Meu Primeiro Amor ?!
31 Mato a curiosidade & aparece outra!
Notas iniciais
– Desculpe Cato, mas o que aconteceu com ela? – pergunto já com os nervos a flor da pele.
– Ela ficou internada por uns dois meses, e por pouco muito pouco mesmo ela não fica paraplégica... Ambos tivemos sorte, meu pai pagou minha fiança e ela conseguiu se recuperar totalmente do acidente, mas ao pagar a fiança meu pai fez um trato com o juiz que eu prestaria serviços sociais durante um ano no orfanato onde a garotinha morava, no dia ela passeava com um casal que estava para adotá-la, no começo foi um “saco”, depois eu passei a me divertir com as crianças, e o que era um trabalho de um ano, virou de uma vida... – eu sei que é besteira, mas quando ele terminou de falar eu chorava, é uma historia tão linda.
– Katniss você esta bem? – ele pergunta assim que me encara.
– Sim são os hormônios da gravidez... – digo secando algumas lagrimas. – Mas ela voltou ao orfanato?
– Voltou só por protocolo, até sair a papelada da adoção, o casal que estava com ela a adotou e eu virei o tio Cato,
é engraçado como eu gosto daquela menina e ela de mim... – Ele diz a ultima parte mais para si mesmo do que pra mim.
Conversamos mais do que devíamos pois quando me atentei para as horas, já estava no horário do almoço, voltamos para o condomínio e ao me despedi de Cato ele segurou meu braço de forma delicada, e eu me assustei arregalando os olhos...
– Katniss, eu posso te fazer um convite? – ele disse receoso, e eu me assustei ainda mais, como assim um convite???... Eu estava prestes a dizer que sou casada, quando ele prosseguiu acho que percebendo meu espanto...
– Um convite pra conhecer o orfanato Katniss... Acho que você vai gostar, e as crianças de você também... E quem sabe se você gostar, podemos arranjar algo pra você lá... – Devo ter ficado extremamente corada, pois meu rosto pegava fogo, mesmo o convite de Cato não sendo o que havia esperado, decidi deixar claro.
– Tenho que falar com meu marido, mas eu adoraria conhecer sim... – digo de maneira gentil, daí então nos despedimos.
A preguiça tomou conta do meu corpo assim que entrei em casa, Peeta sempre disse que eu podia ir ao restaurante quando quisesse, bom acho que esse é o dia pois estou sem pique algum de cozinhar, e gostaria de conversar com ele a respeito do que Cato disse, talvez ele tivesse um tempinho pra conversarmos... Tomei um banho e coloquei um vestido leve, deixei meus cabelos soltos para secarem naturalmente e fico tentada a fazer a loucura de cortá-lo, ele esta imenso e não tenho vontade alguma de cuidar, mas cortar também não é a solução sempre gostei dele grande e sei que irei me arrepender se cortar, então deixa a bucha do jeito que esta, faço uma maquiagem leve e saio de casa.
– Segura o elevador, por favor... – peço a pessoa que acabara de entrar e que me atende prontamente, e quem encontro no elevador?
– Ta me seguindo vizinha?... – Cato diz com uma voz engraçada.
– Acho que é você quem esta... – digo entrando na brincadeira.
– Então já falou com o marido? – ele pergunta um pouco mais sério.
– To indo almoçar com ele... – respondo.
– Hum legal, espero que ele não se incomode... Afinal deve ser enlouquecedor ficar o dia inteiro em casa...
– Nem me fale, e é mesmo... – assim que termino de falar chegamos ao térreo e cada um toma o seu caminho.
Apesar de o restaurante não ser tão longe, peço ao porteiro que chame um taxi, o que não demora muito e em pouco tempo chego ao restaurante. Assim que chego sou recepcionada por uma linda e alta loira, com cabelos sedosos de me deixar envergonhada pelos meus estarem tão mal cuidados, mas deixa pra lá né, não vamos nos prender a detalhes.
– Boa tarde, meu nome é Cashmere, a sra. tem reserva? – ela diz muito educada e prestativa, ela deve ser a recepcionista do período da manha, pois nunca a vi aqui.
– Boa tarde Cashmere, na verdade não tenho reserva, eu vim falar com o Peeta... Você poderia chamá-lo por favor...
– Tento usar da mesma educação da loira, mas algo em seu olhar quando falei o nome de Peeta não me agradou nada.
– Sim, claro que posso... A quem devo anunciar... Sra.??? – ela pergunta animada.
– Sra. Mellark... – digo pra loira prestativa e até demais, que ao pronunciar meu sobrenome perde um pouco da educação e me encara com um sorriso sem graça.
– Irmã do Peeta?... – Jura que ela perguntou isso?
– Não, esposa... – digo irônica e acaricio minha barriga, satisfeita com o sorriso que sumiu do rosto da loira.
– Ah claro, vou chamá-lo. – ela diz ao pegar um interfone e ligar para a cozinha. Legal mais uma loira pra eu me preocupar, que isso Peetata com açúcar é?
– Docinho... – escuto uma voz que já se tornou familiar.
– Haymitch... – me viro para cumprimentá-lo e vejo que Effie vem logo atrás.
– Lindinha... – ela da um corridinha engraçada pra chegar até mim antes de Haymitch, e antes mesmo de me cumprimentar acaricia minha barriga. – E esse bebezinho que não quer abrir as perninhas pra sabermos se é uma menininha ou menininho... – ela fala e logo depois me abraça, cada dia que passa gosto mais dela e até mesmo do Haymitch, eles são atenciosos e Peeta diz que sempre perguntam por mim.
– Pois é... Ou é muito tímido ou esta querendo driblar Peeta e eu, daqui duas semanas vou fazer outro ultrassom, espero que ele ou ela resolva abrir as perninhas... – converso animada com Effie, enquanto Haymitch repete o gesto da esposa e me abraça me cumprimentando.
– Mas o que você esta fazendo aqui docinho?
– Vim tentar almoçar com Peeta... – digo um pouco sem graça.
– E porque ainda esta aqui na recepção? Deveria ter entrado direto assim que anunciasse seu nome... – ao terminar de falar ele não olhava mais para mim e sim para Cashmere.
– Boa tarde Sr. e Sra. Albernathy.
– Boa tarde Cashmere, sempre que a Katniss vir pode deixá-la entrar direto. Ok? – Haymitch diz gentilmente.
– Sim senhor Albernathy. – e antes de adentrarmos ao restaurante.
– Obrigada Cashmere... – digo fazendo minha melhor cara de boa moça.
– Disponha, Sra. Mellark. – ela me imita, quase fazendo uma careta de tão forçada.
– Venha docinho, vamos ver o padeiro em ação. – Haymitch diz zombeteiro ao me guiar para a cozinha.
Assim que entramos vejo várias pessoas trabalhando num ritmo acelerado, acredito por ser horário de almoço, mas não vejo Peeta e muito menos Glimmer para minha infelicidade. Tento não pensar que estão juntos, mas é besteira, pois logo Haymitch me leva até uma parte isolada da cozinha, onde são feitas as sobremesas, e lá estão eles... Peeta fazendo algum prato de sobremesa elaborado, e Glimmer sentada em um balcão próximo a ele, enquanto eles conversam animadamente.
– Hum bonito... A senhorita vem para trabalhar e não para ficar conversando mocinha... E ainda atrapalhando o Peeta. – a Effie diz no seu tom usual, o que não me parece estar chamando atenção da filha de 19 anos e sim de uma criança de 2 anos.
– Ela não esta me atrapalhando Effie... – Peeta diz ainda sem se virar, e assim que Glimmer é descoberta ela da um pulo se levantando do balcão.
– Só estávamos conversando sobre confeitaria... Oi Katniss, tudo bem? – ela diz com os olhos arregalados e um pouco corada pelo flagra, o que será que os dois conversavam? A reação de Peeta também não foi muito calorosa, ele se virou bruscamente e ficou me encarando, não consegui esconder minha insatisfação pela recepção de Peeta, e houve um longo minuto de silencio, que foi interrompido por Haymitch.
– Ok então, mas não quero conversas em horário de almoço do restaurante, pois é o horário mais corrido e tenho certeza que estão precisando de você Glimmer. – Haymitch diz num tom ainda não conhecido por mim, que me fez lembrar do grande respeito que Tom tem por ele, ele adquiriu uma postura totalmente profissional sem ser grosso.
– Sim pai, desculpe... Tchau Katniss... – ela falou de cabeça baixa enquanto saia, parecendo uma criança que acabara de levar uma bronca, e Effie a acompanha.
– E você padeiro esta liberado para almoçar com a docinho... – ele continuo com seu tom profissional o que me pegou desprevenida, pois foi engraçado ouvi-lo me chamando de docinho até mesmo sério.
– Desculpe Haymitch não me atentei que o horário de almoço, é o horário de “pico” em um restaurante, eu posso voltar outra hora... – disse já me envergonhando da coisa mais obvia do mundo.
– Fique tranquila docinho, pode ir almoçar com seu marido, aproveite que hoje estou de bom humor. – ele diz voltando ao seu tom sarcástico de sempre, o que me faz voltar a atenção para Peeta que permanece na mesma posição.
– Se meu marido sair do estado de choque. – digo entrando na brincadeira e Peeta finalmente da sinal de vida, enquanto Haymitch ri do meu comentário.
– A docinho tem razão... Mas Peeta faça o pedido de vocês aqui e veja com a Cashmere qual sala privativa esta disponível, o salão não esta cheio e estamos com poucas reservas para almoço, assim vocês podem ficar mais a vontade para conversar.
– Sim, obrigada Haymitch. – Peeta disse e ele se foi nos deixando a sós. – Oi meu amor, esta tudo bem? – ele disse vindo em minha direção tocando minha barriga e me dando um selinho.
– Tudo sim, me parece que você não esta bem... – digo irônica, e ele faz cara de desentendido e eu semicerro os olhos pra ele.
– Ah, desculpe por aquilo, não esperava te ver aqui, muito menos com a Effie e o Haymitch...
– Mas você não disse que eu poderia vir sempre que quisesse. – e a ironia não para por ai.
– Sim, mas poderia ter me avisado antes, assim te falaria qual é o meu horário de almoço.
– Ah tanto faz, vamos comer logo que seu filho esta com fome... – digo já impaciente, ele ri.
– Tudo bem, mas antes me cumprimenta direito... — ele diz numa voz sedutora, que me faz arrepiar toda.
– Não Peeta, estamos no seu trabalho, aqui não é a Mellark's que fazíamos o que queríamos... — minha voz sai quase como um sussurro, enquanto tento inutilmente me esquivar das investidas dele.
– Lembra amor ... Proibido é mais gostoso... — ele sussurra em meu ouvido e minhas pernas ficam bambas...
– Sim e foi por conta desse proibido que hoje estou com esse barrigão... — uso o mesmo tom sedutor que ele, e ele ri da minha piada fora de hora.
– Na verdade não amor, você engravidou depois que assumimos o namoro... — ele diz já voltando o seu tom normal de voz, e dessa vez quem ri sou eu.
– Então vamos... — digo seguindo mas ele me puxa e me beija, um beijo urgente, cheio de desejo, o típico beijo de tirar o folego.
– Ai desculpa... — somos pegos no flagra, por duas pessoas que eu não esperava porém a situação foi proveitosa, as duas loiras aguadas nos flagraram no maior amasso... Não que isso fosse bom, afinal era o trabalho de Peeta, mas que eu gostei de ver a cara de sem graça das duas eu gostei, e Peeta percebeu pois me lançou seu sorriso torto antes de se virar para as garotas, enquanto eu abaixei a cabeça fingindo estar envergonhada.
– Eu que peço desculpas, é que... — Peeta me puxa para que eu fique na sua frente. — Minha esposa é linda, difícil resistir... — ele diz e eu me inflo, mais.
– Imagina Peeta, finja que eu nem estive aqui, só vim buscar a sobremesa... — Glimmer diz sorrindo timidamente, nem parece que tem culpa no cartório.
– E eu vim chama-los pois o Sr. Albernathy pediu que eu separasse uma sala privativa pra vocês almoçarem.
– Ah claro, vamos amor... — Peeta me puxa para fora da cozinha, fala algo com o Chefe de cozinha, acredito que fazendo nosso pedido e seguimos a loira azeda da Cashmere até uma sala privativa de reuniões super elegante com uma mesa redonda no centro, atrás uma bancada com alguns interruptores, uma tela de projeção e uma espécie de data show porém muito mais moderno, e ao lado um sofá de cor sóbria combinando com ar formal da sala.
– Chegamos... Bom almoço... — ela diz sem ao menos me olhar.
– Gostou né? — Peeta diz assim que a azeda sai da sala.
– Sim, esta sala é linda... Tem um ar formal, mas também aconchegante. – digo reparando nos detalhes.
– Não estou falando disso mocinha, estou falando do flagra que Glimmer nos deu. – ele diz com um sorriso sapeca, finjo não saber do que ele esta falando, mas logo um sorriso se forma em meus lábios evidenciando que ele esta certo.
– Ela e a loira azeda, não fui com a cara dessa Cashmere, ela é muito atenciosa com você.
– É o trabalho dela amor...
– Não senhor, o trabalho dela é ser simpática e atenciosa com os clientes e não com os funcionários. – digo arqueando as sobrancelhas.
– Agora para de graça e vem aqui... – ele diz todo fogoso me puxando para si.
– Mellark, Mellark não comece algo que não pode terminar... – digo provocando-o.
– Eu posso e vou... – diz e me beija novamente, exigindo mais de mim, até que nosso bebê protesta a falta de atenção do pai, e a combustão que esta causando na mãe. – Hoje à noite, quando nosso filho ou filha estiver bem alimentado... – ele ri e se abaixa pra beijar minha barriga. – Amor nos temos que começar a escolher nomes não? E mês que vem terminar de comprar o enxoval e tudo mais... – ele diz puxando uma cadeira pra que eu me sente e ele faz o mesmo sentando-se a meu lado.
– Sim, eu pensei em alguns nomes... De meninos e meninas... Em casa te passo a lista completa, e aproveita pra fazer a sua também ai já vamos eliminando alguns e escolhemos o que mais gostamos.
– Uhum faço sim, mas Kat você veio somente almoçar comigo mesmo, ou sua visita tem outro motivo. – hum ele me conhece mesmo.
– Os dois amor... Vim porque estou com saudade, e com preguiça de cozinhar e porque quero te falar algo... – pondero um pouco as palavras, e Peeta se contrai um pouco.
– La vem bomba... – ele diz fazendo careta.
– Peeta... Me ouve, depois você tira suas conclusões... – peço e ele concorda com a cabeça. – Nosso vizinho me chamou pra trabalhar com ele... — digo sem saber de que maneira contar a ele sobre a novidade.
– Nosso vizinho? Chamou pra que? Como assim? – Peeta passa a me questionar, com um imenso ponto de interrogação estampado em seu rosto.
– É assim amor, vou te explicar... Há alguns dias eu conheci nosso vizinho e ele me acompanhou uma ou duas vezes numa caminhada...
– Espera ai... Quem é esse cara? Como assim caminhou com ele? E porque você não me falou nada Katniss? – Peeta bufava ao falar.
– Calma amor... – eu pedi. – Ele é nosso vizinho eu conheci quando pensei que tinha perdido a chave de casa, e ele puxou assunto, não contei porque não achei importante... Teve um dia que estava saindo pra caminhar, e ele estava saindo também então conversamos um pouco, e hoje aconteceu o mesmo, acabamos caminhando juntos e conversamos... – Peeta estava sério e contraia a mandíbula. – E adivinha amor, ele faz um trabalho social em orfanatos e ONG’s e como eu estou todos os dias em casa sem fazer nada, sem nenhuma ocupação, ele me convidou pra conhecer um orfanato onde ele já ajuda há algum tempo... Eu me expressei mal, na verdade não é um trabalho, ele me chamou pra conhecer, e disse que se eu gostasse poderia arranjar algo pra mim lá... – falei o mais manhosa que pude, afinal Peeta sempre se derrete quando faço isso. Ele coça a nuca, respira fundo...
– Mas assim do nada?... – ele diz um pouco mais calmo, mas ainda posso ver sua mandíbula contraída.
– Ah sim, acho que ele foi com a minha cara, sei lá... – Peeta chegou num ponto que eu não tinha pensado até agora, tudo bem que meu vizinho é simpático, mas o que o levou a me contar a historia da garotinha e me convidar para conhecer o orfanato, que ele tem um carinho especial, mas é claro que eu não vou levantar esta questão para Peeta, quando eu tiver oportunidade, se tiver oportunidade pergunto a Cato.
– Não sei Katniss... Muito estranho isso... – Peeta diz seco, com um olhar que eu conheço bem, se eu me visse no espelho toda vez que o visse com a loira aguada, seria exatamente esta cara que ele esta fazendo agora.
– Peeta... Jura que você esta com ciúmes...
– É claro que estou, você é minha esposa... E esta esperando meu filho... – ele diz como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– Você ouviu o que acabou de falar, sou SUA esposa e estou esperando o SEU filho... – digo dando ênfase que sou totalmente dele. – E com certeza ele já percebeu isso, amor... Não acho que ele teve alguma segunda intenção nisso... Eu só me animei porque não agüento mais ficar em casa, preciso de uma atividade, não agüento mais ficar entre aquelas quatro paredes, nessa cidade que eu não tenho nenhum amigo, que eu só vejo você de noite, e que mal vejo meus amigos, mesmo eles não estando tão longe... – desabafei um tanto exasperada, nem eu mesma sabia o quanto estava me fazendo mal este tipo de isolamento.
– Eu sei meu amor... – ele acaricia meu rosto. – É que assim do nada, você me pegou de surpresa, mas é claro que eu não vou te impedir de fazer algo que quer, e que faria bem a você e nosso bebê... Gostaria de pelo menos conhecê-lo, não quero que minha esposa saia por ai com um cara que eu nem sei quem é... – Sorrio para meu marido, que já suavizou sua expressão.
– Tudo bem, posso apresentá-los... – digo e lhe dou um beijo. E somos mais uma vez surpreendidos, agora pelo garçom que traz nosso prato, e aquele cheiro gostoso e familiar invade a sala. Deixo Peeta de lado e avanço no prato assim que o garçom deixa a sala.
– Nossa amor, não acredito... Ensopado de carneiro com ameixas... – digo com água na boca, quase me desmanchando sobre o prato.
– Nossa digo eu, antes você avançava em mim e não no prato. – ele diz dando-me um beijo no pescoço e segue até minha orelha. – Quero ser recompensado depois. – diz malicioso.
– E vai... – digo com a boca cheia já saboreando meu carneiro, enquanto Peeta revira os olhos e ri da minha gula.
– Amor, você é única... Nunca mude... – ele diz sincero ao me encarar.
– Eu não vou mudar não amor, eu já casei... – digo desaforada.
Mas algo ainda martela em minha mente, por mais que eu tente esconder ou negar, me incomodou e muito. Então assim que terminamos nosso almoço, faço a pergunta que não quer calar.
– Peeta pode me explicar sua reação quando me viu??? Ficou mais branco do que já é, parecia até que estava fazendo algo de errado.. — digo encarando seus olhos azuis.
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