Empurro Lauren cuidadosamente para o lado, cato minhas roupas e corro para dentro do banheiro. — Filha, acorde. — Ouço dizer.

— Oi. — Lauren responde numa voz sonolenta.

— Precisa ir para faculdade! — Jennifer diz. — Querida, por que está dormindo sem roupas? — Fodeu!

— Estava com calor. — A garota menti.

— Ok. Ande logo e eu te dou uma carona! — Ouço a porta bater e então saio do banheiro. Lauren me olha confusa.

Ela bate na cabeça. — Não foi um pesadelo. — Suspira.

— Bom dia! — Ironizo.

Lauren Foster

— Estou pronta! — Digo assim que chego na cozinha e vejo minha mãe discando nervosamente algo em seu celular.

— Querida, não poderei te levar. — Resmunga.

— Eu a levo. — A voz do loiro surge atrás de mim. Só de lembrar no que aconteceu, eu quero me matar. Que ódio que estou de mim mesma. Por que diabos deixei tudo isso acontecer?

— Amor... — Minha mãe corre para abraça-lo. — Quando voltou? — Pergunta depositando um selinho em seus lábios, ele sorri para ela.

— Cheguei agora.

— Como está sua mãe?

Arregalo os olhos. — Bem melhor! Foi só uma queda de pressão. — Ele diz me olhando malicioso. Bufo.

***

— Preciso que passe numa farmácia antes de me deixar na faculdade. — Resmungo e ele me olha, confuso.

— O que está sentindo?

— Nada. — Reviro os olhos. — Só não quero engravidar do meu querido padrasto. — Sorrio debochada.

— Eu nem me toquei nisso.

— Só... Por favor, pare em qualquer uma. — Bufo.

Ele continua dirigindo em silêncio e adentra o estacionamento do shopping central. Ele estaciona o veículo em uma vaga vazia e me olha.

— Fique aí. — Resmunga saindo do carro.

Pego meu celular dentro da bolsa e olho na tela do mesmo. Nenhuma ligação ou mensagem do Dominic. Respiro fundo. O que estou pensando? Acabei de ter relações sexuais com o marido da minha mãe.

O loiro adentra o carro. — Aqui. — Diz me entregando uma sacolinha. — O atendente disse que você deve tomar os dois em um período de 12 horas.

— Ok. — Respondo e ele me entrega uma garrafa de água.

— Tome o primeiro agora. — Pego a garrafa de suas mãos.

***

— O que tanto queria me dizer? — Samanta diz nervosa. Assim que terminou a aula, eu a puxei para o pátio. Respiro fundo e a olho sentindo-me envergonhada.

— Dormi com o meu padrasto!

Ela abre a boca. — Dormiu de... Dormir, ou...

— Sexo. — Corto-a.

Ela abre ainda mais a boca. — O que você fez? Perdeu a cabeça? Você quer dizer que perdeu sua virgindade com ele... Meu Deus!

— Eu não sei porque deixei isso acontecer. — Abaixo a cabeça e seguro os cabelos com as mãos. Bufo.

— Simples. — Ela diz. — Vocês deixaram aquele desejo que nasceu naquela boate tomar conta. O que vai fazer agora?

— Não sei.

— Precisa de afastar dele. — Olho-a. — É o certo!

— Eu sei. Mas, não posso. — Bufo. — Moramos na mesma casa, infelizmente.

— Falo em se afastar em outro sentido. — Franzo o cenho. — Você precisa encontrar alguém que goste de você e que de alguma forma te conquiste, tipo... — Ela pensa. — Matt!

Sorrio. — Ele não gosta de mim.

— Como sabe?

— Ele me disse.

— Sempre achei que ele gostasse.

— Eu sei, é complicado.

— Não importa. — Resmunga. — Você vai encontrar alguém e vai esquecer isso tudo. Você precisa esquecer.

***

— Lauren... — Sam chama e para de andar. — Lembra que eu disse que você encontraria alguém e iria esquecer de tudo isso? — Assinto e vejo seus olhos fixados no portão da faculdade. — Não precisa procurar mais!

Sigo seu olhar e vejo Dominic parado encostado ao seu carro. — O que ele faz aqui? — Resmungo.

— Porque não pergunta a ele? — Sinto o tom malicioso na voz de Samanta. Olho-a revirando os olhos e caminho em direção ao rapaz.

— Olá! — Sorrio fracamente e ele devolve.

— Será que podemos conversar?

— Claro.

Ele se levanta e caminha até a porta do carro, abrindo e adentrando o mesmo. Olho para Samanta que faz um sinal estranho e adentro o veículo. Ele dá partida e em poucos minutos nos afastamos da faculdade. Dominic para em frente a um parque e suspira fundo.

— Você sumiu. — Resmungo sentindo-o tenso.

— Podemos caminhar um pouco? — Pergunta e eu assinto. Ele sai do carro e eu acompanho. — Eu preciso te confessar uma coisa. — Olho-o nervosamente. — Não vou mentir e dizer que sumi porque estava sem tempo. Eu quis ficar longe um pouco.

Arregalo os olhos. — Porque? Eu te fiz algo?

— Não. — Ele sorri com as mãos nos bolsos. — Na verdade, eu precisava me afastar. — Ele para de andar e fica de frente para mim. — Eu estou apaixonado por você, Lauren! — Engulo em seco. Ele olha fundo nos meus olhos. — Me afastei por que queria ter certeza do que estava sentindo e só então percebi que não consigo mais lutar contra esse sentimento. — Ele dá um passo em minha direção. — Não quero mais esconder esse sentimento dentro de mim. — Não consigo dizer nada, me sinto hipnotizada.

Sinto sua mão carinhosamente tocar meu rosto e então nossas respirações se misturam. Fecho os olhos e então seus lábios tocam os meus. Seu beijo é doce. Sua outra mão toca minha cintura e então nossos corpos se colam mais. Apoio minhas mãos em seu peito e cedo passagem para sua língua quente e macia.

Eu o afasto, ofegante. — Dom, eu...

— Não precisa dizer nada! — Interrompe-me. — Sei que não sente o mesmo, mas não se preocupe, nem todo amor é correspondido. — Ele sorri acariciando minha bochecha. — Eu só te peço uma chance.

— Eu... — Molho os lábios. — Eu preciso pensar.

— Tudo bem.

Nossos olhos continuam fixados. Ele sorri fracamente e deposita um leve selinho em meus lábios. — Eu preciso ir. — Digo e ele assente.

***

— Aonde é o incêndio? — Samanta diz assim que abro a porta. Lhe mostro a língua. — Você me mandou mensagem desesperada, pensei que estava pegando fogo. — Debocha.

— Preciso conversar. — Pego-a pela mão puxando-a para meu quarto.

— O que houve? — Fecho a porta e me sento na cama. Ela se senta e me olha assustada. — Ficou de novo com seu padrasto? Sua mãe descobriu?

— Deixa eu falar. — Bufo e ela dá de ombros.

Chris Evans

— Mãe, vim te... — Sou interrompido assim que vejo Jennifer sentada no sofá da casa de minha mãe. Ela sorri para mim e se levanta, vindo em minha direção. — O que está fazendo aqui?

— Como sua mãe passou mal durante a noite eu quis ver como ela estava. — Responde depositando um selinho em meus lábios. — Agora preciso voltar para o trabalho. Te vejo a noite?

— Claro. — Respondo olhando para minha mãe.

— Até logo Sra. Evans! — Jennifer se despede.

Me aproximo de minha mãe e me sento ao seu lado. — Eu...

— Não te desmascarei. — Interrompe-me. — Não sei porque inventou essa mentira. Na verdade, até sei. E só vou te dizer uma coisa... — Ela se levanta. — Seja lá o que está acontecendo entre você e essa menina, tem que se resolver.

Arregalo os olhos. — Menina? — Resmungo.

— Lauren Foster! — Diz. Minha mãe me conhece tão bem. — Isso não pode continuar, Chris. — Se afasta me deixando sozinho com os pensamentos.

***

Adentro a casa e suspiro com a cabeça mais bagunçada que minha gaveta de meias. Passo as mãos pelos cabelos e caminho em direção ao banheiro.

— Fala logo! — Ouço uma voz dizer eufórica. Me aproximo do quarto de Lauren e pela fresta da porta consigo ver ela e uma garota.

— Calma! — Lauren diz. — É sobre Dominic. — Arregalo os olhos e sinto meu peito apertar. — Ele disse que queria me confessar algo e fomos ao parque.

— E?

— E que ele disse que está apaixonado por mim. — Algo quente sobe por minhas veias e eu sinto vontade de socar algo.

— Isso é maravilhoso, não é?

— Não sei.

— Como não sabe, Lauren? Ele é lindo, gostoso, fofo e rico.

— Isso não é tudo, Sam. — Sorrio com sua resposta. Ela não pode sentir o mesmo, não por ele!

— Eu sei que não. Mas, é um complemento. — A garota gargalha. — O que mais ele disse para você. — Pergunta.

— Me pediu uma chance. — Não, Lauren!

— E você?

— Disse que preciso pensar.

— Pensar? Você não precisa pensar e sim aceitar. — A garota diz e eu inconscientemente bato na porta freneticamente. Alguns segundos e a mesma se abre, revelando Lauren.

— É... — Engulo em seco. — Só pra perguntar se quer algo da rua para almoçar ou se quer ir comigo. — Minto.

— Às duas da tarde?

— É.

— Não, obrigada!

— Ok. — Dou as costas e caminho para fora. Preciso respirar ou matarei meu irmão hoje e agora mesmo.

Lauren Foster

— Tenho que admitir que seu padrasto é um gato, impossível de resistir. — Sam comenta assim que Chris se afasta. Fecho os olhos, confusa.

— Sam, se importa de me deixar sozinha? — Pergunto.

— Não, você precisa. — Diz se levantando.

— Obrigada.

— Só pense bem. — Diz me abraçando. — Quer algo completo ou pela metade?! — Diz saindo do meu quarto.

Me jogo na cama e reviro os olhos. — Meu Deus, aonde foi que eu errei? — Bufo fechando os olhos, angustiada.

***

Coloco meus fones de ouvido e seleciono a música de Pink – What About Us para tocar. Me jogo na cama e fecho os olhos. O que fazer? Conheci Dominic no dia do casamento de minha mãe e desde então venho passando bastante tempo ao seu lado. Não posso negar que ele é uma excelente companhia e que me faz muito bem. Ele sempre esteve do meu lado e sempre me faz rir. Ele me traz paz!

Por outro lado, a noite da boate volta em minha mente. Maldito Loiro! Conhecer Chris foi uma das melhores e desastrosas coisas que me aconteceu nesse dia. Ele me atiça, me surpreende e me enlouquece desde aquele dia. Suspiro e bato as mãos na cama.

" Quer algo completo ou pela metade? " — A voz de Samanta zoa levemente em meus ouvidos. Droga, Sam!

Respiro fundo, pego meu celular e começo a digitar um número. — Não faça isso! — Olho para porta e vejo Chris de braços cruzados me encarando.

— Hm?

— Não dê uma chance a ele para depois magoá-lo!

— Não estou entendendo.

— Lauren, nós dois sabemos quais os reais sentimentos de cada um aqui. — Diz se aproximando. — Então, não dê esperanças para depois quebrar seu coração.

— E por que eu faria isso? — Resmungo. — Jamais magoaria o Dominic. — Olho-o sem expressão. Ele sorri.

— Porque nós dois sabemos que há algo muito forte entre nós. — Responde se aproximando cada vez mais. Ele sobe na cama e fica de quatro sobre mim. — Nos pertencemos desde aquela noite. — Seu rosto se aproxima do meu, estremeço.

Tento sair, mas ele prende meus pulsos contra o colchão. — Não existe nada entre nós. — Digo. — E sai de cima de mim, por favor...

Ele abre a boca para dizer algo, mas logo desiste, quando ouvimos o som da porta da sala sendo aberta e depois sendo fechada. Mãe, obrigada! Ele sai de cima de mim e eu respiro aliviada. Ele me olha pela última vez e sai do quarto.

***

Olho na tela do celular e vejo reluzir o horário. São oito da noite e estou sentada em um banco de madeira do parque. Coloco o celular no colo e abraço meu corpo com os braços, tentando aliviar o efeito da noite fria.

— Desculpa a demora! — Ouço uma voz familiar e olho para cima. — Fiquei meio preso no escritório hoje.

— Não queria te atrapalhar. — Digo enquanto ele se senta ao meu lado.

Dominic sorri. — Não atrapalhou. — Sorrio de volta. — Mas então, o que queria conversar comigo a essa hora?

— Sobre hoje mais cedo.

— Você não gostou, não é? — Ele lambe os lábios e olha para baixo.

— Ei, não diga isso. — Digo atraindo de volta seu olhar. — Certo que no momento eu não soube o que te dizer e nem o que sentir, mas parei para pensar e percebi que não tem como não gostar de você. — Ele sorri. — Você sempre esteve comigo, sempre me faz rir e me traz uma paz imensa.

— Então... Isso quer dizer que...

— Que podemos tentar!

Seus olhos brilham como estrelas e seu sorriso quase não cabe no rosto. Ele me puxa para perto e sela nossos lábios em um beijo. Sua mão segura carinhosamente em meu rosto enquanto seguro seus ombros. Sua língua traça minha boca de forma doce e cautelosa.

Ele se afasta ofegante. — Você é uma mulher incrível! — Diz colando nossas testas. Sorrio e deposito um selinho em seus lábios.

Notas finais
Quer conhecer mais da história? Clica abaixo! Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=KnCIesPPCKA Página no Facebook: https://www.facebook.com/Nyah-Fanfiction-Suzy-421081228097338/timeline/ Spirit: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/suzannamoraes