1 mês depois

Meus momentos com Dominic eram maravilhosos. A medida que passávamos tempo juntos, mas eu gostava de está com ele. No começo foi um pouco difícil de aceitar. Minha mãe retrucou bastante pelo fato de ele ser um quase tio e Chris não perdia a chance de concorda com ela. Os Evans, por sua vez, não nos massacraram tanto e aceitaram numa boa, apesar de eu sentir que a Sta. Evans não concordava muito. Meus amigos, estavam felizes por mim e tudo estava correndo a mil maravilhas.

Levanto da cama e corro para o banheiro. Hoje o dia promete! Por hora tenho que ir para faculdade e a noite haverá um jantar na casa do Evans. Tomo meu banho e desperto. Volto para o quarto e visto uma roupa leve, arrumo meus cabelos em um rabo de cavalo, passo perfume, calço meu tênis, pego minha coisas e saio do quarto.

— Bom dia! — Digo assim que encontro minha mãe e Chris na cozinha, tomando café. — Mãe, pode me dar uma carona? — Caminho até a geladeira, abro a mesma e pego uma maça.

— Hoje não querida. — Responde. — Tenho que agilizar as coisas no trabalho. Me desculpe!

— Eu posso te levar. — O loiro resmunga. A ideia de ficar sozinha com ela, faz meu corpo tremer. Engulo em seco e me preparo pra responder.

Meu celular vibra no meu bolso e eu pego o mesmo rapidamente. Sorrio ao ver a mensagem. — Não precisa, obrigada! — Agradeço. — Dom, está me esperando. — Pisco e vejo-o revirar os olhos. Pego minhas coisas e saio da casa.

Lá está ele. Me esperando encostado ao seu carro, com os braços cruzados e me olhando com um sorriso galanteador nos lábios. Eu vou derreter!

— Que honra! — Brinco me aproximando. — Um cara tão gato me esperando assim. — Ele sorri e abre os braços, me agarrando e depositando um selinho em meus lábios.

— Bom dia minha linda!

— Bom dia!

Ele me solta e abre a porta para mim. Adentro o veículo e vejo um loiro da janela nos observando. Abaixo o olhar, e respiro aliviada quando Dom dá partida no veículo e acelera.

***

— Quero aproveitar que todos estão juntos... — Matt diz e posso identificar o nervoso em sua voz. — Não sei como começar isso, porque pode ser que a partir de hoje vocês nunca mais me olhem com esses olhos.

— Fala logo, está me assustando. — Sam grita.

— Qual foi a besteira que você fez? — Charlie resmunga.

— Me apaixonei! — Rebate e eu sorrio pra ele, tranquilizando-o. Afinal, eu já sei muito bem do que se trata.

— E daí? — Charlie ri. — Isso é normal, eu acho.

— O que não é normal é por quem me apaixonei. — Diz mordendo os lábios. Samanta franze o cenho e me olha.

— Está apaixonado por uma maníaca? — Charlie pergunta e ele nega. — Drogada? Psicopata? Doente mental?

— Estou apaixonado por um homem! — Responde e imediatamente um silêncio paira no local. Matt me olha como se me pedisse socorro e eu sussurro um mantenha a calma.

Charlie gargalha. — Muito engraçado! — Se levanta se aproximando de Matt e abraçando-o. — Quase me fez acreditar que era gay. Muito bom!

— Ele não está brincando! — Digo e Samanta me olha, pasma. — Sim, ele se apaixonou por uma pessoa do mesmo sexo, mas e daí? Não muda quem ele é, não muda o que sentimos por ele. Pelo menos, não para mim.

— Para mim também não. — Samanta diz. — Só estou um pouco... Pasma! — Ela sorri fracamente se levantando e se aproximando do garoto, abraçando-o.

— Charlie? — Chamo-o.

Ele se solta de Matt e pisca, confuso. — Caramba, isso é... Escroto! — Ri nervoso. — Mas como Lauren disse. Não muda nada para mim. — Matt sorri e se aproxima para abraça-lo. — Espera ai. — Charlie diz. — Não é por mim que está apaixonado, não é? — Matt ri.

— Não, você não faz meu tipo.

— Ah bom! — Todos rimos e eu aproveito para abraça meus amigos. Como eu disse, tudo parece está no lugar.

***

Tomo um banho demorado e volto para meu quarto. Visto minha lingerie preta e depois meu vestido azul bebê de mangas caídas nos ombros e que bate abaixo dos meus joelhos. Sento-me em frente à minha penteadeira e começo a fazer minha maquiagem. Base, corretivo, contorno, blush, rímel, sombra, iluminador e batom. Arrumo meus cabelos, deixando-os soltos e coloco algumas joias. Levanto e apoio as pernas na cama enquanto passo um creme com fragrância de morango.

— Está pensando em fazer algo essa noite, arrumando-se tanto assim? — Uma voz soa e eu ergo meu olhar até a porta.

— Não sabe bater na porta? — Bufo.

— Perguntei primeiro.

— Não te interessa, satisfeito?!

Ele caminha em minha direção e sorri para mim. — Não ouse de forma alguma transar com o Dominic. — Toca meu rosto, desvio e sorrio debochada.

— E por que acha que irei lhe obedecer? — Lambo os lábios. — Eu deveria te chamar de papai agora? — Ironizo.

— Pode me chamar de qualquer coisa, contanto que seja em minha cama e enquanto eu esteja dentro de você! — Diz se aproximando ainda mais e quase colando sua boca na minha. Ofego e sinto um queimo em meu estômago.

— Chris! Querido! — Ouço minha mãe gritar. — Pode fechar o zíper para mim? — Ele se afasta e eu enfim consigo respirar. Ele sorri malicioso e me dá as costas, indo para seu quarto.

***

— Então, como está o relacionamento entre você e Dom? — Sra. Lisa me pergunta enquanto todos jantamos juntos na mesa enorme da sala. Ouço algumas tosses.

— Mãe... — Dom repreende.

— Está indo muito bem. — Sorrio.

— E entre você e o Chris? — Dessa vez quem pergunta é a megera da Scarlett. Olho-a sem entender e ela sorri.

— Porque havia algo entre mim e ela? — O loiro pergunta levemente irritado. Ela dá de ombros e nos olha como se suspeitasse de algo.

— Não me entendam mal. — Menti. — Quero dizer, entre padrasto e enteada. Como está a convivência de vocês.

— Está como deveria ser. — Respondo. — Mantendo nossos limites e respeitando um ao outro. — Sinto que respondi a sua altura, pois ela fecha a cara.

— Quando acabarmos, quero te mostrar a casa. — Dom sussurra em meu ouvido e eu assinto. Meus olhos se encontram com o de Chris que devolve de forma desconfiada e irritada.

Em poucos minutos todos terminamos de jantar e então eu perguntei ao Dom aonde ficava o banheiro. Sigo suas coordenadas e enfim chego ao mesmo. Preciso respirar. Os olhos de Chris sob mim estavam me matando. Ligo o torneira e molho as mãos, passando no rosto e pescoço. Calma, Lauren! Respiro fundo e me preparo pra continuar a batalha. Abro a porta do banheiro e dou de cara com quem eu menos queria no momento.

— Por que continua com isso? — O loiro resmunga enquanto me olha de braços cruzados e uma cara irritada.

— O que?

— Faz um mês, Lauren! — Ele dá passos em minha direção e acabo adentrando o banheiro de novo. Dou mais passos para trás e me bato com a pia. — Um mês que não te toco... — Ele me encurrala. — Não te beijo... — Mordo os lábios e ele toca meu rosto. — Não te sinto.

Respiro fundo. — E... — Engulo em seco. — E vai continuar assim. Estou com seu irmão e é assim que continuarei.

— Não. — Ele sorri. — Nunca conseguirá beijá-lo como nos beijamos, assim como eu nunca conseguirei transar com sua mãe como transamos. — Ele me aperta mais na pia.

— Se não está bem com ela, porque não a deixa?

— É isso que quer? — Olha-me nos olhos. — Ficará comigo se eu a deixar? — Nego com a cabeça.

— Não faça isso por mim. — Resmungo. — Apenas se poupe e a poupe de um relacionamento ruim, já que você não está satisfeito.

— Não posso. E sabe por que? — Dou de ombros. — Por que está com ela me dá uma vantagem. — Franzo a testa. — Está perto de você. — Sem me dá tempo, ele segura minha nuca e sela nossos lábios em um beijo urgente.

Sua língua invade minha boca, sinto suas mãos segurarem minha cintura e me suspenderem, colocando-me sentada na pia. Ele adentra o meio das minhas pernas e eu agarro seus cabelos. Um arrepio sobe pela minha virilha até meu estômago. Maldito sentimento! Ele deixa meus lábios e sobe com a boca até meu ouvido.

— Nossa primeira vez foi no banheiro. — Sussurra e estremeço.

Fecho os olhos e sinto sua boca descer para meu pescoço. Ele beija minha pele e respira, fazendo todos meus pelos se eriçarem. Merda!

— Não! — Empurro-o e desço da pia. — Se não me respeita, respeite pelo menos seu irmão e minha mãe. — Grito.

Ele abre a boca para me dizer algo, porém não lhe dou tempo. Saio correndo do banheiro e volto para sala. Tentando fingir que nada aconteceu. Dom se aproxima de mim e segura minha nuca, me olhando nos olhos.

— O que houve?

— Nada. — Sorrio abraçando-o. — Apenas fiquei perdida e fiquei nervosa. — Minto e ele sorri devolvendo o abraço. Chris passa por nós e não me olha, apenas caminha até minha mãe, sussurra algo e sobe as escadas.

***

— E esse é meu quarto! — Dom diz assim que abre a porta de um grande e luxuoso quarto. Olho em volta e abro a boca, extasiada.

— Enorme!

— Parece pequeno quando está uma bagunça. — Brinca.

— Então hoje você resolveu caprichar por que eu vinha? — Retribuo e ele gargalha assentindo. — Deu certo!

— Eu meio que já planejava te trazer aqui. — Sorri se aproximando de mim. Engulo em seco e ele me agarra pela cintura. Olho-o surpresa. — Me avise se eu estiver indo rápido demais. — Ele se aproxima para beijar meus lábios.

Nunca conseguirá beijá-lo como nos beijamos. As palavras de Chris voltam em minha mente. — Está. — A palavra voa da minha boca. Ele para e me olha, assustado. — Não... Não estou pronta para isso ainda. — Explico.

— Tudo bem! — Sorri mais calmo. — Podemos ver um filme, o que acha? — Pergunta e eu dou de ombros, sorrindo.

Chris Evans

Eu tive que me retirar. Não aguentaria ver Lauren agarrada ao meu irmão depois de eu tê-la beijado e não com todo esse sentimento dentro do meu peito. Respiro fundo antes de abrir a porta do meu antigo quarto. Saio do mesmo e desço as escadas. Todos conversam tranquilamente, sentados no sofá. Menos eles estão aqui.

— Aonde está Lauren? — Pergunto para Jennifer que me olha, sorrindo.

— Subiu com o Dominic!

— Não acha que está na hora de irmos? — Resmungo e ela assente. — Vá chamá-la. Eles devem está no quarto.

— Ok.

Ela se levanta pedindo licença e subindo as escadas. Coloco as mãos nos bolsos e me aproximo de meu pai. Ele me olha carinhosamente e eu paro em pé ao seu lado.

— Estive pensando... — Sussurro. — A sede de nossa empresa em Paris, está precisando de um diretor por alguns dias e foi proposto que eu fosse... — Meu pai assente seriamente. — Porém, Dominic se mostrou tão interessado e recentemente Lauren me confidenciou que ele anda se sentindo inútil. Achei que poderíamos mandar ele em meu lugar. — Minto. Preciso de pelo menos alguns minutos sozinho com ela.

— Acha que ele está pronto? — Meu pai pergunta.

— Tenho certeza que sim. — Observo Jennifer e os dois descerem as escadas. — Eu estive fora alguns momentos com os preparativos de meu casamento e ele assumiu muito bem todas minhas reuniões.

— Se é para felicidade dos meus dois filhos. Estou de acordo! — Meu pai diz e olho para Lauren, que devolve o olhar.

— Sim é para nossa felicidade. Eu preciso passar um tempo com a mulher que amo.

***

Chegamos em casa e Jennifer vai direto para o banheiro. Lauren se senta no sofá e se abaixa para retirar as sandálias. Coloco as mãos nos bolsos e caminho em direção ao quarto.

— O que estava tramando com seu pai? — A garota pergunta me fazendo parar no caminho. Olho-a de sobrancelhas arqueadas e ela devolve.

— Por que eu estaria tramando algo? Não posso mais conversar com meu pai? — Finjo-me de ofendido e ela dá de ombros. Sorrio e me aproximo. — Inventou isso só para eu ficar mais uns segundos com você? — Provoco-a.

— Eu não. — Bufa.

Assinto sorrindo e me sento na mesa de centro, de frente para ela. — O que você quer, Lauren? — Olho-a nos olhos.

— Nada.

Molho os lábios e aproximo meu rosto do seu. Ela engole em seco e nossos olhos continuam fixados. Sorrio enquanto sugo o cheiro de seu perfume.

— Chris... — Uma voz me chama e eu imediatamente me jogo no sofá e me conserto. — Eu sei o que está acontecendo entre vocês. — Jennifer diz nos olhando. Lauren me olha de olhos arregalados e eu mordo os lábios.

— Jennifer, não...

— Estão tentando se dar bem! — Jennifer me corta, caminhando em nossa direção e sentado entre nós dois. Lauren me olha por trás, devolvo o olhar e sorrio cinicamente. — Fico feliz. — Ela diz. — Somos uma família! — Completa.

Lauren Foster

Visto um macacão laranja com um enorme decote em V e calço um par de tênis rosas. Passo perfume e arrumo meus cabelos em um coque bagunçado. Faço uma maquiagem leve e coloco algumas joias. Pego o óculos escuro, meu celular e minha bolsa.

— Aonde está minha mãe? — Pergunto para o único ser sentado na cozinha. Ele não me olha e nem expressa nada.

— Bom dia! — Diz me causando ódio. — Sua mãe teve que fazer uma viagem de negócios, pediu pra te avisar.

— Só me faltava essa! — Bufo.

— Pois é. — Ele finalmente me olha, agora com o deboche nos lábios. — Ficaremos sozinhos nessa casa, querida!

Reviro os olhos.

***

O dia na faculdade havia sido tenso. Falta apenas alguns dias para as provas. Arrumo minhas coisas e junto com meus amigos, saio da sala e caminho para fora da faculdade. Avisto um loiro esperando-me como sempre. Mãos nos bolsos e encostado ao carro.

— Até logo! — Despeço-me dos outros e corro na direção do rapaz. — Oi. — Abro os braços para abraça-lo. Ele sorri.

— Oi. — Responde. — Queria almoçar contigo.

— E porque não quer mais? — Brinco enquanto adentramos seu carro.

— Tenho um voo para Paris em meia hora. — Responde triste. Olho-o sem entender nada. — Surgiu um problema na sede da empresa e fui designado para resolver.

— Isso é bom. — Resmungo.

— Se fosse por meu mérito, sim. — Responde indiferente. — Mas, eu sei que tem dedo do Chris nisso tudo. — Bufa.

— Ele está tentando de ajudar.

— Não tenho tanta certeza se esse é o motivo.

— Quantos dias ficará fora?

— No máximo três.

— Vou sentir saudade. — Faço beicinho e ele me olha sorrindo.

— Eu também minha linda!

***

Adentro o banheiro e tomo um banho relaxante. Ficar sozinha em casa, eu sentia falta disso. Saio do banheiro enrolada em uma toalha e volto para meu quarto. — Merda! — Grito assim que vejo Chris na minha cama.

— Não, sou eu. — Debocha.

— Não faz muita diferença. — Devolvo. — O que faz aqui? — Pergunto irritada, segurando firme a toalha no corpo.

— Vim te fazer uma proposta. — Se levanta, vindo em minha direção. Droga! Minhas pernas tremem. — Esses dias sozinhos, terá que deixar acontecer e se mesmo depois disso, não quiser nada comigo, eu te deixo em paz.

Gargalho. — Não vou cometer uma loucura dessas.

— Tem certeza? — Ele diz ficando na minha frente. Seus olhos passeiam pelo meu corpo e então ele aponta com o dedo para trás de mim. Olho assustada e ele se aproveita da situação para puxar minha toalha, me deixando completamente nua em sua frente.

— O que...

Ele me interrompe, puxando-me pela cintura e me grudando ao seu corpo. — Eu prometo que não irá se arrepender!

Notas finais
Quer conhecer mais da história? Clica abaixo! Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=KnCIesPPCKA Página no Facebook: https://www.facebook.com/Nyah-Fanfiction-Suzy-421081228097338/timeline/