Meu Parceiro De Apartamento
30 Capítulo 30 - Coração quebrado
Notas iniciais
Estou muuito feliz pelas leitoras que comentam em todos os capítulos, vocês me deixam super feliz, e olha que essa fic nem é tão boa, pelo menos pra mim. KKKKKK ♥
Não tenho muito coisa pra dizer, mas aproveitem o capítulo e boa leitura!
Acordei com os raios de sol vindos da janela, cerrei meus olhos por conta da luz extrema. Me sentei na cama e ali percebi que eu estava nua, apenas um lençol cobria meu corpo, corei lembrando da noite anterior. Vi David deitado ao meu lado e para a minha direção, sorri timidamente e me deitei novamente para ficar cara a cara com ele. Acariciei seus fios castanhos e dei um selinho rápido em seus lábios. David havia sido muito gentil, senti uma dor terrível no começo, mas não consegui ter aquela mesma sensação que tive quando ele me fez sentir com a boca, corei de novo, mas era assim mesmo, depois se tornaria normal fazer aquilo, não fiquei muito nervosa na hora h.
Dormi mais um pouco e acordei meia hora depois com o som de meu estômago roncando, me levantei e peguei um outro lençol para me enrolar antes que David acordasse, fui ao banheiro e tomei um banho para repor minhas energias.
Quando saí do banheiro vi David ainda sentado na cama com um rosto sonolento, ele sorriu para mim e eu retribuí, fui até ele me o beijei.
– Doeu? – me perguntou.
– Um pouco, mas nada muito horrível. – disse para não causar muita conversa.
– Você quer desce até uma lanchonete do lado do hotel? Lá tem um ótimo café da manhã. – sorriu se levantando com o lençol em seu quadril.
– C-Claro, quero sim, vai tomar banho, vou te esperar.
– Ok, não demoro. – e saiu até o banheiro.
Fui para a sala e fiquei assistindo televisão, passava algumas séries, fiquei vendo até David aparecer. Quando o escutei sair do quarto me levantei, a fome já me matava.
– Podemos ir?
– Claro. – respondi.
Fomos em direção à lanchonete, minha fome só aumentava enquanto passávamos por lugares onde o cheiro exalava forte. Íamos até lá de mãos dadas, nunca imaginei que aquela sensação fosse tão boa, era confortante. Passamos por muitos casais que também saíam para comer, provavelmente, até porque ainda era 6h30m da manhã.
No caminho vi a praia, me trouxe várias recordações do dia anterior, foi realmente divertido. Um namorado poderia fazer diferença na sua vida, pelo menos, fez muito na minha, com certeza era o primeiro garoto que eu havia me apaixonado, o resto foi apenas aquele pequenos romances que quase sempre terminam mal, apaguei esses pensamentos de minha cabeça quando cheguei até o local dito por David.
– É aqui? – olhei conformada até demais, o lugar era lindo, muitas mesas com duas cadeiras em cada uma, como se fosse apenas para dois.
– É sim, gostou? – sorriu apertando minha mão.
– Se eu gostei? Eu amei!
– Que bom, então vamos, estou morrendo de fome, creio que também está.
– Leu meus pensamentos. – rimos juntos ao entrar e nos sentar em uma das cadeiras perto da janela.
David chamou um dos homens que trabalhava lá e pediu o especial de sempre, fiquei um pouco confusa, mas ele me disse que era delicioso, será que ele já havia levado outras garotas até lá com ele? Pensei enquanto o encarava, senti uma ponta de ciúmes, mas nada muito relevante.
Enquanto o especial não chegava, conversamos um pouco sobre a faculdade e os amigos. Contei para David sobre Luce e Nataly, que as duas também gostavam de Sam e Alan, ficamos planejando um encontro dos quatro, esperei que desse certo.
O homem chegou logo depois da conversa com dois pratos, e dentro havia nada menos que waffles, meu café da manhã preferido, era uma delícia! Juntos com os pratos havia um pequeno jarro de mel para pôr em cima, logo o homem trouxe mais duas xícaras com café, minha manhã estava feita, David nada disse, até porque minha cara já denunciava tudo. Começamos a comer sem falar muito, eu exclamei que a comida estava ótima um milhão de vezes, David apenas ria e concordava, ele era tão lindo...
Quando terminados, David pagou o garçom, nos levantamos para sair quando vi alguém improvável a estar lá, Peter. Ele estava falando com um dos homens que trabalhava lá, talvez ele estivesse pagando, olhei para David.
– Talvez eu deva falar com ele...
– Algo em especial? – percebi certo ciúmes em seu olhar, sorri e lhe dei um selinho.
– Você é fofo com ciúmes, sabia?
– Não sabia – riu –, mas você é.
– Não sou ciumenta!
– Ah, claro que não – sorriu – Pode falar com ele, afinal, ele é seu amigo.
– Ok, eu volto logo, pode me esperar lá fora se quiser.
– Beleza.
Fui até Peter um pouco nervosa, eu me lembrava bem no dia em que ele me convidou para ir a praia, seria uma boa ideia conversar com ele? E se ele achasse ruim a minha mentira de ficar estudando? Pensei e cutuquei seu ombro, o mesmo se virou assustado.
– Liza? – parecia assustado – Tudo bom?
– T-Tudo bom, vim aqui pra... Bem, eu vim com o David, mas resolvi falar com você.
– Entendo... é normal, não é? Vocês namoram. – sorriu, percebi certa tristeza.
– É... mas e você? Veio com alguém?
– Não, não, apenas quis comer aqui, a comida é deliciosa.
– Concordo – sorri –, e a Eliza?
– Ela vai bem...
– Você faltou semana passada, aconteceu algo com ela?
– Infelizmente sim, ela teve uma recaída naquele dia, eu fui correndo ao hospital, mas felizmente ela está bem agora.
– Nossa, ainda bem, se acontecer algo me avise, ok?
– Ok, pode deixar, é melhor correr, seu namorado pode sentir ciúmes. – sorriu amarelo.
– Não, ele não se importa – sorri –, mas enfim, até mais.
– Até!
Me despedi de Peter e fui até o encontro de David do lado de fora da lanchonete, fomos juntos até o apartamento para arrumar nossas coisas, até porque era sábado, eu queria estudar um pouco mais, direito não é tão fácil.
Até lá não aconteceu muita coisa, pegamos o carro e conversamos um pouco até chegar. Será que ele iria querer dormir em uma mesma cama que eu? Corei pensando.
– Por que está corada? – perguntou ainda dirigindo.
– N-Nada...
– É pela noite anterior? – sorriu malicioso.
– C-Claro que não! Idiota...
– Você vai dormir no meu quarto agora, não quero nem saber. – disse em um tom seriíssimo voltando sua atenção ao volante, tive até medo e me virei a ele.
– Como é? Não vai dar!
– Por que não?
– É que eu estudo às noites também, e não quero atrapalhar o seu sono! E também...
– Ok, ok – suspirou fazendo biquinho –, acho que não vai dar certo mesmo.
– Que bom que compreendeu! – falei com sarcasmo na voz, ele riu. Deus, que bipolar...
Chegamos ao apartamento e falamos com Jhonny, senti uma ponta de malícia em seu olhar, tremi imaginando que ele poderia estar pensando que realmente aconteceu aquilo. Abrimos a porta do quarto e entramos, me joguei no sofá e respirei fundo, era incrível como passar um dia fora de casa, era tão estranho.
Coloquei as roupas sujas para lavar e arrumei o restante no meu quarto, David fez o mesmo. Estudei um pouco e mais tarde almocei com ele. Combinamos de assistir um filme, então colocamos na TV a cabo e procuramos algo legal. Começamos assistindo um de romance maroto com uma comédia, que eu simplesmente amava, depois um filme de ação e assim por diante.
Com o passar das horas, ouvi meu celular tocar vindo do quarto, dei um beijo em David e peguei o celular que estava em cima da cama, quando cheguei no quarto vi que era de Peter, estranhei, mas atendi no mesmo lugar em que o celular estava.
– Alô?
– LIZA, POR FAVOR, VEM PRO HOSPITAL AGORA! – os gritos de Peter eram tão altos que meus ouvido doeram, mas isso não me impediu de sentir um nervosismo terrível.
– O que houve? – perguntei com uma voz alta.
– A MINHA, MÃE, LIZA, CORRE PRA CÁ, ELA VAI MORRER. – logo seus gritos se transformaram em um choro alto e claro, meu coração começou a bater aceleradamente, não era possível aquilo estar acontecendo.
– Ela não vai morrer, Peter! – gritei – Estou indo aí, me espera!
Corri até a sala com minha bolsa, David me olhou estranho, ele já estava de pé com os gritos que dei pelo quarto, tudo estava indo rápido demais, pedi com pressa para que David me levasse ao hospital, fomos praticamente voando.
Chegando ao hospital, me despedi rapidamente de David e disse que eu ligaria quando fosse a hora de que eu fosse embora, corri até a sala de Eliza, meu medo só aumentava. Avisei Peter sentado em uma das cadeiras de frente à sala com os dois braços encostados nos joelhos, duas mãos cobriam o rosto e era perceptivo que ele já havia chorado e muito, me dei conta de que um médico falava com ele, corri mais rápido até os dois.
– O que houve aqui? – perguntei quase gritando.
– Você também conhece a senhora Eliza?
– Claro que sim, por favor, me diga o que aconteceu! – quase chorando, fiz outra pergunta, Peter nem se movia direito.
– Eu sinto muito, mas a senhora Eliza não resistiu...
E ali, senti meu coração se quebrar em mil pedaços.
Notas finais
Espero reviews *-*
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