Notas iniciais
Oi Pessoal!!..
Desculpe a demora essas últimas semanas foram difíceis...
Muita correria no trabalho, sem pc em casa, e na terça perdi meu tio, um homem que era quase um pai pra mim... Mas quero lembra-lo com alegria, pois assim que ele era alegre, companheiro, festeiro, brincalhão, conhecido pelo churrasco que sempre fazia, gostava da casa cheia...

Agradeço a Lary Everdeen pelo apoio... e pela ajuda, ela iria postar este capítulo pra mim... Mas como peguei meu pc hoje, resolvi posta-lo eu mesma...

Agradeço a todos os leitores, que deixaram reviews, vocês são demais... ;]

Não consegui revisar, quis posta-lo logo, espero que gostem do cap.

Boa Leitura!!!
Pov Peeta — Como assim casar? – pergunto a Katniss, minha voz soa séria, acho que devido ao susto. — Você não gostou da noticia Peeta? – ela pergunta, e sinto um tom de tristeza em sua voz. — Claro que gostei, eu só estou em choque, meu pai não falou nada ai de repente fico sabendo, e ainda por você. Nossa não acredito que o velho vai se casar e não me falou nada. E como você ficou sabendo? Sua mãe te contou? Mas se sua mãe te contou porque meu pai não me contou? Mas é isso mesmo, foi sua mãe que te contou, ou você descobriu por outra pessoa? Mas espera ai outra pessoa esta sabendo? Quantas pessoas? — Espírito de Katniss Everdeen sai do corpo do meu namorado, que ele não te pertence... – ela fala e solta uma gargalhada e eu a acompanho, não havia percebido que eu estava tagarelando igual a ela, nossa de onde veio isso... – nossa Peeta pensei que você não ia parar de fazer perguntas, você esta passando muito tempo comigo. – ela ri novamente. — Realmente Kat, preciso me afastar de você, melhor preciso afastar toda minha família de você, porque a Rue esta virando uma mini Katniss, nunca vi, será que eu agüento duas de você hein? — falei na brincadeira, mas sabia que ela ficaria brava. — Olha vai ser meio difícil agora, já que vamos morar todos na mesma casa, mas eu resolvo o seu problema rapidinho se você quiser. – grossinha! - Como eu fui me apaixonar por uma garota tão brava assim. – digo gargalhando do tom de voz totalmente irônico que ela usou. – Eu to brincando com você sua grossinha, adoro o seu jeito tagarela, sarcástica e irônica. – Agora eu consegui, ela já esta bufando no telefone... – Linda não fica brava... - Eu não to brava – ela disse tentando fazer pouco caso. - Hum que ótimo então... Agora eu vou falar com o velho neh, que história é essa dele casar e eu ser o ultimo, a saber... Estou pior que marido traído. Alias, falando nisso, como é mesmo que você ficou sabendo? – pergunto novamente. - Você não vai falar com seu pai agora? Então você já vai saber... – ela fala seca e sem paciência, eu não me agüento e rio do descaso dela. E mais uma vez ela bufa. Ok vou parar de provocá-la. - Sim minha linda, eu vou falar com ele agora. Então mais tarde eu te ligo, tudo bem?! – pergunto já sabendo a reação da nervosinha. - Ta beijo tchau. – e desliga o celular.

O que eu faço com essa menina que me deixa a cada dia mais louco e apaixonado por ela, tudo nela me atrai, seus olhos cinzas, seus lábios convidativos, seus cabelos escuros e ondulados, seu corpo... Ah aquele corpo que já me levou a insanidade tantas vezes, ela tem curvas perfeitas, nada é exagerado nela, seios, quadril, cintura, pernas, tudo na medida certa pra me levar a loucura. Mas o que realmente leva meu auto controle embora, é o conjunto da “obra”, ela é linda isso é obvio, aliado a sua personalidade e ao sentimento que vem crescendo e se tornando mais forte e palpável a cada dia, é ai que eu me perco, me pego pensando nela o dia inteiro, o tempo inteiro. E quando estamos sozinhos eu sempre quero mais dela, e ela sabe exatamente como provocar, ou melhor, ela nem precisa fazer muita coisa, tudo nela me provoca, sua pele, misturada com o seu perfume, produzem uma mistura de vontades, um aguça o tato e o outro o olfato, entre outras palavras, ficar ao seu lado é algo prazeroso, não só pelo efeito de se sentir atraído, mas pela companhia, pelo seu sorriso, pelo seu modo de conversar, pelo seu jeitinho de menina mulher, que é uma menina nas brincadeiras e na inocências de um belo sorriso, mas uma mulher sensual e totalmente quente, é charmosa e muitíssimo atraente, mas quando estamos nestes momentos, lembro daquele dia infeliz quando ela soube que a única garota que eu transei foi a Glimmer, então sempre espero uma atitude dela para prosseguir e como ela sempre desconversa e recua, acho inconveniente tocar no assunto.

Mas o que eu não entendo até hoje foi a reação dela no momento, eu sei que odiava a Glimmer, e o sentimento era mutuo porque ela também a odiava, mas nunca me disse o porque. Mas o que a Katniss preferia que eu tivesse pego várias, “passado o rodo” no colégio, eu fui o ultimo do meu ciclo de amigos a perder a virgindade e o único a ter pego só uma garota, isso era raro, ainda mais porque as garotas se jogavam em cima de nós, mas como ela foge desse assunto acho que nunca vou entender, então o que me resta é tomar muitos banhos gelados.

E mais uma vez fico perdido pensando na nervosinha e esqueço o que vou fazer. Decido fazer uma brincadeirinha com meu pai, sem graça admito, mas que vai render boas risadas isso vai.

Desço ate a cozinha e ele não esta mais lá, nem Rue esta também, penso que ele deve estar no quarto e quando passo pelo escritório lá esta ele, entro e fecho a porta... Percebo que ele esta ao telefone, então sento e fico encarando o enquanto ele ainda fala.

- Então ta bom amor, o Peeta vai deixá-la ai, já que você diz que ela não vai atrapalhar... Depois nos falamos. Ate mais, beijo. — Ele abre um sorriso pra mim... Mas eu continuo serio. — O que foi Peeta? — eu respiro fundo e vou direto ao assunto.

- Quando você iria nos contar que vai se casar novamente? No dia do casamento? Você ia chegar tipo “hoje nos temos um compromisso mais tarde, vou me casar e gostaria que vocês fossem”? Ah já sei, você iria nos enviar um convite do casamento.

- eu pensei que você ficaria feliz com a notícia.

- não é questão de ficar feliz ou não, a questão é que somos uma família e eu queria ser pelo comunicado com certa antecedência... Quando você iria me contar?

- Nos pretendíamos contar hoje durante o jantar e também ficaríamos “noivos”... – a cara que meu pai faz é impagável, parece um adolescente contando ao pai que escondeu algo dele. Sinto vontade de rir, mas seguro.

- É acho que sua noiva não cumpriu essa parte do acordo neh?!... Mas não acredito que um homem como senhor faria isso, contar para os seus filhos uma decisão tão importante assim de “supetão”, como se nós não fizéssemos parte disso, parte da sua vida... O senhor sempre falou que entre nós não há segredos, que somos uma família e temos que compartilhar tudo um com outro. Já pensou quando a Rue souber? Já parou pra pensar na reação dela? Porque ela não será mais a única “mulher” da casa, não terá mais sua atenção integral, terá que divida-la com sua esposa agora.

Nossa eu to virando uma Katniss da vida mesmo, só faltou uma lagrima escapar dos meus olhos pra ser mais convincente ainda, to ficando bom nisso. Mas coitado do meu pai, ele esta com olhos arregalados, digerindo tudo que eu disse, que de certo não é uma loucura completa, pois realmente foi muito arriscada essa decisão de nos “surpreender” com a novidade, e se não reagíssemos bem, a Katniss e eu adoramos a idéia, mas como será que a Prim reagiu e a como a Rue irá reagir.

- Olha filho a principio achei injusto seu pequeno discurso sobre minha “irresponsabilidade” em surpreende-los com uma noticia que mudaria nossas vidas, mas quando você colocou nesses termos, realmente deveria ter consultado vocês antes, não que isso fosse mudar minha decisão de casar-me com ela, pois eu a amo, mas eu preciso mesmo conversar com você e a Rue, pois eu sei que a vida de vocês também mudara um pouco, acredito que para você nem tanto, mas para Rue, é o que você disse ela não será mais a “dona” da casa. O que você acha disso? Como acha que ela irá reagir?

- Bom pai, como o senhor já deve ter percebido foi a Katniss quem me contou, havíamos combinado de comprar uns livros e ir a biblioteca, ela me ligou e contou a “surpresa”. Na verdade a principio entrei em choque e não acreditei muito que o senhor iria se casar, e pior não nos contar... Mas não fiquei bravo ou algo do tipo, pelo ao contrario fiquei muito feliz, pois é isso que eu quero pra o senhor que seja feliz, que ame e seja amado, que construa uma nova vida ao lado da mulher que ama, e também acho que será o ideal para a pequena... Ela ta crescendo pai, e rápido, ela precisa de uma mulher pra conversar, e para aconselhá-la, até aqui nos demos conta, mas de alguns anos em diante, isso não será suficiente, e é bom ela ter uma “mãe”, um espelho como a Clair é... – meu pai se emocionou, mas ai a ficha caiu.

- E aquele papo de que iria contar no dia do casamento, que somos uma família, que eu não deveria esconder as coisas de vocês estava todo bravinho... – meu pai faz uma careta.

- Não deveria esconder mesmo... – olha quem fala. – Mas eu estava brincando. E quando você ira contar para pequena?

- Agora, dela sim eu tenho medo. – ele diz fazendo uma careta de medo. – Vou lá falar com ela, você vem comigo? – ele pergunta fingindo a mesma cara de medo.

- Eu não, você que agüente o B.O. sozinho. – digo dando risada.

Pov Katniss

Ai o Peeta pode ser tudo... Lindo, cheiroso, gostoso, educado, inteligente, extrovertido, organizado, paciente, carinhoso, cavalheiro, ótimo cozinheiro, me respeitar... O que eu ia falar mesmo??.. Ah é ele me irrita às vezes. Principalmente quando vem com essas brincadeirinhas de que sou brava, e que falo sem parar, me tira do sério, até porque eu sou assim somente com ele e com a Madge, tirando minha mãe e irmã é claro. Ninguém nunca teve tão acesso a minha mente e meu coração assim, somente uma pessoa, mas mesmo tendo acesso não foi e nunca será como Peeta tem.

Começo a ajudar minha mãe com os preparativos para o jantar de hoje a noite, agora até eu estou ansiosa já que sei o motivo real do jantar, a campainha toca e como sou a única com as mãos livres, atendo e dou de cara com pessoa que me irrita, mas não consigo mais viver sem. Antes que eu possa abrir a boca, sinto pequenos braços me puxando para um abraço.

- Kat, nós vamos ser irmãs... Eu estou tão feliz. – Era a pequena Rue me puxando, me abraçando e beijando, senti uma alegria imensa, pois tinha medo da reação dela, e porque ela tinha um sorriso inocente e sincero e seus olhos brilhavam.

- Sim vamos ser irmãs, também estou muito feliz. – eu disse e não pude conte-la quando ela viu minha mãe aparecer na sala, correu para seus braços, e abraçou forte, a cena me emocionou muito. Minha mãe me olhava como se tivesse ganho o melhor e maior presente do mundo. Aquilo me deixou ser ar por um instante, e com um nó na garganta, pois quando a mãe de Rue faleceu ela era muito novinha, só conhece a mãe por foto praticamente, e as duas realmente pareciam mãe e filha. Não percebi quando Peeta aproximou-se do meu ouvido e diz.

- Eu não vou ganhar um abraço também??? Afinal também serei seu irmão. – Viro pra ele com cara de pouco caso, erguendo a sobrancelha.

- Não, você não merece irmãozinho. – digo lançando um sorriso torto e devolvendo o olhar malicioso igual ao dele.

Peeta aperta os olhos e desvia o olhar indicando que alguém vem em nossa direção, prontamente me viro e recebo minha mãe com Rue nos braços, ambas com um sorriso enorme... Prim que chegou a tempo de ver a cena, continha o sorriso, mas seus olhos brilhavam também, é acho que estamos no caminho certo, minha mãe ganhou um marido e mais uma filhinha, Prim uma irmã mais nova pra pentelhar, e eu tirei a sorte grande vou morar com meu namorado. Sorrio com o pensamento.

- Oi Peeta. — minha mãe o cumprimenta um pouco sem graça. E ele percebe que ela se sente desconfortável. Então ele a abraça e diz...

- Parabéns fico muito feliz por vocês dois... Mamãe... — e todos caímos na gargalhadas, pois ate então ele estava serio, e ao pronunciar "mamãe" sua voz saiu um pouco anasalada, evidenciando que ele estava se divertindo com a situação... Ai então virou palhaçada, ha algum tempo eles adquiriram a "brincadeira" de ficarem elogiando um ao outro, como se ele fosse o filho perfeito, e ela a mãe perfeita e antes que a palhaçada comece.

- Mãe o jantar... Temos um monte de coisa pra arrumar... – mentira esta tudo pronto, mas não vou deixar esses dois me "amolarem" não, porque eu sempre sou o alvo deles. Minha sorte é que ela esta toda avoada e nem percebe minha estratégia, nossa se ela esta assim no noivado como estará no dia do casamento... Hein?

- É verdade filha... – ela diz com os olhos arregalados, analisando a sala, como se estivesse uma bagunça. – Rue você me ajuda? – ela pergunta, como se precisasse, a pequena esta eufórica. Prim ficou encarando a Peeta e a mim, eu balancei a cabeça, como se perguntasse " O que foi, porque ta me olhando assim?"... – Prim você também, pode vir me ajudar, esta me enrolando desde que acordou. – minha mãe disse.

- Já to indo mãezinha linda do meu coração... — ela disse revirando os olhos e indo na direção onde minha mãe estava, mas antes ela se vira para nos, seu olhar e sorriso tem um ar malicioso... — e vocês dois nada de ficar se agarrando, tenham modos, essa é uma casa de família. — ela diz, e vai embora gargalhando.

Eu estou assustada, sei que não temos sido nada discretos, mas ela vir assim e jogar isso na minha cara, nada delicada, nada sutil... Olho pra Peeta e ele esta... Rindo? Como assim rindo? Cruzo os braços e fico encarando-o, quero descobrir o motivo da graça... Ele levanta as mãos em sinal de rendição...

- Peeta... — digo nervosa.

- Katniss... — ele me imita, ah garoto abusado. — O que você queria? Não estamos sendo nada discretos.

- Eu sei... Maaasss... — a frase morre no inicio, falar o que? Ele tem razão.

- Mas o que?... – ele diz sem paciência.

- Nada, já desisti... — digo desanimada e frustrada.

- Hum garota esperta, mas agora vem aqui e me beija logo vai. – ele esta com aquele sorriso torto e malicioso que eu amo, e é difícil resistir...

- Mas Peeta... — ele me olha exasperado. — vamos pelo menos oficializar neh, a Prim nos viu, mas acredito que minha mãe não, pelo menos não disse nada ainda.

- Ok, esta noite...

- Peeta tem certeza é a noite dos nossos pais... – digo tentando argumentar e já com um friozinho na barriga.

- Sem mais nem menos, esta noite. – ele me dá um selinho e vai embora.

A tarde voa, e quando menos esperamos tudo já está tudo pronto e temos que nos arrumar depressa. Deixamos a sala de estar mais aconchegante e elegante, tem algumas pequenas velas aromatizadas em pontos estratégicos da sala, e na mesa do jantar, usamos uma linda louça branca que minha mãe ganhou e nunca usou, pois ela morria de medo que quebrássemos alguma coisa, usamos também um jogo americano de linho e renda bege, muito chique, que se destacava na nossa mesa mogno, as taças e os arranjos que fiz de ultima hora, ficou tudo lindo e perfeito, mas deu um trabalho enorme, pois tive que fazer tudo praticamente sozinha, já que minha mãe, Prim e Rue estavam na cozinha, mas não tenho do que reclamar prefiro decorar a cozinhar. Me gabei quando elas viram a decoração e me elogiaram muito, minha mãe até deixou uma lagrima escapar quando viu tudo e disse que estava perfeito. Meu pai do céu como ela esta sensível...

Corri pra me arrumar, pois tínhamos pouco tempo, dei graças a Deus quando Rue seguiu Prim e não a mim, eu adoro a pequena, mas nessas horas gosto de estar sozinha, sem ninguém me acelerando e tendo que me preocupar a ajudar outra pessoa a se arrumar. Não há muito tempo para um banho relaxante e tenho certeza, que se o fizer vou pra cama e durmo, então tomo um banho “rápido”, não lavo meus cabelos, pois eles estão limpos e teria que secá-los depois, fora de cogitação. Mas o que vestir, é um jantar comemorativo, então não posso colocar qualquer roupa, mas estamos em casa não dá pra exagerar. Escolho um vestido azul marinho “comportado”, pois vai até os joelhos, mas ele é justo e tem decote, comprei este vestido pois ele realça minhas curvas, as poucas que tenho, mas me falta oportunidades de usá-lo. E para completar minha Melissa Incense preta, http://www.polyvore.com/10/set?id=85378657, para a maquiagem marquei bem os olhos e nos lábios um gloss nude. Olho para meus cabelos... O que eu faço com você hein cabelo?... Trança? Será que ficara bom? O jeito é tentar... Então sigo para o quarto da minha mãe, pois ela é a especialista em tranças.

Entro em seu quarto sem bater e “WOL”, minha mãe esta uma gata com um vestido vermelho justo e scarpin preto com detalhe também em vermelho no salto http://www.polyvore.com/11/set?id=85378889, a maquiagem dela esta mais leve que a minha e os cabelos soltos.

- Nossa mãe você esta linda... – digo admirando-a, ela vira em minha direção com um sorriso enorme, que logo desaparece quando me vê.

- Katniss que decote é esse?

- Papai? – digo zombeteira me referindo a meu pai que sempre critica minhas roupas, por ele eu andaria de burca. Ela revira os olhos e não comenta mais nada.

- Você também esta linda filha. – diz tirando os olhos do meu decote e apreciando o conjunto completo.

- Mãe, faz uma trança no meu cabelo... Diz que sim... Diz que sim...

- Claro faço, já estou pronta... Qual você quer? – ela pergunta

- Faz aquela embutida de lado sabe? – ela assente com a cabeça e aponta para cama. Me sento ela começa a trançar meus cabelos, ela tem mãos hábeis e rápidas, em pouco tempo faz uma trança perfeita.

Como também já estou pronta desço para verificar se esta tudo de acordo e acender as velas, daqui a pouco eles estarão... Mal concluo meu pensamento e a campainha toca, um frio percorre minha coluna, e se instala na minha barriga, estou ansiosa pela noite de hoje. Recebo Tom e Peeta, e ambos estão lindos... Mais o Peeta é claro, ele está de tirar o fôlego, com uma camisa social branca, jeans escuros, terno e sapato preto... E o perfume? Nossa esse cheiro esta me deixando doidinha para agarrá-lo.

Minha mãe desce com as meninas, deixando um Tom babando e uma Katniss bufando, pois percebo que a abusada da minha irmã, esta usando uma de minhas sandálias, abusada deixa só ela. Percebendo meu olhar fulminante, ela vem em minha direção, me abraça e me elogia.

- Não pense que vai ficar assim dona Primrose. — digo em seu ouvido quando ela me abraça.

O jantar ocorreu tranquilamente, muitas risadas, conversas gostosas, pegações no pé, engraçado como já parecíamos uma família... A comida estava incrível, um risoto de alho poro e filet ao molho de mostarda... Uma delicia minha mãe realmente se superou... Não podia estar mais perfeito, até que o Tom levantasse para fazer um brinde, declarando todo o seu amor a mamãe e o quanto gostaria de fazer parte da nossa família, o quanto ela tem o feito feliz, em tão pouco tempo que estão juntos... Me emocionei quando ele disse que ela o fez acreditar no amor novamente, algo que ele pensava que tinha ido embora a tantos anos atrás quando sua esposa faleceu... Vi que minha mãe chorava, não um choro histérico, mas contido o jeito Clair de ser... Ela levantando-se o abraçou e o beijou, algo que antes renderia muita pegação no pé, caras e bocas de espanto fingidas, agora causou nos suspiros e sorrisos de felicidade de ver nossos pais...

Minha mãe se declarou também para o Tom, com palavras muito parecidas com as dele, até parecia combinado, ela chegou a dizer que ele havia roubado o discurso dela... E selou sua declaração com outro beijo dessa vez tive que pegar no pé....

- Nossa se já estão assim, antes do casamento imagina quando casar... Estão pior que adolescentes... — digo dando risada e todos me acompanham.

Terminamos o jantar e antes de partimos para sobremesa, Peeta pede a atenção de todos, quando vejo o que esta para fazer fico congelada no lugar, não consigo pronunciar qualquer palavra, nem mesmo qualquer expressão, só encarava Peeta, ele começou parabenizando nossos pais, dizendo que Clair já fazia parte da família também, não só ela como Prim e eu também. E ele continuou...

- Bom já tenho Prim como minha irmãzinha, assim como tenho a Rue... Já a Katniss... — um frio percorre toda minha espinha, e minha barriga começa a revoltar-se, parece que o risoto briga com o filet, ambos travam uma briga dentro do meu estomago... — não posso dizer que a tenho como uma irmãzinha, uma porque ela tem minha idade e outra porque a amo... — nesses meses de namoro ele nunca havia dito que me amava, que me adorava, que era louco por mim, que não se via mais sem eu por perto, enfim muitas coisas mas nunca que me amava, eu já sentia que o amava mas como ele nunca falou isso pra mim, evitei de falar pra ele também, apesar de varias vezes chamá-lo de amor em minha mente, me derreti ao ouvir aquilo, mas ainda estava paralisada... Ele que estava sentado de frente para mim, caminha ate o meu lado, abaixa-se e diz:

- Katniss, você é uma pessoa de brilho próprio, única, seu modo de andar, de olhar, como mexe no cabelo, como coçar o nariz, como mostra a língua ou passa a mesma entres os lábios são diferente, pois são inocentes (involuntários), mas são carregados de sentimentos, só quem está próximo de ti pode entender o que cada um significa. E por meio destes, posso saber se está chateada, com dor, com raiva, feliz, triste, cansada, pois tive o privilegio de te conhecer. Você tem o talento de cativar as pessoas, de prendê-las próximas a ti. E algo que eu não consigo descrever com clareza, mas o seu modo de agir suas brincadeiras, cutucões, caricias são sinceras, são espontâneas, e isto faz delas especiais. Eu adoro ser observado por ti, alias isto e outra coisa na qual você se difere, sempre atenta ao que acontece a sua volta, sempre curiosa para saber o que ocorre e ao mesmo tempo tão na sua para não demonstrar suas fraquezas, suas opiniões... Pra mim tudo isto e fantástico, pois quero entrar cada vez mais na sua vida. Você transmite confiança às pessoas que se aproxima de ti, e estas não querem mais sair de perto.

- Enfim Kat eu te amo, e eu já não agüentava mais guardar isso pra mim, tinha que compartilhar com nossa família e principalmente com você, mas eu queria fazer isso de uma maneira especial e quando dissesse não queria ter que esconder ou disfarçar... — eu estava igual ou pior que minha mãe, pois chorava e ria ao mesmo tempo, como eu pude esconder por tanto tempo para as pessoas que eu amo, que eu namorava e estava completamente apaixonada pelo homem mais lindo do mundo e romântico também, e perfeito.... E lindo! Não agüentei tive que repetir a cena da minha mãe... Levantei puxando Peeta comigo o que prontamente ele fez, enrosquei meus braços em seu pescoço e o beijei, um beijo profundo e demorado, não me importando com a platéia... Ate ouvirmos alguém pigarrear, acredito que foi o Tom. Sabia que estava extremamente corada, pois sentia meu rosto queimar, mordi o canto dos lábios e encarei a mesa.

- Pai, Clair... Eu e a Katniss estamos namorando... — ele disse orgulhoso e então a curiosidade me venceu e olhei para nossos pais.

Notas finais
Eai curtiram???

Espero que sim... Prometo não demorar muito pra postar!!!

Bjão