Meu Querido Padrasto
2 Viagem

Chris Evans
A marcha começou e todos os convidados se levantaram. Não sei porque, mas depois de ontem eu não me sentia totalmente completo para isso. Pode ser coisa da minha cabeça, mas aquela garota mexeu comigo. Balanço a cabeça negando os pensamentos e ergo meu olhar para as duas mulheres que caminham no tapete vermelho.
Arregalo os olhos e sinto minha respiração falhar. O que Laurena faz ao lado de Jennifer? Não posso acreditar que ela seja a filha. Engulo em seco e sinto meu corpo esquentar e suar frio. Ela está tão linda com o vestido branco, parece uma noiva.
Elas se aproximam e olho para Laurena que se mantem com uma expressão decepcionada. Ela beija a testa de sua mãe e vai se juntar aos outros convidados. Jennifer sobe no altar e sorri para mim. Merda!
— Noivos caríssimos, viestes aqui para que o vosso propósito de contrair Matrimónio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro e na presença dos convidados. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo Sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimónio. Diante de todos, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições. — O Padre diz e eu mal presto atenção, meus olhos resgatam Laurena, que não me olha.
Laurena Foster
— É ele! — Resmungo no ouvido de Sam. Ela me olha sem entender nada. — O cara que conheci na boate e quase beijei é o noivo da minha mãe. — Ela arregala os olhos. — Eu não sabia! — Suspiro triste.
— Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimónio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e de todos. — O Padre diz e observo minha mãe e Chris unir as mãos.
— Eu Jennifer Foster, recebo-te por meu esposo a ti Chris Evans, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. — Diz minha mãe.
— Eu Chris Evans, recebo-te por minha esposa a ti Jennifer, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. — Ele diz depois me olhar.
— Os noivos podem se beijar! — O Padre diz. Não me ouso a olhar, só escuto os aplausos dos convidados.
***
— Olha só essa belezinha aqui. — Charlie diz erguendo uma garrafa de vodca. Sorrio e pego das mãos dele.
— Princesa, vai devagar. — Matthew diz me olhando sério.
Assinto e pego um copo em cima da mesa, despejo o líquido dentro de viro o primeiro gole na boca. A bebida desce rasgando em minha garganta. Entrego a garrafa para Charlie e ele serve um copo para Sam e Matthew.
— Juro, você é dez Charlie. — Resmungo eufórica. Ele gargalha e pisca pra mim.
— Lauren, filha… — Ouço a voz da minha mãe atrás de mim e me viro. Vejo a de braço dado com Chris babaca Evans. — Deixa eu te apresentar. Esse é Chris Evans, meu esposo e seu novo padrasto.
— Prazer. — Ele me estende a mão. Falso! — Sua mãe me falou muito sobre você.
— Engraçado. — Debocho. — De você ela não falou nada. — Minha mãe me olha com olhar repreensor. E o loiro puxa sua mão de volta.
— Bom… sinto que seremos grandes amigos. — Diz sorrindo.
— Tenho certeza que sim. — Devolvo no mesmo tom. Dando as costas e me juntando aos meus amigos.
***
Me afastei um pouco da festa e fiquei sozinha a observar o espaço. Tudo parece bem sofisticado aqui. Vejo algumas pessoas conversando com minha mãe enquanto ela sorri à toa. Ela está feliz. Deixou meu pai para trás.
— Sei que está chateada. — Sinto uma respiração em meu pescoço e me viro rapidamente. — Mas, eu não sabia que era filha dela.
— E eu não sabia que você era o papa coroa. — Rebato furiosa. Ele sorri sem mostrar os dentes. Bufo e lhe dou as costas, mas por um momento me desequilibro e sinto mãos envolverem minhas costas.
— Você é sempre desastrada assim? — Pergunta com seu rosto bem próximo ao meu.
— Não. — Empurro-o. — Você que me traz mal sorte. — Finalizo deixando-o sozinho.
Chris Evans
— Jennifer, a Laurena tá passando dos limites. — Digo observando a garota bebendo vodca como se fosse água. — Precisamos levá-la para casa.
— Mas e a nossa festa? — Resmunga.
— Não terá festa se ela pagar mico.
— Ok. — Bufa. — Vou falar com seus pais. — Ela se afasta e eu vou em direção a Lauren.
— Lauren, vamos pra casa. — Digo segurando o seu braço.
— O que pensa que está fazendo? — Um rapaz de cabelos pretos diz se aproximando.
— E quem é você?
— Matthew, amigo da Lauren. — Ele diz puxando Lauren de minhas mãos.
— E sou padrasto da Lauren. Vou levá-la para casa. — Digo imitando e puxando a.
— Mal casou e já quer ter autoridade sobre ela? Eu a levarei para casa. — Ele a tira das minhas mãos.
— Lauren agora também é minha responsabilidade.
— Quem te deu liberdade para chamá-la assim?
— Garoto ou…
— Matt, obrigada por vim. — Jennifer diz se aproximando.
— Olá Sra. Jennifer. Parabéns pelo casamento.
— Obrigada. — Ela sorri. — Nossa garotinha está dando trabalho, vou levá-la para casa. — Ele a entrega Lauren.
— Ok. Amanhã falo com ela. — Ele sorri e depois me olha com o olhar mortal. Sorrio debochado para ele e acompanho Jennifer até o carro.
***
— Aquele rapaz é amigo da Laurena há muito tempo? — Pergunto curioso enquanto dirijo para casa.
— Sim. — Jennifer responde do meu lado. — Eu sempre disse a Lauren que ele apaixonado por ela. — Ela sorri.
— Como sabe?
— Pelo modo como ele a olha e cuida dela.
— E ela sente o mesmo?
— Não sei. Lauren nunca conversa comigo sobre isso. — Responde e então eu olho pelo retrovisor e vejo a menina dormindo tranquilamente no banco de trás.
Lauren Foster
Abro os olhos e sinto minha cabeça latejar. Caralho! Uma matilha passou por cima de mim? Meu corpo inteiro dói. Olho-me de cima abaixo e vejo que ainda estou vestida do vestido de festa. Merda! O casamento. Bufo e fecho os olhos. Preciso de uma aspirina! Levanto-me com dificuldade e caminho até a porta do quarto. Abro a mesma e caminho vagarosamente até a sala.
— Bom dia! — Uma voz masculina soa e eu ergo o olhar, dando de cara com o loiro sentado no sofá me encarando com cara de deboche. Reviro os olhos e caminho até a cozinha.
— Lauren. — Minha mãe diz assim que adentro a cozinha. — Finalmente acordou, precisamos conversar!
— Agora não mãe. — Resmungo. — Aonde estão as aspirinas?
— Dentro do armário. — Responde. Caminho até o mesmo e enfim acho o pacote de remédio. — Não podemos adiar essa conversa. — Minha mãe insiste. Suspiro. — O que fez ontem não foi certo...
— Certo é apelido, foi imprudente! — Ouço o loiro dizer e uma raiva sem limites sobe por minha garganta.
— Cala a boca! — Cuspo. — Não ache que tem o direito de opinar em algo aqui. — Sinto meu corpo esquentar.
— Claro que tem. — Minha mãe devolve. — Ele é o homem da casa agora! — Não seguro a risada debochada.
— Ele pode ser homem pra você, porque pra mim é um simples nada! — O loiro me olha com uma mistura de sentimentos e eu gargalho debochada.
— Por favor, respeite-o. — Minha mãe ordena. — Só quero avisar que já que atrapalhou nossa lua de mel com sua maldita bebida, nós todos viajaremos para casa de campo da família do Chris.
— Boa viagem!
— Você também vai Lauren!
— Mas não vou mesmo. — Ironizo.
— O que te faz achar que não?
— Programei de sair com meus amigos. Tenho mais o que fazer.
— Saia com seus amigos e quando voltar viajaremos.
— Eu não vou. — Grito irritada.
— Ok. Quer ficar? — Me dá as costas. — Então fique aqui sem ter o que comer, sem energia e água. Pois mando desligar tudo.
— O que você está se tornando? — Digo indignada. — Depois que casou com esse cara, você mudou. Não temos mais a mesma relação de mãe e filha.
— Eu mudei? — Grita. — E o que você se tornou? Uma garota chata, teimosa e implicante. — Devolve e eu olho para Chris com toda minha raiva. Ele não me olha mais, apenas fingi não ver e nem ouvir nada.
***
— Pensei que estava de ressaca. — Sam diz enquanto pisamos na areia fria da praia. Gargalho e nego com a cabeça. — Por que quis vim aqui tão cedo?
— Minha vida se tornou um inferno! — Resmungo sentindo a brisa bater em meus cabelos, respiro fundo.
— Está difícil de resistir a ele? — Pergunta e eu a olho sem entender.
— O que? Não, não é nada disso. — Suspiro. — Minha mãe simplesmente mudou, aquele idiota se tornou a razão da vida dela. Ela faz tudo que ele quer. — Reviro os olhos. — Esse final de semana sou forçada a viajar com eles para uma casa no campo. — Faço cara de nojo. — Como uma família feliz!
— E a relação entre vocês dois? Com tudo que aconteceu na boate...
— Não me lembre disso! — Interrompo-a. Ouço o som estridente de uma buzina e alguns gritos. Olho para trás e vejo Matthew e Charlie descendo do carro e se aproximando de nós. — Os meninos chegaram! — Sorrio.
***
Eu estava realmente me divertindo muito. Corria para dentro do mar enquanto era seguida por Matthew. Ele agarra minha cintura e ambos caímos com tudo dentro do mar. Voltamos a superfície e rimos. Olho para areia e vejo Charlie e Sam conversando bem próximos.
— Acha que está rolando algo? — Pergunto e Matt segue meu olhar. Ele dá de ombros e sorri abertamente.
— Eles combinam! — Diz.
— Perderemos nossos amigos. — Brinco e ele me olha desentendido. — Se começarem a namorar vão viver grudados e trocando caricias. — Explico e ele sorri.
— Podemos fazer o mesmo para não ficarmos para trás! — Ele diz me pegando de surpresa. Olho-o nos olhos e sinto uma sensação diferente. Seus olhos me olham de modo diferente. Sinto minha respiração ofegar e então vejo seu corpo se movimentar para perto do meu. Nossas respirações se misturam e sem pensar muito eu fecho os olhos.
— LAUREN! — Uma voz familiar grita e então abro os olhos. Olho para areia e vejo meu adorável padrasto me olhando de braços cruzados.
— Droga! — Bufo nadando para fora do mar. — O que está fazendo aqui? — Pergunto assim que me aproximo.
— Sua mãe mandou vir lhe buscar para viajarmos! — Responde olhando para trás de mim. Respiro fundo e pego minhas roupas no chão, vestindo apenas o short.
— Eu te levo princesa! — Matt diz se aproximando.
— Agradeço pelo cavalheirismo... — Chris debocha. — Mas eu vim buscá-la e ela irá comigo. — Finaliza.
— Ela decide com quem irá. — Matt rebate.
— Garoto você já está enchendo meu saco. — Chris diz dando um passo na direção do Matt, que não fica pra trás e também dá um passo em sua direção.
— E você está intrometido demais para quem chegou agora, não acha? — Eu me coloco no meio dos dois.
— Parem! — Ordeno e eles me olham.
— Matt, eu te mando uma mensagem quando chegar em casa, ok? — Digo olhando-o. Ele assente e eu me aproximo dele, dando-lhe um abraço.
Despeço-me de Sam e Charlie. Sigo o loiro em silêncio. Adentramos o veículo e ele dá partida para fora dali. Fecho os olhos sentindo o vento bater em meu rosto e suspiro. Ouço um pigarro ao meu lado.
— Você ia beijá-lo?
Olho-o sem expressão. — Não te interessa!
— Pode ao menos me responder? — Pede.
— Não te interessa! — Repito.
— Lauren, nós...
— Pode por favor, apenas dirigir e me deixar em paz? — Interrompo-o. Ouço suspirar e então o silencio pairar.
***
— Nossa amor, esse lugar é realmente lindo! — Minha mãe diz observando o local. A casa é enorme e ao redor dela é enfestado de arvores.
— Venha, minha família já deve está aqui. — Chris responde caminhando para dentro da casa. Uma mulher de cabelos curtos, loiros e olhos azuis de aproxima de nós.
— Chris, meu filho. — Abraça o loiro. — Jennifer! — Desvencilha e abraça minha mãe. — E essa é? — Se aproxima de mim, sorrio tímida.
— Laurena! — Respondo.
Ela me abraça. — Lisa Evans. Prazer, querida!
— Vocês chegaram! — Um senhor de cabelos brancos diz animado e caminha em direção ao Chris. — Como foi o primeiro dia de casado, meu filho? — Diz brincalhão.
Chris sorri. — Muito bom, pai!
— Venham, todos estão esperando nos fundos. — Lisa diz e então gruda em meu braço. — Estamos preparando uma fogueira. — Sorrio. Ela se aproxima do Chris e dá o braço a ele. Minha mãe vai se sentir excluída! Havia muitas pessoas. Acho que toda a família do Chris estava aqui. — Deixa eu apresentar a vocês. Essa é Laurena, nova enteada de Chris. — Todos me olham.
Um garotinho corre em direção ao Chris e abraça-o pelas pernas. — Olá Tristan! — Chris o pega no colo.
— Esse é o filho do irmão mais velho do Chris. — Lisa diz num tom triste. — Ele infelizmente nos deixou ano passado, desde então Tristan considera Chris como pai. — Olho para o loiro e observo-o brincando com o garoto. — Aquela é Scarlett. — Ela aponta para uma ruiva bonita. — Mãe do Tristan.
***
Lisa havia me apresentado absolutamente todos, até mesmo o Dominic que eu já conhecia. A noite caiu e a fogueira estava acesa. Todos conversavam e davam risadas. Sinto algo tocar em minha perna e olho para baixo. Vejo o pequeno garotinho erguendo os braços para mim e pego-o no colo.
— Garota de sorte! — Uma voz masculina soa ao meu lado. Olho e vejo Dominic. — Ele não vai para o colo de muitas pessoas. — Sorrio e admiro o pequeno garoto.
— Ele é muito lindo! — Comento.
— Sim, é.
— Ele também te considera como pai?
— Não, só o Chris!
— Por que?
— Acho que por que ele passa muito tempo com Scarlett, então acaba sendo o mais próximo de figura de pai.
— Entendi. — Bastante tempo? Nego os pensamentos.
***
— Ele dormiu nos seus braços. — Ouço Chris dizer ao meu lado. Sorrio olhando o garotinho. — Ele gostou de você, pois não é muito de confiar nas pessoas. — Diz pegando o pequeno dos meus braços. — Quer me ajudar a colocá-lo na cama? — Assinto.
Adentramos a casa e subimos para o andar de cima. Chris passa por uma porta e eu o sigo. Ele caminha até um pequeno berço de madeira e coloca cuidadosamente o garoto dentro do mesmo.
— Ele é fofo demais. — Resmungo me aproximando.
Chris sorri. — Assim como você. — Olho-o surpresa e ele se aproxima vagarosamente. — Podemos conversar?
— Aí estão vocês. — Scarlett surge na porta e Chris se afasta. — Ele dormiu? Coitado, brincou tanto hoje. — Diz se aproximando para olhar o filho.
— Seu filho é muito lindo. — Digo.
— Obrigada… Laurena, não é? — Assinto e ela sorri. — Bem-vinda a família.
— Bom, basicamente minha mãe que entrou pra família.
— Mas é filha dela, e enteada desse marmanjo aqui. — Diz acariciando o Chris de forma estranha. — Então conta. — Scarlett brinca olhando para Chris que se mantém de cabeça baixa e a mão no pescoço.
***
Todos já haviam ido dormir, mas eu não conseguia pregar o olho. Tanta coisa aconteceu em minha vida nesses últimos dias. Levanto da cama e saio do quarto. Desço as escadas e caminho para foda da casa.
— Jesus! — Assusto-me ao ver alguém sentado nos degraus do lado de fora da casa.
— Não, sou eu. — Reconheço a voz de Dominic e me aproximo.
— Sem sono?
— Não, apenas estava com saudades. — Responde e faço cara de desentendida. — Eu, Chris e Christopher costumávamos vim aqui quando éramos mais jovens. Costumávamos ir na cachoeira aqui perto para pularmos e a apostarmos quem pulava mais alto. — Conta.
— Podemos ir nessa cachoeira amanhã? — As palavras voam da minha boca.
Ele me olha sorrindo. — Eu e você? Nem pensar.
— Porque?
— Está chamando pra sair alguém que nem conhece?
— Não estou chamando pra sair e praticamente agora somos da mesma família.
— Não Laurena. — Resmunga. — É perigoso e não quero Chris enchendo minha mente.
— Por que ele faria isso?
— Se você se machucar, ele me mata.
— E se você não me levar lá, eu descubro um meio de ir sozinha. — Ele me olha impressionado e eu dou de ombros.
***
Acordo às seis da manhã e corro para o banheiro. Tomo um banho refrescante e volto para o quarto. Visto um biquíni estampado e coloco um short e uma blusa branca por cima. Calço um par de havaianas e deixo os cabelos amarrados em um rabo de cavalo. Saio do quarto em silêncio e desço as escadas sem fazer barulho. Corro para a porta de saída e abro a mesma, dando de cara com Dominic em pé de braços cruzados, encostado a pilastra de madeira.
— Você está aqui! — Resmungo ofegante.
Ele me olha sorrindo. — Não quero correr o risco de você se perder dentro dessa mata. — Brinca e eu sorrio.
— Vamos? — Ele assente.
Eu estou realmente animada! Dominic está com um facão nas mãos e caminha na frente. Ele passa para o meio das arvores e eu o sigo enquanto observo cada canto e gravo em minha mente. O loiro corta alguns galhos com o facão, abrindo o caminho para nós. Passamos mais ou menos uns trinta minutos andando, até que ouço o som de uma cascata de água caindo sobre pedras.
— Chegamos?
— Veja você mesma! — Responde saindo da minha frente e me dando visão privilegiada da enorme e linda cachoeira de águas verdes.
Ofego. — Isso é realmente... Nossa!
— Senti falta desse lugar! — Ele diz se aproximando do rio, se abaixando próximo ao mesmo, molhando as mãos e passando no rosto.
— Gelada? — Pergunto. Ele não responde, apenas se levanta e em um passe de mágica joga uma pequena quantidade de água sobre meu corpo. Grito sentindo o frio tocar meu corpo.
Ele gargalha. — Congelando!
— Você me paga! — Grito me aproximando do rio, enchendo minha mão e olhando em sua direção. Ele nega com a cabeça e se aproxima abraçando meu corpo e me impedindo de acerta-lo. — Solte-me. — Digo entre risos.
— 1,2,3... — Ele conta antes de me largar e sair correndo para longe de mim.
— Volte aqui!
— Não! — Corro em sua direção. Olho-o e vejo tirando suas roupas, ficando apenas de sunga. Observo seu corpo e quase babo. Ele é realmente bonito. — Venha me pegar. — Provoca.
Sorrio e levo as mãos até a blusa, puxando-a para cima, retirando-a e depois desço o short do meu corpo, ficando apenas de biquíni. Deixo tudo para trás e corro em sua direção. Subo na pedra em que ele se refugia e me aproximo dele. Ele apenas me olha sorrindo. Ergo minhas mãos fazendo menção de batê-lo, então ele abraça minha cintura e se joga para trás.
Nossos corpos afundam dentro do rio. Sinto suas mãos segurarem firme minha cintura e então ele volta a superfície, erguendo meu corpo para o alto. Gargalho e seguro em seus ombros. Ele desce meu corpo vagarosamente e então nossos corpos permanecem grudados.
— Te peguei! — Brinca olhando fixamente em meus olhos. Sorrio nervosa com a proximidade e sinto nossas respirações se misturarem. Ele aproxima seu rosto do meu e eu me perco em seus olhos azuis.
— O que diabos estão fazendo aqui? — Ouço uma voz familiar gritar e rapidamente olhamos em direção.
— Chris? — Dominic resmunga ainda me segurando.
— Tire ela daí agora mesmo, Dominic! — Chris grita irritado.
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