Meu Meio Irmão
39 Henrique Connor
Notas iniciais
HARRY POV.
- Não quero discutir com você agora quando for mais tarde eu falo com ela – ele disse calmo saindo do escritório.
Fomos até a garagem e pegamos um dos carros que havia lá e partimos em direção ao galpão. Os meninos como sempre já estavam lá nos esperando.
- Quem é esse styles?- Tyler perguntou e Drake me olhou esperando que eu o apresentasse.
- Ele vai ajudar agente – disse e os meninos me olharam confuso.
-Mas... -Justin ia falar, mas o interrompi.
- Sem perguntas e escuta o que o cara tem para falar – disse grosso e os meninos ficaram quietos esperando Drake começar.
-Então como eu já comecei a falar Henrique está com novos planos e tem uma nova equipe, ele quer destruir vocês e ainda aumentar o império dele, vocês precisam mostrar que são superiores, que podem destruir Henrique... — cody o interrompeu.
-Mas Harry já não mostrou isso para ele roubando o seu cofre e matando um de seus homens?
-O que vocês não sabem é que um cara já desfiou Henrique antes, só que esse cara teve um destino que ninguém sabe ao certo qual, ele foi para o saco cedo demais e Henrique pensa que vai conseguir fazer o mesmo com você, mas cá entre nós styles você é mais inteligente que isso...
- Quais são seus planos? – perguntei me sentando em uma das cadeiras que havia lá.
- Tenho um plano, mas sei que não seria capaz de fazer, é pesado demais – ele disse e os meninos se entreolharam.
- Fala- disse seco.
- Há um orfanato que é patrocinado por Henrique, Henrique teve uma divida com um cara e ele teve que patrocinar o tal orfanato, você teria que botar fogo lá...
-Não, esse não é meu trabalho, eu mato qualquer pessoa, menos crianças, nunca tocaria em uma criança, seria incapaz de fazer isso – falei indiferente – Qual o outro plano?
- Bom... Já sei, tem um lugar que temos que tacar fogo para mostrar guerra, mostrar que não somos iguais ao idiota que desfiou ele antes – ele disse e eu prestava atenção em cada palavra que saia de sua boca.
- Em segundo temos que conseguir um pen-drive, mas isso só com sua mulher...
- Que porra, eu já disse que a Lucy não! – gritei.
-Styles é o único jeito de sobreviver sem ir para trás das grades – ele disse e os meninos me olharam.
-Não quero ela se arriscando — disse por fim.
- Ok, resolvemos isso depois, antes temos que botar fogo.
- Agora? – cody perguntou nervoso.
- É agora! –ele disse e justin riu.
- Gostei desse cara – Justin disse pegando um isqueiro. – O que estamos esperando?
Pegamos tudo que seria necessário e fomos até o tal galpão de Henrique. Aquele lugar era bem escondido e perfeitamente detalhado.
- Só precisamos matar aqueles caras da entrada, lá dentro não há ninguém – Drake disse confiante.
Justin e eu atiramos nos caras de dentro do carro mesmo. Aquilo estava sendo fácil demais. Entramos no lugar com a ajuda da inicial de Drake e o resto foi moleza. Só precisamos tacar a gasolina no chão e depois tacar o isqueiro e sair de lá. Conseguimos concluir tudo e saímos de lá vendo aquilo tudo explodir e pegar fogo. A sensação era ótima. Ver as chamas se alastrando me fazia bem.
Ouvimos sirenes de policiais, e arrastamos pneu até a mansão novamente. Drake entrou e eu fiquei lá fora com os meninos esperando qualquer sinal de Henrique e não demorou muito. Passaram-se apenas uns dois minutos e um de meus homens veio me entregar um cartão. O abri calmamente e parecia ser um convite para uma festa na casa dele, ele queria me conhecer e eu mal podia esperar para vê-lo. La dentro havia um bilhete, escrito “Styles toma cuidado, não entro em um jogo para perder, agora é guerra” Amassei o bilhete e taquei em um lugar qualquer da mansão.
Entrei em casa e vi Drake conversando alguma coisa com Lucy, me aproximei deles para poder ouvir o que estavam falando.
LUCY POV.
-Harry eu vou fazer isso! –gritei.
-Não Lucy, não quero você metida nisso por minha culpa! – Harry retrucou no mesmo tom.
- É sua vida! Eu vou fazer isso você querendo ou não! – disse por fim.
-Ela não corre nenhum risco, certo? –ele perguntou se virando para Drake e ele assentiu.
- Me fala tudo que tenho que fazer que eu faço o que for preciso – disse firme e Harry me olhou com cara de reprovação. Ignorei o olhar dele e prestei atenção em tudo que Drake estava me falando.
Depois que passamos o plano tudo novamente já tinha grava tudo em minha mente. Sabia exatamente como agir e provaria para todo mundo que não sou mais aquela menina indefesa, agora eu sou uma mulher forte em busca de vingança.
Terminei de colocar o vestido que marcava bem minhas curvas e dava valor aos meus seios. Soltei o cabelo e passei um batom vermelho provocativo o suficiente, porém não exagerado. Depois calcei o sapato e me olhei no espelho. Estava pronta. (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=66684139&.locale=pt-br) Respirei fundo e desci as escadas onde os meninos estavam. Os olhares de todos daquela casa me secavam e todos os meninos estavam perfeitamente arrumados com um terno. Os seguranças quase babavam e aquilo não estava me incomodando. Encontrei o olhar de Harry no fundo da sala e ele parecia nervoso e com raiva pela maneira como todos me olhavam.
- Estou pronta! – disse me aproximando deles.
-Meu deus Lucy, v-você está linda... — Justin disse rindo.
- Para porra, ela é minha – Harry disse se aproximando de mim.
- Ainda dá tempo de mudar de idéia – ele disse próximo ao meu ouvido.
- Eu quero fazer isso – disse convencida.
- Prometa que vai se cuidar. – murmurou baixinho, me apertando forte em seus braços.
- Eu prometo – respondi no mesmo tom, colocando minha mão sobre a dele e a acariciando devagar.
- Se acontecer qualquer coisa corre Lucy, não tenha medo, eu não vou deixar nada acontecer com você – ele disse me soltando de seus braços.
- Então todos já sabem o que vamos fazer – Drake disse chamando a atenção de todos.
Eu iria no primeiro carro, chegaria antes deles para ninguém desconfiar. Eu não conhecia o motorista, por isso fui em silencio o caminho inteiro, apenas repassando o plano na minha cabeça várias vezes. Fechei os olhos e tentei me concentrar e manter o pensamento positivo, mas estava um pouco difícil.
Assim que o carro estacionou, eu desviei meus olhos para a janela. Com certeza era um lugar luxuoso. Um hotel de quase vinte andares em umas das principais avenidas de Miami teria custado uma fortuna.
Havia vários seguranças na porta do hotel, carros que deviam custar uma boa grana e alguns conversíveis estavam estacionados na rua e as luzes fortes que iluminavam a entrada pareciam chamar muita atenção. Assim que desci do carro já pude ouvir a musica que tocava dentro da boate.
Encarei a roupa que estava usando mais uma vez, e logo depois levantei o olhar me lembrando exatamente do que eles haviam falado, meu nome era Miley Stives.
- Nome? – uma mulher que segurava uma prancheta se aproximou com um lápis na mão e um sorriso um tanto falso no rosto. Encarando-me dos pés a cabeça.
- Miley – sorri – Miley Stives – a mulher a desviou os olhos para a lista e procurou pelo meu nome, assinalando alguma coisa e logo depois abrindo caminha para que eu passasse.
- Aproveite a noite – um segurança murmurou assim que eu entrei no enorme saguão. E tenho que admitir Henrique Connor sabe como dar uma festa.
Algumas pessoas dançavam no meio da pista de dança enquanto o DJ tocava alguma musica agitada, mas a maior parte delas apenas bebia champanhe e conversava descontraídos.
Comecei a caminhar até o bar. Sentei-me em uma das cadeiras que estavam em frente ao balcão e fiz um sinal para o garçom pedindo uma bebida.
Encarei o ambiente a minha volta e só então percebi que não tinha muita idéia de quem era Henrique Connor, mas não foi difícil identificá-lo. Todos os homens daquele lugar me encaravam como se nunca tivessem visto mulher até que observei um homem se aproximando e pude concluir que era Henrique. Ele era um pouco diferente do que eu pensava, era alto, devia ter uns 28 anos, moreno, e seus olhos eram claros como água.
- Oi – ouvi uma voz masculina me fazendo acordar dos meus devaneios.
- Oi — sorri de leve e pude senti-lo se aproximando mais de mim.
- Sabia que você é a mulher mais linda desse salão? – ele disse com um sorriso curioso nos lábios. – Você é diferente das outra...
- Diferente é bom — falei tomando um pouco da minha bebida.
-Diferente é ótimo – ele riu – Quase esqueci, nem me apresentei, prazer, sou Henrique connor.
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