Meu Pequeno Maknae
2 Eu não deveria ter feito isso.
Notas iniciais
Senti um par de lábios encostarem-se a minha boca pela décima vez. – Acorde – os lábios cantarolaram soltando um doce hálito de suco de uva.
— Eu já acordei há muito tempo e você sabe disso – sorri ainda de olhos fechados.
Taemin estava encima de mim com uma perna de cada lado do meu corpo. – Mas ninguém que realmente acordou fica de olhos fechados – ele falou.
Abri meus olhos enfim. – Pronto. Agora eu estou acordado – falei esticando mais meu sorriso.
Ele sorriu e saiu de cima de mim. – Vê se fica acordado, hein? – ele disse.
— Que horas que você acordou? – me levantei e tirando a camisa.
— Ah! Uma ou meia hora atrás – ele respondeu.
— Foi a tanto tempo assim? – enfiei minha cabeça pela camisa e o encarei.
— Eu nunca ia ter coragem de te acordar, você estava com uma cara tão fofa! – ele exclamou me fazendo rir de leve.
— Do mesmo jeito, bobo. Agora vou ter que correr com tudo – falei me sentando ao seu lado na cama.
— E por que vai ter que “correr”? – ele encostou sua cabeça em meu ombro.
— Sei lá, talvez pro final do dia eu ter mais tempo com você – falei colocando minha mão em sua cintura puxando-o para perto.
— Você sempre vai ter tempo para ficar comigo – ele respondeu.
— Hum... É bom saber disso – suspirei. – Tem certeza que sempre que eu quiser eu vou ter tempo com você? – perguntei.
— Claro. Sempre que quiser – ele suspirou também.
— Eu quero um tempo com você agora – me virei para ele e o beijei.
Ele retribuiu meio por reflexo. Seus olhos ainda permaneciam abertos e eu os sentia me encarando assustado. Meus lábios se moviam com doçura e com cuidado esperando que ele entenda que seria delicado e só agiria com o que ele permitisse.
Senti seu corpo relaxar e senti o peso dele cair sobre meus braços. Ele agora comandava nossos lábios. E eles se moviam mais ferozes. Moviam-se de um lado para o outro e seus braços contornaram meu pescoço.
— Min, você tem que tomar café – ele sorriu por entre nossos lábios, mas ele continuava a me beijar.
— Hum? Agora eu não quero – falei e me inclinei para cima dele fazendo-o deitar na cama. O beijei segurando sua cintura e sua coxa.
— Mas... Min... – tirei meus lábios dos seus e procurei seu pescoço. Fui beijando leves toques sentindo-o se arrepiar. Minha mão que segurava sua coxa passou para debaixo de sua baixo de sua blusa pegando suas costas gélidas.
Ele deu um suspiro alto. – Min... – ele não parava de falar isso. Voltei para seus lábios e lhe dei um toque inocente.
— Vamos tomar café – sorri. Ele me olhou desconfiado.
— O que foi isso? – ele perguntou.
— “O que foi isso” o que? – perguntei me levantando de cima dele e ficando de pé.
— Ah, deixa pra lá. Vamos tomar café – ele pegou minha mão e me levou até a cozinha. – Olá, hyun! – ele cumprimentou JongHyun.
— Bom dia Tae! – ele sorriu mordendo a torrada. – Por que ficou tanto tempo lá dentro com MinHo? Vocês tem ficado muito tempo naquele quarto ultimamente.
— Ah, são só coisas, coisas sobre a banda e... Annyong, Key! – Taemin desviou do assuunto e cumprimentou Key que estava meio escondido atrás de Onew.
— Annyong Tae – ele parecia cansado.
Olhei para Onew para ver por que ele estava tão calado. Ele olhava para nossas mãos juntas uma a outra. Arregalei os olhos e a soltei devagar. Taemin me olhou. Olhei para MinHo avisando-o e ele seguiu o olhar fingindo estar distraído. Ele sorriu meio tímido e se afastou um pouco de mim indo se sentar do lado de JongHyun.
— Tem alguma novidade, hyun? – ele começou a puxar conversa com ele.
— Tenho. Mas primeiro você – ele sorriu.
— Jong, se eu perguntei é porque eu não tenho. Você sabe o quanto eu gosto de falar as novidades primeiro – ele levantou uma das sobrancelhas.
— Verdade – JongHyun riu. – Então vamos lá... O que vou te contar... – deixei os dois conversarem e olhei para Onew que me encarava confuso.
Fiz um movimento com a cabeça cumprimentando-o e ele fez o mesmo. – Annyong, hyun – disse.
— Annyong... – ele pareceu meio perdido.
— Kyun? Pode me ajudar ali por uma estante? – Taemin se levantou e puxou Onew para longe da cozinha. Olhei os dois irem caminhando para longe e encarei os meninos que nem me olhavam direito.
— Ok, quem é que vai fazer minha torrada agora? O Onew foi fazer sei lá o que com o Taemin! – JongHyun protestou. Ele era o único animado aqui na cozinha.
— Eu faço hyun – Key se arrastou até o fogão.
— Não Key. Vá dormir, eu faço – falei me virando para Key.
— Não precisa. Eu preciso perder esse sono logo senão... – ele começou.
— Você vai perder esse sono dormindo! Agora vá. Senão esse sono vai vir durante as entrevistas com a empresa e vai ser pior – respondi.
— Tudo bem, então. Obrigado, Min – ele deu um tapinha em meu ombro e saiu da cozinha.
— Nossa! O Key está mesmo com sono, hein? – JongHyun falou.
— Uhum – respondi preparando a torrada.
Ficamos calados o resto do tempo até Taemin voltar com Onew para cozinha. – Voltamos! – Taemin sorriu e veio se sentar do meu lado.
Sua mão pegou a minha e senti-a aperta-la de leve e permanecer ali depois. Ele sorria para todos, mas eu sabia que aquele sorriso queria dizer alguma coisa para mim.
Já estava a tarde e todos estavam escorados no sofá assistindo algum filme de comédia – ou terror, sei lá – e meu celular tocou.
— Shh! – todos os meninos falaram e meteram mais pipoca na boca.
— Foi mau! – respondi nervoso com o mau-humor dos outros por um simples toque de um pequeno celular. – Cruzes! – falei e saí da sala.
— Alô? – uma voz feminina falou triste do outro lado da linha.
Aquela voz eu reconheceria em qualquer lugar do mundo. Yuri. Por que ela estava me ligando? Fui até o quintal e respondi: — Oi, Yuri.
— MinHo, eu preciso te ver – ela disse.
— Mas eu não preciso – falei rude.
— Min, por favor – sua voz era triste e parecia que ela havia chorado.
— Por que você quer me ver? Já não terminamos? – minha voz permanecia baixa evitando que alguém ouça.
— Por que me evita tanto assim? Eu te ligo quase todo dia mas você não atende, te mando mensagens todos os dias, mas você não responde – sua voz tremeu.
— Onde você está? – perguntei.
— Na minha casa. Por favor, Min, venha aqui. Eu só preciso te ver. Só isso – ela respondeu.
— Veja uma foto minha na internet – respondi.
— Não venha com essa. Eu sei que você nunca seria tão grosso desse jeito. Por favor? – sua voz era a de sempre. Manhosa e conquistadora.
— Ok. Estou indo. Mas é só para você me ver – avisei.
— Obrigada – ela disse e desligou.
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