Meu Parceiro De Apartamento
28 Capítulo 28 - Um agradável passeio / Parte final
Notas iniciais
Estou tão triste com algumas leitoras, taaantos favoritos e quase ninguém comenta, como querem que eu poste capítulos maiores? :c
Maaas eu agradeço encarecidamente às leitoras que sempre comentam, mesmo que seja um pequeno comentário. ♥
E como várias pessoinhas me deixaram tristes, não prolonguei o capítulo, isso vocês entenderão lendo!
Um bem-vindo aos novos leitores fantasmas u_u
Boa leitura!
Fomos para a praia que ficava em frente ao hotel. Fiquei bem feliz ao saber que eu iria para a praia depois de tanto tempo, a última vez que fui eu tinha 15 anos, até porque minha mãe tinha medo de que eu pegasse alguma doença de pele ou algo assim, eu adorava ficar no mar e fazer castelos de areia, mas eu iria fazer o que David gostaria no momento, eu não ia pedir nada. Lá era lindo, o mar tinha uma cor paradisíaca, eu conseguia ouvir vários pássaros e casais por perto se divertindo muito, homens vendendo várias comidas, bem variadas. O céu estava azul, muito azul, a areia estava morna por causa do sol, mas nada exagerado.
Chegamos de mãos dadas e a pé já que a praia era muito perto do hotel, eu levei uma bolsa com as coisas necessárias para o dia, até porque passaríamos muito tempo lá, e seria bem divertido. Quando chegamos, David soltou minha mão para colocar um pano sobre a areia, o ajudei e logo nos sentamos.
–Aqui é realmente lindo! –esbocei um sorriso.
–É verdade, faz muito tempo que não venho aqui.
–Digo o mesmo –sorri torto –, o que vamos fazer primeiro?
–Quer nadar? Pode escolher o que quiser. –sorriu.
–P-Pode ser...
–Então vem, depois a gente compra alguma coisa pra comer. –disse ele se levantando e erguendo a mão a mim.
Segurei sua mão um pouco tímida e me levantei, vi David retirar a blusa, ficando apenas de calção, mesmo que eu já tivesse o visto daquele jeito, estávamos em público, e isso me deixava mais constrangida.
–Não vai tirar sua roupa? –por um momento pensei besteira, corei um pouco e comecei retirando a blusa.
Após retirá-la, a coloquei dentro da bolsa, David me olhava sem expressão, desviei meu olhar dele e tirei o short que eu usava.
–N-Não vai parar de me olhar, idiota?
–É que você é... V-vamos! –pela primeira vez vi-o tão vermelho, fiquei rubra ainda mais que ele, se é que aquilo era possível.
David novamente segurou minha mão, o segui até o mar apenas de biquíni e ele com um calção preto, eu sentia vários olhares direcionados para nós, se Peter me visse por lá iria ficar chateado, eu disse a ele que não poderia ir à praia, mas lá estava eu, e com David.
Chegamos ao mar, logo David foi sacana e me pegou nos braços, dei um grito com o gesto e tentei me livrar dele com minhas mãos, mas ele era bem mais forte e não me soltava de modo algum.
–O que está fazendo? –gritei em seus braços, nada muito exagerado para não chamar a atenção.
–Ora, vou te jogar na água, como nos filmes. –riu correndo até mais perto do mar e me jogou.
–IDIOTA! –disse, logo senti a água entrar em meu nariz e comecei a tossir, eu odiava aquilo, e como odiava, não parecia nada como em um filme.
David pareceu arrependido por conta da minha raiva e adentrou na água segundos depois. Tentei me livrar de seus braços enquanto ele tentava me abraçar, eu ainda tossia.
–Espera, me desculpa! –disse quando tentei sair da água e pisar na areia.
–Sabia que entrou água no meu nariz? Isso é uma droga! –briguei –Eu detesto isso!
Por algum motivo David começou a rir baixo, tive mais raiva ainda, olhei para os arredores e vi várias pessoas também rindo de minha bela atuação, eu queria naquele momento enfiar minha cabeça em um buraco, droga! Ouvi alguns idosos falando “Olha que casal bonitinho” ou “Meu Deus, que garota alterada”, morri de vergonha e entrei na água de novo como não tivesse acontecido absolutamente nada.
–Tá, pode parar de rir agora. –sussurrei quase mergulhando.
–Não dá –riu mais –, você é uma caipira, sabia?
–Cala a boca! –emburrei meu rosto que logo foi puxado para um beijo molhado.
Sua língua se infiltrou em mim, e como estávamos mais afastados das pessoas, aproveitei para retribuir –e para ele parar de rir –. Era incrível que com apenas um beijo dele eu conseguia esquecer da raiva que senti. David pôs suas mãos geladas em minha cintura ainda por baixo d’água, deixei rolar, até porque eu devia me soltar mais com ele, era preciso, eu tinha medo de que algum dia ele me deixasse por conta que eu era tão tímida que chegava a ser palhaçada. Continuamos nos beijando por um longo tempo até que meus dedos já estavam ficando enrugados de tanto tempo na água, interrompi nosso beijo, que por sinal estava ótimo.
–O que foi?
–Já estamos muito tempo aqui...
–Está com fome?
–Um pouco, só comi de manhã.
–Vamos comer um sanduíche, então?
–Claro, eu adoraria. –sorri.
Saímos do mar e fomos comer, lá ficamos conversando com por um bom tempo e rindo bastante, entre nossa conversa vimos alguns amigos de David da faculdade, fiquei meio sem graça, mas cumprimentei todos. Dentre eles, Alan e Sam estavam lá, rimos muito com a conversa deles.
A tarde passou bem rápida, fomos andar um pouco pela praia e nadamos mais um pouco à tarde, demos vários amassos clandestinamente do pessoal. Ele disse que me amava muitas e muitas vezes só para me deixar constrangida na frente das pessoas, e eu não dizia nada, apenas dava tapas em seu braço para que ele parasse. Quando me dei conta já eram 19h, avisei a David o horário para que nós fossemos jantar.
–Não acha que está na hora de irmos jantar?
–É, vamos jantar sim, vem comigo.
–Não vamos ao hotel? –perguntei confusa.
–Sim, mas será algo mais diferente. –sorriu.
Arrumamos nossas coisas, coloquei tudo dentro da bolsa e me enxuguei com a toalha para pôr minha roupa que eu usava antes, logo ele me levou. Fiquei um pouco nervosa pensando no que ele aprontaria no momento, mas eu confiava nele, então o que aconteceria não seria problema. Segui-o até o hotel, logo entramos em nosso quarto. Passamos por vários casais que também voltavam da praia para o hotel, pareciam quase que iam transar no meio do caminho até o quarto, ruborizei com a cena, David não parecia se importar.
Arregalei os olhos quando vi uma mesa no centro da sala com velas iluminando todo o ambiente, haviam comidas variadas nela, David trancou a porta e segurou minha mão.
–P-Pra quê isso tudo? C-Como você...
–Eu apenas pedi àquela senhora que trabalha aqui com a arrumação para fazer isso enquanto nós estivéssemos fora –me encarou –, gostou?
–Claro! Está muito bonito!
–Vamos sentar, espero que a comida esteja boa. –brincou, ri.
Fomos até as cadeiras que havia lá, nos sentamos e pegamos os talheres para comermos. Conversamos um pouco enquanto experimentávamos a comida, estava delicioso.
Depois do jantar, ficamos sentados olhando para o tempo, eu estava nervosa já que as luzes estavam apagadas e apenas a luz de velas nos iluminava. David segurou minha mão de repente e me olhou, olhei para ele de volta.
–Sabe, Liza, você está... gostando de namorar comigo? –perguntou olhando para mim, corei.
–C-Claro que sim...
–Eu quero que saiba que –respirou fundo –eu adoro ficar com você, namorar você.
Meu coração acelerou, ouvir aquilo dele era como escutar sua música preferida pela milésima vez e nunca se cansar dela. Sorri timidamente e um pouco sem graça.
–Eu amo estar com você, isso me deixa mais feliz...
–Espero que você seja a escolha certa, tem algo em você que é muito diferente das outras garotas.
–Ser uma amadora no amor? –ri.
–Não –sorriu –, e sim fazer meu coração acelerar quando estou perto de você, é estranho, mas verdade.
Corei um pouco mais, David me olhava sério, parecia que queria alguma atitude, minha respiração era rápida pelo nervosismo e ansiedade, sorri para ele e me levantei da cadeira fazendo ele se levantar também já que nossas mãos estavam unidas.
–O que houve, Liza?
–D-David... eu quero dormir com você... –fitei o chão e David me olhou assustado, ele sabia muito bem do que eu estava falando, minha vergonha só aumentava, e o nervosismo, nem se falava. Eu poderia estar errada com essa escolha, mas dane-se, eu o amava.
Notas finais
Até segunda *3*
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