Meu Querido Padrasto
7 Descobertas!
Notas iniciais

Maldito homem sedutor. Ele me joga na cama e abre minhas pernas, posicionando seu membro em minha entrada e penetrando-me vagarosamente. Suas mãos voam para meus seios enquanto ele estoca aumentando ainda mais a velocidade. Gemo incontrolavelmente e ele devolve da mesma forma.
— Ainda acha loucura? — Resmunga se deitando sobre mim e agarrando meus cabelos com força. Mordo os lábios.
— Sim.
Ele estoca mais forte e fundo. — Tem certeza?
— Sim. — Sorrio maliciosa e empurro-o para o lado, ficando por cima. — Isso é sem dúvida uma loucura.
Ele sorri e segura minha cintura. — E como toda loucura, é fodidamente gostosa. — Finaliza impulsionando seu membro para dentro de mim e estocando com força. Gemo loucamente. — Oh Lauren! — Geme de volta.
— Eu vou...
— Ainda não, querida! — Interrompe-me saindo de dentro de mim e me jogando na cama. — Você é toda minha. — Diz me puxando pela cintura e me colocando de quatro. Ele roça o pênis em minha vagina e me penetra de vez.
— Puta merda!
— Puta bunda gostosa! — Devolve desferindo um tapa em minha bunda. Cada estocada meu ápice se aproxima.
Minhas pernas tremem. — Caralho! — Grito antes de sentir um delicioso jato quente dentro de mim, meu corpo entrar em êxtase e minha respiração falhar. O loiro cai sobre mim enquanto nossas respirações tentam se estabilizar.
***
Abro os olhos sentindo-me leve, como se pela primeira vez tivesse dormido bem em anos. Movimento-me na cama e sinto algo ao meu lado. Oh, meu Deus. Estou pelada! Viro o rosto e dou de cara com o loiro dormindo tranquilamente ao meu lado. Levanto a mão para batê-lo, porém os movimentos de sua respiração me fazem o observar. Ele dorme tão tranquilo, parece até um anjo.
Abaixo minha mão e viro meu corpo. Seu peito desce e sobe tão pacificamente. Seus cabelos loiros caem bagunçados em sua testa. Sua boca vermelha, seus traços, seu corpo. Vagarosamente aproximo minha mão de seu peitoral e aliso meu dedo pelo mesmo.
— Posso acordar assim todos os dias. — Sua voz chama minha atenção. Assusto-me recolhendo minha mão e me afastando de seu corpo.
— Você precisa sair daqui. — Resmungo tentando me levantar.
Ele me segura. — Lauren, relaxa! — Olho-o e ele sorri. — Sua mãe não está aqui, estamos sozinhos por enquanto.
— Não importa. — Digo me livrando de suas mãos e me sentando na cama. — Isso é errado, não pode acontecer mais.
— Eu já te disse. — Se levanta, ficando sentado ao meu lado. — Estou disposto a largar tudo para viver nossa história.
— Não existe história.
Ele me puxa, girando-me e me colocando de frente para ele. — Se eu tivesse te conhecido antes, nunca teria me casado com sua mãe, mas como não aconteceu e tenho a chance de consertar isso agora, por que não? — Molha os lábios.
— Porque se casou com minha mãe? Por interesse não foi, porque você é bem-sucedido e tem uma família de porte. Então... — Digo olhando fundo em seus olhos. Ele suspira forte.
— Porque eu não te conhecia. — Responde.
Reviro os olhos.
— Estou falando sério. — Insiste. — Quando conheci sua mãe, ela estava deprimida, havia perdido seu pai á alguns meses. Eu estava cansado de mulheres se aproximarem de mim apenas pelo meu dinheiro e por sexo. Eu queria alguém que quisesse muito mais que corpo, mais sim o coração. — Nossos olhos se mantêm fixos. — Eu e sua mãe nos tornamos amigos e nos aproximamos. — Engulo em seco. — Eu gosto da Jeniffer, ela é uma mulher incrível. — Mas quando te conheci eu percebi que não basta apenas gostar, é além disso. Percebi que não é se sentir bem com uma pessoa, é estar bem por ter ela. Que seu coração pode palpitar somente pelo fato de estar pensando nela. Que amar é uma coisa linda e que só se senti uma vez. — Minha respiração ofega.
— Eu...
— Eu não te quero apenas na cama. — Corta-me. — Eu quero você ao meu lado sempre e em tudo. — Sorrio nervosamente. — Eu te amo, Lauren!
Arregalo os olhos e antes que eu possa esboçar qualquer reação, o loiro me puxa para um beijo urgente e quente,
Chris Evans
Ela geme e joga a cabeça para trás quando ouso uma estocada mais intensa, correspondendo ao seu gemido, ela puxa os cabelos da minha nuca. — Não pode ser normal que me sinta tão atraída por você, tão apaixonada e louca por você... — Pauso meus movimentos, olhando-a nos olhos.
— Então venha enlouquecer comigo. — Digo soando como uma deliciosa provocação, estoco outra vez, agora com um pouco mais de autoridade, sentindo um espasmo da musculatura de sua vagina me apertar ainda mais. Puta merda, que sensação deliciosa! — Você não vai se arrepender.
— Que gostoso! — Ela diz me fazendo tremer. Retiro quase que completamente meu membro dela, o deslizando para dentro outra vez.
Ataco seu pescoço, aumentando a velocidade das estocadas. Movimento-me para dentro e para fora sem intervalos, notando como é delicioso estar dentro dela. Eu não consigo abrir os olhos, é prazer demais, é algo fora do normal. Após contornar suas clavículas com minha língua, alcanço sua boca, prendendo seu lábio inferior com os dentes até fazê-la arquejar, apertando meus bíceps e arranhando minhas costas feito uma gata furiosa.
Lauren morde seu lábio inferior com força, arqueando-se e repetindo os movimentos. Seus gemidos perdem o compasso e a inibição de acordo com a velocidade das minhas investidas, agora mais descontroladas. Eu vou até onde ela me permitir. Se ela escolher o infinito, o infinito eu lhe darei.
Travo uma mão em punho com força, mantendo os dedos da outra mão, entrelaçados aos seus. Mantenho nossos olhares em contato extremo enquanto nos movimentávamos um de encontro ao outro. Ela beija meu queixo, chupando-o. Sem resistir eu ataco sua boca rosada e carnuda, sugando sua língua.
Deixo sua boca e ofego contra seu ouvido ao sentir o orgasmo começando a se formar em meu interior. Agarro seus cabelos por entre meus dedos, mantendo seu rosto sempre ao meu alcance. Não resisto e gemo roucamente ao assisti-la fechar os dedos sobre os próprios seios, os massageando e tornando a rebolar de encontro a mim, estimulando minhas mãos a segurarem sua cintura e lhe puxar com mais voracidade em minha direção, chocando nossos sexos.
— Chris, eu não consigo... Controlar. — Dito isso e gozamos juntos.
Lauren Foster
A campainha toca fazendo meu coração palpitar. — Relaxa, não é sua mãe. — O loiro diz deitado ao meu lado. Franzo o cenho.
— Como sabe?
— Sua mãe tem as chaves, porque ela tocaria campainha?!
Dou de ombros e pulo assustada ao ouvir meu celular apitar. Pego o mesmo e vejo uma mensagem de Samanta dizendo que viria até minha casa. Suspiro aliviada.
— É a Sam. — Pego a camisa de Chris e me visto. Olho-o e ele sorri malicioso. — Vá para seu quarto. — Saio do meu quarto e caminho em direção a porta. Destranco a mesma e abro-a, dando de cara com quem eu menos esperava. — Dom? — Ofego. Ele me olha de cima a baixo e passa pela porta sem me dizer sequer uma palavra.
Seus olhos saem de mim e se fixam em algo atrás de mim. — O que está acontecendo aqui? — Diz num tom áspero.
— Voltou rápido irmão! — A voz de Chris soa atrás e só então percebo o que ele tanto olhava. Merda, eu o mandei ir para seu quarto!
— Lauren, porque está com a camisa do Chris? E porque ele está apenas de calça e cabelos bagunçados? — Me olha.
— Camisa do Chris? Quem? Eu? — Sorrio nervosa. — Essa camisa é do meu...
— Essa camisa é do Chris, pois foi eu quem dei a ele. — Corta-me. Engulo em seco e meus olhos enchem de lágrimas.
— É sua Chris? — Disfarço. — Me desculpe, peguei no guarda roupa do seu quarto pensando que era do meu pai.
— Tudo bem. — Chris entra no jogo. — Eu estava dormindo, nem te vi pegar. — Dom gargalha debochadamente.
— Vocês querem parar? — Grita. — Eu não sou otário, Lauren. — Ele me olha furioso. — Ou você me fala a verdade ou não precisa me procurar nunca mais. — Arregalo os olhos. — Você está transando com meu irmão?
— Dominic, se...
— Cala boca, Chris. Ou eu mesmo calo! — Dom grita.
— Dom, foi antes de ficar com você. — Digo.
Ele gargalha alto. — E agora? Você não está comigo? — Grita. — Merda, Lauren! Você está tendo um caso com seu padrasto.
— Você não pode julgá-la! — Chris grita chamando nossa atenção. — Você não pode de modo nenhum julgá-la. — O loiro se aproxima de nós. — Você sabia dos meus sentimentos por ela, você estava lá naquela noite. — Arregalo os olhos. — Se você entrou nessa história foi porque você quis.
— Você estava na boate? Você sabia desde o início. — Pergunto surpresa. Dominic me olha meio perdido. Uma lágrima escorre de meus olhos.
— Grande moral tem pra falar de mim. — Dominic diz olhando para Chris. — Se você realmente tem sentimentos por ela, porque não desistiu de se casar e lutou por ela?! — Grita partindo pra cima de Chris, eu me coloco entre eles.
— Dom...
— Ao invés disso você se casou e agora está traindo sua esposa com a filha dela. — Ignora-me e depois me olha com uma expressão de nojo. — Vocês têm noção do que estão fazendo?
— Cala a boca! — Chris grita se alterando.
— Venha calar. — Dom devolve, eu apoio a mão em seu peito, tentando afastar. Ele me olha irritado e empurra minha mão com força. — Não me toque! — Mais uma lágrima escorre de meus olhos.
— Não fala assim com ela. — Chris grita.
— Que se ferrem!
Dom diz dando as costas e saindo da casa, batendo a porta com toda força. Levo a mão até a testa e desabo no chão.
— Era disso que eu estava falando o tempo todo. Eu não queria magoar ninguém e tudo foi por água abaixo. — Grito.
***
— Lauren, pode por favor se acalmar e tentar me explicar direito o que aconteceu? — Samanta diz sentada de frente para mim, eu a olho sem conseguir controlar o choro.
— Eu li sua mensagem e achei que fosse você na porta. — Digo chorando. — Fui abrir a porta vestida na camisa do Chris e era... Era o...
Abafo o choro. — Dominic? — Samanta pergunta entendendo meu desespero. Assinto. — Oh meu Deus, Lauren.
— Eu não queria magoar ninguém.
— Lauren, para com isso. — Bufa e eu a olho surpresa. — Você não pode proteger todos. Não pode deixar de magoar as pessoas, sem se magoar. Porque isso faz parte da vida, sempre haverá altos e baixos, todos sofrem um dia. Vizinhos, amigos, papagaios, periquitos...
— Mas Sam, se trata de Dom e minha mãe. — Corto-a.
— Sim, eu sei. Mas e você e o Chris? Porque se realmente estiver existindo algo entre vocês e você se privar disso por medo de quem vai magoar, estará magoando a si mesmo e ao Chris. Não se pode pôr o mundo no peito e esquecer de você, Lauren. — Ela respira. — Você não pode proteger ninguém de sofrer e esquecer que você também tem um coração.
— E se eu não quiser que nada aconteça mais entre mim e ele? Estarei errada, é isso? — Pergunto confusa, ela nega.
— Fica ao seu critério. Só estou dizendo que o mundo não é perfeito, uma hora ou outra todos vão sofrer e chorar. E essa é a graça da vida. Pôde passar por tudo isso e depois olhar para trás e rir de tudo com orgulho.
Chris Evans
Bato na porta e espero por sua permissão. Em poucos minutos a voz doce diz um ligeiro “entre” e eu o faço. Lauren está deitada na cama com o celular nas mãos. Seus olhos estão inchados e seu rosto vermelho. — O que quer? — Bufa.
— Podemos conversar? — Resmungo e ela suspira largando o celular e me olhando. —Sua mãe estará chegando amanhã pela manhã e eu estarei indo embora. — Ela franze o cenho.
— Como assim?
— Eu vou pedir o divórcio, Lauren.
— Não pode fazer isso. — Resmunga se sentando e me olhando desesperada. — Minha mãe ficará arrasada demais.
— Não posso evitar.
— Então vai voltar a morar com seus pais? — Pergunta.
— Não. — Me aproximo. — Vou para meu apartamento. — Me sento próximo a ela. — Então se estiver disposta a vim comigo e viver nossa...
— Eu pedi para voltar com o Dom! — Corta-me. Meu mundo literalmente desaba. Pela primeira vez na vida meus olhos se enchem de lágrimas por causa de uma mulher.
Não digo nada, apenas me levanto e lhe dou as costas, me afastando. Que merda de dor é essa? Por que ela tem que me fazer sentir tudo aquilo que nunca imaginei sentir? Amor, ciúmes, raiva, desespero. Bato a porta de seu quarto e sigo para fora da casa. Preciso esquecer tudo, preciso morrer por algumas horas.
Lauren Foster
Não sei explicar no que senti quando Chris saiu daquele jeito. Foi uma mistura de tristeza, desespero e arrependimento. Pego minha bolsa e saio de casa. Chamo o primeiro táxi que passa e indico o caminho. Em poucos minutos estou parada em frente ao grande prédio no centro. Adentro o mesmo e ando até a recepção.
— Dominic Evans, por favor! — Digo pra secretária que assente e liga para o mesmo. Bato o pé nervosamente.
— Último andar. — Ela resmunga.
Assinto e caminho até o elevador. Aperto o botão e as portas se fecham me levando até minha missão de perdão. Em poucos segundos as portas se abrem e eu caminho nervosamente pelos corredores lotados de pessoas. Observo os nomes nas placas das portas e na última porta vejo o nome que tanto procuro.
Bato na porta — Entre. — Obedeço.
— Oi. — Resmungo nervosa assim que o vejo. Ele assente fazendo sinal para cadeira em sua frente. Fecho a porta e caminho até a mesma.
— Não tenho muito tempo.
— Não vou tomar muito dele. — Rebato. — Vim te pedir perdão e te dizer que apesar de não acreditar, eu estou apaixonada por você e é contigo que quero ficar. — Digo sem respirar. Ele me olha como se estivesse em transe e depois sorri meigamente.
Como se fosse uma permissão para mim, eu me levanto e vou até ele, me sentando em sua mesa, segurando seu rosto e beijando seus lábios. Ele me agarra, intensificando o beijo. Levo as mãos até os botões de sua camisa e começo a desabotoa-los, arrancando sua camisa de seu corpo escultural e tatuado. Afasto-me para admirá-lo...
— Eu não queria te perder. — Digo olhando em seus olhos.
— Não pode ter todo mundo que quer. — Rebate.
— Você já me basta!
Ele sorri. — Eu também não quero perder você!
— Podemos esquecer que...
Ele não me deixa terminar e ataca minha boca com todo fervor que há em seu corpo. Nossos lábios se encaixam e nossas línguas dançam. Eu o quero!
— Dominic, aqui estão as... — Paramos de nos beijar e olhamos para ruiva. Ela sorri envergonhada. — Me desculpe, eu devia bater na porta. — Diz olhando para Dominic que entende e pega sua camisa, vestindo-a desajeitadamente.
— Não tem problema. — Dom diz.
— É. — Sorrio. — Eu já estava de saída. — Digo olhando para Dom. — Nos vemos amanhã? — Ele assente e eu deposito um selinho rápido nos seus lábios, me afastando em seguida.
— Eu te acompanho. — Scarlett diz. — Só vim entregar uns papéis para Dominic. — Ela diz se aproximando da mesa e entregando uma pilha de papeis nas mãos do mesmo.
Saímos juntas da sala. — Como está o Tristan? — Pergunto sorrindo. — Saudades dele. — A ruiva me olha sem expressão.
— Está muito bem! — Responde e eu assinto. — Sabe, eu tenho que lhe parabenizar. — Franzo o cenho, sem entender.
— Por?
— Conseguiu fisgar os dois irmãos. — Diz com um ar de deboche.
— Me desculpe, mas não sei do que está falando. — Minto cinicamente. E ela gargalha se aproximando de mim.
— Já percebi o que rola entre você e Chris. — Rebate. — Na verdade, todos da família já perceberam, menos sua mãe que... Coitada, nem faz ideia. — Debocha.
— Não ouse falar da minha mãe.
— Eu tenho um conselho pra te dar. — Ignora minhas palavras. — Contente-se com o Dominic, por que o Chris deixará sua mãe e virá diretamente para meus braços. — Sorri.
— E porque ele faria isso? — Debocho.
— Por que eu posso dar a ele o que tanto quer. Uma família e além do Tristan, posso lhe dar o que tanto sonha. Um filho! — Responde num tom superior.
Não deixe ela te atingir, Lauren. — Desde quando um filho segura alguém? — Debocho. — Mas, bom... Já que pensa assim, eu espero que se contente apenas em ser uma geradora de bebê, porque amar ele sempre amará a mim! — Dou ênfase vendo seu rosto ficar vermelho de raiva.
***
Preciso esfriar a cabeça. Tive que me controlar para não dar na cara daquela vadia. Agora ela mostrou ser quem ela é. Eu sempre desconfiei de suas intenções com o Chris. Eles são tão próximos. Será que algo acontece? Bufo passando as mãos nos cabelos e adentro a boate. Preciso de uma dose de esquecimento.
Caminho até o balcão e me assusto com o que vejo. — Chris? — Ofego vendo o loiro bebericar de sua cerveja. Meu Deus, que flash! Ele me olha de lado.
— O que está fazendo aqui? — Pergunta enquanto me aproximo e me sento ao seu lado. Dou de ombros, suspirando.
— Espairecendo a mente. — Digo. — E você?
— Minha despedida de casado. — Rebate sorrindo. Sorrio de volta. — Foi aqui que nos conhecemos. — Suspira. Sorrio com as lembranças que tomam minha mente.
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