Meu Pequeno Maknae

3 Fingindo que nada aconteceu nesta tarde


Notas iniciais
Olha, vcs morrem de sorte por eu ter muito tempo de sobra. Eu vou postar tipo... um capítulo por dia *mas não esperem muito de mim, talvez eu atrase* E me mandem reviews! Eu fico SUUPER feliz quando recebo um. Bom, espero q gostem. :D

Desliguei o celular e dei um suspiro alto. Me deu vontade de gritar. Como eu vou a casa de Yuri com Taemin em casa? Fui até a sala e olhei para todos. Taemin me olhou percebendo meu olhar para ele e seus olhos brilharam.

— Venha se sentar aqui – sua voz era doce.

— Er, eu vou dar uma saída – gaguejei. Saco!

— Para onde vai? – ele preguntou.

— Vou... – pensei confuso olhando para todos os lados procurando alguma coisa que me dê ideias. – Vou ali pegar um pacote no correio e já volto.

— Tudo bem – ele deu um sorriso e voltou a assistir o filme.

Saí de casa e quase caí ao sentir minhas pernas ficarem dormentes por causa do aperto que tinha passado agora. Peguei o carro e fui para o apartamento de Yuri.

Não era assim tão longe. Até que era perto demais. Dirigi as duas quadras e parei no apartamento auto e chique. Mandei uma mensagem de texto para ela: “Cheguei, não vai abrir a porta?”. Depois de um minuto ouvi um barulho no portão indicando que ela recebera a mensagem. Entrei no apartamento e subi o elevador indo ao último andar.

— Pensei que não viria. Mas você veio – Yuri estava na porta me olhando com um olhar morto e sem vida. Usava meias já sujas e uma blusa de mangas compridas esticadas até a palma de sua mão. Estavam um pouco molhadas. Olhei para seu rosto de novo. Sua boca – que sempre fora vermelha e viva – estava branca e ressecada. Seus olhos tinham olheiras e estavam vermelhos. A ponta de seu nariz também.

— Não queria me ver? Viu. Agora posso ir? – tentei ser rude, mas quando vi as lágrimas se acumularem em seus olhos tudo de novo senti vontade de ir abraça-la. – Er... Desculpe-me. Agora eu sei o quanto fui rude ao falar isso.

— Não tem importância. Agora já me acostumei – eu continuei a olha-la. – Ah, isso – ela apontou para os olhos cheios de lágrimas. – Não é nada. Já passei por coisas piores do que simples lágrimas acumuladas – ela deu um riso sem graça.

— Er, eu posso entrar? – me ofereci sabendo que iria me arrepender depois por ter entrado naquela casa.

— Você quer? Bem, achei que... – ela começou a falar, mas eu fui entrando impedindo-a de falar mais uma coisa.

— Sei que quer conversar? Sobre o que é? Sobre nosso antigo namoro? – eu falei automaticamente sendo rude. Abaixei a cabeça. — Desculpe.

Ela fungou. – Ah, não tem importância. Sente-se – ela esticou o braço para o sofá. Fui me sentar. Só de imaginar a cara de Taemin se ele descobrisse isso tudo... Por que eu quis entrar mesmo?

— Min, eu só queria dizer que, primeiro, eu sinto sua falta. Sinto vontade de te ter por perto, de sentir seus lábios... – ela fez uma pausa levantando seus olhos e encontrando os meus. – Volta pra mim, MinHo. Deixe-me ter mais uma chance de te dar o amor que merece – ela suplicou.

Sua voz era tão... Piedosa. Meus olhos não conseguiam ser retirados dos seus, e minha boca não conseguia pronunciar sequer uma palavra.

— Min? Por favor, volta pra mim – ela repetiu com os olhos cheios de lágrimas suplicando.

— E-eu... – me sentia confuso. – Me desculpe, Yuri – me levantei e saí daquele apartamento deixando-a sozinha sem sequer mais uma palavra.

Cheguei na portaria vendo ninguém lá no local. Meu nariz ferveu e alguma coisa passou por ele rapidamente. Passei a mão pelo meu nariz e vi que tinha ficado molhado. Lágrimas, malditas lágrimas.

Alguém me puxou me fazendo me virar e me agarrar pela cintura. Yuri. – Não me deixe! Não vá! – ela suplicava e soluçava. Seu soluço dava um eco alto.

O soluço de mais alguém foi ouvido na portaria. Era o meu. Minhas lágrimas escorriam por meu rosto. Eu permanecia ali parado com os braços colados em meu corpo e ela estava extremamente colada a mim e molhava minha blusa.

— Eu não posso! Eu simplesmente não posso! – soltei seus braços ao redor de meu corpo e me virei quase correndo e secando minhas lágrimas.

Entrei no carro e me joguei lá dentro soluçando alto. Fiquei ali chorando durante vinte minutos e foi então que meu celular tocou.

— Alô – uma voz doce e inocente falou do outro lado da linha.

— Tae. Já estou chegando, espera só um pouquinho, está bem? – falei.

— Tudo bem, mas chega logo que estou sem fazer nada – ele respondeu e deu para perceber que ele sorria do outro lado da linha. – Até mais.

Desliguei o celular e respirei fundo ligando o carro. – Não chore mais – falei para mim mesmo.

Fui dirigindo devagar. Quando cheguei em casa, me olhei no retrovisor e vi meus olhos um pouco menos vermelhos. Respirei fundo mais uma vez e saí do carro. Abri a porta e todos estavam rindo na cozinha.

— Ei seu senhor sumido! – JongHyun foi o primeiro a falar com uma tigela enorme de cereais nas mãos. – E o pacote?

— Ahm... – olhei para todos. – Ainda não chegou. Mas amanhã eu volto lá. Er... – pus a mão na nuca. – Vou tomar banho. Com licença – saí da cozinha e fui para o banheiro.

Taemin P. O. V

— Aconteceu alguma coisa com ele – JongHyun enfiou uma colher grande na boca deixando cair leite pela roupa. – Quem aqui acha que ele está triste levanta a mão – ele levantou seu próprio braço.

Todos os outros levantaram logo em seguida. – E quem aqui acha que foi por causa da Yuri? – ele permaneceu com seu braço levantado. E todos os outros também.

Levantei e pedi licença. Fui para me quarto e coloquei o pijama. “Será que aconteceu alguma coisa com MinHo?” pensei me deitando na cama e olhando para parede a minha frente. Ouvi alguém abrir a porta do banheiro e fechei meus olhos. MinHo caminhou de pés descalços até o quarto – que era o mesmo que o meu – e ouvi a toalha ser jogada na cama. Passaram-se três ou mais minutos e MinHo voltou com a toalha para o banheiro.

Levantei-me e senti meu coração na boca. MinHo estava voltando e eu voltei a me deitar de lado fingindo estar dormindo. Senti MinHo se agachar e ficar de frente para mim me encarando.

- Amor? – ele disse me chamando pelo apelido mais doce. – Está acordado? – seu hálito de menta voou contra meu rosto. Foi difícil evitar o suspiro. Ele se aproximou mais de mim e deu um suspiro e depositou um beijo em minha bochecha. Sorri. Ah! Eu não vou ficar com raiva dele só porque ele demorou no correio! Abri meus olhos e vi-o sorrindo para mim.

— Você demora demais no banheiro! – falei.

Ele subiu encima da cama passando por cima de mim. Virei-me para seu lado. Ele ainda sorria. Eu me sentia tão feliz perto dele. Minha vida dependia daquele homem que estava na minha frente.

Notas finais
Eu estava pensando em escrever mais. Mas quem disse que as ideias apareceram? D: Mas não se preocupem, vou me esforçar apartir de hj. Até o próximo capítulo!