Meu Meio Irmão
40 Henrique Connor part 2.
Notas iniciais
Leticia Stylinson pela recomendação, obrigadaaa mesmo lindaaaa!!
LUCY POV.
Era realmente engraçado como aquelas pessoas agiam tão normalmente. Elas riam, conversavam alto e até dançavam algumas músicas, parecendo não se importar com o fato de estarem na festa de um dos maiores criminosos do país.
Observei quando a porta se abriu e vi Harry e os garotos entrando. Olhei para Henrique de imediato e ele sorriu de leve.
— Vou cumprimentar um velho amigo, e já volto princesa – ele disse se levantando e indo em direção ao Harry.
HARRY POV.
Henrique veio em minha direção e não podia conter o sorriso em meu rosto.
— Styles, finalmente estamos nos conhecemos — ele disse apertando minha mão.
— Eu não podia fazer desfeito de uma festa sua – disse e ele riu.
— Fique a vontade, você e seus amigos – ele disse voltando a direcionar o seu olhar para a minha Lucy.
Ele nos deixou lá e eu fui pegar algo para beber. Estava tentando me controlar para não explodir vendo Lucy com Henrique.
LUCY POV.
-Vamos dançar? – Henrique perguntou sorrindo de leve.
— Tudo bem, mas só uma musica. – disse com um sorriso no rosto.
Fomos caminhando até a pista de dança. As pessoas me olhavam como seu eu fosse uma vadia nojenta. Ou talvez fosse apenas inveja porque muitas meninas queriam estar no lugar onde estou agora pelo simples fato de conseguir um bom dinheiro no final da noite. Já alguns caras observavam cada passo meu com um sorriso malicioso no rosto, enquanto as mulheres mais velhas me olhavam com pena. Como se eu não tivesse a menor ideia de onde estava me metendo.
Idiotas.
— Você é linda demais, e eu não vou me cansar de falar isso– Henrique comentou.
Comecei a ouvir a batida da musica, e respirei fundo, puxando a mão de Henrique. Fechei os olhos para tentar esquecer o plano, as pessoas, e me concentrar somente na batida da musica.
Quando me vi já estava rebolando enquanto sentia a calça dele roçar na minha bunda. Nossos corpos estavam tão colados que a cada movimento que fazia acaba levando-o junto. E eu estava odiando aquilo.
Coloquei todo meu cabelo para um lado só, deixando meu pescoço parcialmente desnudo. Eu queria provocar, e pelo volume que se forma atrás de mim senti que estava conseguindo. Empinei o bumbum, fazendo pressão sobre o seu membro atrás de mim, e suas mãos firmes seguraram-me enquanto ele me puxava ainda mais contra seu pênis.
Rebolei contra a cintura dele, estava conseguindo o que queria... Seduzi-lo. Senti meu braço ser puxado bruscamente e logo já estava frente a frente com Henrique. Soltei um sorriso.
— Não estou aguentando mais, você está me deixando louco – murmurou. — Pretendo te levar a um lugar – ele disse e eu assenti.
Um homem nos acompanhou até o que eu achava que seria o quarto de Henrique, e não estava enganada.
-Esse é o meu quarto – ele disse com um sorriso no rosto, abrindo a grande porta branca que ficava do lado direito do corredor no ultimo andar daquele casarão.
Não era um quarto digamos bonito, era mal decorado, as cores da parede não contrastavam em nada com as cortinas e móveis, eu odiei o quarto, não só pelo fato do quarto ser mesmo feio mais sim pelo fato de ser o quarto de Henrique.
— O que achou? – perguntou observando meu rosto com atenção, como se estivesse tentando adivinhas meus pensamentos pela minha expressão.
— Achei lindo – disse soltando minha bolsa no chão do quarto, e sorrindo gentilmente para ele.
Ele riu pelo nariz, e puxou minha cintura com força me prendendo em seus braços. Henrique desceu uma mão para minha bunda e a apertou devagar. Dei alguns passos para trás puxando-o junto comigo, e ao mesmo tempo estava tentando imaginar Harry ali, o que não estava sendo facil. Logo senti que já estava à beira da cama. Ele foi me deitando devagar, colocando todo o seu peso por cima do meu corpo.
Arranquei meus sapatos sem muita dificuldade, e me ajeitei um pouco mais sobre a cama. A respiração dele era quente e acelerada que batia contra o meu rosto, fazendo com que eu sentisse aquele hálito embriagado.
Henrique deslizou as mãos pelo meu corpo sem menor pudor, desceu os dedos para minhas coxas, arranhando-as. Senti a alça esquerda do meu vestido ser retirada, e Henrique dar alguns beijos molhados no meu ombro. Estremeci ao sentir seus lábios gélidos tocando minha pele quente, e logo meu coração estava acelerado pela rapidez como as coisas estavam acontecendo. Henrique colocou uma das mãos por baixo da minha roupa, acariciando minha intimidade por cima da calcinha. Não consegui segurar um gemido, o que o deixou ainda mais excitado.
Henrique desceu os beijos pelo meu pescoço, afastou os meus cabelos para poder explorar melhor o locar e deu um chupão na minha nuca. Puxei o rosto dele contra os meus seios e o soltei logo em seguida me levantando.
— Por quê? – ele perguntou confuso.
— Eu quero uma bebida – murmurei, dando o melhor sorriso que consegui.
- Concordo – Henrique disse se levantando e caminhando até um balcão onde havia uma bandeja, em cima dela copos, uma bacia de gelo e uma garrafa de um Whisky caro.
Henrique era o tipo de cara que tem muito dinheiro e quer mostrar para o mundo todo que tem, seu quarto não negava isso assim como o resto da casa.
Sentei-me sobre a cama, ajeitei o vestido e o cabelo, e continuei observando o que Henrique fazia. Ele pegou duas taças e colocou um pouco do Whisky. Puxei minha bolsa que estava no chão discretamente, sem deixar que ele percebesse. Peguei um pacotinho com um pó.
Fechei a bolsa novamente e a taquei no chão, exatamente onde ela se encontrava antes.
— Gosta de Whisky, ne? – perguntou e eu confirmei assentindo. Estiquei a mão para pegar a bebida e ele me entregou com um sorriso no rosto, dando o primeiro gole.
Bebi também e senti aquele liquido amargo e com cheiro forte queimando na minha garganta. Coloquei a minha taça no criado mudo, pegando a dele e deixando ao lado da minha, em um movimento rápido despejei o pó dentro do copo.
–Podemos continuar agora? – Henrique perguntou engolindo todo liquido que havia na sua taça como se fosse agua, e sem esperar a minha resposta já estava deitando sobre o meu corpo. Ele parecia com muito mais pressa agora. Apertava-me com firmeza. Desabotoei a camisa dele, tirando-a e jogando em um canto qualquer do quarto.
Percebi seus movimentos cada vez mais lentos. De repente seus olhos se fecharam de vez, e senti sua cabeça pesada caindo em meu peito.
Levantei seu rosto, encarando sua expressão relaxada e descontraída.
–Bons sonhos Henrique. — murmurei sarcástica, empurrando o corpo dele e me levantando da cama.
Peguei a taça de Whisky e fui dando alguns goles enquanto caminhava pelo quarto. Coloquei meus sapatos e parei em frente ao espelho para ajeitar os cabelos. Lavei a maquiagem, fiz um coque frouxo no cabelo e arrumei meu vestido amassado. Tirei os meus brincos, sequei meu rosto e dei uma última checada.
É, eu estava pronta.
Abandonei a taça na pia do banheiro e saí dali, caminhando em passos apressados para fora do quarto. Era agora. Meu coração acelerou as batidas. As mãos suaram, eu fechei os olhos. O meu batimento cardíaco falhou por um instante.
Destranquei a porta do quarto, peguei os sapatos nas mãos para não fazer barulho e comecei a correr em direção às escadas. Podia ouvir os passos dos seguranças caminhando apressados pelos corredores, e tentava dar o meu melhor para não ser notada. Sabia que em poucos minutos algum deles encontraria Henrique desacordado, e era uma questão de tempo para que viessem atrás de mim.
Desci as escadas pulando uns quatro ou cinco degraus a cada passo. Foram dois lances que para mim pareceram intermináveis, e pelas minhas contas eu devia estar no segundo andar.
Corri desesperada pelo corredor, e tive que me esconder dentro de um dos quartos quando dois seguranças apareceram. Ouvi suas vozes distantes e saí do cômodo, voltando a buscar pela terceira porta à direita.
Encontrei e forcei a fechadura, mas obviamente estava trancada. Puxei a arma da cinta liga, aproximando-a do miolo da porta, e em um movimento rápido destravei a arma e puxei o gatilho.
O silenciador garantiu o silêncio, mas o barulho do trinco caindo no chão provavelmente atraiu suspeitas. Adentrei o lugar apressada, encostando a porta de um modo que parecesse ainda trancada, e coloquei meus sapatos no chão. Olhei para frente, e logo enxerguei um quadro com a foto de um cachorro muito feio. Provavelmente aquele lixo teria custado milhões.
Corri e procurei pelo cofre, ficava exatamente atrás daquele quadro. Forcei a memoria para que lembrasse o numero da senha daquele maldito cofre e por sorte consegui me lembrar. Digitei a senha e alguns minutos depois, ele se abriu.
Havia dinheiro, pastas com documentos, não era muito diferente do cofre que Harry tinha, observei mais ao e havia uma pequena caixinha. Peguei-a, e ali dentro havia o tal Pen-Drive. Peguei-o e botei no meu sutiã, tendo a garantia de que lá ficaria seguro.
Fechei o cofre novamente, travando-o, e depois corri em direção à saída. Abri a porta devagar, checando se o corredor estava vazio. Minhas mãos tremiam. Dois caras armados apareceram no começo do corredor. Tentei correr, mas eles me viram.
– VOCÊ, PARADA! — um deles gritou, e eu tentei correr ainda mais.
Corri pela escada até o último andar sem olhar para trás, mas sabia pelo barulho dos passos que eles estavam atrás de mim, e quase me alcançando. Eu mal sabia o que estava na minha frente, apenas corria feito uma louca, tropeçando em tudo e esbarrando nos móveis, e tentando de todas as maneiras salvar a minha vida.
Cheguei ao fim das escadas e corri pelo último andar até o banheiro onde segundo o Harry havia uma passagem. Atirei-me ali dentro e consegui ser rápida o bastante para trancar a porta a tempo, mas segundos depois eu pude ouvir os gritos dos caras enquanto eles socavam a porta com brutalidade.
Engoli seco, subindo em cima da tampa da privada para alcançar a saída. Empurrei-a, mas como sempre estava trancada, então peguei a arma na cinta e atirei no cadeado, arrombando a saída. No mesmo instante, os dois caras conseguiram entrar no banheiro, e recebi um tiro certeiro na coxa, ao mesmo tempo em que atirei nos dois.
Eles caíram no chão, e eu me desabei em lágrimas.
Minha perna não doía, apenas ardia, e o sangue quente escorrendo por ela me deixava nervosa. Ela parecia adormecida, eu não conseguia andar. Logo pude ouvir as vozes no corredor.
Esforcei-me para subir colocando todo o peso do meu corpo sobre os meus braços, mas eu não conseguia. Não com a minha perna baleada.
Enxuguei os olhos, e arrumei coragem de onde não tinha para apoiar meu peso na perna machucada, segurando um grito agudo de dor na garganta. Impulsionei meu corpo, e em um gesto rápido consegui entrar na passagem que havia ali.
Eu não tinha tempo. Eu precisava sair dali. Precisava sair urgentemente.
Levantei-me com dificuldade, tendo que manter as costas curvadas porque o lugar era baixo, e comecei a correr até encontrar qualquer saída.
O sangue já tinha tomado conta de toda a minha perna e a cada passo parecia jorrar ainda mais. Eu queria gritar por ajuda, queria que Harry me salvasse como acontecia nos filmes, queria desistir daquilo tudo, mas eu não podia.
Enxuguei o rosto, manchando-o com o meu próprio sangue e continuei a me arrastar, sem me importar com a dor ou a dormência que sentia.
Logo ouvi passos atrás de mim, o que me fez entender que os seguranças de Henrique haviam me encontrado novamente, e em poucos segundos me alcançariam.
Encontrei uma pequena saída em uma das janelas que havia lá, e a empurrei com as mãos, por sorte ela estava aberta e eu pude observar onde estava. Provavelmente há mais de doze metros do chão.
Havia uma escada de ferro embaixo de mim que dava saída ao jardim da parte de trás daquela casa, mas minha perna estava dolorida e eu não conseguiria descer. Os passos se aproximaram, e em um ato insano de desespero, eu segurei as mãos no ferro e fui escorregando.
Minhas mãos queimaram, eu sentia o sangue escorrendo por elas, mas não podia me soltar. Segurei firme, prendendo um grito na garganta.
Meus pés tocaram o chão, mas eu ainda não estava livre.
Enxuguei as mãos ensanguentadas no vestido e comecei a mancar pelo jardim o mais rápido que conseguia até o portão. Cheguei até o portão e tentei me concentrar em qualquer coisa que não fosse à dor.
Eu pensei... Eu pensei no Harry.
Eu persistia naquilo por ele, porque eu o amava, e até pensar em nunca mais vê-lo para mim já era insuportável.
Usei as mãos, tentando me esquecer de que elas estavam cortadas e sangrando, e escalei o portão.
Consegui chegar ao topo e olhei para trás. Sem nem pensar me joguei dali de cima, caindo de mau jeito no chão. Faltou ar em meu pulmão por alguns segundos, eu me senti tonta, completamente sem sentidos, mas mesmo assim não me permiti ficar parada. Avistei o carro de Harry longe e me escondi lá, esperando-o chegar.
HARRY POV.
Estava preocupado com Lucy. Os meninos estavam tentando me acalmar, mas nada estava funcionando. Decidi ir procura-la. Rodei a casa e em um momento esbarrei nela. Eu a vi, vi Camila. Lucy estava certa esse tempo todo. Senti o ódio consumir minhas veias, a vontade de vingança falava tão alto que eu não consegui ouvir mais nada. A empurrei contra parede e apertei com força seu pescoço. Eu não me reconhecia e nem me controlava mais. Eu estava cego de raiva, ódio, dor.
- O QUE VOCÊ FEZ COM MEU FILHO? – gritei e vi que seus olhos estavam começando a fechar.
Eu não tinha forças para parar e tentar ver se conseguia buscar algumas respostas, o ódio era forte demais.
- Styles, ou você fica aqui e mata a Camila ou a Lucy morre – ouvi Justin gritar.
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