Notas iniciais
Olá leitores amados, eu sei que estão querendo me matar... Mas não façam isso please.. rsrs
Desculpe a demora, mas como estou sem pc, estou escrevendo no trabalho e como falta 2 semanas pra eu sair de férias, imaginem só a correria, não estou tendo tempo de escrever e postar... Mas tentar me redimir... rsrs

Espero que gostem do capítulo, esta um pouco diferente... Obrigada pelos reviews, saiba que cada comentário me inspira e procuro sempre melhorar por vocês, to falando de coração!!

Ahhhh não consegui revisar, então desculpe qualquer erro.

Sem mais delongasss.. rsrs
Boa Leitura!!!

Pensei que hoje seria um sábado como costumava ser antes de começar a trabalhar, mas, mais uma vez me enganei. Tive que acordar cedo, não tão cedo como se tivesse que trabalhar, mas ainda sim muito cedo para um sábado, minha mãe disse que queria ajuda para o jantar de hoje a noite, disse que era especial, e queria tudo perfeito, fiquei desconfiada da reação dela, já estamos acostumados a jantares com Tom, Peeta e Rue. Não vejo o porquê este será tão diferente, bom será diferente, um pouco, mas ela ainda não sabe, porque tanta euforia.

- Mãe a senhora esta muito feliz, pra quem teve que acordar cedo num sábado de folga, e outra já tivemos “zilhões” de jantares como este, pra falar a verdade jantamos ou almoçamos juntos todos os fins de semana. – digo sem humor algum, queria estar na minha cama dormindo.

- Esse jantar será um pouco diferente. – ela se limita a dizer.

- Diferente do que? Por quê? – pergunto olhando desconfiada pra ela.

- À noite você saberá. – ela diz com um enorme sorriso. Agora eu to com medo.

- Mãe fala logo, não vai me deixar curiosa não... Você sabe que sou muito curiosa, não vou te deixar em paz até me contar... Desembucha! – falei levantando e cruzando os braços.

- Para de ser chata e me ajuda a preparar as coisas para o jantar vai.

- Nossa mãe são 10h00 da manha, você esta aprontando neh dona Clair, me fala o que vai fazer vai mãezinha, por favorzinho, não deixa sua filhinha curiosa vai... – eu fiz a maior cara de pidona, mas ela estava irredutível.

- Por que você vai ficar curiosa, o que esta acontecendo? – Prim pergunta entrando na cozinha.

- A mamãe esta cheia de segredinhos, por conta do jantar de hoje.

- Ué, mas porque segredo? Eles não saem mais aqui de casa, to vendo a hora que eles vão chegar com as malas e o caminhão de mudança, ai sim nunca mais irão embora... – antes mesmo de ela concluir o que dizia eu já sabia o que aconteceria no jantar, quero dizer mais ou menos, na hora que Prim disse “vão chegar com as malas”, minha mãe arregalou os olhos e mordeu o lábio inferior, ela tentou disfarçar, mas foi tarde demais eu já havia percebido e lancei um olhar malicioso para minha mãe, para mostrá-la que eu já havia descoberto o que ela estava tentando esconder.

- Nossa Prim que exagero... Quem vê pensa que você não gosta da companhia deles, você adora pentelhar a Rue, já pensou se ela vira nossa irmãzinha? – pergunto e pela reação da minha mãe, acertei “na mosca”, pois ela começa a corar e a encarar Prim esperando pela resposta dela.

- Ah eu adoro aquela coisinha pequena, e ela também me adora, mas o problema é o pacote... Eu adoro o Tom e o Peeta, mas... – é mãe você ta lascada.

- Mas... – minha mãe a encoraja a continuar, mas antes que Prim possa concluir seu pensamento.

- Mãe fala logo... – digo um pouco sem paciência.

- Esta bem... – ela respira fundo – O Tom me pediu em casamento... – Ok eu já estava desconfiada, mas ouvir assim com todas as letras me causou certo choque. – e eu aceitei... – mais um choque.

- Você o que? – essa foi a Prim.

- Eu vou me casar. – minha mãe disse meio sem graça com um sorriso tímido nos lábios.

- E deixa eu adivinhar, você ia contar pra gente no jantar?... – não queria que soasse irônico, mas infelizmente saiu... – Desculpe mãe, mas essa não foi sua idéia mais inteligente.

- É talvez não fosse uma boa idéia mesmo, eu queria que fosse uma surpresa – é uma surpresa mamãe, uma baita surpresa, penso, mas não digo. — pensei que vocês ficariam felizes por nós. – espera aí, ela entendeu errado.

- Mãe espera aí, estamos felizes por vocês – olho pra Prim para buscar apoio, mas não encontro, e volto a encarar minha mãe – Mas isso tinha que ser dito primeiro entre nós 3, porque não é só a sua vida que ira mudar, a nossa também, estaremos morando com mais três pessoas, que embora nos gostamos não conhecemos muito bem, sem contar nossa liberdade dentro de casa, teremos que ser mais cuidadosas, afinal teremos dois homens em casa, o que não estamos acostumadas. – foi preciso eu ouvir o que saia da minha boca, pra ficha literalmente cair, eu e Peeta na mesma casa, todos os dias. Isso é bom ou ruim?

- Eu sei, e me perdoem por não ter conversado com vocês antes, eu estava tão eufórica, pensando na parte teórica que esqueci completamente da parte pratica, mas podemos conversar agora, eu explico a vocês tudo que eu e o Tom conversamos, os planos que traçamos, quero ver se vocês concordam e depois vou conversar com seu pai a respeito. – o que o papai tem haver com isso, ele não pediu nossa opinião quando decidiu se casar novamente. – Prim fala alguma coisa, seu silencio esta me incomodando, você nunca fica quieta... – minha mãe disse, e realmente também estava incomodada com o silencio dela.

- Falar o que mãe, a Kat já disse tudo... – ela diz com os braços cruzados e cara emburrada. Adolescentes, ainda bem que eu passei dessa fase... Faço cara feia pra ela e ela continua – Não é que eu não queira ver você feliz, eu quero e muito... Mas sei lá, as coisas vão mudar, como a Kat disse temos nossa privacidade, desde que eu me dou por gente, sempre fomos nos três, e agora do dia pra noite teremos mais três pessoas aqui. Sei que parece bobagem mas estou com receio. E também foi tudo muito rápido, faz pouco tempo que vocês estão juntos, será que isso vai dar certo. – hum eu entendo ela. Minha mãe abraçou nossa pequena.

- Eu sei filha eu também fiquei com certo receio, medo, afinal realmente não faz muito tempo que estamos juntos. Mas eu tenho uma certeza enorme dentro do meu peito, que vai dar certo, eu amo o Tom e me sinto amada por ele, de um jeito que há muito tempo não me sentia. Eu sempre fui muito imparcial com o relacionamento do seu pai com a Johanna, mas no fundo sentia certo ciúmes, pois ele havia descoberto novamente o caminho para amar e eu não, ele seguiu em frente e eu fiquei parada no mesmo lugar. E com o Tom foi tão espontâneo, não foi algo arranjado ou forçado, não foi por carência, ou medo de ficar sozinha, e eu me sinto viva novamente, como há muito tempo não me sentia. – seus olhos brilhavam – O que me manteve em pé após o divorcio foram vocês duas – agora havia lagrimas em seus olhos, não pude conter a emoção e também deixei escapar algumas lagrimas – e durante muito tempo foi assim, mas agora é diferente, o Tom me completa, e eu não vejo mais uma vida sem ele, então porque não nos casarmos. – é mãe você desarmou a mim e a Prim, que também tentava esconder as lagrimas que escaparam, mas seus olhos vermelhos evidenciavam que ela também havia se emocionado com a verdade nas palavras da mamãe.

— Desculpe mãe, eu estava tão acostumada a ter você só pra mim, só ter que dividir com a Kat, que eu acabei esquecendo que você também precisa de alguém a seu lado, até porque Kat e eu não estaremos aqui pra sempre, e seria egoísta da minha parte te privar de buscar sua felicidade... Me perdoa? – hum que lindinha minha irmãzinha, da vontade de apertar. Agora sim minha mãe tem um lindo sorriso em seus lábios que definitivamente combinam com seus olhos azuis que brilham ainda mais. Ai que saco, to chorando de novo.

- Ai vamos parar com essa choradeira toda, porque pelo que eu entendi, hoje a noite será um pedido oficial, certo? – pergunto enxugando meus olhos e ela assentiu com a cabeça – então você não pode estar com os olhos inchados de tanto chorar, o Tom vai pensar que desistiu ou que nós não deixamos você casar com ele. – digo dando risada e elas me acompanham. – Vamos continuar nos conte qual é a idéia de vocês, eles virão morar, nós vamos pra lá? Ou será um casamento super moderno, e vocês continuarão cada um em sua casa? – brinco pra aliviar o clima.

- Nada de casamento moderno Katniss, será bem tradicional mesmo, todos morando debaixo do meu teto. Então há uma casa a venda próximo da padaria, ela não é tão grande, mas é maior que a nossa e que a do Tom, ele e eu já demos uma olhada, mas queremos levar vocês antes para ver e aprovar, e como a casa é no centro é perto de tudo, da padaria, do hospital, do colégio da Prim e da Rue, do seu cursinho, do pai de vocês, ou seja, de tudo mesmo. Quanto a esta casa seu pai e eu a compramos juntos, então ela é herança de vocês duas, pensei em vende-la e colocar o dinheiro na poupança de vocês, mas preciso saber a opinião de vocês e do seu pai também é claro. Bom já o Tom vai fazer isso, vender a casa dele que adquiriu com a falecida esposa e colocar na poupança do Peeta e da Rue.

- Ah mãe, a idéia é boa, acho que o papai não vai se opor... Mas vamos falar da melhor parte... Vocês já pensaram numa data? Vai ter festa neh? E seu vestido? Eu vou com você escolher... – Adooooro festas.

POV Peeta

Esses meses tem sido bem agitados, grande parte por causa da Katniss... Não digo que minha vida mudou drasticamente com a chegada dela, mas mudou e muito... Na verdade tudo começou quando meu pai disse que estava namorando uma tal de Clair, pensei poxa o velho ta namorando, desde a morte da mamãe ele nunca se envolveu com ninguém, pelo menos nunca nos falou nada, então quando ele anunciou que iríamos num jantar na casa da namorada dele, percebi que a coisa era séria... Fiquei feliz por ele, afinal ele não poderia ficar sozinho pro resto da vida, e tem a Rue também, nossa pequena. As vezes tenho dó dela, uma menininha sendo criada pelo pai e irmão, sempre tive todo cuidado com ela, pois ela sempre foi delicada como minha mãe, e também é uma cópia exata dela.

Eu tinha 13 anos e Rue 2 anos quando minha mãe faleceu, meu pai surtou, quase foi para o tumulo com minha mãe, ele ficou totalmente sem chão, durante alguns meses ele ficou inerte, mal comia, mal dormia, mal vivia... Ele não saia do quarto, só tomava banho quando eu o carregava até o banheiro e dava banho nele, eu não pude chorar a morte de minha mãe, estava ocupado demais cuidando do meu pai e da minha irmã.

Eu tinha que fazer tudo... Dar banho, comida, contar histórias, fazer o lanche... Sem contar que com o meu pai quase enterrado em seu quarto, tive que aprender a cuidar da padaria também... Bom a parte da cozinha eu já sabia, sempre gostei e aprendi com os melhores (meus pais), mas a parte burocrática, isso eu era um completo desastre, apanhei muito até aprender tudo que precisei pra tentar levar a padaria adiante, então por um bom tempo minha vida foi assim, ia pro colégio no período da manha, de tarde pra padaria enquanto Rue ficava com a babá, que era mãe de uma “amiga” do colégio, que nos ajudou muito depois da morte da minha mãe, e a noite os afazeres da casa.

Com o tempo meu pai foi voltando à vida, mas ainda lento demais, me ajudava somente com algumas coisas da casa, mas a padaria nada... Até que um dia quando cheguei da padaria, Rue estava dormindo então resolvi deixá-la em seu quarto enquanto preparava o jantar, vi que meu pai estava no quarto dele e pedi que ele olhasse ela enquanto isso, ele somente assentiu com a cabeça e não disse uma só palavra, estranhei pois havia alguns dias que ele estava mais falante, mas resolvi deixá-lo quieto. Fui para a cozinha e preparei o jantar, quando já estava tudo pronto e eu somente estava ajeitando a cozinha para chamá-los para jantar, ouço um gritinho que reconheço de imediato, era Rue, não pensei somente corri de encontro ao choro que começava a me desesperar e quando cheguei a sala lá estava minha irmãzinha sentada no fim da escada com as mãozinhas raladas em seu rosto que já evidenciava um “galo” em sua testa, corri para pega-la o que a deixou mais alarmada ainda, pude perceber pelo seu choro que agora era histérico e jeito como ela me abraça.

Olhei para o alto da escada e me arrependi instantaneamente, preferia pensar que ele não estava lá, que ele não tinha visto esta cena, que ele não tinha visto ela cair e não tinha feito absolutamente nada, mas infelizmente ele estava, meu pai, parado com os olhos arregalados, ele não tirava os olhos de Rue, eu me enfureci como nunca havia acontecido antes, nem quando minha mãe morreu, nem quando ele sucumbiu, eu desejei que ele sumisse, com certeza se Rue não estivesse em meus braços eu teria feito uma loucura, mas ela estava e ainda chorava, meu pai sai do transe em que estava e olha em meus olhos, não sei exatamente o que ele vê, mas o deixa em estado de alerta e ele começa a chorar. Meu pai é um fraco eu penso e me afasto daquela cena, levando minha irmã comigo para cuidar dos machucados dela.

Como não sabia se ela teve algum ferimento mais profundo resolvo levava ao hospital, e graças a Deus ela estava bem e nada de grave havia acontecido, somente uns arranhões e inchaço na testa devido a queda mesmo, o pior foi o susto. Naquela noite quando voltei pra casa com Rue, meu pai estava em completo desespero andando pela casa, ao entrar fiz o menor barulho possível, não queria que percebesse que havíamos voltado, não estava com cabeça para encará-lo naquele momento, mas ele estava atento, como a muito tempo não o via, assim que entrei ele veio ao meu encontro, suas mãos na boca, seus olhos vermelhos... Ele perguntou se ela estava bem com a voz embargada, eu respondi que foi somente um susto, eu estava preparado para despejar tudo que estava entalado na minha garganta pelos meses que ele esteve ausente, mas algo no modo que ele me olhava me impediu, seu olhar transmitia um pedido de perdão, um verdadeiro arrependimento, isso me desarmou... Eu precisava muito dele, eu estava cansado demais, perdido demais, com toda a rotina que tive que assumir. Ele inclinou o corpo em minha direção e me abraçou, e Rue que estava dormindo em meu colo, ficou entre nós dois, ele olhou em meus olhos e pediu perdão por tudo, por coisas que eu nem me lembrava que ele havia feito, mas segundo ele, isto o consumia todos os dias, tentou explicar como ocorreu a queda de Rue dizendo que ela estava descendo as escadas e perdeu o equilíbrio quando estava nos últimos degraus, prometeu que nunca mais seria ausente, e que cuidaria de nós.

Não acreditei nele de imediato, mas vê-lo daquele jeito, ele estava pior do que no dia que minha mãe faleceu, eu não teria coragem de colocar em palavras meus pensamentos e deixá-lo pior ainda, então somente assenti com a cabeça, dando a entender que o perdoava e que ainda confiava nele. Mas no dia seguinte lá estava meu velho pai, aquele que estava desaparecido há meses, ele não permitiu mais que trabalhasse na padaria, e passamos a dividir os afazeres da casa, ele passou a levar Rue para padaria, dispensando nossa babá provisória. E aos poucos fomos nos acostumando a nossa nova rotina, Rue parou de perguntar da mamãe, entendeu que ela não voltaria mais, minhas notas voltaram ao normal, o que tinha caído um pouquinho, voltei pra banda e só voltei a trabalhar na padaria quando fiz 16 anos, depois de insistir muito com meu pai, ele não queria deixar, mas como sempre fui bom de lábia.

Sou tirado de meus pensamentos quando a pequena entra na cozinha toda saltitante.

- Bom dia irmãozão... – ela disse enlaçando meu pescoço com seus braços e dando um beijo em minha bochecha.

- Bom dia pimentinha... Posso saber o motivo da alegria? — eu pergunto, pegando no pé dela, ela sempre é assim. Por isso ela nem se da ao trabalho de responder somente faz uma careta e mostra a língua pra mim.

- Bom dia crianças... – meu pai diz, com um sorriso no rosto e quase saltitando igual à Rue. Agora eu preciso pegar no pé dele, ele é muito mal humorado quando acorda.

- Bom dia... – digo analisando-o, com uma expressão séria.

- O que foi Peeta?

- Não sei me diz você.... Qual é o motivo de tanta alegria? Compartilhem comigo, também quero ficar “saltitante” igual a Rue e com cara de bobo igual ao papai... – digo dando risada, meu pai revira os olhos e Rue balança a cabeça.- Não sei Peeta, me diz você que ultimamente esta rindo a toa, com cara de apaixonado... – lanço um olhar malicioso pra ele, e solto uma gargalhada, ele sempre tenta virar o jogo, então percebendo que eu sei exatamente o que ele esta fazendo, tenta encerrar o assunto. — Eu não tenho nada... Agora termina logo de tomar seu café senão vai se atrasar pra ir à padaria... Alias você já esta atrasado não?

- Não... Hoje é minha folga esqueceu? -aonde ele esta com a cabeça hein...

- É havia esquecido sim... — ele diz pensativo... Parece que frustrei algum plano dele para hoje...

- Que foi pai tinha planos para hoje pai? — pergunto desconfiado

- Na verdade sim... — ele diz ainda pensativo — bom e você algum plano pra hoje? — Ih e agora o que eu digo, tenho certeza pela cara que ele fez vai me pedir algum favor, favor esse que envolve eu ficar o dia inteiro com a Rue... Não que eu ache ruim, mas eu queria fazer alguma coisa com a Katniss afinal não sei como será a reação de nossos pais apos esse jantar, vai que a mãe dela me proibe de vê-la, ou eles comecem a nos monitorar... Ai não to ficando dramático igual à Katniss... Sorrio involuntariamente ao lembrar os dramas da minha namorada, só então percebo que estou devendo uma resposta para meu pai.

- Vou sim pai, vou ao centro atrás de uns livros e depois a biblioteca estudar, como as provas estão chegando tenho que aproveitar o tempo livre... — Ok, acho que eu o convenci.

- Você pode levar sua irmã? — como assim??

- Não neh pai... Como eu vou ficar com ela na biblioteca... — ou melhor, de vela.

- Ok! Vamos fazer assim, como vocês estão quase brigando, quase saindo no “tapa” pra ver quem terá a honra de ficar comigo hoje, eu vou ficar sozinha... Não quero nenhum de vocês em casa hoje, ok?! — é... Eu tinha esquecido que minha irmãzinha estava aqui, enquanto eu e meu pai estamos tentando nos livrar da pequena.

- Que sozinha o que menina... Você fica comigo... — confesso que fiquei com vergonha de tentar me livrar da companhia da pequena, principalmente na frente dela.

- Não filhinha você fica com o papai... — agora eh filhinha do papai neh, ha meio minuto atrás era fica com piralha que eu preciso sair.

- Não pai, ela fica comigo... O Senhor precisa fazer não sei o que neh...

- Não Peeta, como você vai ficar com ela na biblioteca... Não tem como, ela fica comigo... Pode deixar... — minha irmã começa rir... Rir não gargalhar... Meu pai e eu a encaramos perplexos, tentando imaginar o motivo de tanta graça...

- HOMENS! Vocês são hilários, ate um minutinho atrás vocês estavam discutindo quem não ficaria comigo hoje, e agora quem vai... — ela ainda gargalhava, eu e meu pai nos olhamos incrédulos com a pequena, como pode uma coisinha tão pequena ser tão abusada. — Bom já que os dois tem planos que não me inclui, posso ficar com a Clair e as meninas, elas não vão se importar...

- Sim, ótima idéia... — meu pai disse

- Não, péssima idéia... — eu disse ao mesmo tempo que meu pai. Minha idéia é tirar Katniss de casa e não dar um motivo para ela querer ficar.

- Por que péssima idéia? — meu pai pergunta me encarando e a pequena faz o mesmo, alias pior, agora ela já esta em pé, com as mãos na cintura, batendo o pezinho e com um bico enorme... Não é possível, ela esta virando uma Katnisszinha, estou criando um monstrinho... Já pensou duas Katniss, vou enfartar... E novamente sorrio ao comparar as duas... O que deixa a pequena mais brava ainda, e é ai que eu não me agüento mesmo e começo a rir de verdade...

- Peeta seu bobão, para de dar risada e responde logo, porque é péssima idéia eu ir pra casa da Clair hein?... — o bico dela esta maior ainda, e agora meu pai também não se contem e começa a rir da "braveza" da minha irmãzinha.

- Oras porque você esta convivendo muito com as Hawthorne, ta virando uma Katnisszinha. — digo rindo ainda mais, deixando Rue ainda mais brava.

- E o que tem de errado eu parecer com a Katniss hein? Vou contar tudo pra ela... — ih agora eu to lascado, parei de rir na hora e a pequena ficou satisfeita com a minha reação e me lançou um sorrisinho malicioso. Claro que não tem nada demais ela contar pra Kat, e claro que ela vai me fazer à mesma perguntar e fazer o maior drama, mas isso eu já tiro de letra, parei de rir por estar abismado em como ela esta parecida com a Katniss e a Prim no jeito de falar, brincar, brigar, sorrir, ate o sarcasmo...

- Ok vou ligar pra Katniss pra perguntar se você pode ficar com elas... Ta bom?! — eu digo já levantando e tocando o narizinho de Rue com o indicador.

- Porque você?? Porque o papai não liga pra Clair.... Alias você não desgruda mais da Katniss... — ela pergunta toda petulante.

- É isso eu também to curioso para saber... — meu pai se vira em minha direção.

- Ué porque eu já iria falar com a Katniss, afinal como eu disse em breve nossas provas começam e como eu disse que iria atrás de alguns livros, ela pediu pra que eu trouxesse alguns pra ela também... E estamos sempre juntos porque trabalhamos na mesma padaria e fazemos cursinho juntos, só por isso... — digo dando de ombros... certeza que eles não engoliram, nem eu engoli... Mas a noite eles saberam o real motivo de Katniss e eu estarmos sempre juntos. — Então pai você liga pra Clair? – ele diz que sim com a cabeça... — Eu vou me arrumar e daqui a pouco to saindo, se quiser deixo a pequena lá... — meu pai sorri da minha tentativa de tirar o foco de mim.

-Sim eu ligo, vai arrumando suas coisas então Rue.

Subo pro meu quarto pensando no jantar de hoje, pode dar tudo certo ou tudo errado... Meu pai pode adorar a idéia de ter sua "enteada" como "nora", a Clair também pode não gostar de me ver namorando com a filha dela, apesar que essa não é a minha maior preocupação e sim o Sr Everdeen, estamos nos dando bem, sempre nos encontramos na casa da Kat, mas sempre conversamos pouco, ficamos mais nas brincadeiras mesmo, sempre pegando no pé da Kat, Prim e Johanna. Mas pelo que eu pude perceber ele morre de ciúmes das filhas, principalmente da Katniss que é a mais velha...

Chego a meu quarto e quando pego meu celular, vejo que tenho 5 ligações perdidas da Katniss... Ate poderia ficar preocupado, mas conhecendo minha namorada como já conheço, ligo de volta tranqüilo...

- Bom dia minha linda... Você nem sabe o que te aguarda hoje.. — digo imitando-a, que sempre que uma noticia atende o telefone já querendo fazer um suspense.

- Bom dia lindooo... Você já sabe então... Nossa eu to tão feliz e emocionada, a ficha ainda não caiu sabe... — ela esta tão entusiasmada, mas eu tive que interrompe-la pois eu não estava entendendo nada...

- Perai Kat do que você esta falando?... — eu pergunto inocente.

- Do que eu to falando??.. — ela imitou minha voz — Do casamento dos nossos pais oras.... — ela disse com a maior naturalidade do mundo.

- O que?? — foi a única coisa que eu consegui falar...

Notas finais
Eai o que acharam POV Peeta???.. Ele gostou da noticia ou não???.. Críticas, sugestões, elogios, por favor deixem nos reviews ou mp's...

Bjos nos vemos em breve