Meu Primeiro Amor ?!
29 Capítulo 30
Notas iniciais
Hey galerinha... Por favor leiam as notas iniciais e finais, é importante ok?!...
As malas estão prontas, e minha barriga esta dando voltas e mais voltas e não é meu bebê e sim ansiedade, partimos hoje para a Califórnia, e apesar de já ter me preparado umas mil vezes mentalmente para este momento, nunca seria o suficiente. Optamos por ir de avião, pois a viagem de carro é muito cansativa e ficar horas sentada com quase 5 meses não é nada legal, sem contar as idas incansáveis até o banheiro, minha bexiga esta acabando comigo.
– Vamos amor... – Peeta entra no quarto me tirando de meus pensamentos. Tento sorrir, mas uma lagrima escapa de meus olhos. – Ah minha linda, não fica assim... – ele vem a meu encontro e seca as insistentes lagrimas que vem a seguir.
– Eu to bem amor, eu só vou sentir saudades... – digo abraçando-o.
– Eu também vou... – ele diz respirando fundo. Logo ele se levanta e me puxa junto. – Vamos, senão vamos nos atrasar.
Apenas assinto com a cabeça e o sigo, mas antes de sair do quarto dou uma ultima olhada, apesar de não morar aqui a tanto tempo, este se tornou meu lar, e este quarto foi meu refugio, meu e de Peeta, apesar de pouco tempo aqui, vivi momentos importantes, momentos que vou levar pra sempre, este não é um adeus, mas sei que daqui pra frente tudo será diferente e novo, saio do quarto antes que volte a chorar... E sei que ainda vou chorar muito hoje.
Todos nos acompanharam até o aeroporto, e nem preciso dizer que chorei horrores né?... Principalmente quando me despedi de meu pai, e ele disse que eu sempre seria sua menininha... Foi preciso uma pequena intervenção de Peeta para que embarcássemos pois eu não queria soltar meus pais e minhas irmãs...
– Amor você tem certeza que quer ir? – ele me perguntou olhando bem fundo em meus olhos.
– Tenho sim... E isso foi golpe baixo... – disse semicerrando os olhos pra ele.
– Katniss, jamais brincaria com isso... É uma decisão nossa, não só minha ou só sua... – outro golpe baixo.
– Eu sei amor... Vamos?
E foi assim que entrei no avião, tentando não chorar muito, mas sempre colocando a culpa nos hormônios, mas aquele sentimento era muito Katniss pra ser apenas hormônios, mas como Peeta disse foi uma decisão nossa, eu quis estar aqui, e sei que será muito bom para ele e para mim, vamos amadurecer como casal e como pessoas também. Logo chegamos a Califórnia e seguimos direto para nosso apartamento, por enquanto só o alugamos já mobiliado. Pensamos em compra-lo mais pra frente, ou algum outro apartamento, mas por enquanto este atende nossas necessidades, sem contar que não precisamos correr atrás de moveis e tudo que envolve uma mudança.
Nossa primeira semana foi de adaptação e arrumação, arrumamos o apartamento do nosso jeito, e fomos conhecer a cidade de Santa Helena, não é uma cidade muito grande e também não é tão badalada quanto as cidades vizinhas como Los Angeles, mas tem seu charme além de ser uma cidade muito cara, Peeta aproveitou para me levar ao restaurante, que sinceramente é muito mais elegante do que o outro, apesar de ser a mesma rede, conheci o Sr. Haymitch e a Sra. Effie, que quase me matou quando a chamei de senhora, e ela é bem do jeitinho que minha mãe descreveu, toda perua e espalhafatosa, mas também muito educada e gentil... O que falar do Sr. Haymitch, ele é meio sarcástico, suas piadas são irônicas e sem graça, mas não me parece ser uma má pessoa, provavelmente é mais engraçado quando bêbado, apesar de ter me elogiado para Peeta dizendo que eu era muito bonita, suas palavras não me convenceram, já Effie ficou toda empolgada com minha gravidez, nem parecia que ela falava com uma mulher de apenas 19 anos, que até onde sei é a idade de sua filha também, e que não fora uma gravidez premeditada, queria ver essa alegria se fosse a filha dela, este pensamento foi muito dona Clair Everdeen Mellark. Eles disseram que os filhos estão na cidade passando as férias com eles, mas não os vimos no restaurante e provavelmente não os veríamos também.
Falava com minha mãe, pai, irmãs, padrasto e madrasta todos os dias, queria ver até quando isso duraria... Mas estava curtindo cada minuto da super atenção de todos. Até que a farra terminou e Peeta começou a estudar e trabalhar, e vou te contar viu, não é nada fácil passar os dias, tardes e noites sozinha, cuidando da casa e arrumando o que fazer... Peeta estudava de manha, e trabalhava no restaurante durante a tarde e noite, e chegava em casa por volta das 23hs, as vezes mais cedo outras mais tarde, sempre muito falante e ficamos horas conversando de como havia sido o seu dia tanto na universidade quanto no restaurante, pra minha sorte como ele é um “estagiário” no restaurante não precisa trabalhar aos finais de semana, então estes eram dedicados a mim e a nosso bebê, as vezes encontrávamos Mad e Gale ou Finnick e Annie, raramente saiamos os seis, nossos horários nunca batiam, saiamos para comer fora e sempre voltamos com alguma coisa pra nosso filho ou filha, já havíamos começado a montar o quartinho, apesar de ainda não sabermos o sexo, eu sempre tentava não mexer em nada durante a semana, pois queria montar tudo com Peeta, mas as vezes não tinha nada que fazer, então pra distrair aprendia a fazer algumas decorações artesanais na internet e até que eu estava pegando o jeito.
– Amor... Vamos fazer alguma coisa? Não aguento mais ficar dentro de casa... – Digo a um Peeta jogado no sofá.
– Vamos sim... O que quer fazer?... – ele pergunta, tentando parecer animado.
– Ah não sei... Mas se estiver muito cansado, podemos ficar em casa... – digo um pouco decepcionada.
– Não... Vamos sair... – ele diz levantando e estendendo a mão para que eu levante. – O que acha de um cinema?
– Eu acho que você vai dormir... Mas eu topo... – digo rindo.
Me troquei rápido antes que Peeta pegasse no sono no sofá e seguimos para o shopping center que não era longe de casa. Escolhemos um filme com um pouco de ação, mas ainda assim tinha certeza absoluta que ele dormiria, eu fui para sala enquanto ele comprar a pipoca, mas logo desisto de sentar e sigo para o banheiro, passo na fila da pipoca para avisar Peeta, quando vejo uma loira agarrando ele... Esqueço que estou gravida e em um ambiente publico, meu instinto é de pular em cima da loira e arrancar todo seu cabelo liso escorrido. Até que ao me aproximar reconheço a loira, e minha suspeita se confirma, quando ouço o sem vergonha do meu marido dizer...
– Glimm... ? – Sim meu pior pesadelo de infância voltou, e eu fico completamente paralisada, não sei se voou no pescoço dela ou do Peeta. Fico encarando aquela cena, desejando que fosse mentira, mas tudo fica mais real quando sinto meu bebê chutar, enquanto eles conversam animados e a coisinha sempre que pode toca meu marido. Isso tudo é muito pra mim, não vou voltar pra sala do cinema, estou muito brava com ele pra isso, decido ir pra casa e ele vai enfartar quando perceber que não estou mais no cinema, mas meus planos foram por água abaixo quando me viro e dou de cara com o Sr. Haymitch e sua esposa Effie.
– Docinho... – o Haymitch diz assim que me vê...
– Lindinha... – a Effie o acompanhou...
– Cadê o Peeta? – ele pergunta olhando em volta, mas logo seus olhos encontram algo, que poderia imaginar muito bem o que era.
– Olha ele ali com a bebê... – O que? Com a bebê? Me viro curiosa pelo o que a Effie disse e vejo que ambos vem em nossa direção, me sinto desconfortável em ver que o casal conhece a Glimmer, e evito encarar Peeta.
– Padeiro... – Haymitch o cumprimenta.
– Ah que lindos, vocês se encontraram... Há quanto tempo eu não os vejo juntos... – Effie diz animada, se não fosse seu tom de inocência, eu bem que a odiaria agora.
– Amor pensei que já estivesse na sala... – Peeta diz ao me abraçar e eu continuo sem encará-lo.
– Eu estava apertada, vim te avisar que iria ao banheiro quando vi que você estava ocupado...
– Oi Katniss... – a loira aguada me cumprimenta.
– Oi Glimmer... – tento não expressar a vontade que tenho de voar no pescoço da coisinha, enquanto ela sorri abertamente para mim, até seus olhos encontrarem meu barrigão e passarem para minha mão esquerda onde faço questão de exibir minha aliança, seu sorriso vacila um instante, mas ela logo se recompõe.
– Padeiro, você terá uma nova colega de trabalho... Nossa Glimm ficara no restaurante conosco este ano... – O Haymitch disse abraçando a filha de lado todo orgulhoso, enquanto meu estomago dava voltas.
– Que bom Glimmer... Me desculpem mas temos que ir senão vamos perder o começo do filme... – Peeta disse apenas, e nos despedimos.
– Então até segunda Peeta... E Katniss você esta uma grávida muito bonita... – Faaaaaaaaaalsa, a coisinha diz e eu agradeço lhe mostrando meu melhor sorriso, me arrependendo profundamente de não estar toda poderosa com meus cabelos soltos e maquiada, mas ainda assim não tenho como esconder meus quilinhos a mais, enquanto ela exibe um corpo de dar inveja em qualquer mulher.
– Vamos amor? – Peeta diz todo solicito, se minha vontade já era de ir pra casa agora então nem se fala, mas ele sabe que fez merda e se formos pra casa agora não vai prestar.
– Vamos... – digo seria e saio na frente batendo o pé.
Os trailers já haviam começado quando sentamos, mas este encontro inesperado já havia acabado com minha noite, bendita hora que eu inventei de sair de casa, alias bendita mesmo pois só assim saberia que a coisinha é filha do chefe do meu marido, e que pior ainda, ela trabalharia com ele... Ai ai ai Peeta, você esta perdido comigo.
– Amor?... – ele começa a falar...
– Que?... – digo mal humorada.
– O que foi dessa vez?... – serio que ele me perguntou isso?
– Naaada Peeta, nada! – ele bufa do meu lado e acho que consegui estragar a noite dele também.
Nem sei sobre o que era o filme, não consegui prestar atenção em uma única frase ou cena, até mesmo as cenas românticas não me chamaram a atenção, por mais que eu tentasse me distrair, minha mente me traia trazendo imagens de Peeta e Glimmer juntos na nossa infância, adolescência e agora este ultimo reencontro e abraço, o jeito que ela o olhava e sinceramente eu evitei encará-lo com medo do que eu veria, será que ele sente falta dela de alguma forma, ele sempre a defendeu pra mim, e outra nunca me disse que ela era filha de um grande amigo de seu pai. O filme acabou e eu mal percebi, só me toquei quando vi Peeta em pé e me chamando...
– Você esta bem? – ele pergunta parecendo preocupado com minha distração.
– Estou sim... – digo levantando.
Fomos para casa em silencio, e eu pretendia permanecer assim, não que eu não quisesse falar um monte para o Sr Peeta Mellark, era justamente o contrario, mas é melhor eu controlar minha língua, senão vamos brigar feio.
– Amor, eu sei que você não gosta da Glimmer, que vocês tiveram suas diferenças no colégio, mas isso já faz tanto tempo... Acho que esta na hora de superar... – Peeta começa a falar assim que entramos em casa.
– Eu sei, mas é que sei lá... Ela me infernizou tanto no colégio, e ver vocês juntos, rindo, e ver você chamando-a do mesmo jeito que os pais, eu não gosto dela, e agora vocês trabalhando juntos... Não sei... – digo confusa caminhando até o quarto.
– Hey amor... É você quem eu amo... Eu não me casei com você simplesmente por estar grávida, eu fiz votos verdadeiros, tudo que eu mais quero é dar um futuro pra vocês, eu amo vocês mais que tudo, vocês são minha vida... – já estávamos no quarto e eu já chorava, tudo que eu não queria era duvidar do amor dele, mas o que fazemos quando a insegurança toma conta.
– Eu to insegura... – digo a verdade, ele me conhece bem demais para esconder isso dele.
– Não precisa... Você é a mulher da minha vida, é você quem eu amo, quem eu desejo, a mãe deste e dos filhos que teremos, minha vida... – ele diz e nossos lábios já estão colados, como duvidar das palavras sinceras que saem dos lábios que eu amo tanto, nosso beijo começa um pouco desesperado devido ao momento tenso, mas logo se suaviza e eu esqueço de tudo, até mesmo de ex namoradas, e nosso beijo evolui assim que Peeta tira sua camiseta e passo a sentir seus músculos expostos, então nos amamos lento e delicadamente, ele sabe exatamente onde e como me tocar, me sinto completa em seus braços.
***
Acordo preguiçosa me sentindo relaxada e feliz, também não era pra menos depois da noite de amor que tive com meu marido, ele permanece dormindo sua expressão tranquila, não resisto e lhe dou um selinho, ele sorri e abre lentamente os olhos.
– Te amo minha princesa.
– Te amo meu príncipe... – digo levantando da cama.
– Hey onde você vai? – ele pergunta fazendo bico.
– Tomar um banho e comprar pão... – digo para provocá-lo.
– Que audácia Sra. Mellark, eu sou padeiro e você vai comprar pão? – ele faz drama enquanto me puxa pra cama novamente.
– Sim, hoje é seu dia de folga... – digo rindo e lhe dou um beijo, me desprendo do seu abraço e vou para o banho.
Tomo um banho rápido e coloco um vestido leve, deixo os cabelos soltos para que sequem naturalmente, Peeta me observa enquanto penteio meus cabelos e fico curiosa em saber o que se passa pela cabeça dele, mas como se ele pudesse ler minha mente, ele se levanta apenas de box preta, me abraça por trás e me encara pelo espelho...
– Você é a grávida mais linda e mais sexy... – ele diz e eu reviro os olhos. – é sério... – ele me vira para que eu o encare. – Pra mim você é perfeita!
– É sua obrigação me achar a mais linda e sexy sou sua esposa, e foi você quem me engravidou... – digo pois realmente não me sinto nada atraente.
Dou outro beijo nele antes de sair de casa, pois a box preta tava levando toda a minha sanidade embora e se continuasse aqui não sairia da cama hoje, literalmente. A padaria é perto de casa e não demoro em voltar, mas assim que chego a porta do nosso apartamento, procuro as chaves e não encontro, ando muito esquecida ultimamente e não duvido nada que tenha esquecido as chaves na padaria, ou será que perdi, bato na porta e nada do Peeta no mínimo deve estar no banho, passo a procurar a chave em todo canto, nos bolsos do vestido, na carteira que levei para padaria, na sacola do pão e nada.
– Desculpe, mas você precisa de ajuda? – ouço uma voz masculina que me pega de surpresa e eu me assusto.
– Não obrigada, eu acho que perdi a chave... – digo antes de encará-lo, e quando o faço, sei que sou casada e estou grávida, mas que gato. Coloco novamente a mão no bolso sem jeito, por estar encarando o loiro forte e bonito, e de repente a danada da chave aparece e a tiro do bolso. – Ai desculpe, achei a fujona... – digo mais sem jeito ainda.
– Que bom que de alguma forma eu te ajudei... – ele diz exibindo um sorriso perfeito – Muito prazer meu nome é Cato... Você se mudou a pouco tempo, nunca te vi no condomínio.
– Sim me mudei há mais ou menos um mês... Ah e meu nome é Katniss... – digo sem graça e lembro que meu marido esta me esperando. – Desculpe mas eu preciso entrar.
– Sim é claro... Então nos vemos por ai vizinha... – Ele me lança um sorriso malicioso, e sinto que ele estava flertando comigo, nossa será que ele não se tocou que estou grávida, e não viu o tamanho da minha aliança, encaro minha mão assim que entro em casa e vejo o porque ele não viu que sou casada, tirei a aliança antes de tomar banho, pois meus dedos estavam muito inchados, minha medica disse que isso aconteceria. Sinto-me mal por ter passado a impressão de ser solteira a meu vizinho Gato, quer dizer Cato, mas me sinto lisonjeada por alguém ter flertado comigo.
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