Meu Parceiro De Apartamento
18 Capítulo 18 - Inesperável
Notas iniciais
Aproveitem, está legalzinho, mas não perfeito. D;
Nataly, Luce e Lionel eram realmente simpáticos. Ficamos conversando por um bom tempo antes de começar o resto das aulas, descobri que Lionel era homossexual, eu até havia percebi um jeito estranho nele. Nataly e Luce eram irmãs, muito engraçadas e divertidas. Por incrível que pareça não consegui ver Mary, talvez ela tivesse faltado.
Depois da aula me despedi dos três e fui para casa, Peter me mandou uma mensagem dizendo que teria uma aula extra com os outros alunos, e eu já estava morrendo de sono então parti. Perguntei-me se David já poderia estar em casa, mas isso eu descobriria logo com Jhonny.
Cheguei finalmente na portaria, Jhonny estava de pé à porta, eram mais ou menos umas 14h. Tive aulas para caramba apenas no primeiro dia de aula.
– Olá Jhonny, você viu o David? Ele já chegou? –perguntei sorrindo.
– Boa tarde, Liza, e sim, ele já chegou. –sorriu.
– Obrigada! –e saí.
Fui em direção a “meu” apartamento com um pouco de sono, eu praticamente havia voltado a minhas aulas escolares. Abri a porta e me sentei ao sofá.
David apareceu do quarto sem blusa com uma calça larga e preta, me encarou assustado, corei pelas suas vestimentas.
– Já voltou? –perguntou.
– Não, esse é só o meu espírito. –sorri de olhos fechados.
– Que engraçada –soltou um riso forçado –, foi legal andar com o Peter para todo lugar da faculdade?
– O que tem a ver com isso? Está com ciúmes? –soltei uma risada nervosa.
– Sim. –e me encarou sério, rubra eu fiquei.
–... Vou fazer logo minhas tarefas, até depois! –me levantei, mas ele puxou meu braço.
– Ei, por que anda me evitando?
– Não estou te evitando. –o encarei com certo medo.
– Desde que te beijei você faz isso. –sua expressão não mudou, ele era realmente estranho, corei.
– P-P-Por que você me pergunta isso na maior tranquilidade? –puxei meu braço com força – Mas já que tocou no assunto, me diga, por que me beijou?
– Você não sabe?
– Não! –gritei.
– Eu gosto de você, não é óbvio? –disse massageando as têmporas, corei mais forte pela sua calma.
– Como? –me fingi de desentendida.
– Você não... gosta de mim? –sua expressão estranhamente mudou, ele parecia triste, tremi.
– A-A-A gente se conhece só há um mês...
– E daí?
– Olha, sei que é só mais uma brincadeira sua, então, por favor, pare de ficar querendo me deixar com expectativas! –tentei falar severamente.
– Expectativas? Então você está gostando de mim também? –ele sorriu maliciosamente.
– Claro que não!
– Então por que aceitou meu beijo naquele dia?
– Eu estava assustada por causa daquela noite! Eu queria alguém pra me confortar... –ruborizei novamente.
– Entendo... desculpe por te pressionar. –ele tentou sair, mas dessa vez fui eu quem o puxei.
– Mas... –olhei para o chão – Isso não quer dizer que eu não goste... d-de você...
Arrependi-me claramente de ter dito aquilo, o soltei devagar e o senti passar seus braços por minha cintura lentamente, roçou seus lábios aos meus e me beijou, seria possível ele estar gostando de mim? Talvez fosse um jogo... Ou realidade. Deixei que me beijasse por fim.
Seu beijo se tornou voraz e avassalador, passei minhas mãos em sua nuca e arranhei-a involuntariamente, David soltou um leve gemido com isso, sorri entre os beijos.
Paramos pela falta de ar, então ele me abraçou, relembrando que seu peitoral estava nu, então minha tensão aumentou, mas seu abraço era tão caloroso que o revidei.
– Ei... –quebrei o silêncio do momento – q-quem é aquela garota que você tem em seu álbum de fotografias?
– Quando viu? –perguntou tranquilamente.
– No dia que eu fui comprar aquelas roupas, você foi se trocar e eu acabei mexendo em suas coisas, desculpe...
– Aquilo é passado, ex-namorada...
– Mas se é uma ex-namorada por que não jogou as fotos fora? Ainda sente algo por ela? –senti medo.
– Acho melhor deixarmos esse assunto de lado –e me soltou sorrindo –, não quer conversar sobre nós dois?
– O-O que você pretende?
– Acha que ainda está cedo para alguma coisa?
– Eu não sei, sinceramente... –suspirei – Isso foi muito repentino, e a gente nem se conhece direito...
– Que tal contarmos um pouco da nossa história? –ele sorriu.
– Ér... –engoli seco – Precisa ser tudo?
– Por quê? Tem algo que quer esconder de mim? –e começou a fazer cócegas em mim, caí no sofá por baixo dele rindo muito.
– P-Para! –gritei – AH!
– Pode ir me contando! –disse rindo.
– OK, OK, mas pare com isso! –ri ofegante me sentando ao sofá.
Encaramos-nos por alguns segundos até senti seus lábios novamente aos meus, sua língua era doce, ele me invadia sem nenhum pudor, eu me sentia nas nuvens.
– Tá, antes que diga algo, coloque uma blusa. –corei me soltando dele.
– Certo, certo, me espere aqui. –saiu por instantes.
Pensei que aquilo fosse um sonho, David agiu daquele modo de uma hora para outra, poderia ser que ele estivesse realmente com ciúmes de Peter? Ele sabia que ele era apenas meu amigo, eu nunca iria ter nada com ele, até porque eu meio que recebi uma declaração.
Depois de alguns segundos, David havia voltado, e devidamente vestido, sentou-se ao meu lado um tanto calado.
– Pode começar. –disse para quebrar o gelo.
– O que quer saber? –sorriu.
– Como era sua relação com seus pais?
– Era ótima, mas minha mãe era muito zelosa. –riu.
– Entendo...
– E a sua?
– N-Não tem muita coisa pra contar...
– Tem certeza?
Eu havia prometido a mim mesma que eu não iria contar a ninguém sobre meu passado familiar, eu realmente não gostava de lembrar-me daquilo.
– Acho que foi uma péssima ideia ter começado pela família. –entristeci.
– Você tem algum trauma de infância?
– V-Você é vidente ou algo assim?
– Tem, não tem?
– D-Digamos que sim...
– Pode me dizer se quiser.
– Amanhã eu juro que te conto! É que eu tenho muitas lições de casa.
– Tudo bem, quando nós contarmos tudo que temos para contar... –ele corou um pouco.
– O quê?
– Eu te pedirei em namoro. –ele sorriu saindo para o quarto me deixando rubra.
Eu pensei que ter um parceiro de apartamento fosse uma má ideia, mas pensando por outro lado, não seria tão má assim. E pensar que eu namoraria David, era mágico, eu só precisava retirar um peso que levo há anos.
Notas finais
Kissus ♥
PS: Eu já sei todo o "trauma" de Liza e a saúde de Eliza, a única coisa que quero é acontecimentos futuros que poderão aparecer na fic, o resto eu já sei o que fazer. Então, até um futuro próximo. *¬*
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