Meu Parceiro De Apartamento

17 Capítulo 17 - The First Day


Notas iniciais
Mais um!
~corre pra estudar.

Acordei com um susto por conta do despertador de meu celular, eu teria que chegar à faculdade antes das 7h, era 5h, eu teria tempo de sobra para me arrumar, minha bolsa já estava pronta.

Tomei um banho demorado e muito gostoso, o tempo estava frio, então tratei de usar uma blusa de manga comprida com uma calça preta jeans. Saí do banho me tremendo e batendo os dentes, me vesti rapidamente e peguei a bolsa para comer... Até lá, eu iria fazer o possível para não conversar muito com David, as coisas que eu disse a ele não eram necessárias, eu nem sequer conhecia sua vida social para falar aquilo. Fui até a cozinha dando passos tímidos e o vi comendo com a bolsa pendurada na cadeira.

– Bom dia... –eu disse bem fraco e me sentando na cadeira.

– Bom dia! –ele sorriu.

Dei um pequeno sorriso e comecei a comer junta a ele. Era como um dia normal, mas ainda me deixava um tanto triste o motivo dele me beijar e novamente não tocar no assunto, só que eu não iria comentar sobre aquilo de novo, seria capaz de discutirmos, como sempre.

– Ei, você vai com o Peter para a faculdade?

– Não, vou de taxi mesmo.

– Está com raiva de mim? –me encarou, ele parecia preocupado, corei um pouco.

– N-Não, por que eu estaria? Não há motivos... –falei como em um sarcasmo.

– Eu te beijei, não é? –ele sorriu com um rosto malicioso, ele era bipolar, era o mínimo.

– Ér... –tentei ser sensata – Não quero que a gente discuta de novo, então é melhor nós não falarmos no assunto!

– Mas você queria saber o porquê que eu te beijei, no carro, não foi?

Mais uma vez eu me irritei e achei melhor sair para a faculdade.

– Eu já vou, até mais tarde. –fui barrada pela mão de David que segurou meu braço, já em pé.

– Espera, então... você não quer saber? -ele arregalou um pouco os olhos.

– Não, tchau. –falei um tanto fria e saí.

Achei um pouco rude de minha parte ter falado daquele jeito com ele, mas era óbvio que ele iria brincar comigo só para me ver rubra de vergonha. Olhei meu relógio e marcava 6h, e como a faculdade não era tão longe, eu chegaria bem rápida. Dei bom dia à Jhonny, e como sempre, ele se ofereceu para chamar um taxi, aceitei já que eu estava com um tanto de sono. Após ele chamá-lo, agradeci e fui.

Por incrível que parecesse, era a primeira vez que eu entraria lá, era claro que eu havia visto fotos e um tour que tinha na internet. Saí do taxi e fui em direção à porta, parecia que muitas pessoas não haviam ido à festa, pois eu não conheci quase ninguém para ser sincera. Mas, minha preocupação maior era saber em qual sala eu ficaria, entrei, pensei em perguntar para alguém, mas tive vergonha, por incrível que pareça.

Finalmente, depois de muito procurar, encontrei uma sala de aula com uma placa escrita “Advocacia”, entrei devagar e já haviam várias pessoas sentadas, os olhares foram em minha direção, fingi não ver e me sentei em uma das cadeiras da frente. Percebi que a maioria das pessoas da sala era aparentada intelectual e séria, abri um livro e li para que antes da aula começar eu já ter estudado mais alguma coisa. Aproveitei também para telefonar para Peter, tinham muitas pessoas telefonando, então não tinha problema, disquei seu número e esperei ele atender.

– Liza? Você já foi para a faculdade? –ele perguntou de uma vez.

– Fui sim, estou na sala, e você, não vem?

– Já estou de saída, eu estou na porta do hospital, minha mãe está de repouso depois da cirurgia, eles disseram que seu estado de saúde estava bem.

– Que ótimo! –sorri.

– Também estou feliz, então, no intervalo a gente se encontra da cantina?

– Eu nem sei onde fica. –ri baixo.

– Eu passo na sua sala, como eu disse, já fui aí para me matricular, sei onde é sua sala. –ele riu.

– OK, até mais. –desliguei.

Depois de alguns minutos, olhei novamente o relógio e a hora já estava marcada para a aula, esperei pacientemente o professor chegar à sala. Ele foi bem pontual, na hora certa ele estava entrando, os alunos correram se sentar. Ele parecia rígido pelo seu rosto, mas nada que matasse alguém, (risos).

Toda a aula fora ótima, o professor explicava muito bem, ele parecia ter em torno de 40 anos, saí da sala para esperar Peter.

– Oi! –senti alguém tocar meu ombro, era Peter.

– Olá –sorri –, como vai?

– Vou ótimo, agora que minha mãe se recuperou eu estou bem melhor. –sorriu.

– Ah, também estou muito feliz, vamos?

– Claro.

***

Fomos conversando até chegar à cantina, compramos algo para comer, pedi um hambúrguer com um refrigerante, ele pediu um cachorro-quente com o mesmo refrigerante que o meu.

– E então, agora que me lembrei, você vai me dizer o que queria me contar? –perguntei curiosa.

– Ér... –corou – Pode ser no final das aulas?

– OK, vou guardar minha ansiedade até lá. –sorri torto.

Vi David na fila da cantina.

Ele estava tão bonito... Mesmo que provavelmente eu estivesse com raiva dele, ainda sentia algo quente dentro de mim toda vez que o via, ele comprou sua comida e se se sentou à mesa ao meu lado junto de várias pessoas, homens e mulheres, ele de vez enquanto me olhava e sorria, eu apenas virava o rosto um tanto vermelha.

– Aquele cara é o que te ajudou, não é? –perguntou Peter.

– É sim... –corei.

– Engraçado, vocês pareciam íntimos conversando na festa...

– É que ele deve ser bem popular pelo o tanto de pessoas com ele. Daí sabe se comunicar.

– Pode ser. –ele sorriu.

Depois de comermos, fui com Peter para minha sala, vi David olhando para mim novamente, fingi não vê-lo, até porque eu não queria causar expectativas nas pessoas, e nem em Peter. Despedi-me dele e entramos em nossas respectivas salas.

Ao entrar, vi duas garotas e um garoto perto de minha cadeira, sentei-me nela e reabri meu livro, eles olharam para mim e se aproximaram.

– Oi? –perguntou uma das garotas.

– O-Oi. –me virei a eles.

A garota que falou comigo era negra, a outra era morena, e o garoto era... sorridente.

– Sou Luce. –disse a morena sorrindo.

– Sou Elizabeth, podem me chamar de Liza...

– Prazer, Liza, sou Nataly –respondeu a negra –, esse é Lionel.

– Prazer em conhecê-la! –e apertou minha mão.

– O prazer é todo meu. –sorri.

Continua...

Notas finais
Gostaram? ♥