouco abalado. Longe de estar como eu. “E então poderemos conversar”

“Estarei esperando” Respondi antes de colocar um fim na ligação.

_____

Me encontrava nervoso desde o momento em que Peter disse vir para conversarmos. Nada parecia dar certo por não ter cabeça para pensar com facilidade. Podia dizer estar com medo da conversa que teríamos e isso me corroeu até o dia em que ele ligou e disse estar a caminho de meu apartamento.

Pessimista como era já esperava pelo pior e de certa forma me preparava para ele. De cabeça erguida abri a porta para que ele entrasse assim que escutei o som da campainha.

O moreno entrou em silêncio, sem que comprimento algum fosse proferido. Sem nenhum beijo, nem que fosse no rosto.

Ele apenas sorriu fracamente e entrou.

Vestia um casaco escuro, assim como suas calças, por cima do que me pareceu ser um suéter. Havia feito à barba e acredito que cortado os cabelos também. De qualquer forma estava bonito. Peter era de me tirar o fôlego, se sorrisse então, era capaz de fazer com que minhas pernas amolecessem no mesmo instante.

O clima era péssimo entre nós. Parecíamos dois desconhecidos com toda a tensão presente, como se esperássemos que um de nós tivesse algum tipo de reação para que a conversa começasse.

“Alguns dias atrás uma pessoa me disse algo que me machucou, de verdade” Suspirou longamente. Seus olhos não estavam presos aos meus como deveria ser, como para mim seria certo. Estavam pousados em algum ponto atrás de mim, como se fosse transparente diante dele. “Não veio da sua parte e não quero citar nomes. Me disseram que está sofrendo por minha causa há muito tempo”

Thomas, óbvio! Era o único perto de Peter, o único capaz de procura-lo para isso. E não senti raiva ou qualquer outro tipo de sentimento relacionado, sabia que uma hora ou outra ele faria algo do tipo.

“Vim para cá com a intenção de pedir para tentarmos novamente. Para que pudéssemos colocar todos os pedaços no lugar...”

Finalmente seus olhos encontraram os meus, se conectaram facilmente, porém o brilho dos seus castanhos não era o mesmo. Não era Peter ali.

Não foi o meu Peter que coloquei para dentro ao abrir a porta.

Um arrepio percorreu todo meu corpo, arrepiando-me dos pés à cabeça em um choque assustador.

“Mas não vai dar” Concluiu. “Não posso me dar por completo para você” Mais uma vez dizia com firmeza. A firmeza que eu queria e felizmente sentia tê-la. “Não vai dar”

“Já esperava por isso” Respondi, sem mais nada para dizer.

Com um simples “Não vai dar” foi colocado um ponto final em nossa história. Uma história de poucas folhas, esperando com tantas outras em branco para serem preenchidas, mas não seriam. Seriamos como um livro pela metade, sem um fim exato. Um livro que faria o leitor acaba-lo com muitas dúvidas. Dúvidas essas que nunca seriam respondidas uma vez que nem ao menos o autor soubesse as respostas.

Não consegui chorar. Não naquele momento, não nos dias que viriam. Me sentia estranhamente forte, talvez por conta do choque levado.

Peter continuava parado a minha frente, talvez esperando por uma reação minha. Talvez esperasse por lágrimas, suplicas de que não me deixasse e assim como eu parecia ligeiramente surpreendido porque nada disso veio. Mantive-me estático ainda olhando em seus olhos, sem sentimento algum dentro de mim.

“Quer que eu vá embora?” Perguntou.

“Sim”

Observei o mais velho tirar uma chave do bolso de seus jeans e depositá-la em cima da mesa de centro, era a cópia que manteve de meu apartamento. Deu-me às costas e em alguns passos chegou até a porta. Girou a maçaneta e saiu, mas antes de fechá-la novamente deixou que nossos olhos se encontrasse uma última vez até fechá-la por completo.

Eu te amo” Proferi para mim mesmo.

Fico perdido quando você fecha a porta
Insatisfeito por não ter uma resposta, não
Acostumado a viver só com você
Compenetrado em fazer acontecer
Talvez aquilo que me disse faz sentido
Que o meu corpo já não é mais seu abrigo
Não tenho culpa por você não me querer
É uma desculpa pra tentar me convencer
Que acabou, que acabou para nós dois

Caminhei até o banheiro assim que ele saiu e me despi por completo, entrei em baixo da ducha morna e deixei que as gotas de água escorressem por meu corpo.

Não sabia onde estava o Phillippe que chorava, que morria de medo de perder Peter. Buscava por respostas para meu comportamento, mas não as encontrava.

Encontrei o inferno ao descobrir o céu
Paguei o seu preço, o seu destino é meu

Encontrei o inferno ao descobrir o céu
Paguei o seu preço, seu destino é
meu

Deixei que meu corpo escorregasse pelo azulejo frio para que me sentasse no piso do box ainda com a ducha caindo sobre mim. Trouxe minhas pernas para perto de meu peito e me encolhi ali. Pedi para quem quer que estivesse me ouvindo, para um deus que não tinha certeza da própria existência, que me explicasse o que estava acontecendo.

Por que não conseguia sentir nada mesmo sabendo que Peter havia ido embora para não voltar mais? Por que me sentia tão frio diante do nosso término?

O meu receio é sair do teu caminho
Ser julgado e depois viver sozinho
Meu egoísmo não me faz te merecer
Nos parte em dois e quando acaba faz sofrer demais

Faz sofrer demais

Porque simplesmente não podia aceitar que estava acabado. Era estúpido, mas existia um lampejo de esperança dentro de mim. Estava consciente de que não deveria nutri-la, sabia que a escolha de Peter era verdadeira, pois ele nunca antes havia tomado uma decisão como havia feito.

Então por que diabos existia esperança dentro de mim?

Nosso relacionamento começou com tantas incertezas, talvez por esse fato não conseguisse aceitar nosso fim. Era tão incerto como o início.

Encontrei o inferno ao descobrir o céu
Paguei o seu preço, o seu destino é meu

_____

Segunda-feira e minha vida estava uma bagunça. Tudo dando errado ao mesmo tempo, começando logo pela manhã quando já atrasado corri até a cafeteria e pedi meu café para Beth. Ao pegar o copo descartável voltei a correr para fora do estabelecimento, por conta da pressa não notei a porta se abrindo para que um cliente entrasse e nos chocamos fazendo com que todo o café quente em meu copo caísse em minha camisa branca. A queimação foi instantânea, me fazendo gritar com o homem já de idade a minha frente. Mal pude escutar suas inúmeras desculpas, larguei o copo vazio na cesta de lixo e voltei a trilhar o caminho para meu apartamento para que pudesse trocar a camisa manchada.

Cheguei atrasado ao trabalho, para minha então surpresa meu chefe me esperava em minha mesa. Preparei-me para uma bronca, mas a única coisa que ele disse foi que o acompanhasse até sua sala.

Já sentado a sua frente esperei que ele começasse a despejar toda sua insatisfação por conta dos meus atrasos.

“Phillippe, vou logo ao assunto, sem muitos rodeios” O homem já de cabelos grisalhos apoiou os cotovelos sobre a enorme mesa de madeira e torceu os lábios antes de continuar. “A empresa está entrando em uma nova fase, não muito satisfatória e por esse fato estamos sendo obrigados a cortar gastos...”

Apenas acenei em concordância. Sabia o que aquela informação significava.

“Infelizmente suas atividades como colaborador nessa empresa chegaram ao fim” Sendo mais claro, estava sendo demitido. “Mas não pense apenas pelo lado ruim, acredito que tenha ganhado experiências o suficiente para estar preparado para algo ainda melhor. E claro, pode até ser reentregado nessa empresa futuramente”

Acenei novamente.

Quando todo seu discurso acabou fui liberado para que pudesse juntar todas as minhas coisas e voltar para casa. Não havia mais o que fazer ali, nem ao menos tinha amigos de quem me despediria. Talvez devesse agradecer por estar sendo demitido de um emprego que nem ao menos gostava, pois sabia que coragem para me livrar dele ainda faltava.

Esperava o elevador com uma pequena caixa onde continha os poucos pertences que mantive em minha mesa pelos dois anos em que estive trabalhando naquela empresa quando Anthony apareceu.

“Ei Phill, onde está indo a essa hora?” Meu amigo parecia animado, era fácil deduzir pelo seu caminhar leve e o sorriso bobo preso nos lábios.

“Para casa”

“Como assim para casa? Está tirando férias por um acaso?”

“Demissão Anthony” Respondi simples.

“Como assim?” Sua surpresa foi ainda maior do que a minha, era até mesmo uma boa piada para rirmos, mas não havia clima para isso. “Não acredito que aquele velho te demitiu!” Gritou atraindo alguns funcionários que passavam pelo corredor.

“Shh, fique quieto se não quiser ir junto comigo!” O repreendi. “E está tudo bem. Odeio esse lugar”

O elevador chegou e entramos na caixa metálica para descermos até o térreo.

“Vai encontrar algo que goste” Anthony disse cheio de esperanças.

“Minha vida é uma merda” Disse sem ao menos pensar.

Meu amigo se virou para mim com os olhos levemente arregalados com minha confissão. O coitado mal tinha noção do que vinha passado nos últimos dias e era até mesmo injusto colocá-lo a par de toda minha confusão.

“Por que está dizendo isso?”

“Por nada. Esquece”

“Não. O que houve Phill? Sei que não está falando apenas do emprego perdido”

“Peter... E-ele...”

Não pude terminar a sentença. Pela primeira vez desde o término tive lágrimas para chorar. Era como se o “botão” dos sentimentos fosse apertado. E elas vieram com força, me fazendo chorar como uma criança ao ver o brinquedo preferido quebrado. Mas esse brinquedo era a mim.

Destruído.

Minhas pernas cederam e me deixei vencer ao cair de joelhos no mármore duro do elevador, largando a caixa que segurava de qualquer jeito. Meus soluços eram altos e só faziam com que mais lágrimas quentes escorressem por meu rosto. Não queria pensar na cena vergonhosa que estava participando naquele momento. Só queria chorar até que toda dor dentro de mim escorresse com o liquido salgado que descia de meus olhos.

O elevador em um solavanco parou no terceiro andar ao que Anthony apertou um botão especifico.

Meu amigo se ajoelhou a minha frente e me envolveu em seus braços firmes. Ato que só me fez chorar mais ainda. Sussurrou vezes seguidas que tudo ficaria bem e logo iríamos nos entender como sempre acontecia. Porém no fundo nós dois sabíamos que aquelas palavras eram ditas da boca para fora.

“E-ele me deixou...” Proferi com certa dificuldade. “Fechou aquela maldita porta e me levou junto”

“Não acabou, Phill. Não chore, vocês irão conversar e tudo irá se ajeitar”

“Dessa vez não. É real” Olhar em seus olhos era como enxergar a verdade, ele sabia assim como eu que estava acabado. “Acabou... acabou”

E quanto mais dizia para mim mesmo mais a verdade parecia se esfregar em meu rosto. Toda a verdade que não enxerguei no momento em que Peter disse não dar mais. E toda a esperança que senti naquela noite se escorreu com minhas lágrimas.

Ah, se soubesse que a realidade era tão dura em momento algum teria procurado pela saída.

“Só queria sumir, sabe?” Perguntei para Anthony, contudo no fundo parecia falar comigo mesmo, transformando em palavras tudo o que sentia. “Poder arrancar tudo o que estou sentindo aqui dentro...”

“Você é forte e sabe disso” Mais uma vez Anthony tentou em vão. “Assim como eu sabe que irá superar e uma hora irá notar que foi melhor assim”

“Por que Anthony? Será que mereço isso?”

“Não. Nunca Phillippe! Ele só não conseguiu enxerga-lo como merecia”

Ainda não me encontrava satisfeito com a resposta. Me pergunta se um dia Peter poderia responde-la. Seria possível entender o motivo para ele ter desistido tão facilmente?

Algum dia seria possível arrancar Peter de dentro de mim? Me parecia tanto com uma batalha já perdida.

Voltei a me perder nos braços de Anthony e deixar que as lágrimas voltassem a cair pesadas.

A primeira vez de muitas que choraria por ele.

Notas finais
Ai gente, é com o coração partido que posto esse capítulo. Podem ter certeza que não foi fácil escrevê-lo, assim como não é postá-lo. Então por favor, não me xinguem. A conversa do término é real e sim, foi rápida da mesma forma, com um simples "Não vai dar". Existiu realmente alguém que avisou ao Peter (real) que o Phill (real) estava sofrendo, mas ao contrário da fic, nunca soube quem foi. A música citada é Inferno do Reação em Cadeia, vou deixar o link para que a escutem. https://www.youtube.com/watch?v=kAli-S9N5ak Espero que tenham gostado, ou não. HAHA E quero reviews. Obs: Irei deixar meu facebook aqui para quem quiser adicionar e conversar. Adoraria tê-los como amigos. *--* https://www.facebook.com/alessandra.a.teixeira.7 Beijos. Até logo.