Meu Querido Padrasto.
11 Capítulo 8
Edward saiu de cima de mim o mais rápido possível e estendeu a mão para me ajudar a levantar.
Neguei com a cabeça e ajeitei meu vestido para encarar nosso convidado.
- O que faz aqui, Emmett? – perguntei, cruzando os braçosa, agora que as coisas estavam esquentando
ele interrompe?
- Nicke me ligou, falou que você precisava de umas roupa. – agora que reparei na sacola que ele estava
segurando.
- Porque ela não veio? – perguntei.
- Alice, precisava de sua ajuda. – ele respondeu sério. – Ótimo trabalho esse que voce arranjou. – ele
falou encarando Edward enquanto o mesmo vestia a blusa.
- Emmett, não comece. – falei caminhando em sua direção.
- Ele pega a mãe e a filha? É isso, você esta traindo sua própria mãe, Isabella! – ele falou rude.
- Emmett, já conversamos sobre isso – alertei.
- Hey, você não sabe de nada pra vim abrir a boca. – falou Edward vindo em nossa direção.
- Sei mais do que você imagina. – rebateu Emmett que deu um passo a frente.
Meti-me no meio dos dois estendendo os braços para mantê-los afastados.
- Emmett, eu já falei – falei – e Edward se arrume. – falei e sai da sala puxando Emmett pelo o braço.
Tinha um homem em frente a minha mesa com uma cara de antipático.
- Pois não? – perguntei.
- Eu tenho uma reunião com o Senhor Cullen, eu me atrasei por problemas pessoais. – ele falou.
- É o Senhor Stefan, correto? – ele concordou.
- Um segundo, por favor. – falei – E você sente-se ali. – falei firme para o Emmett e assim ele fez.
Entrei no escritório de Edward.
- Bella, desculpe... – Edward falou apressado.
- Depois conversamos. O Senhor Stefan quer vê-lo – falei.
- Mande-o entrar – ele falou.
Sai da sala.
- O Senhor Cullen esta chamando-o – falei e abri a porta para ele entrar.
- Obrigado – ele sorriu e entrou.
Fechei a porta, e encarei Emmett.
- Eu exagerei né? – ele falou levantando.
- Você não precisava fazer uma cena – falei.
- Foi mal.
- Foi mal? – rebati – Você não sabe o que é “foi mal”, Emmett. E me dê logo a sacola – falei puxando de
sua mão enquanto ele me encarava cabisbaixo.
- Ah Emmett para com isso – continuei quando ele não disse nada, e ficava apenas de cabeça baixa. –
Emmett – gemi, abraçando-o. Emmett devolveu o abraço, colocando sua cabeça sobre meu cabelo, respirando fundo.
- Tenho medo que você se machuque, que ele só queira brincar com você. É isso o que ele esta fazendo com sua mãe.
- Agradeço por sua preocupação, mas não é tão necessária. Sei me cuidar – ele bufou e me soltou.
- Você sabe – ironizou. – eu vou indo, antes que a reunião termine e ele venha me bater. Ele tem muito ciúmes de você.
Ri forçadamente.
- Edward com ciúmes de mim? Desde quando? – revirei os olhos.
- É sério. – ele disse sensatamente.
— Eu já mandei você parar de tomar bombas, porque esta começando a afetar seu cérebro. – ele revirou os olhos.
— Vou indo então, só tinha que trazer isso aqui. Rose quer ir para o cinema comigo – ele revirou os
olhos. – E falando nela você tem que conhecê-la.
- Tá bom – concordei e ele beijou-me na bochecha e saiu.
Sentei na minha mesa e fiquei olhando os minutos passarem, pensando que talvez Emmett tivesse razão, eu estava ajudando Edward a colocar um par de chifres em minha mãe e não estava preocupada. Eu só podia estar louca.
- Então ta, Senhor Cullen, até a noite – ouvi o homem falar quando saiu do escritório de Edward.
- Até a noite. – disse Edward formalmente.
O senhor Stefan passou em frente de minha mesa olhando sempre para frente e de repente parou voltando.
- Você é muito bonita – ele disse.
- Desculpe? – eu entendi direito? Ou foi coisa de minha cabeça?
- Qual o seu nome? – ele perguntou mudando de assunto.
- Isabella Swan, senhor. – falei sem entender nada.
- Senhorita Swan, se quiser qualquer dia desses tomar um drink... – disse Senhor Stefan passando-me seu cartão.
Ele estava me paquerando? Rá, eu mereço.
- Se ela quiser alguma companhia, terá a mim. – Ouvi Edward falar.
- É claro. – respondeu senhor Stefan.
Guardei o cartão que o Stefan me deu na bolsa, não que eu fosse precisar dele. Mas nunca se sabe...
Edward esperou ele sair de vista para falar comigo.
- Temos um jantar hoje à noite e você terá que ir – ele falou.
- Porque?
- Porque é minha secretária, e quero uma companhia. – ele piscou. – E depois poderíamos dar um
volta. – ele sorriu maroto.
- Por exemplo?
- Sei lá... Você escolhe o lugar – sorri.
Então não seria apenas um jantar, poderíamos ficar um pouco a sós, sem ter nenhum empata foda para atrapalhar.
- Tudo bem então – concordei.
- Qualquer coisa é só me chamar.
- Edward, dá um tempo! – falei rindo e ele concordou entrando em sua sala.
Alguns minutos depois.
Eu estava jogando aquele jogo da cobrinha [n/a: eu ainda não descobri o nome] quando o telefone toca.
- Cullen S.A, boa tarde. – atendi.
- Ui, educada é? – comecei a rir.
- Estou trabalhando, Alice, o que quer?
- Credo sua mal educada, quero falar com o Edward ta. – disse Alice.
- Ok, vou passar pra ele. Um segundo – levantei-me com toda a coragem do mundo e bati na porta de
sua sala.
- Entre. – ele gritou.
- Alice no telefone – falei quando entrei.
- O que ela quer? – dei de ombros.
- Não sei.
- Tudo bem, vou atender. Obrigado, Bella.
Voltei para minha mesa e coloquei o telefone no lugar. Passando-se alguns minutos vi Edward saindo da sala com sua pasta.
- Alice, quer falar comigo, então você já pode ir – ele falou.
- Ok – concordei e olhei para cima da mesa que ainda estava a sacola de roupa que Emmett tinha trago.
- Quer carona para casa?
- Quero sim, só vou trocar de roupa, eu acabei esquecendo.
- Pode usar meu banheiro. – ele falou.
Peguei a sacola e rumei em direção a sua sala, entrando na porta que eu jurava ser o banheiro. E adivinhem, era o banheiro.
Ele não era grande e nem pequeno, mas perfeito para duas pessoas se agarrarem. Isso é mentira.
Coloquei a sacola em cima da pia e comecei a procurar uma roupa, mas toda vez que eu tirava só vinham peças íntimas.
Mas que droga.
Virei a sacola de cabeça pra baixo, começando a ficar irritada. Caíram muitas lingeries e um pacotes de camisinha.
EU VOU MATAR A NICKE.
Sai do banheiro emburrada, com a sacola nas mãos. Edward olhou-me interrogativo.
- Não pergunte, vamos direto para a casa da Nicke.
- Nicke?
- Minha amiga e futura morta.
- Porque futura morta?
- Porque ela só trouxe roupa íntimas e um pacote de camisinhas – falei rápido, sem prestar atenção.
Edward começou a rir alto.
- Poderíamos usar o pacote de camisinhas não acha? – ele perguntou puxando-me pela cintura.
- É uma ótima idéia – falei – mas não hoje – respondi quando ele sorriu safado.
- Poxa, Bella. – ele fez bico.
- Temos que nos arrumar para o jantar.
- Uma rapidinha – Edward disse mansinho.
- A Reneé não anda te satisfazendo não? – zoei
- Faz tempo que não temos um momento a sós. – ele disse – vamos logo então – completou.
Começamos a andar com nossos braços se tocando levemente, Edward cumprimentava todos onde passava.
Entramos no seu carro, e estava um silêncio incômodo. Eu não devia ter tocado no assunto sobre minha mãe, estando em um momento intimo não é legal colocar alguém de fora, principalmente se esse alguém for namorada dele.
Edward estacionou em frente a minha casa, ele não esta pensando que iria entrar assim não é?
- Porque você não me levou para a casa da Nicke?
- Porque eu te trouxe pra casa – ele deu de ombros – você não mora com essa tal de Nicke.
- Edward você não quer que minha mãe me veja assim. – rebati – eu estou com a parte de cima do vestido transparente, e com seu paletó.
- E daí? – respondeu simplesmente.
- Como e daí? E daí que ela vai achar que eu e você, você e eu. Argh – bufei.
Edward começou a rir.
- Você esta preocupada apenas com o paletó? Ela vai desconfiar se você for sem, já como você mesma disse, seu vestido esta transparente. – isso tudo estava sem lógica, ainda achava melhor irmos para casa da Nicke.
- Edward... – comecei mais ele me interrompeu.
- Acho melhor sairmos logo do carro, Renée esta esperando no portão. – olhei em direção a casa e mamãe estava no portão com a testa enrugada olhando na direção do carro.
- Que ótimo, Edward – falei abrindo a porta do carro e saindo.
- Bella, espera. – ouvi-o dizer dentro do carro.
Passei pela mamãe e ela ainda continuava com a interrogação no meio do rosto.
- Eu sou desequilibrada e derramei achocolatado em mim. – falei de uma vez e entrei em casa
POV ALICE.
- Alice, cala a boca que eu não entendi nada – dizia Nicke.
Meu santinho quantas vezes eu teria que repetir?
- Nicke, você não é loira, o Emmett pediu para sair comigo. Entendeu? – falei novamente.
- E você disse que sim? Diz que você disse sim? – olhei para o teto.
- Disse que ia pensar.
- Alice, eu vou te matar — disse Nicke exasperada. – pode ir pegando o celular e ligar pra ele. Porque
você vai sair com ele sim, e será hoje.
- Ta bom – Nicke e eu tínhamos o temperamento forte e se ficássemos nessa não chegaríamos a lugar nenhum.
Nicke me passou o celular e disquei o número de Emmett.
- Alô? – ele atendeu.
- Emm, sou eu a Alice.
- Ah, oi, Lice. Tudo bem?
- Tudo sim, eu só liguei pra saber se aquele convite ainda esta de pé?
- Pra você tudo esta em pé – disse ele malicioso do outro lado da linha.
- Emmett, pare com a safadeza. – ri. – Que horas nos encontramos?
- As 19:00h eu passo ai.
- Então, até as 19hs. Beijos
- Beijos – e desligamos.
- Eu nem acredito que você vai sair com o Emmett. Quando a Bella souber vai pirar – disse Nicke.
- Eu sei, eu sei. – concordei rindo.
OMG,OMG,OMG eu ia ter um encontro com Emmett Gostosão Hale.
POV BELLA
Depois de um longo banho demorado, resolvi descer. Edward já devia ter ido para casa.
- Mãe, estou com fome. – falei descendo as escadas.
- Edward, você não me liga mais! Você até esquece que eu existo – ouvi mamãe dizer ao Edward.
- Renée, isso é mentira. – ele rebateu.
- Mentira? Você não me trata mais como sua namorada. Você as vezes acha que sou sua mãe. – sei que é feio ouvir conversa dos outros, mas não quero nem saber.
Não me atrevi a descer até a sala, fiquei parada na escada ouvindo a briga dos dois.
- Renée, pare de fazer tempestade em um copo d’água. Eu vou pra casa, mais tarde eu passo aqui pra
buscar, Isabella.
- Pra que? Minha filha não vai a canto nenhum.
- Tenho uma reunião de negócios e Isabella tem que me acompanhar.
- Ela não é obrigada – mamãe rebateu.
- Sim, ela é Reneé. E pare de colocar obstáculos, não era você que queria que ela trabalhasse?
- Era, mas era para nós termos um momento só nosso. – eu não acredito que a mamãe quer se livrar
de mim.
- Fala sério Renée, ela é sua filha.
- Sei que o que fiz foi errado, mas entenda..
- Eu entendo, que depois que se convive muito com uma pessoa. Ela se transforma.
- Edward, espera – mamãe disse, mas a porta foi fechada com força.
Subi ao meu quarto correndo, eles tinha brigado por minha causa, eu não sabia o quanto Edward estava afastado de minha mãe. Eu não devia ter me metido no relacionamento deles, de jeito nenhum.
Desci novamente meio receosa, vai que mamãe inventa de brigar comigo.
- Porque você não me disse que ia sair com o Edward? – ela perguntou quando entrei na cozinha.
- AAAH – gritei – quer me matar de susto? – perguntei tentando acalmar meu coração que batia acelerado.
- Isabella, você não me respondeu. – ela insistiu.
- O que a senhora tem? Nunca me chama de Isabella. E sim eu vou sair, é uma reunião com ele, com o Senhor Stefan e sua esposa. – ela me olhou interrogativa.
- Ah, fala sério, a senhora esta achando que Edward esta traindo-a?
- Estou passando dos limites né? – ela perguntou.
- Está – concordei – ele nunca iria lhe trair. – menti.
Mamãe riu envergonhada.
- Que horas ele vem lhe buscar?
- Eu não sei – realmente — ele não me disse o horário.
- Ok – ela concordou – ele esta tão distante ultimamente, será que ele me trocou filha? Por duas de 18?
– por duas de 18 eu não sei, mas por uma de 16 com certeza.
- Devem ser problemas, mãe. Ele deve estar preocupado com a irmã.
- Como você sabe que ele tem uma irmã?
- Alice Cullen, ela começou a estudar lá na escola esses tempos.
- Entendi – ela disse enrugando a testa. – você não ia comer?
- Não, perdi a fome – falei e sai da cozinha.
Mamãe estava começando a rondar, estava na cara que ela não confiava em Edward e estava começando a desconfiar de mim. Eu nunca tenho sorte nessas coisas, e a fome até tinha ido embora.
POV ALICE.
- Edward, eu vou sair com o Emmett e você não vai me obrigar a ficar. – falei de uma vez.
Edward é um ótimo irmão, porém, é muito ciumento.
- Quem é Emmett?
- Meu futuro namorado gato – falei rindo. – ele vem aqui. Talvez vocês possam ser amigos.
- E onde ele vai te levar? – perguntou cruzando os braços.
Dei de ombros — qualquer lugar está ótimo.
- Eu quero nome, endereço, telefone e idade. – ele exigiu.
- E se eu não quiser passar? Você não vai me obrigar. E pode ir parando com isso Edward, eu não fiz
toda essa cena com a Renée e olha que eu poderia fazer.
- Não venha mudar de conversa – eu mereço passar por isso.
- Quando ele chegar aqui, vocês conversam, ok? – falei empurrando Edward para fora do meu quarto e fechando a porta em sua cara
Às vezes eu preferia ser filha única, não passaria por todo esse interrogatório que Edward sempre faz.
POV BELLA.
Eu estava esperando a ligação de Edward, mas nada dele. Eu não estava nem um pouco a fim de ligar, mas pelo jeito eu teria.
Desci os degraus e peguei a agenda de contatos que ficava na sala, procurei pela letra “E”. Seu nome era o primeiro da lista.
Edward Cullen – 3635-966696-96
Disquei seu número, e esperei atenderem.
- Alo? – ele atendeu.
- Edward, sou eu a Bella.
- Oi Bella, aconteceu algo?
- Não não, você não disse que horas passaria aqui.
- Às 19:15h. Temos que nos encontrar com ele as 20:30h.
- Ok, então até lá. – não esperei Edward se despedir e logo desliguei.
Joguei-me no sofá ligando a tv, mudando de canais sem prestar atenção em nenhum.
ALGUMAS HORAS DEPOIS.
Olhei no relógio do DVD, eram exatamente 18:30h, levantei-me do sofá com toda coragem do mundo e subi os degraus da escada quase morrendo.
Entrei no Box e tomei um banho relaxante. Sai do banheiro com a toalha enrolada em volta do corpo.
Entrei no closet e optei por uma roupa que na minha opinião era elegante. Um vestido tomara-que-caia vermelho, um salto fino e uns colares e brincos para combinar, isso sem esquecer do meu sobretudo preto e a carteira de mão.
Me vesti e passei uma maquiagem um pouco forte. Peguei minha carteira de mão e o sobretudo colocando-o por cima de meu vestido.
- Já vai? – perguntou mamãe quando sentei ao seu lado no estofado.
- Ainda não, Edward vai passar aqui.
- Hum – ela resmungou.
Não demorou muito e a campainha soou.
- A senhora não vai abrir? – perguntei quando ela não levantou.
- Não – disse encarando a tv – não quero vê-lo por hoje.
- Ok – concordei – boa noite – falei dando um beijo em sua bochecha.
- Não chegue tarde.
- OK – gritei por cima do ombro quando abri a porta.
- Oi – falei pra ele quando abri a porta.
Edward estava deslumbrante em um terno tweed cinza, salpicado de marrom, azul e verde e com um sorriso encantado no rosto.
- Boa noite – ele sorriu e me puxou para beijar meu rosto.
- Edward, mamãe esta em casa – adverti em um sussurro.
- Eu sei, e não estamos fazendo nada de mais – ele disse me soltando.
- Vamos logo – falei andando em direção ao seu volvo.
Edward chegou antes de mim no carro e abriu a porta do carona.
- Obrigada – falei quando ele fechou e sentou ao meu lado no carro.
- E aliás, você esta linda – ele observou – vermelho cai perfeitamente em você – corei.
- Obrigada e você também não esta nada mal.
Edward ligou o carro e saiu da rua de casa em velocidade alta.
- Eu não sabia que seu amigo Emmett conhecia a Alice. – ele comentou em certo momento.
- Aham, nós três estudamos juntos. Os dois são parceiros. Por quê?
- Porque ele estava lá em casa – como assim? O que o Emmett estaria fazendo na casa de Alice e por quê? Ele não tinha nenhum motivo para ir visitá-la, pelo menos não que eu soubesse.
- O que ele foi fazer ? – perguntei com a curiosidade clara em minha voz.
- Chamá-la para sair.
- O que? – eu só posso estar surda! Emmett convidou Alice para sair e não me contou nada?
- Isso mesmo. Ele esta te traindo? – Edward olhou-me pelo o rabo do olho.
- Não tenho nada com ele. – falei pela a milésima vez – mas eu não acredito que ele não tenha me contando e nem a Alice. Será que a Nicke já sabe? – perguntei a mim mesma.
- Nem sei quem é a Nicke – respondeu Edward, mas ignorei.
- Você sabe para onde eles iriam?
- Não – ele respondeu bufando.
- Edward, Emmett é uma boa pessoa não entendo porque tem raiva dele. Ele não faz mal a nenhuma mosca. É apenas uma criança enorme.
- Alice disse a mesma coisa, mas ele tem cara de mulherengo. Se ele fizer minha irmã sofrer eu acabo
com a raça dele – ele disse apertando o volante com força.- Você também tem cara de mulherengo e nem por isso rolou preconceito. Aliás se o Emmett chegar a fazer a alguma coisa eu mesma capo ele. – falei sorrindo.
- Você me assusta, garota. – disse ele rindo.
- Ainda bem – sorri de volta.
POV ALICE.
- Para onde vamos? – perguntei quicando no banco do carro de Emmett.
- Eu estava pensando se a gente poderia dar uma volta pelo o shopping, comer algo no McDonald’ s e depois ir assistir um filme.
- McDonald’ s? – perguntei insegura, McDonald’ s significa frituras, frituras significam gordura, gordura significa regime. Ah que se dane o meu regime.
- Aham, se não a gente pode ir em outro lugar. – ele respondeu rapidamente.
- Mcdonald me parece uma ótima idéia. – ele sorriu.
- Emmett? – chamei.
- Diga, Lice – ele respondeu.
Eu estava completamente insegura em como tocar no assunto, eu não sabia se era a hora certa.
- Alice? – ele me chamou.
-Ér. Me desculpe por mais cerdo! Meu irmão é ciumento quando se trata de rapazes! — Emmett riu
- Tudo bem, eu não tenho sogro, mas tenho um cunhado que vale por um. – sorri.
- Se papai estivesse vivo, ele ia te adorar. – respondi lembrando de meu pai.
- Assim como ele ia me aprovar, Edward também vai – Emmett respondeu seguro.
Olhei para frente enquanto o carro corria em alta velocidade.
- Vocês homens adoram velocidade, não é?
- Porque diz isso?
- Porque meu irmão é um. Ele não sabe andar devagar. Isso me assusta – Senti Emmett diminuir a velocidade – mas é bom. Sentir o vento bater contra a pele, a sensação é maravilhosa.
- Quer que eu volte a velocidade normal?
- Quero, por favor.
Fomos o caminho inteiro conversando, Emmett com certeza era uma criança em um corpo de um homem, de um homem muito gostoso por sinal. Ele estava com um tênis branco, com uma calça jeans azul marinho, mais em cima com uma blusa branca com uma estampa em preto e outra blusa quadriculada por cima com os botões abertos. Deveria ser um pecado esse homem ser gostoso desse jeito.
Eu esperava estar arrumada a altura desse homem, eu não queria passar a ser uma vergonha.
Emmett estacionou o carro e abriu a porta para eu descer.
- Obrigada – sussurrei.
OMG, eu não sabia o que estava acontecendo comigo, desde quando eu coro em frente a um homem?
Eu ficaria muito grata se ele parasse de mexer com meus sentimentos.
Emmett segurou em minha mão. OMG, respira Alice. Vai fundo..Um.. dois.. três ... respira. Um ... dois ... três... respira.
Passamos em frente a um espelho, e parei. Olhei meu reflexo.
Eu estava com um vestido tomara-que-caia amarelo com o sobretudo preto e meu salto fino preto altíssiiiiiiiimo, e um colar que pedi emprestado a Nicke em formato de coração e uma pulseira que
ganhei da mamãe. Mais a minha carteira de mão.
- Você está linda – sussurrou Emmett em meu ouvindo, fazendo os pêlos de meu corpo arrepiarem.
- Você também. – não, ele estava mais lindo, não haviam palavras que descrevessem sua beleza.
Andamos um pouco pelo o shopping até que a fome bateu.
- Emm, vamos ao McDonald’ s?
- É claro – Emmett começou a me puxar pelo shopping.
- Emm, eu estou de salto não corre – falei, rindo.
Chegamos no Mcdonald do shopping e escolhemos uma mesa enquando Emmett olhava o que poderíamos chamar de “cardápio”.
- Então o que vai ser? – perguntei com a barriga roncando.
- Topa um Big Mac? – ele perguntou ansioso.
- Um Big mac? Ele vem com que? – perguntei receosa.
- Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, pão com gergelim – ele respondeu
orgulhoso de si mesmo.
Com certeza depois desse eu engodaria uns 2kg.
- Tudo bem, pode ir pedir. — Emmett de levantou sorrindo e foi até o balcão fazer o perdido.
Vi uma loira sentada em outra mesa com um monte de pessoas, secando meu homem, ta Emmett não é exatamente MEU HOMEM, mas em breve será.
Cruzei os braços e fiquei encarando-a. Quem essa oxigenada pensa que é, para secar meu Emmett na minha frente?!
- Voltei – disse ele sentando em minha frente.
Olhei para ela por cima do ombro dele, e ela nos olhava curiosa. Sorri sarcástica em sua direção.
- Cadê? – perguntei olhando suas mãos vazias.
- Eles estão aprontando. Logo mais chega.
- Emmett? – a loira que estava sentada em outra mesa estava ao lado do meu homem sorrindo abertamente.
- Rose? O que faz aqui?
- Vim fazer umas compras — disse ela sentando no colo de Emmett.
Quem essa vaca pensa que é para sentar no colo do meu futuro-namorado?
Ela começou a abraçar Emmett com força.
- Hey, quem mandou você chegar abraçando meu namorando? – gritei. E todos do shopping pararam para olhar. – Pode ir tirando suas patas de cadela de cima do meu homem, porque eu que sou a namorada dele não sento em seu colo. E VOCÊ VAI SENTAR? NÃO MESMO!– falei com nojo, puxei-a pelo o braço fazendo se levantar. Ela me olhava espantada. — Quem você pensa que é, para chegar com toda essa intimidade pra cima do Emmett?!
- Eu sou a irmã dele. Rosalie Hale – ela respondeu simplesmente.
OMG, me matem.
POV BELLA
- Falta muito, Edward? Eu já estou ficando com sono – falei bocejando.
- Não muito, amor. – vi sua mão solta o volante e vir para em minha coxa alisando-a.
- Você tinha que deixar sua mão onde estava.
- Eu sei, mas ela não sabe viver longe da sua pele – ele disse piscando.
- Que grande honra – zoei. (N/A: a Bellinha não dá valor não né, ainda zomba da mão boba do coitado... Se você desistir Ed, pode me ligar. Haha)
Edward parou o carro e saiu abrindo a porta para mim e estendendo a mão para me ajudar a sair.
- Você poderia, por favor, parar com isso? – pedi corada.
- Você é uma dama, e tem que ser tratada como uma. – ele disse beijando minha mão.
Eu não mereço um cara desse, sinceramente ele é muito bom para mim.
- Tome conte do meu carro – disse Edward sério, jogando as chaves para o manobrista.
O manobrista concordou e entrou no carro sumindo com ele de nossas vistas
- Vamos? – Edward perguntou me dando o braço.
- Aham – cruzei meu braço junto com o dele.
Quem olhasse de fora pensaria que éramos um casal de namorados e não um casal de amantes. Sorri com a ideia.
Porque de repente ser amante dele não me pareceu uma péssima idéia? Ser a outra não era tão legal, mas melhor ser a segunda do que não ser.
- Edward Cullen e Isabella Cullen, temos um jantar com o Senhor Stefan Withi. – ouvi Edward dizer a recepcionista. O olhei incrédulo pelo o meu novo sobrenome e ele apenas deu de ombros com um sorriso.
Quando entramos a moça pediu para eu tirar o sobretudo. Eu não iria tirar porque fiquei bonita, qual é.
Mas Edward sussurrou que tinha que tirar, e que no final eles devolveriam, ah deles se não devolverem.
- Por aqui – ela disse e nós a seguimos.
- Isabella Cullen? – sussurrei para ele, não conseguindo esconder o sorriso bobo.
- Aham, esse restaurante é um dos piores quando se trata de guardar uma mesa. Quando os dois são da mesma família, fica bem mais fácil. – ele disse.
- Aham, sei – ironizei.
- Senhor Withi. Seus convidados acabaram de chegar – ouvi a moça dizer e segurei o bocejo
Vi o Senhor Stefan sentado ao lado de uma mulher com vestes em azul marinho (um vestido de um ombro só), no pescoço um colar que jurava eu ser de ouro e um relógio no pulso. Seu cabelo era um loiro mel ou apenas loiro (eu não sei a diferença, então...) e um sorriso puxado, marca de muitas plásticas.
- Boa noite – falei quando Edward puxou a cadeira para eu sentar.
- Boa noite. – Disse Stefan me comendo com os olhos. – Deixe eu lhe apresentar minha esposa, Flavia Withi.
- Prazer, Isabella – olhei para Edward, eu não sabia se eu tinha que usar o Swan ou o Cullen, decidi por deixar assim mesmo.
- Vamos jantar primeiro ou falamos de negócios antes? – Edward perguntou se dirigindo ao Stefan.
- Jantaremos e as damas escolhem – ele falou me encarando.
O Garçom me passou o cardápio e passou um também para a Flavia, comecei a ver o que tinha de bom.
- Raviolli a cogumelo é muito bom – Edward soprou.
- Vou querer dois raviolli a cogumelo – falei ao garçom.
- Eu vou querer esse Risoto de Frutos do Mar – olhei curiosa para Edward diante do perdido da moça. –
Quais os ingredientes? – ela retornou a perguntar.
- Arroz arbóreo, camarão médio, anéis de lula, tentáculos de polvo, carne de siri, queijo parmesão, vinho branco, camarões vg (verdadeiramente grande), chá de curry, chá de urucum, tomates italianos, dentes de alho, alecrim,azeite e sal – ele respondeu automaticamente.
- Vou querer. – ela disse por fim.
- E eu quero um raviolli a cogumelo também – disse Stefan.
Eu queria vomitar, como assim essa mulher vai ter coragem de pedir uma coisa dessas? Ela não tem amor aos animais? E nem ao próprio estômago?
- E para beber? – o garçom perguntou.
- Os rapazes escolhem – ela respondeu.
Eu não conseguia falar nada, com o vômito na boca da garganta, eu ainda não conseguia acreditar que ela ia mesmo comer aquilo.
- Que tal um vinho branco de 1953? – Edward perguntou e Stefan concordou.
- Isabella, onde você comprou esse colar? É lindo. – Flavia perguntou.
- Eu ganhei do meu pai a um anos atrás. Antes dele falecer. – respondi firme, eu tinha que ser assim.
Lembrar de meu pai ainda doía e doía ainda mais não falar dele.
- Ele é lindo – ela deu uma pausa – pensei por um momento que seu namorado tivesse lhe dado. – disse olhando para Edward.
- Desculpe? Namorado? – ela não estaria insinuando que eu e Edward estamos tendo um caso, não é?
Ela riu sem jeito.
- O Senhor Cullen, não é seu namorado?
- Não – eu ri – eu e Edward não temos nada.
- É verdade – Edward concordou – somos apenas amigos.
“Amigos com benefícios apenas”. Pensei.
- Aqui está – disse o garçom atrapalhando a conversa e colocando nossos pratos na mesa alguns longos minutos depois.
Ele abriu o vinho e nos serviu.
Eu posso ser de maior, mas não significa que posso encher a cara até o sol nascer quadrado.
- Edward, tem certeza que eu posso beber? – perguntei baixo.
- Porque não? – ele sussurrou do mesmo modo.
Aproximei minha boca mais de seu ouvido.
- Quando eu bebo, faço loucuras – falei maliciosamente.
- Se fizer essas loucuras apenas comigo, então pode beber a vontade – ele falou sorrindo safado.
Revirei os olhos
Vi Flávia me encarar interrogativa. A qual foi? Não podemos nem conversar em paz?
Cutuquei o cogumelo com o gafo e levei a boca, mastigando lentamente. E Edward realmente tinha razão, era bom.
Vi Flávia levar a boca uns pedaços de não sei o que, será que ela não tem pena dos animais? É crueldade matá-los para uma riquinha comer.
Olhei para seu esposo e ele não tirava os olhos dos meus seios. Ah, eu taquei pedra na cruz, só pode.
Vi Edward parar de comer e encarar o Stefan.
Sério, isso não é hora para Edward fica com ciúmes, enquanto ele é devorado pelo os olhos da vaca e mal comida da Flavia. Se ela continuar a secá-lo eu vou arrancar essa peruca loira que ela chama de cabelo.
- Então vocês são casados a quanto tempo? – perguntei. Tentando atrair a atenção de Flavia.
- Ha dois anos – ela respondeu me olhando estranho.
- Hm – falei provando o vinho.
Senti a mão de Edward em minha coxa, alisando-a e apalpando.
Olhei para ele interrogativo, mas ele estava muito entretido com a comida.
Provei um pouco mais da comida enquanto sentia a mão dele subir um pouco mais a dentro do vestido.
Separei um pouco minhas pernas para dar espaço a sua mão. Eu poderia estar me transformando em uma verdadeira vadia, mas quem não viraria quando a mão do homem mais gato e sexy esta se aproximando de sua intimidade?
Bebi um pouco de vinho, ficando excitada com a sensação de ter a mão dele próxima de meu sexo.
Edward começou a alisar meu sexo sobre o pano fino da calcinha. Bebi um pouco de vinho para abafar o gemido que em breve sairia de meus lábios.
Não consegui comer nada apenas senti sua mão em meu sexo, Edward afastou a calcinha e começou a brincar com o clitóris com seu dedo lentamente e aumentando o ritmo. Fechei meus olhos com força e mordi os lábios evitando um gemido. Era como um fogo nascendo dentro de mim de baixo para cima
- Isabella, esta tudo bem? – Stefan perguntou.
- Aham – minha concordância saiu mais como um gemido, mas tudo bem. Ele não notou. (assim eu espero)
- Edward... – sussurrei perdendo a noção do tempo ou do lugar.
Edward aproximou-se de mim.
- Cuidado que eles estão começando a desconfiar.
- Então pare – pedi em um sussurro, tentando ao máximo me manter calada. Eu nunca tinha tido aquela sensação antes, eu nunca tinha tido a mão de ninguém lá.
Ele sorriu torto.
Edward foi tirando a mão devagar, pareceu por um momento que meu corpo sentiu falta do seu toque íntimo.
Edward tirou sua mão e levou a boca chupando o dedo, enquanto conversava com o Stefan. Como se nada estivesse acontecido.
OMG, pode ter sido rápido, mas foi algo que nunca senti. Foram os melhores minutos de minha vida com a mão dele em mim. Imagine as artes que seus dedos conseguiram fazer comigo. Quando fossemos pra cama seria melhor do isso? Torço que sim.
Eu estava meio tonta e com o fogo aumentando ainda mais dentro de mim, eu precisava dele, de sua boca, de seu corpo. Eu queria mais, eu queria gozar, eu queria gozar ao redor dele.
Notas finais
E meninas eu postei uma nova fanfic aqui no Nyah, ela também já está completa no word e estou aqui divulgando, ela se chama MY VIRTUAL GIRLFRIEND é sobre um amor virtual, acho que cada uma de nós já tivemos um, certo?rs
Enfim, chega de falar e se vocês quiserem dar uma olhada nela (link= http://fanfiction.com.br/historia/326596/My_Virtual_Girlfriend./) eu ficarei muito feliz. Então conto com vocês.
Próximo capítulo acima de oito comentários.
Então, se você gostou deixe um comentário abaixo. E nós vemos logo, logo. Um grande beijo.
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